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Este ano, Internet bate Revista

clique para ampliarApenas entre amigos, para não arrumar mais confusão do que o costume, dizia que o investimento em Internet iria passar revista este ano, mas que esta passagem não seria anunciada pelo mercado.

Há mais de dois anos eu venho defendendo aqui no blog que o investimento em internet é bem maior do que o divulgado.

Os tais 4% da Internet brazuca só levam em conta alguns veículos. Poucos eu diria, pois a fragmentação hoje já é bem grande. Também ignora investimento em conteúdo, em palavras chave e até a venda casada/conjunta com meios tradicionais. Aqueles pacotes que leva TV ou revista + site, que são sempre contabilizados na conta do meio tradicional.

Lá fora, esta migração não contabilizada também já foi prevista. Ano passado, a empresa de pesquisa Outsell Inc. disse que 62% do investimento digital americano era feito em projetos próprios.

Mês passado, a pesquisa da agência iThink disse que o investimento online atinge 7%, se levarmos em contas links patrocinados, construção de sites, etc.

Também bate com a argumentação do Sant’lago, da MídiaClick, que mostrou que o faturamento do Google Brasil sozinho poderia dobrar o tamanho do mercado.

Como sempre, tem estimativas e tem margem de erro, mas são indícios fortes para comprovar o que venho falando por aqui desde 2007.

Além disso, talvez agora já possa dizer, de forma menos polêmica, o que antes eu só falava para os amigos mais próximos. Internet bate revista este ano no Brasil e, em poucos anos, passará também o Jornal.

Anúncio é conteudo?

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Há algum tempo atrás, o Google modificou seu sistema de leilão, passando a levar em conta a qualidade do anúncio.

Como o Google ganha por anúncios clicados, para leigos pode parecer como uma prática comercial para priorizar os anúncios mais clicados, mas a lógica é outra. Para não perder relevância, o Google precisa continuar tendo qualidade em sua resposta, mesmo em seus anúncios.

O pensamento não está de olho no lucro do curto prazo. Não se trata de ganhar mais grana com um anúncio picareta que conquiste muitos cliques, mas em manter a taxa de cliques alta por entregar comerciais que tenham relação real com a pesquisa realizada.

Afinal, pago ou não, os anúncios fazem parte da recomendação de busca do sistema. Usando a mesma lógica, acredito que todos os veículos, digitais ou não, deveriam selecionar seus comerciais.

Você pode até argumentar que não seria viável comercialmente ou que ninguém teria coragem para tomar esta atitude, mas a lógica é a mesma. Comercial ruim atrapalha a experiência do consumidor no veículo.

Não precisa ir longe, quem nunca trocou de canal ou estação de rádio quando percebeu novamente aquele comercial chato? Esta sensação se torna evidente em canais de TV por assinatura, cujos intervalos chegam a levar 5 minutos e muitas vezes recheados com comerciais de resposta direta e os produtos mais vagabundos do mundo.

Ou quem nunca ficou puto quando percebeu que a TV por assinatura passou a mostrar vários intervalos de 5 minutos durante o mesmo filme?

A única dificuldade que eu vejo seria a nota de corte. O Google tem maneiras para medir a relevância do comercial, comparando seu conteúdo com a palavra de busca e a página que ele remete, assim como também tem a resposta imediata dos usuários. Seu sistema é melhor do que qualquer pesquisa de amostragem, mas com toda a tecnologia de hoje, seria viável implementar algum sistema de qualidade em outros veículos, mesmo os tradicionais. Como eu disse, a barreira não é tecnológica, e sim político-econômico-burocrática.

Curso livre de especialização em marketing direto da ABEMD

Estão abertas as inscrições para a 16º curso livre de especialização em marketing direto da ABEMD.

O curso, que eu tenho prazer de lecionar algumas das aulas, é único no Brasil e tem atraído alunos de todo o país tendo formado mais de 350 profissionais.

A idéia do Curso Livre é formar gestores em Marketing Direto. Pessoas que dentro de uma operação saibam para que servem todas as ferramentas e como utilizá-las da melhor forma para empresa.

Durante as aulas os alunos aprendem na teoria e na prática temas fundamentais para ações de Marketing Direto, como canais que podem ser utilizados, life time value, fulfillment, estatística, entre outros.

Início: 04 de agosto de 2009
Aulas: 3ªs e 5ªs, das 20hs às 22hs
Local: Centro Brasileiro Britânico – Rua Ferreira de Araújo, 741 – 1º andar Pinheiros

Maiores informações e inscrições : clique aqui

O Nosso Caos Particular

clique para ampliarSomos uma geração de Profissionais de Comunicação privilegiada. Praticamente inventamos o que se convencionou chamar de colaboratividade. Entregamos “empowerment” ao consumidor. Transformamos o que era uma alameda de mão única, numa ampla estrada de duas mãos, com muitas faixas e bla, bla, bla, bla, bla.

