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Como eu aprendo mídias sociais?

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Aprender mídias sociais é como eu emagrecer. É isso!

E tenha paciência pois vou abusar desta metáfora.

A resposta para emagrecer todo mundo conhece. É fazendo exercício e fechando a boca. Em outras palavras, não tem milagre, é preciso fazer esforço, se auto-disciplinar e se reeducar.

Remédio? Não sou contra não. Se você tem pressa ou um problema grave, pode recorrer ao médico e pedir uma medicaçãozinha para agilizar o emagrecimento.

Enfim, é preciso meter a cara.

Voltando as redes sociais, diria que os consultores (eu, por exemplo) seriam, nesta metáfora, o médico. É uma maneira para agilizar o processo. Importante em muitos casos. Mas como sabemos, viver de remédio não resolve.

Acha o Orkut um saco? Acordar cedo pra ir na academia também. Acha o twitter ridículo? Ficar andando na esteira sem sair do lugar também é. Acha o Facebook inútil? Tomar refri diet e encher o briocolé de pudim na sobremesa também.

E qual a melhor maneira de fazer exercícios? Não existe uma resposta única. Cada um tem gosto e facilidade para uma coisa diferente. Alguns preferem correr no parque, outros, bicicleta na academia.

É preciso ter uma presença digital, meter as caras. Começar usando para entender como funciona, o que pode, o que não pode, o que é legal e o que nem tanto.

Não é preciso virar esportista profissional, se bem que, abusando da metáfora, a endorfina das redes sociais pode viciar.

Endeavor – mídias sociais

Separei cinco trechos da palestra sobre mídias sociais que aconteceu na Endeavor, quando tive o prazer de moderar meu amigo Marcelo Tas.

O vídeo completo está disponível, apesar de pedir cadastro, do player ser ruim e não funcionar em alguns browsers/sistemas.

Nosso primeiro milhão

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Sabe aquela história da Internet dar voz ao consumidor? Então, apesar de ser uma velha ladainha, é disso que se trata o Twitter.

E apenas isso, apesar de não ser pouco. Quer dizer, apesar de importante para caramba, é apenas a evolução do que começou com as Home Pages do Geocities em 95. E que hoje conta com a ajuda não somente da internet, mas toda a evolução tecnológica a nossa volta. De câmeras fotográficas digitais, MP3 players e telefones celulares.

Se não fosse o Twitter, seria outra ferramenta qualquer. E em breve será, aparecendo alguma nova para potencializar o que já vivemos hoje.

E por isso que não vejo a menor graça nas celebridades com centenas de milhares de seguidores no Twitter.

Claro que o número impressiona. O global Luciano Huck tem mais seguidores que os três jornais de maior veiculação do Brasil juntos.

Olhando mais de perto, percebemos que uma boa parte destes seguidores são de mentira. No caso de Luciano Huck, 46%. No caso de Mano Menezes, incríveis 61%.

Mas tudo bem, apesar do corte, os números ainda não são desprezíveis. Huck ou Menezes continuariam tendo mais audiência que o jornal de maior veiculação do Brasil.

Não digo que dou pouca importância para menosprezar o poder destas pessoas, pelo contrário, trata-se de mostrar que o espaço conquistado por eles está apenas se refletindo em outro meio. É mais do mesmo.

E são personalidades que têm acesso a um número muito maior de pessoas em seus programas de TV. Dos gigantes do Twitter, os que não trabalham na TV, sempre que estão trabalhando, aparecem na telinha. É o caso do técnico Mano Menezes e de Rubens Barrichello.

Huck disse que entende o Twitter como “forma autêntica de confirmar ou desmentir um fato”. É um dos exemplos da validade desta ferramenta.

A importância está em dar voz para qualquer um, já que não temos controle sobre a comunicação dos veículos tradicionais que decidem onde, como e o quanto de informação passa por seus filtros. Vale para famosos e não famosos, pois permite uma abertura que não seria viável antigamente.

E por isso que eu digo que é apenas uma evolução, não revolução como bradam alguns. Esta comunicação já era viável em seus sites, blogs e comunidades. Estes sim, junto com o Twitter podem significar uma revolução.

Por isso, os 172 mil “seguidores reais” de Rubens Barrichello me parecem mais interessantes que os 547 mil de Luciano Huck. Acho mais interessante um não famoso que alcance 10 mil seguidores do que um famoso que alcance 100 mil.

Interessantes, não necessariamente mais importantes ou mais relevantes. Para tentar dizer qual o número mais expressivo, precisaríamos entender que o número de seguidores diretos é apenas parte da fórmula, levando em conta também a extensão da conversa e a reverberação de suas mensagens. Olhar seguidores verdadeiros, replys, retuitadas, cliques e tudo mais.

Não basta ter meia dúzia de seguidores, como não basta ser seguido por um bando de antas cegas, mudas ou pouco relevantes.

A importância viria da equalização das duas coisas: audiência e impacto. Por isso o Twitter de Huck pode ser pouco relevante, ou talvez, muito mais importante do que imaginamos a princípio.

