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A audiência garantida como muleta

Parece que o Benedito Ruy Barbosa andou reclamando que um dos culpados pela baixa audiência de sua novela (Paraíso), é o programa anterior. Como todo mundo sabe, a audiência do programa anterior garante pontos para o programa seguinte.

Engraçado como a muleta que funciona para publicitários, também funciona para os produtores de conteúdo.

A garantia de audiência entregue por alguém faz alguns se importarem menos com a qualidade de seu material. O couch potato do lado de quem fica sentado no sofá, gera o mesmo efeito do lado de quem por trás das câmeras.

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O Nosso Caos Particular

clique para ampliarSomos uma geração de Profissionais de Comunicação privilegiada. Praticamente inventamos o que se convencionou chamar de colaboratividade. Entregamos “empowerment” ao consumidor. Transformamos o que era uma alameda de mão única, numa ampla estrada de duas mãos, com muitas faixas e bla, bla, bla, bla, bla.

Só não aprendemos…hmmm… a ganhar dinheiro com isso. Isso já é pedir demais.

E apesar deste texto estar em um blog, não estou falando apenas da mídia online, não.

Somos os netos da geração que inventou o Negócio da Comunicação e – como no ditado que diz que os netos levam o negócio dos avós à falência – estamos a ponto de quebrar tudo, instaurando o caos.

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Marimoon está velha.

Os velhos não entendem o que esta acontecendo. Como algo que era controlado por poucos agora está na mão de todos? Produzir, divulgar e consumir o conteúdo como, quando e onde quisermos.

Não é apenas um discurso bonito de palestra de guru, basta usar o Youtube como exemplo. Com dez horas de vídeo sendo enviada a cada minuto, o site tem mais conteúdo do que a soma do histórico de qualquer emissora nacional. Basta isso, não precisamos recorrer ao Flickr, blogs ou qualquer outro representante da categoria.

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Igual, mas diferente.

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Já escutei alguns profissionais falando que precisamos é de uma volta ao passado. Por mais retrógrado que possa parecer, a afirmação tem certa lógica.

Voltar ao passado seria uma maneira de fugir do uso abusivo de fórmulas prontas e verdades absolutas que assola o mercado hoje. Um abuso que fez muito anunciante achar — erroneamente — que boa parte do que fazemos é commodity.

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O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

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Óbvio

O trecho abaixo é do M&M desta semana. Daqueles textos que você tem vontade de mandar para todo mundo por email. Como isso não é possível, destaco aqui a moral da história:
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Elas (as pessoas) de fato precisam disto, de uma afirmação externa do óbvio. Elas precisam que um instituto de pesquisa diga a elas que o povo (incluindo as classes C e D, que algumas agências e anunciantes continuam tratando como trogloditas) não acredita mais que o Antônio Fagundes realmente consome todos aqueles 137 produtos que ele anunciou nos últimos 3 ou 4 anos.

O texto cita o estudo realizado pela Datamonitor, que constatou que a superexposição de celebridades em campanhas está causando fadiga no consumidor. Mas o que me chamou atenção foi essa história de “necessidade de afirmação externa do óbvio”.

Sempre que posso, publico algo que saiu na mídia, que foi comprovado por um instituto de pesquisa ou dito por algum grande nome do nosso mercado, mas que postei antes aqui, algumas vezes um ano antes.

Exemplos não faltam, destaquei alguns aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Não se trata de auto-afirmação, mas mostrar que, às vezes, o que eu escrevo aqui pode ser a constatação do óbvio. Nestes casos, se eu tenho algum mérito, seria – no máximo – ter conseguido enxergar antes o que ninguém viu ou ter coragem de ser o primeiro a falar do assunto. O ponto é que seria burro só prestar atenção quando esta mesma opinião sai na boca deste ou daquele veículo ou instituto.

Então, assim como peço para vocês criticarem minhas idéias, também peço cabeça aberta na hora de pensar a respeito sobre o que está sendo discutido aqui.

Para não perder o costume, fecho este post com mais um exemplo, vejam só, do mesmo texto. Texto este que foi escrito por Fernando Campos, Sócio-Diretor de Criação da SantaClaraNitro:

…a porcentagem da verba de mídia que deve ser aplicada em produção (normalmente uns 10%, no máximo 15%). Elas descobriram – vejam só que perspicácia! – que ao mundo de hoje, em que o consumidor vai até a sua mensagem se ela for relevante par ele, a tal regra simplesmente não se aplica.

Então, para quem não leu com cabeça aberta o que eu falei um ano atrás, vale rever aqui, aqui, aqui e aqui

Por que migrar para a TV digital?

Em uma apresentação sobre TV digital que eu fiz surgiu uma pergunta: Se o investimento é alto e os breaks não serão cobrados a parte, por que as emissoras estão migrando pra TV digital?

Em tempos onde a visão de investimento é sempre de curto prazo, a pergunta não é nenhum pouco boba.

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Dez milhões

As previsões se cumpriram, foram cerca de 10 milhões de computadores vendidos este ano, sendo a maioria (cerca de 64%), o primeiro computador da família.

O número é simbólico, pois iguala a venda de aparelhos de TV. Até mais significativo já que, no caso da TV, são compradas para reposição de um aparelho antigo.

Podemos até arriscar a dizer que 2007 foi o ano que a venda de computadores ultrapassou a venda de televisores.

Com 38% de penetração da web na classe C e computadores de marca sendo vendidos por menos de R$ 700, as coisas parecem estar mudando rápido. Não é só uma boa notícia para quem faz comunicação digital, mas uma boa notícia para o Brasil e para os que lutam para a inclusão digital.

Nada contra a televisão, mas em um país onde ela sempre foi o único meio de cultura, entretenimento e informação, podemos sonhar que a coisa melhore um pouco.

Digo “um pouco” porque não adianta trocar “A Praça é Nossa” e a “Zorra Total” pelo Orkut e pelo MSN. Você pode até defender o valor das comunidades, redes sociais e um monde de outros possíveis benefícios dos dois, mas o ponto é que o problema é mais embaixo. Analfabeto funcional é analfabeto funcional na TV ou na Internet.

Transmedia Storytelling

Quando você tem na platéia atenta e silenciosa um produtor e roteirista de Heroes, o social media Guru do Yahoo, gente de agências como Goodby, Digitas, Wieden e Naked, marcas como Hasbro e Nissan e os principais veículos de TV e Internet você precisa parar tudo e prestar atenção no que pode estar acontecendo. Ah, e lá no meio ainda estão os engravatados da Harvard Business School.

Essa foi a cena que presenciei por dois dias participando pelo Meio & Mensagem do evento “Futures of Entertainment 2”, no MIT (Massachusetts Institute of Technology). Caras que estão no mercado de mídia, entretenimento e publicidade há dez, vinte anos mas ávidos e humildes para ouvir e compartilhar muitas coisas. E poucas delas eram cases. Os futuros em questão giravam em torno de: celular, cultura pop, novas métricas e o peso do fã na perenidade das marcas. E todo mundo de qualquer palestra, dizia que as marcas precisam começar a contar histórias para entrar na história diária de seus consumidores.

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Portable People Meter

Nas primeiras páginas do capítulo sobre TV do meu livro eu falo sobre o Portable People Meter. Abaixo um breve resumo:

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