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Da simbiose ao parasitismo

clique para ampliarNa época de ouro da publicidade brasileira tudo era lindo e maravilhoso.
Campanhas milionárias, glamour, festas para todo lado, salários estratosféricos e produtores gráficos ficando ricos graças aos seus talentos.

Isso valia para agências, produtoras e fornecedores em geral.

A lucratividade era muito alta e dinheiro nunca era problema. Na verdade, nada era problema.

Faz pra amanhã!
Claro, sem problemas.

Nosso cliente não gostou depois de ver tudo pronto. Faz de novo, mas agora sem prazo e sem cobrar a mais!
Tudo bem, considere feito.

Faz de graça que esse é pra Cannes!
Será um prazer.

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Em alta

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O e-paper tem algumas qualidades que permitem que ele seja chamado de “papel” eletrônico. Entre elas, está sua resolução, que pode ser igual ou superior aos impressos das melhores revistas.

Pois bem, imaginem daqui uns anos (ou décadas, não importa), quando os devices de e-paper estiverem bem difundidos. Certamente todos terão conexão a web, a maioria sem fio. Já imaginou, começar a fazer site em alta resolução?

Seria viável uma anomaly no Brasil?

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Nos anos que antecederam a bolha de Internet, começou a virar coisa de gente grande brincar de Internet. Era difícil manter a equipe, tudo estava super inflacionado e apesar de todo mundo estar envolvido com alguma operação na web, poucos profissionais tinham conhecimento e experiência na área, e mesmo assim, experiência de pouco tempo.

Já próximo da explosão da bolha, estar na web passou a ser questão de vida ou morte e – pelas dificuldades citadas acima — muitas empresas acabaram se associando com produtoras ou agências para montar suas divisões digitais.

Como a web não é apenas mais uma loja, significa que muita empresa pequena virou sócia de empresa grande por muito pouco dinheiro. Apenas produzindo um site com e-commerce era possível ganhar comissão de todas as vendas geradas na web no futuro. Se a bolha não tivesse explodido levando esses contratos e parcerias água a baixo, hoje teria muito CEO sendo motivo de piada ou sendo apedrejado pelo board.

Mas o interessante desta história é que talvez o modelo da Anomaly não seja tão impossível assim na terra Brasilis.

A agência tem um modelo de negócio baseado em variações de sociedade ou divisão de lucros. Criando soluções e produtos, eles dividem o resultado com o anunciante. Se este tipo de acordo ocorreu em diversas escalas na época da bolha, talvez o modelo não seja tão inviável como alguns pensam.

Engraçado é que, quando parei para pensar em quem estaria mais preparado para este modelo de negócio por aqui, não consegui pensar em agências de propaganda ou marketing, mas sim em agências de design como a ?EC, a Rex e a Tátil. Empresas que agregam inteligências de comunicação, são muito próximas da criação de produtos e serviços e ainda teriam liberdade para investir neste modelo, aos poucos, sem risco ou conflito com o modelo atual.

Muito malandro para pouco otário

Quando a cadeia de valor muda, não adianta mudar apenas o discurso, é preciso mudar também a prática.

Quer dizer que não adianta mudar marketing e não mudar o call center. Que não adianta mudar o discurso do CEO e não mudar a prática do Mesa de Compras.

E não me refiro apenas a relação com consumidores, mas também a relação entre empresas. No nosso mercado, seria o caso de apontar a relação de anunciantes e agências com produtoras e fornecedores.

A relação de poder era tamanha, que é muito comum ver até hoje agências sem contrato com fornecedores. A relação de dependência (eles dizem confiança) era tanta que a formalidade era menos válida que o poder da contratante.

Mas isso fez surgir um tipo de malandro que quer levar vantagem em cima de todo mundo, até dos chamados “parceiros”.

Mas a parceria “você entra com a bunda e eu com o pau” deixa de funcionar quando o dono da bunda não depende mais (ou nunca dependeu, no caso de novos formatos) do dono do pau para sobreviver.

Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional,
malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato,
com gravata e capital,
que nunca se dá mal.

Produção de conteúdo

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Fui assistir o teatro da Turma do Cocoricó com a minha família e fiquei muito feliz com a qualidade do espetáculo. Já éramos fãs da série. Das músicas, das histórias, dos personagens, das vozes. Conteúdo brasileiro de primeira? Não. Conteúdo de primeira, e bem brasileiro. Perfeito.

Mas calma, este não é um post estilo diário, e sim para falar sobre produção de conteúdo. Não que o show seja perfeito. Apesar de muito bom, seria possível apontar alguns problemas. O interessante é que, apesar de fã do trabalho, não fui assistir com muita expectativa.

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Steve Jobs continua incomodando

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A quantidade de empresas que fez burrada no mundo dos jogos é enorme. Apesar da arrogância de subestimar a complexidade desta indústria ser um denominador comum, até as gigantes Sony, Nintendo e Microsoft (as 3 grandes) já deram bola fora.

A Apple, uma das empresas que faz parte desta lista, parece pisar novamente neste mercado com o iPhone. A diferença é que agora, ela entra usando outro modelo de negócio.

O modelo em voga na indústria de jogos é matriarcal, castrador, ditatorial e rodeado por um histórico de ódios e conflitos. Normal em um mercado comandado por poucas empresas. O relacionamento entre fabricante de console e produtoras prioriza poucos e grandes. Não é à toa que este mercado dependeu da esperteza de advogados para se tornar o que é hoje.

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Profundidade na prática

Uma das coisas que me impressionou na viagem que fiz a Europa em dezembro foi a profundidade. Profundidade de discurso, de diálogo, de abordagem. Nos papos que tive (e não foram poucos), desconsiderando (tá, é difícil…) a diferença sócio-cultural que afasta nosso mercado do primeiro mundo, me chamou a atenção o quanto que tive de ser “profundo” ao me apresentar e apresentar a colmeia. O cara não tá interessado no seu portfolio – ele estava quando você marcou a reunião, e já não está mais obviamente porque afinal você está lá na frente dele, ela já viu o que você fez / faz. O que ele quer saber é como você construiu aquilo. Qual foi o ponto de partida. Que profissionais se envolveram no processo. Se existe algum “pulo do gato” ainda desconhecido que você pode mostrar pra ele.

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O que diferencia agência de produtora?

Na sua visão, o que diferencia uma agência de uma produtora? Não estou falando sobre o que a empresa vende, estou falando sobre o que você percebe na prática.

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Modelo de receita

Alguns anos atrás, conheci uma agência (que não digo o nome nem sob tortura) que tinha um método muito interessante para fazer orçamentos.

Funcionava em 4 passos:
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Artistas e cientistas

Não pertence a uma indústria que tem relação direta com nosso mercado, mas tem algo na Pixar que eu admiro e que pode servir de exemplo para ilustrar uma tendência. Tendência que se aplica as agências mais modernas, que trabalham a mídia além do tradicional papai e mamãe.

Por sua necessidade de inovar, a Pixar sempre criou filmes que não são viáveis de se produzir com as tecnologias disponíveis. Isso obrigou a empresa a unir o lado direito e esquerdo do cérebro, misturando artistas e cientistas.

Pixar

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