Tag archives: TV por assinatura

A vingança dos nerds

Novas tecnologias costumam ter um pico de atenção e carregar um entusiasmo exagerado. Internet foi assim (vide bolha) e TV digital mostra não ser exceção. Não que o tema não seja importante ou não tenha potencial para mudar o mercado, mas muito do que se alardeia pode acontecer somente daqui uns anos.

Continuar lendo

Um tiro no pé.

Eu costumo bradar que não existe um único serviço que preste no Brasil. E acredito que o principal gargalo para o aumento de vendas destes serviços não é preço, nem praça e – muito menos – promoção. É produto.

Continuar lendo

IPTV no Brasil

Podemos dividir as iniciativas de IPTV em dois tipos. As que usam infra própria e as que usam infra de terceiros.

Com infra própria eu quis dizer as operadoras de telecomunicações (Telefonica, Telemar, etc.) que passam um cabo até a casa do consumidor assinante. Com infra de terceiros quero dizer o serviço que está na Internet acessível a todos que têm banda larga em casa.

O segundo tipo tem um mercado maior, por outro lado, tem dois grandes problemas. O primeiro é não prover um set-top box para os consumidores assistirem o conteúdo no aparelho de TV com um controle remoto. No ponto de vista de hábito e usabilidade isso é um grande ponto contra.

O segundo problema é ainda maior, a grande maioria dos internautas brasileiros possuem banda larga (Ibope), o problema é que no Brasil, 250 Kbps é considerado banda larga. Mas para receber um sinal de resolução normal (SDTV) precisaria de um link 10 vezes melhor. A maioria absoluta dos consumidores tem banda larga apenas para pegar email, e isso torna o cenário para o segundo tipo de IPTV bastante pessimista.

CNN

CNN

Semana passada saiu na Ad Age uma interessante matéria sobre a CNN. A frase de efeito do texto – “I worry about CNN more than I do about CNN.com.” – foi proferida por Richard Parsons, CEO da Time Warner.

A preocupação vem da queda da audiência (veja o gráfico) e conseqüentemente seu faturamento. Enquanto o faturamento da CNN no cabo caiu de U$ 424 para US$ 378 milhões, a CNN.com subiu de U$ 34,8 para U$ 71.4 milhões. Uma queda de 12% contra uma alta de 48%.

A diferença bruta ainda é grande, a TV abocanha mais de 5 vezes o faturamento da web. Mas ficar comparando quem tem futuro e quem não tem já cansou minha beleza (que aliás tenho pouca). O interessante é notar que o faturamento de sua divisão digital (incluindo aí a CNN Mobile), fez com que o faturamento total cresça, ao invés de diminuir, mesmo com a queda da nave mãe.

Se a CNN não tivesse investido forte na web, mesmo com catastrófica morte da TV não acontecendo, a empresa estaria com problemas sérios de faturamento. É neste ponto que vale dizer que previsões que assassinam as mídias mais antigas pode ser estúpida, mas a previsão que dá como morta a empresa que não investir direito na web faz cada vez mais sentido.

TV digital for dummies – teremos maior qualidade visual?

A maior propaganda que se faz a respeito da TV digital é o tal incremento na qualidade visual, com HDTV poderemos ver as rugas e as acnes de estrelas como Cameron Diaz. Ter mais resolução não chega a ser um salto tão grande como da preto e branco pra colorida, mas não deixa de ser uma tremenda mudança.

Mas vale a pena analisar um pouco melhor esta questão. Pra começar, nem sabemos se todas as emissoras irão enviar um sinal com mais resolução. Tudo bem, isso é detalhe, as maiores com certeza terão transmissão em HDTV. Mas o que ninguém comenta é que, “ter capacidade” é diferente de “usar a capacidade” e fazer direito.

Continuar lendo

A ironia da TV a cabo com sistema digital.

Chega a ser irônico. Quem tem o avançado sistema de TV a cabo digital está na verdade sempre um pouco atrasado em relação a quem não tem.

É que pelo processo de encoding, empacotamento e transmissão, rola um atraso de alguns segundos entre o sinal transmitido pelo sistema digital e analógico. Não faria a puta da diferença na prática se não vivêssemos no país do futebol. Assim, seu vizinho grita gooolll alguns segundos antes de você saber que a bola vai bater na rede.

Na época da copa essa frustração ficou nítida na Vila Madalena. Se você estivesse em um barzinho com cabo digital, escutava a galera de outro barzinho (que não tinha) gritar gol quando o atacante ainda estava entrando na área. Mais frustrante que isso só alguém gritar bingo quando falta um único número na sua cartela.

Joost

Pra quem não conhece o Joost ainda, uma explicação grosseira seria dizer que ele é uma maneira de ver TV pela web. Produzido pelos criadores do Kazaa e Skype, ele usa P2P para permitir uma boa qualidade da imagem em tela cheia sem precisar de uma conexão absurda. Pra terminar, ele ainda tem algumas possibilidades de interatividade.

Continuar lendo

Quantos anos você acha que deveria durar Lost?

Como resultado natural da migração da grana dos cinemas para as residências (cabo, pay per view, aluguel de filmes, IPTV, etc.), surgiram vários seriados com uma qualidade superior ao padrão anterior. Qualidade superior em casting, trama, produção, pós produção e até em ações de marketing. Não é necessariamente uma novidade, alguns deste seriados já passaram de dez temporadas.

Friends durou 10 temporadas e seu último ano teve uma receita publicitária de U$ 279 milhões.

Continuar lendo

TV digital for dummies – interatividade

O tema TV digital é acompanhado de lindas promessas que enchem os olhos de marketeiros e publicitários. Interatividade é sem dúvida a mais importante para nós, pois abre um leque enorme de possibilidades para fazer exatamente o que queremos, nos relacionar com consumidores.

Com a TV digital, o consumidor poderá se cadastrar em uma promoção diretamente na TV. Através do T-commerce, poderá comprar a camisola que a artista está usando na novela. Poderá votar no Big Brother. Poderá escolher o final da propaganda, navegar na Internet e muito mais.

E nesta parte que cabe a pergunta, isso vai rolar direito no Brasil?

Continuar lendo

TV digital for dummies – o que é isso?

Comprei uma TV de plasma, agora eu tenho TV digital? Não querido, você tem um aparelho de TV, que por acaso é digital. Eu sei, a palavra “digital” confunde tudo. Seria mais fácil se a gente chama-se de TV 3.0 (pra copiar a web 3.0) ou talvez TV 3G (pra copiar a terceira geração da telefonia celular).

Continuar lendo