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Faltou humildade no IV Congresso?

clique para ampliarCom toda a falta de humildade do mundo que um blog me permite, recomendei que a discussão do IV Congresso Brasileiro sobre Publicidade focasse em buscar maneiras práticas para integrar as equipes de criação e mídia.

O conselho também podia ser resumido em não perder tempo oficializando o passado, aproveitando a oportunidade única do evento para olhar para frente. Já sabemos que birôs não são legais, repetir isso à exaustão não ajuda. Conseguir resultados será sempre a melhor forma de garantir o que queremos.

Mas foi aprovada no congresso a tese que “a maior eficácia do Planejamento e das Negociações e Compras de Mídia ocorre exatamente no atual modelo brasileiro de Agências de Publicidade, com Mídia e Criação trabalhando integradas”.

Por isso sempre uso a expressão “na minha não humilde opinião”. Se estou falando dos líderes do nosso mercado, aqueles que são reconhecidos pelo histórico, carreira, experiência, maturidade e respeito (mais do que eu, sem ironia), não posso dizer que minha opinião é humilde.

Agora, se eles têm tanta experiência e maturidade (e têm, e continuo não sendo irônico), como defender a humildade deles? Faltou humildade para perceber que não basta sugerir medidas como mudanças nas faculdades ou programas de intercâmbio para andar pra frente.

Novamente, na minha não humilde opinião, perdemos uma oportunidade rara e importante. Como dizem, reconhecer o problema é apenas o primeiro passo.

blogueiros ou putinhas?

Dando seqüência no post anterior, só para ficar claro que eu não desdenho a tal “força da blogosfera”. Eu acredito na força da comunicação que é potencializada nas comunidades, comunicadores instantâneos, ferramentas como blogs e várias outras que estão surgindo, como o Twitter.

Mas a força da blogosfera está no seu volume. Volume composto por um grupo tão disforme de pessoas que seria inocente acreditar que é controlado por poucos.

O problema está em categorizar a blogosfera sempre naquela mesma thurminha. Alguns chamam de panelinha, eu prefiro chamar de gangue. Gangue é um grupinho que fica criando escândalo mas ainda não tomou Nescau o suficiente pra ser chamado de máfia.

clique para ampliarSe o assunto for realmente quente, ele irá bem além dos limites da thurminha. Além disso, não será necessário a thurminha para disseminá-lo.

A idéia de olhar a blogosfera como um organismo único e centralizado interessa a poucos.

Interessa para alguns blogueiros carentes, que podem se sentir parte de uma gangue.

Interessa para alguns jornalistas da imprensa tradicional, que têm assunto ou motivo para levantar polêmicas ou alguém para botar a culpa de sua decadência.

Interessa para alguns anunciantes, que realizam medíocres ações de post pago como falsa mostra de mídia social, quando na verdade não passam da forma mais ordinária de propaganda.

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Google não recomenda visitar o IAB ou o Grupo de Mídia de SP.

clique para ampliarGoogle não recomendava visitar o IAB ou o Grupo de Mídia de SP.

Até semana passada o Google dizia que os sites estavam infectados. Teorias da conspiração podem apontar que o fato do Google não aceitar pagar comissionamento nunca foi bem visto pelas agências. A pressão teria causado tal movimento.

Besteira, duvido que não passe de uma grande e infeliz coincidência.

Mas não deixa de ser curioso, já imaginou o peso que teria uma censura vinda do Google? Poderiam usar a desculpa de malware, Black Hat SEO e até mesmo mudar sua fórmula para alterar o resultado orgânico de concorrentes.

Vixe, sem querer acabei lançando mais uma teoria da conspiração :-(

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NetView não te viu.

clique para ampliarMais uma prova do aquecimento do mercado online, o Ibope vai relançar a ferramenta WebRF, descontinuada em 2002.

A ferramenta permite ao mídia trabalhar com alcance e freqüência (reach and frequency) em seu planejamento, ajudando a escolher os melhores veículos.

Deveríamos comemorar se não fosse um porém. Como a nova ferramenta usará a base do painel NetView, do Ibope Net/Ratings, terá os mesmos problemas do mesmo.

Me refiro a dois problemas básicos e graves do painel. O primeiro é o fato da seleção e da pesquisa serem realizadas por telefone fixo. Ter telefone em casa não é mais uma questão de renda ou faixa etária. Só para ficar em um exemplo, têm muita gente das classes AB deixando de usar telefone fixo. Isso demonstra uma relação diferente do consumidor com os meios de comunicação, certamente influenciado por celulares, mensageiros instantâneos e email.

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Quem mudou primeiro?

Acorda tio, não venha com essa história de “no meu tempo….”

Olha no vídeo como as “crianças” de hoje usam o brinquedo do seu tempo.

Não fique tentando entender só a mudança da mídia. Procure entender que as pessoas também mudaram, e não importa o que veio antes.

ps. chamei de tio mas to quase chegando na idade de chamar de primo ;-)

Que bicho você é?

Recebi agora por email, acho de mau gosto, mas pior que dei risada. Então resolvi postar.

Só reescrevi as palavras porque chegou muito mal escrito. Senti falta do planejamento (quem escreveu pisou na bola). update: já que email corrente não tem dono, adicionei o planejamento conforme sugestões nos comments.

Fiquei imaginando uma versão com agências online também (com programador, gerente de projetos, etc.), mas não tenho tanta criatividade. :-(

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Detalhe, volume e os birôs de mídia.

Esqueça o discurso. Afinal, todo mundo diz entregar alguma coisa atraente como idéias, criatividade, resultados, interatividade, relacionamento, experiência, etc.

A pergunta é um exercício conceitual.
O que sua agência entrega? Detalhe ou Volume?

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Mistura sua laia

Prática comum do mercado, agências tradicionais sempre pediram apoio para agências online em concorrências. Para a campanha não ficar perneta, a online colaborava resolvendo parte do briefing e dando um certo brilho na apresentação.

A novidade do momento é ver o movimento inverso. Já tem agência tradicional ajudando agência online a ganhar concorrência.

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Finalmente a média virou média

A famosa regra do 1% funcionou durante anos. Anunciantes separavam 1% da sua verba para a web quase como uma religião. E como todo mundo investia 1%, a média era… isso mesmo… 1%.

Em 2007 a média deve ter fechado em cerca de 2,5%, mas a principal mudança não foi o crescimento de 150%, mas o fato de ter virado – finalmente – uma média de verdade.

Isso porque já existem anunciantes investindo uma porcentagem bem maior na web. O mesmo pode se dizer sobre o crescimento em números absolutos. Enquanto a média de crescimento foi de 40%, alguns anunciantes aumentaram em quase 300% seu investimento em mídia online. Isso sem contar o que foi investido em produção própria de conteúdo.

Nos próximos anos, vários segmentos passarão a investir muito mais em Internet do que a média, podendo até passar dos 15%. Boa parte deste valor não será medido porque as pesquisas atuais medem apenas o investimento publicitário feito em veiculação de mídia, ignorando o que é investido em produção de conteúdo e outras ações diferentes do investimento padrão em veiculação.

Terminator

A piada talvez vocês já conheçam, mas diz que o plano secreto do Kassab é ferrar os publicitários.

Ele acabou com a mídia exterior pra ferrar a mídia.
Acabou com os puteiros pra ferrar com o atendimento.
Acabou com o Stand Center pra ferrar com os programadores.

Segundo a mesma piada, esse esquema de capacete de motoboy é só o começo do próximo passo: proibir a entrega de pizzas a noite pra ferrar a criação.

É o inimigo público número um dos publicitários :-D