Na inglória e exagerada busca contínua pelo corte de custos, cada vez mais, fico sabendo de empresas querendo fazer projetos de graça.
Nego quer fazer o projeto mas não tem grana. Faz puxadinho daqui, puxadinho dali, vem com papo de parceria, que no futuro isso, no futuro aquilo.
Não investe nada e ainda tem esperança de ter retorno. Acredita na própria mentira.
Como não existe free lunch, o parceiro também faz qualquer merda e está tudo certo.
E tudo certo nada, esses projetos são que nem enfeite de Natal feitos com garrafa PET.
Na teoria parece lindo. Na prática, vira uma coisa medonha. Um lixo mais bonito, mas continua sendo um lixo. E pouco sustentável. Ou alguém tem dúvida que o enfeite irá para o lixo no Dia de Reis?







Uma das coisas que me impressionou na viagem que fiz a Europa em dezembro foi a profundidade. Profundidade de discurso, de diálogo, de abordagem. Nos papos que tive (e não foram poucos), desconsiderando (tá, é difícil…) a diferença sócio-cultural que afasta nosso mercado do primeiro mundo, me chamou a atenção o quanto que tive de ser “profundo” ao me apresentar e apresentar a colmeia. O cara não tá interessado no seu portfolio – ele estava quando você marcou a reunião, e já não está mais obviamente porque afinal você está lá na frente dele, ela já viu o que você fez / faz. O que ele quer saber é como você construiu aquilo. Qual foi o ponto de partida. Que profissionais se envolveram no processo. Se existe algum “pulo do gato” ainda desconhecido que você pode mostrar pra ele.