Então, como a extração de métricas indiretas é complicada e sempre adoramos os números do Ibope, três vivas para Luciano Huck, nosso primeiro milhão.

Mídias sociais é coisa de gringo?

TEIA MG entrevista

Para quem não acompanhou a entrevista ao vivo, postei abaixo (após o jump) o vídeo gravado pelo pessoal da TEIA. O som está com um chiado bem chato mas é possível assistir e entender tudo.

Aproveito para agradecer o Guilherme, do Papo de Homem, que fez a entrevista e — ainda bem—, também deu seus pitacos.

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A barriga no balcão virtual

clique para ampliarEu sou do tempo em que o professor de marketing na faculdade, depois de recitar o Kotler de cabo a rabo, dizia para gente que toda aquela teoria era muito boa mas, se não encostássemos a barriga no balcão, nunca conseguiríamos entender a respeito do que o guru dos marketeiros estava falando. Pior, nos tornaríamos apenas um bando de burocratas redigindo briefings imaginários para falar com um mercado que não existia.

Como eu sempre fui um bom aluno, segui as recomendações do professor. Toda vez que preciso entender melhor um produto ou mercado vou atrás de uma experiência pessoal com eles.

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IBMEC

Dia 17 de junho (próxima quarta) às 8:00 no IBMEC SP, falando sobre Mídias Sociais e sendo moderador do meu amigo Marcelo Tas, no evento Bota Pra Fazer Debates, organizado pelo Instituto Endeavor. Inscrições aqui.

Retenção do Twitter

No blog do Nielsen uma discussão agitou o Twitter esta semana. Se você é um dos nossos leitores anti-Twitter, não desista ainda porque a discussão vai além da ferramenta e na verdade é relevante para todos que se interessam por social network.

O texto é assinado por David Martin, Vice Presidente do Nielsen Online.

No texto, Martin afirma que 60% dos usuários que entram no Twitter (EUA) não voltam no mês seguinte, ou seja, uma taxa de retenção mensal de 40%.

O ponto de Martin é importante e fica claro no gráfico que ilustra este post: existe uma relação clara entre cobertura e retenção. Com uma taxa de retenção de 40%, o Twitter vai ter sempre uma cobertura muito baixa, cerca de 10% da audiência da internet. Retenção, como afirma Martin, não é garantia de audiência massiva, mas é pré-requisito.

A situação fica mais grave ainda quando comparamos os números Twitter com Facebook e MySpace na época em que esses estavam começando (figura 2). As outras duas redes possuíam uma retenção que é quase o dobro do Twitter e hoje estão em 70% de cobertura (EUA, vale lembrar).

Martin termina sua análise com o veredicto de que se o Twitter não alcançar maior lealdade de seus usuários, não vai se sustentar por muito tempo.

Pois bem. Esse é o texto do especialista do Nielsen e quem sou eu para discordar? Meu ponto é apenas que essa discussão de “se o Twitter vai sobreviver ou não” é relevante apenas para o Sr. Twitter e seus acionistas.

Cobertura é mesmo tão fundamental hoje, como era no passado?

Ou as redes sociais se tornaram ferramentas de word-of-mouth e por isso, qualificação é mais importante que abrangência? Afinal, social networks vem e vão o tempo todo. Quem é que não entendeu isso ainda? Second Life, Orkut, Last.FM, Blip, Facebook, MySpace, Twitter, pouco importa o nome. Twitter só serve para indicar como tudo isso é volátil.

Para nós, que trabalhamos com Comunicação, o importante é saber qual é o fenômeno da semana e como melhor utilizá-lo. Onde é que as marcas que atendemos devem estar para despertar [e reverberar] a atenção hoje. Amanhã só deus sabe.

Via Blog do Nielsen

O mesmo Kutcher de sempre

clique para ampliarAssim como nove entre dez palestras falaram sobre o ARG do Batman, para em seguida fazer o mesmo com o case do Obama, acho previsível dizer que o assunto dos próximos meses será a disputa do Ashton Kutcher com a CNN para ver quem tem mais seguidores no Twitter.

Acontece que isso não tem nada a ver com o Twitter, nem mesmo com novas mídias.

Quando a brincadeira começou, Ashton passou a ganhar seguidores artificialmente, ajudado pela graça da disputa. Não poderemos usar seu número como case, pois agora ele deve estar cheio de seguidores que nem mesmo continuarão usando o Twitter.

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A elite blogosférica brazuca não gosta de compartilhar seu conteúdo

Esta semana, depois de ter escutado algumas reclamações de posts copiados, resolvi fazer um levantamento informal sobre a blogosfera brazuca. O resultado me surpreendeu, fazendo coro com as reclamações. A maioria dos blogueiros opta pelo uso do Copyright, licença conhecida pela rigidez com que protege o conteúdo e, justamente por isso, amada pela indústria de entretenimento.

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Claro que cada um faz o que quer com sua própria obra. De certa forma, muitos já estão contribuindo colocando sua criação de graça na web. Por isso, este post não é uma crítica a estes blogs, mas uma defesa para qualquer modelo de licença que facilite o compartilhamento.

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