Tag archives: mercado

Decadence avec elegance

clique para ampliarPor que não falamos sobre a crise? Por que nenhum veículo especializado no mercado de comunicação, seja ele online ou offline, falou mais profundamente sobre isso? Pensei muito sobre isso e não consegui chegar a nenhuma conclusão. Não sei se é medo, cultural, fuga ou alguma estratégia para proteger o mercado.

Só no começo do ano, foram centenas de profissionais de comunicação para a rua, isso se contarmos apenas as maiores agências.

Não existe crise? Falar sobre isso aumentaria o problema? E não falar sobre isso, garante que passaremos por ela de forma mais suave? Garante pelo menos manter uma imagem de que está tudo bem na terra do rei?

Há muito tempo que eu já dizia, toda essa chinfra não te garante.

Seria fácil sustentar que os seniores que perderam o emprego refletem apenas uma adaptação do mercado à nova realidade, mas como ignorar todos os fatos, vendo que todos os níveis hierárquicos sofreram cortes duros.

Pelas minhas contas burras e informais, em meio semestre, as maiores agências deixaram sem emprego no mínimo 20% de seus profissionais.

Talvez seja um misto das duas coisas. A tal crise com a adaptação a uma nova realidade, mas por que este assunto não vem a tona. Nem sei se deveríamos discutir isso a exaustão, mas este silêncio me incomoda um pouco.

Costumo dizer que alguns veículos de comunicação não são irrelevantes mas já perderam a relevância. Isso vale para alguns veículos do nosso trade. Um jogo de palavras para mostrar que muitos sobrevivem apenas do passado, suportados pela marca.

E nos dias de hoje, com a concorrência da Internet, perder a relevância é o primeiro passo para perder a importância.

Afinal de contas o fim do mundo não é nenhum fim de mundo.
E se for… Descanse em paz.

Quem compra parafuso é Diretor de Almoxarifado

clique para ampliarQuem acredita em comunicação não deveria ajudar a transformar este mercado em commodity, por mais que isso economize custos no curto prazo.

A lógica é bem simples, o que se compra na agência é criatividade e estratégia (vulgo planejamento de marca, planejamento de mídia e criação), mas paga-se por outra coisa, a mídia.

É relativamente fácil cobrar da agência para ela diminuir sua margem, basta pagar menos e cobrar a mesma entrega de mídia. Fácil de cobrar pois 30 segundos na emissora tal continuam sendo 30 segundos na mesma emissora.

O problema é que esta margem subsidia as equipes de inteligência da agência, inclusive a inteligência de mídia. Equipes que são punidas com este estrangulamento de margem, afinal, agência não é ONG e também corre atrás do lucro.

É ruim para o anunciante, que continua levando um monte de mídia, mas fazendo o pior uso dela. Justamente o que ele queria evitar ao contratar uma agência.

E pior para o diretor de marketing, que se deseja fazer diferença ou alavancar sua carreira, certamente não será nesta redução de custos.

Oportunismo e oportunidade

clique para ampliar

Só andando pela cidade de São Paulo — e depois fora dela — para entender o tamanho da diferença que a ausência dos outdoors nos trouxe. Não é segredo nem estranho que o projeto Cidade Limpa tenha tirado o Prefeito Gilberto Kassab do aparente anonimato.

Por ser partidário da auto-regulamentação, sou contra a maioria das leis voltadas para o nosso mercado. Mas não somente aprovei esta lei, como também apoio a nova lei do telemarketing, que nasceu para acabar com vários tipos de abuso e ignorância.

Continuar lendo

Muito malandro para pouco otário

Quando a cadeia de valor muda, não adianta mudar apenas o discurso, é preciso mudar também a prática.

Quer dizer que não adianta mudar marketing e não mudar o call center. Que não adianta mudar o discurso do CEO e não mudar a prática do Mesa de Compras.

E não me refiro apenas a relação com consumidores, mas também a relação entre empresas. No nosso mercado, seria o caso de apontar a relação de anunciantes e agências com produtoras e fornecedores.

A relação de poder era tamanha, que é muito comum ver até hoje agências sem contrato com fornecedores. A relação de dependência (eles dizem confiança) era tanta que a formalidade era menos válida que o poder da contratante.

Mas isso fez surgir um tipo de malandro que quer levar vantagem em cima de todo mundo, até dos chamados “parceiros”.

Mas a parceria “você entra com a bunda e eu com o pau” deixa de funcionar quando o dono da bunda não depende mais (ou nunca dependeu, no caso de novos formatos) do dono do pau para sobreviver.

Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional,
malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato,
com gravata e capital,
que nunca se dá mal.

Fat5, a vinheta

Vinheta do Fat5, produção da colmeia.

Produção de conteúdo

clique para ampliar

Fui assistir o teatro da Turma do Cocoricó com a minha família e fiquei muito feliz com a qualidade do espetáculo. Já éramos fãs da série. Das músicas, das histórias, dos personagens, das vozes. Conteúdo brasileiro de primeira? Não. Conteúdo de primeira, e bem brasileiro. Perfeito.

Mas calma, este não é um post estilo diário, e sim para falar sobre produção de conteúdo. Não que o show seja perfeito. Apesar de muito bom, seria possível apontar alguns problemas. O interessante é que, apesar de fã do trabalho, não fui assistir com muita expectativa.

Continuar lendo

Igual, mas diferente.

clique para ampliar

Já escutei alguns profissionais falando que precisamos é de uma volta ao passado. Por mais retrógrado que possa parecer, a afirmação tem certa lógica.

Voltar ao passado seria uma maneira de fugir do uso abusivo de fórmulas prontas e verdades absolutas que assola o mercado hoje. Um abuso que fez muito anunciante achar — erroneamente — que boa parte do que fazemos é commodity.

Continuar lendo

Fat5

O nome entrega: uma formação de peso. Ou cinco caras com alma de gordo, você escolhe. Tanto faz. O que importa é que o logo ficou muito legal.

Jean Boechat, Ken Fujioka, Mentor Muniz Neto, Patrice Lamiral e eu faremos nossa primeira apresentação mundial no InterCon 2008, dia 25 de outubro.

Falaremos sobre experimentação, exploração de novas mídias e mudanças do mercado. As inscrições do evento estão esgotadas, mas estamos trabalhando para conseguir algumas cortesias.

Mas o Fat5 já está trabalhando e você pode ganhar antes mesmo do evento começar. Uma promoção bem fácil de participar com três livros bem bacanudos.

Conheça o Fat5 e saiba como participar da promoção aqui.

O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

clique para ampliar

Atendimento por que estás tão triste?

clique para ampliarSe todo mundo precisa ser criativo, o que faz a criação? Se todo mundo precisa atender o cliente, o que faz o atendimento? Se tudo é mídia, então não deveria ser um assunto restrito a um único departamento.

O que parece piada apenas demonstra que nesta eterna transição, as nomenclaturas perdem o sentido e tudo acaba sendo questionado. Disciplinas, meios e áreas tentam entender seu papel e garantir seu espaço.

Continuar lendo