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O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

clique para ampliar

TV digital, cadê você?

Vocês não tem a impressão que o assunto morreu? O cronograma pode estar sendo seguido, mas cadê o sinal, cadê os aparelhos mais baratos, cadê o celular com TV digital?

Pra não terminar o post deprê, uma enquetezinha:

Se aquele compositor brega que fez a música do orkut quiser fazer uma sobre TV digital, qual artista ele deveria usar como referência?

  • Tim Maia: Onde está você? (29%, 22 Votes)
  • João Bosco: Não posso acreditar que era tudo mentira. (22%, 17 Votes)
  • Martinho da Vila: Vai ou não vai? (16%, 12 Votes)
  • Banda Mel: Não quero mais essa conversa fiada! (13%, 10 Votes)
  • Jorge Vercilo: Eu ainda acredito. (9%, 7 Votes)
  • Chico Buarque: Pois você sumiu no meu mundo sem me avisar. (8%, 6 Votes)
  • Caetano Veloso: Nunca achei que minha sina fosse andar longe do pago. (4%, 3 Votes)

Total de votos: 77 – Start Date: May 28, 2008

TV digital ainda devagar

Eu defendo que essa história de TV digital pegar muito melhor que a analógica era uma mentira. O argumento técnico ignora a prática. O que é verdade no laboratório não necessariamente se reflete na vida real.

Além dos pontos que eu já havia apresentado, agora a Philips levanta outro problema, a qualidade do sinal.

O último estudo divulgado pela empresa mostra que nos locais onde a TV analógica pega mal, a chance do sinal da TV digital pegar bem é mínimo. Nos testes, o sinal apresentou falhas em 33% dos mais de 100 pontos medidos pela empresa.

Veja o resultado do teste clicando no mapa de área de cobertura no site da Philips.

Por que migrar para a TV digital?

Em uma apresentação sobre TV digital que eu fiz surgiu uma pergunta: Se o investimento é alto e os breaks não serão cobrados a parte, por que as emissoras estão migrando pra TV digital?

Em tempos onde a visão de investimento é sempre de curto prazo, a pergunta não é nenhum pouco boba.

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Antena TV digital da Globo

Para quem não conhece ainda, tirei uma fotinho da antena de TV digital da Globo na varanda de um amigo. Clique na foto para ampliar. A antena é esta toda colorida, quase no meio da foto. As cores mudam e o projeto é do Hans Donner, ídolo do Foresti e do Bêla.

Antena TV digital da Globo

A antena da TransBurti também aparece na foto, é aquela bem pequeneninha (contando 576 pixels da esquerda pra direita).

Update: a pedidos, a foto maior abaixo (clique para ampliar):
Paulista

2008, o ano da Internet – de novo.

Gostaria muito de dizer que a estrela de 2008 será o mobile marketing, mas não será este ano que ele irá decolar. Tudo bem, serão dados passos importantes para que isso aconteça em 2009. Sistemas de pagamento por celular, a terceira geração trazendo banda larga, serviços baseados em localização do usuário (LBS) e operadoras trabalhando o opt-in em suas bases são bons exemplos disso.

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Expectativas exageradas

Eu já falei sobre este gráfico do Gartner, no meu livro (página 14) e aqui no blog.

Mas visto o que tenho lido por aí sobre TV digital, não custa nada mostrar mais uma vez. A primeira barriga do gráfico demonstra a expectativa e entusiasmo exagerados provocados por uma nova tecnologia.

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Leis

Talvez o fato mais marcante de 2007 para o nosso mercado tenha sido a Lei da Cidade Limpa, que para espanto de alguns e tristeza de outros, pegou. Pegou em um país que não costuma ligar muito para essa coisa de lei. Pegou e – para enfraquecer o discurso de alguns – foi acolhida e aceita pelos cidadãos. Pode até ser que o brasileiro goste de propaganda, mas o problema foi o exagero. É só viajar pra fora de São Paulo agora pra perceber o quanto a coisa estava feia, exagerada.

A lei mostrou para o mercado o quanto uma canetada pode fazer diferença. Em 2008, novamente corremos o risco do fato mais marcante ser uma nova lei.

Só para citar três exemplos, temos a isenção de impostos para produtos ligados a TV digital, a imposição das cotas de conteúdo nacional nas emissoras de canais pagos e a decisão do governo sobre utilização de DRM na TV digital.

Segundo a ABERT, existem mais de 500 propostas no Congresso Nacional tratando de programação, restrições à publicidade e controle da propriedade dos meios, de lei de imprensa e outros assuntos. Boas para uns, ruim para outros, elas mudam o rumo do nosso mercado. A Cidade Limpa, apesar do seu radicalismo, foi benéfica para os cidadãos. Outras como a utilização do DRM podem ser um verdadeiro retrocesso.

É esperar pra ver, sem fazer nada, como todo bom brasileiro.

A TV móvel deve mudar a audiência

No evento Digital Day da Microsoft que aconteceu nesta última sexta, Jeff Cole – diretor do Center for the Digital Future e PHD pela Universidade da Califórnia – discursou sobre a influência do “digital” sobre meios como TV ou jornal.

Entre outras coisas, Cole falou sobre a tendência da “television moves to down time”, assim como aconteceu com a voz (telefone). Com o modelo de negócio migrando do “desconto em certas horas/dias” para “pacotes de minutos” e com a facilidade de ter o telefone disponível em qualquer lugar, as pessoas passaram a usar o telefone no momento que era conveniente, quando não se tinha nada de melhor pra se fazer. Como no exemplo do palestrante, ligando pra mamãe que mora em outra cidade enquanto está no trânsito ou quando estiver esperando seu vôo no aeroporto e não mais no domingo de manhã quando era mais barato.

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Usabilidade na TV digital

Espero que as emissoras e agências aproveitem a larga experiência que adquirimos na web e contratem profissionais especializados para não transformar a oportunidade em problema.

Me refiro a direção de arte e usabilidade para o canal de dados e interatividade da TV digital.

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