
Nos anos que antecederam a bolha de Internet, começou a virar coisa de gente grande brincar de Internet. Era difícil manter a equipe, tudo estava super inflacionado e apesar de todo mundo estar envolvido com alguma operação na web, poucos profissionais tinham conhecimento e experiência na área, e mesmo assim, experiência de pouco tempo.
Já próximo da explosão da bolha, estar na web passou a ser questão de vida ou morte e – pelas dificuldades citadas acima — muitas empresas acabaram se associando com produtoras ou agências para montar suas divisões digitais.
Como a web não é apenas mais uma loja, significa que muita empresa pequena virou sócia de empresa grande por muito pouco dinheiro. Apenas produzindo um site com e-commerce era possível ganhar comissão de todas as vendas geradas na web no futuro. Se a bolha não tivesse explodido levando esses contratos e parcerias água a baixo, hoje teria muito CEO sendo motivo de piada ou sendo apedrejado pelo board.
Mas o interessante desta história é que talvez o modelo da Anomaly não seja tão impossível assim na terra Brasilis.
A agência tem um modelo de negócio baseado em variações de sociedade ou divisão de lucros. Criando soluções e produtos, eles dividem o resultado com o anunciante. Se este tipo de acordo ocorreu em diversas escalas na época da bolha, talvez o modelo não seja tão inviável como alguns pensam.
Engraçado é que, quando parei para pensar em quem estaria mais preparado para este modelo de negócio por aqui, não consegui pensar em agências de propaganda ou marketing, mas sim em agências de design como a ?EC, a Rex e a Tátil. Empresas que agregam inteligências de comunicação, são muito próximas da criação de produtos e serviços e ainda teriam liberdade para investir neste modelo, aos poucos, sem risco ou conflito com o modelo atual.