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Escória

Graças a democratização que a tecnologia proporcionou, o volume de informações que temos acesso hoje é muito grande. Somos bombardeados por muitas informações de muitas fontes diferentes.

Este volume e a fragmentação das fontes nos obriga a fazer algo que antes delegávamos a poucos terceiros. Agora precisamos fazer nossa própria curadoria. Selecionar melhor nossas fontes é achar vários novos curadores.

Apesar de penoso, só vejo vantagens nesta transição. Nos deixa mais críticos e menos suscetíveis a uma única visão.

A tecnologia deu voz à todos. Blá blá bla, essa parte todo mundo já está cansado de falar.

Mas, como sempre, existe um outro lado. A tecnologia que deu voz a muitos que a mereciam, fez o mesmo com os não mereciam, que não tem nada de interessante para falar. Gente que não tem ética, não tem moral, não tem respeito.

E são tantos, que o desafio passa a ser aprender a abstrair todo este lixo. E neste processo, não vejo nenhum benefício, só frustração por saber que eles existem aos montes.

Por que é tão difícil convencer alguém sobre a mudança?

clique para ampliarPorque estamos passando por um período de transição. E como toda transição, o passado ainda se mostra bem presente.

É como aquela historinha do copo com 50% de água. Seria muito fácil provar que ele está cheio d’água e, ao mesmo tempo, muito fácil provar o contrário, que ele está cheio de ar. Inclusive mostrando números, seja em mililitros ou em porcentagem de espaço ocupado.

Como todo mundo sabe, olhar o copo meio cheio ou meio vazio é apenas uma questão de ponto de vista.

Para fazer uma análise consistente, o correto seria olhar o histórico, que mostraria se a quantidade de água está subindo, descendo ou se mantendo.

Mas olhar o histórico também é complicado, pois só serve para fazer previsões para o futuro. E como estamos todos preocupados com o presente, enquanto tiver água no copo, está tudo bem.

Elefante, se eu fosse como tu.

clique para ampliarHoje assisti Dumbo com minha filha, fiquei curioso para saber se elefantes tem mesmo medo de ratos.

Já escutei diversas teorias sobre o assunto. A melhor delas, é a que faz referência ao instinto herdado por seus antepassados. Diz a teoria que os grandes dinossauros eram dotados de sistema nervoso incompleto e, por esta imperfeição, não sentiam quanto pequenos roedores comiam suas patas. O estrago só era percebido quando o pé estava perdido, fazendo o grande paquiderme cair e agonizar até a morte.

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sentimento de posse

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Saiu mais uma pesquisa que indica a adoção das rádios online, mostrando que os jovens estão preferindo escutar via streaming ao invés de baixar os mp3.

Eu já havia comentado que estes jovens não estão comprando música, mas facilidade.

Mas tem outro comentário que não lembro de ter feito aqui, mas que já discuti várias vezes com amigos. Eu acho que a primeira mudança cultural que o MP3 ajudou a trazer foi parar com a necessidade de posse de algo físico, ou seja, parar de colecionar plástico com capas bregas para ter uma coletânea de arquivos no computador.

Até aí, nada de novo. Meu ponto é que a segunda mudança seria acabar inclusive com a necessidade de posse. Pra que ter se está disponível a todos e de maneira que eu possa organizar meu consumo?

Claro que o assunto é relacionado à música, mas pode ser expandido para qualquer outro segmento onde a proporção custo benefício mude brutalmente com a chegada de novas tecnologias.

A maioria dos meus amigos nunca concordou comigo neste assunto, e você?

Show & Tell

Neste sábado (dia 25/04), as 10 da manhã, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos.

Estarei com o Neto da Bullet no Show & Tell, evento promovido pelo Update or Die para promover conversas interessantes entre amigos.

O Neto vai ensinar o pessoal ficar rico fazendo aplicações para iPhone :-D

Eu vou falar sobre tecnologia, mas com um olhar mais amplo e mais conceitual do que falo por aqui. Uma visão que nunca compartilhei com ninguém e que talvez seja motivo de piadas depois.

10:15hs/11:00hs: MENTOR MUNIZ NETO (iPhone App Hands on)
11:00hs/11:30hs: coffee break
11:30hs/12:15hs: RICARDO CAVALLINI (Uma visão conceitual sobre tecnologia)

O Neto fala antes, foi minha condição. Assim como Seu Benedito, eu preciso de alguém interessante com um assunto interessante para chamar público :-D

O evento é aberto, não precisa confirmar, por isso é bom chegar cedo para garantir lugar.

Quando a água bate na bunda

clique para ampliarHá três anos atrás, portanto em 2006, uma das muitas palestras que fiz para divulgar meu segundo livro foi em uma faculdade de comunicação no interior de São Paulo.

O Marketing Depois de Amanhã, como vocês sabem, fala sobre tecnologias que iriam (e vão, já que estamos dentro do prazo) influenciar o nosso mercado nos próximos 10 ou 15 anos.