Só não aprendemos…hmmm… a ganhar dinheiro com isso. Isso já é pedir demais.

E apesar deste texto estar em um blog, não estou falando apenas da mídia online, não.

Somos os netos da geração que inventou o Negócio da Comunicação e – como no ditado que diz que os netos levam o negócio dos avós à falência – estamos a ponto de quebrar tudo, instaurando o caos.

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O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

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NetView não te viu.

clique para ampliarMais uma prova do aquecimento do mercado online, o Ibope vai relançar a ferramenta WebRF, descontinuada em 2002.

A ferramenta permite ao mídia trabalhar com alcance e freqüência (reach and frequency) em seu planejamento, ajudando a escolher os melhores veículos.

Deveríamos comemorar se não fosse um porém. Como a nova ferramenta usará a base do painel NetView, do Ibope Net/Ratings, terá os mesmos problemas do mesmo.

Me refiro a dois problemas básicos e graves do painel. O primeiro é o fato da seleção e da pesquisa serem realizadas por telefone fixo. Ter telefone em casa não é mais uma questão de renda ou faixa etária. Só para ficar em um exemplo, têm muita gente das classes AB deixando de usar telefone fixo. Isso demonstra uma relação diferente do consumidor com os meios de comunicação, certamente influenciado por celulares, mensageiros instantâneos e email.

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TV digital, cadê você?

Vocês não tem a impressão que o assunto morreu? O cronograma pode estar sendo seguido, mas cadê o sinal, cadê os aparelhos mais baratos, cadê o celular com TV digital?

Pra não terminar o post deprê, uma enquetezinha:

Se aquele compositor brega que fez a música do orkut quiser fazer uma sobre TV digital, qual artista ele deveria usar como referência?

  • Tim Maia: Onde está você? (29%, 22 Votes)
  • João Bosco: Não posso acreditar que era tudo mentira. (22%, 17 Votes)
  • Martinho da Vila: Vai ou não vai? (16%, 12 Votes)
  • Banda Mel: Não quero mais essa conversa fiada! (13%, 10 Votes)
  • Jorge Vercilo: Eu ainda acredito. (9%, 7 Votes)
  • Chico Buarque: Pois você sumiu no meu mundo sem me avisar. (8%, 6 Votes)
  • Caetano Veloso: Nunca achei que minha sina fosse andar longe do pago. (4%, 3 Votes)

Total de votos: 77 – Start Date: May 28, 2008

Qual é a sua Terra?

Anunciante inexperiente no meio digital costuma ter uma única métrica de resultados, e geralmente a mais “simples” de todas. Ou só pensa em pageviews ou só pensa em CPM ou só pensa em CTR. Não liga se os visitantes que vieram da sua ação de mídia não ficaram nem cinco segundos no site, não ligam se eles compraram (ou não) alguma coisa ou muito menos ligam se a abordagem utilizada deixou alguém com raiva da marca.

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Videogames?

O Neil Young quer lançar um projeto interativo de sua obra com atualização via web. Ele recomenda usar o PlayStation 3 pra interagir com o projeto. Ainda não é exatamente o que eu gostaria de ver (trecho do meu livro abaixo), mas já é um começo para brincadeira ficar divertida. Não que precise virar regra, mas deixar de olhar para os meios de maneira engessada é uma oportunidade. Oportunidade para todo mundo, inclusive profissionais de comunicação.

Utilizando consoles ligados à Web, empresas poderão fazer muito mais do que comerciais inseridos em jogos. Algumas ações que utilizam a Internet podem migrar para os consoles, mesmo sem estarem inseridas em um jogo. A Internet tem algumas limitações que impedem fazer ferramentas mais ricas, apesar de o Flash (software usado para fazer animações na Web) ter evoluído bastante, está longe do que pode ser oferecido pelas ferramentas que criam jogos de console. O poder de processamento e padronização dos videogames é um diferencial importante em comparação com a Web.

TV digital ainda devagar

Eu defendo que essa história de TV digital pegar muito melhor que a analógica era uma mentira. O argumento técnico ignora a prática. O que é verdade no laboratório não necessariamente se reflete na vida real.

Além dos pontos que eu já havia apresentado, agora a Philips levanta outro problema, a qualidade do sinal.

O último estudo divulgado pela empresa mostra que nos locais onde a TV analógica pega mal, a chance do sinal da TV digital pegar bem é mínimo. Nos testes, o sinal apresentou falhas em 33% dos mais de 100 pontos medidos pela empresa.

Veja o resultado do teste clicando no mapa de área de cobertura no site da Philips.