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Portable People Meter

Nas primeiras páginas do capítulo sobre TV do meu livro eu falo sobre o Portable People Meter. Abaixo um breve resumo:

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37 milhões de reais

Como todos vocês já sabem, a Guinness lançou o comercial mais caro do mundo. Foram £10 milhões na velha fórmula do dominó. Eu gostei do filme mas achei a ação uma loucura. Nada justificaria 10 milhas em um filme.

Até que deu um estalo, lembrei do post onde comento que a correlação entre conteúdo e veiculação não existe mais na web. E se a Guinness está levando esta realidade também para a TV? Se a expectativa deles era usar a força da mídia espontânea e viralização na web, eles podem ter tirado uma boa parte verba de veiculação. Fiquei com muita curiosidade de conhecer o plano de mídia deles.

Na real, não seria exatamente novo, aconteceu em 1984. Ridley Scott produziu o filme de lançamento do Macintosh, veiculado uma única vez, mas repetido várias (inclusive na TV) a pedido dos consumidores. Dúvido que em 94 isso tenha sido uma estratégia pensada no boca-a-boca, mas a fórmula vem sendo repetida por alguns anunciantes do Super Bowl (vide Doritos).

A diferença é que no caso do Super Bowl, a força do buzz é usada pra fazer valer o alto custo da veiculação, no caso da Guinness (se for isso mesmo), é usado pra fazer valer o alto custo de produção.

O quanto se investe em TV no Brasil?

Mês passado falei que o investimento no meio Internet é maior do que o divulgado. A lógica é simples, assim como em meios tradicionais, a porção que se investe em conteúdo na web não é contabilizada. Acontece que na web não existe uma correlação de investimento, e por isso, em alguns casos o investimento em conteúdo pode ser responsável por boa parte da verba.

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O brasileiro que não tem TV

Quando trabalhou na minha equipe da Globo, me chamou de desumano. O apelido quase pegou. Rapaz de visão, acabou saindo na Business Week.

Zuardi

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CNN

CNN

Semana passada saiu na Ad Age uma interessante matéria sobre a CNN. A frase de efeito do texto – “I worry about CNN more than I do about CNN.com.” – foi proferida por Richard Parsons, CEO da Time Warner.

A preocupação vem da queda da audiência (veja o gráfico) e conseqüentemente seu faturamento. Enquanto o faturamento da CNN no cabo caiu de U$ 424 para US$ 378 milhões, a CNN.com subiu de U$ 34,8 para U$ 71.4 milhões. Uma queda de 12% contra uma alta de 48%.

A diferença bruta ainda é grande, a TV abocanha mais de 5 vezes o faturamento da web. Mas ficar comparando quem tem futuro e quem não tem já cansou minha beleza (que aliás tenho pouca). O interessante é notar que o faturamento de sua divisão digital (incluindo aí a CNN Mobile), fez com que o faturamento total cresça, ao invés de diminuir, mesmo com a queda da nave mãe.

Se a CNN não tivesse investido forte na web, mesmo com catastrófica morte da TV não acontecendo, a empresa estaria com problemas sérios de faturamento. É neste ponto que vale dizer que previsões que assassinam as mídias mais antigas pode ser estúpida, mas a previsão que dá como morta a empresa que não investir direito na web faz cada vez mais sentido.

Mais barato

É muito comum eu escutar alguém defendendo a Internet bradando que fazer ações na web é muito mais barato que na TV. Mas até onde esta afirmação é verdadeira, ou melhor, até onde esta informação presta para alguma coisa?

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A ironia da TV a cabo com sistema digital.

Chega a ser irônico. Quem tem o avançado sistema de TV a cabo digital está na verdade sempre um pouco atrasado em relação a quem não tem.

É que pelo processo de encoding, empacotamento e transmissão, rola um atraso de alguns segundos entre o sinal transmitido pelo sistema digital e analógico. Não faria a puta da diferença na prática se não vivêssemos no país do futebol. Assim, seu vizinho grita gooolll alguns segundos antes de você saber que a bola vai bater na rede.

Na época da copa essa frustração ficou nítida na Vila Madalena. Se você estivesse em um barzinho com cabo digital, escutava a galera de outro barzinho (que não tinha) gritar gol quando o atacante ainda estava entrando na área. Mais frustrante que isso só alguém gritar bingo quando falta um único número na sua cartela.

[des]convergência

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Está tudo à sua volta. Essas coisinhas tecnológicas. Seu celular é smart. Envia e recebe e-mails e sms e tem calculadora e tem browser e é máquina fotográfica e é câmera de vídeo. Com ele, você manda uma foto para o seu Tumblr que vira um post instantâneo, para o mundo todo ver. O computador é o centro do seu mundo digital, exatamente como Steve Jobs prometeu. Tem seus filmes, músicas e vídeos. Na TV o DVD ficou obsoleto. A Sky é +. Grava tudo digital, para você rever quando quiser. E ainda tem o py-per-view. E ainda tem rádios do mundo inteiro. Com AppleTV, você libera as fotos, músicas e vídeos que estavam aprisionadas no seu computador. O PSP tem browser. O Wii também tem. Acabaram de lançar. E também manda e-mails. É tudo Wi-Fi. É tudo bluetooth. Você conecta o mundo num device. Num Wii. Ou PSP. Ou telefone.

Fade out.

Fade in.

Ontem jogamos Wii até tarde. Minhas três filhas e eu.

Hoje chego em casa e a Olivia, 6 anos, está sentada diante da TV, na tela do Mii do Wii. É a tela onde se criam personagens para jogar. As “personas-wii”. Os Awiitares. Ontem haviam apenas 4: a OliWiia, o da Manuela, o da Catarina, e o meu. Quatro bonequinhos que jogam boliche, tênis e golfe. E que mandam e-mails entre si. Mas hoje, quando olhei a tela, haviam uns 30 bonequinhos.

Ao invés de jogar, ou enviar e-mails, Olivia preferiu ficar criando aMiiguinhos para a OliWiia. Estavam lá todos os seus colegas de classe: o Bernardo, o Lucas, a Gabi e mais um monte de outros. Com o mundo aos seus e-pés, 100% conectável, Olivia não navegou pela Wiinternet, nem ao menos jogou boliche virtual, ou ouviu músicas, ou assistiu filmes.

Quando ficou a sós com a tecnologia, Olivia preferiu cercar a OliWiia de amigos.

Convergência, para ela, é isso.

Joost

Pra quem não conhece o Joost ainda, uma explicação grosseira seria dizer que ele é uma maneira de ver TV pela web. Produzido pelos criadores do Kazaa e Skype, ele usa P2P para permitir uma boa qualidade da imagem em tela cheia sem precisar de uma conexão absurda. Pra terminar, ele ainda tem algumas possibilidades de interatividade.

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Quantos anos você acha que deveria durar Lost?

Como resultado natural da migração da grana dos cinemas para as residências (cabo, pay per view, aluguel de filmes, IPTV, etc.), surgiram vários seriados com uma qualidade superior ao padrão anterior. Qualidade superior em casting, trama, produção, pós produção e até em ações de marketing. Não é necessariamente uma novidade, alguns deste seriados já passaram de dez temporadas.

Friends durou 10 temporadas e seu último ano teve uma receita publicitária de U$ 279 milhões.

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