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Igual, mas diferente.

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Já escutei alguns profissionais falando que precisamos é de uma volta ao passado. Por mais retrógrado que possa parecer, a afirmação tem certa lógica.

Voltar ao passado seria uma maneira de fugir do uso abusivo de fórmulas prontas e verdades absolutas que assola o mercado hoje. Um abuso que fez muito anunciante achar — erroneamente — que boa parte do que fazemos é commodity.

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Fat5

O nome entrega: uma formação de peso. Ou cinco caras com alma de gordo, você escolhe. Tanto faz. O que importa é que o logo ficou muito legal.

Jean Boechat, Ken Fujioka, Mentor Muniz Neto, Patrice Lamiral e eu faremos nossa primeira apresentação mundial no InterCon 2008, dia 25 de outubro.

Falaremos sobre experimentação, exploração de novas mídias e mudanças do mercado. As inscrições do evento estão esgotadas, mas estamos trabalhando para conseguir algumas cortesias.

Mas o Fat5 já está trabalhando e você pode ganhar antes mesmo do evento começar. Uma promoção bem fácil de participar com três livros bem bacanudos.

Conheça o Fat5 e saiba como participar da promoção aqui.

O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

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Atendimento por que estás tão triste?

clique para ampliarSe todo mundo precisa ser criativo, o que faz a criação? Se todo mundo precisa atender o cliente, o que faz o atendimento? Se tudo é mídia, então não deveria ser um assunto restrito a um único departamento.

O que parece piada apenas demonstra que nesta eterna transição, as nomenclaturas perdem o sentido e tudo acaba sendo questionado. Disciplinas, meios e áreas tentam entender seu papel e garantir seu espaço.

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Mede teu mídia

Já percebeu que, quando um mídia é contratado, não se pede para ver sua pasta? Não para mostrar peças, mas mostrar planos, seus cases. Seu portfólio. O que ele fez, por que, qual resultado, etc.

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Mas pasta para que, se perguntas operacionais e técnicas são mais práticas e lógicas? Descobrir se o profissional consegue calcular o GRP, se já trabalhou com algum ad server, se lida bem com o A&F, Marplan, Tom Micro, etc.

Imagine que toda uma geração de criativos tenha sido contratada priorizando seus conhecimentos em Photoshop, Trapping e QuarkXpres. Historicamente, foi assim que o perfil de mídia desejado, procurado e contratado pelo nosso mercado, foi de “piloto” da tradicional fórmula de mídia.

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Regras, metas e ética

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Grandes corporações precisam de regras e metas para garantir que seus milhares de funcionários não botem fogo nas cortinas.

Mas quando a empresa não tem ética, ela é formada por, — vejam só que coisa — profissionais sem ética. Nestes lugares, regras e metas servem apenas para ser burladas em benefício próprio.

Um exemplo são as regras que impedem contratações mesmo com o aumento de trabalho. Medida lógica e até interessante para enxugar a empresa, apesar da aparente impossibilidade de ser burlada, sempre é possível dar um jeitinho.

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Na língua do P, o Brasil só sabe contar até 1

Preço é relevante? Sim, muito. Principalmente em um país pobre como o nosso. Mas ignorar o resto é, além de ignorância, burrice.

Ao ler um texto do Marinho que me enviaram hoje, soube que:

A pesquisa da Pay-TV Survey (PTS) mostrou que apenas 30% dos domicílios de brasileiros das classes A e B têm TV por assinatura. E o principal motivo para esse índice ser baixo é justamente o desinteresse dessa gente pela programação da maioria dos canais.

Novidade? Não, olha o que eu escrevi ano passado:

Eu costumo bradar que não existe um único serviço que preste no Brasil. E acredito que o principal gargalo para o aumento de vendas destes serviços não é preço, nem praça e – muito menos – promoção. É produto.

Não é novidade hoje, mas era na época? Claro que não.

A discussão é interessante e pertinente até mesmo para o post sobre pirataria. Será que o preço do CD e das músicas é tão relevante?

Acredito que boa parte dos assinantes daquelas serviços com assinatura flat (pague x por mês e escute o que quiser, quanto quiser) não estão comprando música, mas sim a facilidade de não precisar procurar, baixar, catalogar e fazer backup da pirataria.

O cliente do futuro

Existem dois possíveis planos de análise para entender o que seria o “cliente do futuro”.

A primeira é “relacional”, papai com mamãe:

Não se fala do anunciante do futuro como se fala sobre a agência do futuro porque as agências são agências e os clientes são clientes. Isso significa, queiramos ou não, quem se adapta somos nós. O cliente tem sempre razão. Ele não precisa mudar para se adaptar a nós, seus fornecedores.

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Minhas duas turmas

Uma das boas crônicas do Luís Fernando Veríssimo é uma em que conta sobre um personagem, já não muito novo, que tem duas turmas. A turma “em pé” e a turma “sentada”. A primeira é a dos colegas da mesma idade que, nos últimos tempos só se encontram em velórios e enterros (em pé). A outra é a de jovens com quem ele vai a bares, beber e papear (sentado).

Cada dia que passa tenho ficado mais impressionado com o distanciamento dos profissionais de marketing dos meios digitais. Sei que essa afirmação pode lhe soar estranha uma vez que esses mesmos profissionais geralmente são extremamente antenados com as novidades do mundo.

Não é verdade. Com exceção dos meus colegas que foram gerados profissionalmente dentro de computadores, quase todos os demais parecem estar cada vez mais longe do mundo dos bits e dos bytes, ainda que seus discursos sejam “muderninhos” e seus smartphones tenham tecnologia 3G.

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Por que eles estão saindo?

clique para ampliarAno passado, fazendo consultoria em uma agência de porte médio, escutei a seguinte frase:

Aqui na agência temos profissionais altamente gabaritados, que ganharam prêmios, foram reconhecidos e tinham ótimos salários mas largaram tudo porque ficaram de saco cheio desse mundinho de grandes agências. Resolveram trabalhar em um lugar onde pudessem fazer algo mais próximo do que acreditavam.

Quantas vezes vimos isso acontecer. O cara enche lo briocolé de grana e, ao invés de se aposentar, monta uma consultoria, uma agência pequena ou vai trabalhar em algum lugar onde ele, por seu gabarito e nome no mercado, tem poder de escolha e de sossego. Mas isso tem exatamente este cheiro, de uma aposentadoria disfarçada. Tipo “agora que não preciso mais de grana, vou trampar em um lugar onde não pego mais job de sabonete nem pasta de dente”.

Mas o que dizer quando o movimento vem de profissionais mais novos que não estão nem perto da aposentadoria? Só no mês de junho, soube de quatro brasileiros fazendo isso. Dois aqui no Brasil e dois lá fora. Também tenho conversado com outros que estão pensando seriamente em fazer o mesmo.

Se não for um fenômeno isolado, o que poderia explicar isso? O que faria um profissional largar um ótimo emprego e o conforto do ótimo salário? Certamente não se trata de conta bancária gorda nem falta de pique para trabalhar com comunicação.

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