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O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

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Atendimento por que estás tão triste?

clique para ampliarSe todo mundo precisa ser criativo, o que faz a criação? Se todo mundo precisa atender o cliente, o que faz o atendimento? Se tudo é mídia, então não deveria ser um assunto restrito a um único departamento.

O que parece piada apenas demonstra que nesta eterna transição, as nomenclaturas perdem o sentido e tudo acaba sendo questionado. Disciplinas, meios e áreas tentam entender seu papel e garantir seu espaço.

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Regras, metas e ética

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Grandes corporações precisam de regras e metas para garantir que seus milhares de funcionários não botem fogo nas cortinas.

Mas quando a empresa não tem ética, ela é formada por, — vejam só que coisa — profissionais sem ética. Nestes lugares, regras e metas servem apenas para ser burladas em benefício próprio.

Um exemplo são as regras que impedem contratações mesmo com o aumento de trabalho. Medida lógica e até interessante para enxugar a empresa, apesar da aparente impossibilidade de ser burlada, sempre é possível dar um jeitinho.

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Novos modelos

Esta evolução, este período de transição que vive nosso mercado, acaba sendo combustível para uma grande variedade de discursos e novos slogans. Mais do que isso, novos intermediários, novos fornecedores e novos modelos de agência.

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Documentação é burocracia?

Tem agência que a única documentação que costuma ser feita (e mesmo assim mal feita) é a lista de ramais telefônicos.

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Artistas e cientistas

Não pertence a uma indústria que tem relação direta com nosso mercado, mas tem algo na Pixar que eu admiro e que pode servir de exemplo para ilustrar uma tendência. Tendência que se aplica as agências mais modernas, que trabalham a mídia além do tradicional papai e mamãe.

Por sua necessidade de inovar, a Pixar sempre criou filmes que não são viáveis de se produzir com as tecnologias disponíveis. Isso obrigou a empresa a unir o lado direito e esquerdo do cérebro, misturando artistas e cientistas.

Pixar

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Metodologia e gerenciamento de projetos nas agências

Uma das grandes dificuldades que vejo as agências tradicionais sofrendo, resulta da mudança de cenário onde as disciplinas se confundem e aquela estrutura tradicional da agência passa a perder o sentido. Entre as mudanças, está o crescimento de uma porção produtora dentro da agência.

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Evil Knievel

No Brasil, testar significa perder tempo e dinheiro. É cultural e vai além do nosso mercado. Percebi isso quando comprei um sofá e depois de 3 meses discutindo com a loja, um técnico veio em casa e disse: “ahh, é esse modelo? já sei qual é o problema. Ele é protótipo e a fábrica já descobriu como arrumar. O que está vendendo na loja hoje já está com o problema corrigido.”

Somos todos cobaias. O pior é que fazemos o mesmo com nossos clientes.

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job description

O que muitos entendem como burocracia, eu entendo como necessidade básica de uma empresa.

Um job description tem 2 itens principais. O primeiro se chama “responsabilidades”. É a parte que diz o que você tem que fazer dentro da empresa. É comum pensarem que esta é a parte mais importante porque sem estes “limites”, alguns podem ter medo de assumir o trabalho dos outros e virar o Aristeu.

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A guerra dos mundos

war worldsDepois do primeiro post do blog, recebi alguns emails e mensagens perguntando quais seriam as qualidades de cada um dos mundos. Alguns dos emails vieram como críticas ferrenhas dizendo que tal mundo não teria nada a acrescentar.

ATL, BTL e Digital. Eu acho odiosa essa guerra de mundos. Isso já deveria ter perdido o sentido no Brasil, mas como a pergunta ficou no ar e como ainda não existem muitas agências realmente multidisciplinares, vou tentar descrever o que acredito que cada mundo tenha de bom:

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