No final da palestra, depois de algumas perguntas, um professor afirmou achar difícil acreditar em alguns dos temas expostos, e perguntou por que deveriam me dar ouvidos.

Foi quando o diretor da faculdade, que me convidou para a palestra, interrompeu e avisou a todos que esta pergunta já havia sido feita.

Quando os alunos alertaram que ele estava enganado, ele contou algo que nem mesmo eu lembrava. Por coincidência ou não, eu havia palestrado na mesma faculdade 10 anos antes. Era 1996, e o tema muito similar: uma tecnologia que iria influenciar o nosso mercado nos próximos 15 anos, a tal Internet.

O diretor lembrou que esta pergunta já havia sido feita na época, por ele mesmo.

Depois disso, fiquei com uma baita pinta de Al Gore falando sobre o Aquecimento Global. Pusta vergonha, parecia um metido prevendo o futuro. Sorte minha ter cara de pau. E sorte do professor eu mudar de assunto rapidinho, tirando o foco sobre ele, que ficou parecendo o George Bush se negando a assinar o Protocolo de Kyoto.

O ponto é que a pergunta está errada no princípio. Nem ele nem ninguém deveria acreditar em mim ou qualquer outra pessoa. Não sem pensar, sem pesquisar, sem ponderar. O que não pode é olhar tantas provas pipocando a nossa volta, como fotos das geleiras desaparecendo e, ainda assim, negar tudo.

Gente que só se mexe quando a água bate na bunda. Dito popular bem aderente quando usado em conjunto a analogia do Aquecimento Global e o derretimento das geleiras.

Em alta

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O e-paper tem algumas qualidades que permitem que ele seja chamado de “papel” eletrônico. Entre elas, está sua resolução, que pode ser igual ou superior aos impressos das melhores revistas.

Pois bem, imaginem daqui uns anos (ou décadas, não importa), quando os devices de e-paper estiverem bem difundidos. Certamente todos terão conexão a web, a maioria sem fio. Já imaginou, começar a fazer site em alta resolução?

Novas tecnologias

O Gartner apontou oito tecnologias para ficar de olho nos próximos dois anos.

Pelo menos metade delas foram previstas no meu livro, escrito quatro anos atrás, prevendo o que teria impacto nos próximos dez.

Quem já leu o livro, soube antes. Quem não leu, pode baixá-lo de graça aqui e saber minha opinião sobre várias outras tecnologias.

Jobs é insubstituível?

clique para ampliarA falta de transparência sobre o real estado de saúde de Steve Jobs fica feio para a Apple e faz ações caírem.

Ter um CEO com tamanha forca dentro da empresa, tornou a Apple bem parecida com as tradicionais empresas familiares. Do tipo que até o board se cala, mesmo que não concordando com a direção da mesma.

Mas criticar isso seria esquecer que foi justamente por esta característica que a Apple nasceu, cresceu e renasceu. Ser capaz de, por exemplo, lançar produtos que ninguém acreditaria, como o iPod.

Quem conhece as burocracias e políticas de grandes multinacionais, entende que não foi apenas por suas outras qualidades, mas principalmente por sua capacidade de líder inquestionável.

Por isso, caso ele não volte ao comando da empresa, restaria a dúvida. Com um time competente, mesmo sentindo sua falta, a empresa poderia continuar seu rumo de inovação?

Caso Jobs não volte para o comando da Apple:

  • Conseguirá inovar, mas terá uma decadência lenta e gradual, que levará anos para ser percebida (57%, 91 Votes)
  • Se ele não voltar, não vai fazer diferença (18%, 29 Votes)
  • Tem time competente, mas não conseguirá inovar (12%, 19 Votes)
  • Vai ficar melhor sem ele (6%, 10 Votes)
  • Conseguirá inovar, mas não terá sucesso nos negócios, quebrando rápido (4%, 7 Votes)
  • A Apple não tem um time competente, o único motivo do sucesso é o Jobs (3%, 4 Votes)

Total de votos: 160 – Start Date: February 5, 2009

Obama e seu BlackBerry.

clique para ampliarCom a novela do Obama brigando para usar seu BlackBerry chegando ao fim, muito se falou sobre a ótima propaganda que está sendo para a RIM, fabricante do aparelho.

Mesmo sendo algo impossível de ser comprado (por se tratar do presidente americano) e não ter preço (por ser espontâneo, tem muito mais impacto), especialistas acreditam que o suporte valeria em torno de 45 ou 50 milhões de dólares.

Acho duas coisas. Primeiro que seria mais interessante citar quanto custa um patrocínio parecido com alguma grande celebridade. Assim, cada mortal poderia dar seu chute de quanto o Obama valeria. Melhor do que alguém chutar um valor estúpido qualquer. Eu acho que o Obama valeria 35 Madonnas ou 85 Britney Spears.

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