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CONAR

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CONAR significa Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária. Ele envolve agências, anunciantes e veículos em geral.

Perceba bem, em seu nome, missão, rito, regimento ou estatuto, fica claro que não é focado em meios, mas em publicidade.

Obviamente, fala sobre veiculação e veículos de comunicação, o que poderia gerar uma certa discussão semântica. Certamente, poderíamos ficar horas discutindo se o Youtube é veículo ou não.

Mas isso seria buscar uma brecha na legislação, o que seria meio besta, justamente por se tratar de autorregulamentação.

Já disse no blog e repito aqui, sempre fui a favor da autorregulamentação. Com todas as regras e exageros, ela é muito melhor que uma legislação criada por políticos cujo interesse e conhecimento é bastante dúbio.

O CONAR não existe e não deveria existir apenas pela imposição dos veículos.

Quer botar um filme brincando com a proibição, ok, mas dizer “veja nosso filme na Internet” é o mesmo que mandar o CONAR às favas.

Não quero tratar aqui se o comercial da Schin deveria ou não deveria ser barrado pelo CONAR. Deixo isso para outros blogs.

Concordando ou não com a atitude do CONAR, não acredito que agir assim mudará a atitude do Conselho. Agora, se alguém acredita que a autorregulamentação se tornou pior que a legislação, acredito ser esta é a melhor maneira de agir.

A autorregulamentação só existe se for respeitada, caso contrário, a mensagem que estaremos passando para a sociedade é que ela não existe, e que não somos capazes de nos autorregulamentar. Que precisamos de leis e punições para o nosso mercado.

Eu acho um tiro no pé.

Não acho inteligente no caso deste anunciante, que vende bebida alcoólica, tema bastante delicado e há tempos na mira da canetada.

E especialmente burro para alguém que não é lider de mercado, muito menos a marca melhor estabelecida, ou seja, quem mais perderia com a proibição total de propaganda na categoria.

E viva o pensamento de curto prazo.

Distribuir não é abrir mão

clique para ampliarCom mais um livro disponível na licença Creative Commons, tive uma pequena surpresa com a reação de algumas pessoas, que reclamaram que meu livro não estava aberto.

Aberto nos sentido de não permitir que qualquer um alterasse a obra sem a minha permissão.

Não basta disponibilizar o livro de graça, permitir a cópia e a distribuição. Não basta convidar vários formadores de opinião e professores para criarem suas próprias versões, isentas de censura e disponibilizá-las para download no site do próprio livro.

Foram tão poucos que nem merecem atenção. Uma minoria frente a grande quantidade de pessoas que agradeceu e elogiou a atitude. Mas existem dois pontos que mesmo as pessoas que elogiaram talvez não entendam, e por isso achei que valia a pena escrever sobre isso.

O primeiro é que não disponibilizo o livro na web por ser bonzinho. Faço porque é o que eu acredito que irá me trazer maiores benefícios, como modelo comercial e para o ambiente que vivo. Eu não vivo de vender papel e acredito que fomentar a cultura e a educação sempre trará benefício para todos, eu inclusive. Pode parecer um motivo nobre e piegas, mas é apenas uma visão racional, aderente ao conceito de sustentável que muitos acreditam hoje em dia.

O segundo ponto é que aderir ao Creative Commons não é abrir mão do meu conteúdo. Pelo contrário, uso a licença justamente para protegê-lo.

Quem acha que o Creative Commons é abrir mão do conteúdo tem a mesma mente velha daqueles que defendem as restrições com unhas e dentes.

Negar a cópia não protege nada e, ao mesmo tempo, permití-la não significa abrir mão.

A licença é uma maneira de disponibilizar o livro com regras claras e formais, o que não seria viável usando apenas a proteção padrão do direito autoral, que é castradora e limitada demais para o modelo de negócio desejo usar.

Por tudo isso, pelo menos para mim, esse pessoal que reclama parece apenas uma versão digital daqueles que invadem fazendas produtivas, gritando discursos socialistas, mas no fundo tem apenas uma causa política, a de mostrar pra gente que ainda existem imbecis na face da terra

A elite blogosférica brazuca não gosta de compartilhar seu conteúdo

Esta semana, depois de ter escutado algumas reclamações de posts copiados, resolvi fazer um levantamento informal sobre a blogosfera brazuca. O resultado me surpreendeu, fazendo coro com as reclamações. A maioria dos blogueiros opta pelo uso do Copyright, licença conhecida pela rigidez com que protege o conteúdo e, justamente por isso, amada pela indústria de entretenimento.

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Claro que cada um faz o que quer com sua própria obra. De certa forma, muitos já estão contribuindo colocando sua criação de graça na web. Por isso, este post não é uma crítica a estes blogs, mas uma defesa para qualquer modelo de licença que facilite o compartilhamento.

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Oportunismo e oportunidade

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Só andando pela cidade de São Paulo — e depois fora dela — para entender o tamanho da diferença que a ausência dos outdoors nos trouxe. Não é segredo nem estranho que o projeto Cidade Limpa tenha tirado o Prefeito Gilberto Kassab do aparente anonimato.

Por ser partidário da auto-regulamentação, sou contra a maioria das leis voltadas para o nosso mercado. Mas não somente aprovei esta lei, como também apoio a nova lei do telemarketing, que nasceu para acabar com vários tipos de abuso e ignorância.

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O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

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Braincast TV #01 – blocos 3, 4 e 5

Agora todos os blocos do primeiro Braincast TV estão disponíveis. Também adicionei link para download do vídeo (MP4) e áudio (MP3).

Produção: colmeia.
Masterização do som: Mellancia.
Downloads com oferecimento do Vilago.

Blocos 3, 4 e 5 abaixo:

Bloco 3


Download do vídeo em MP4 e áudio em MP3.

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Saudades do Stand Center

Meu último post foi pro blog Espicaçando o Marketing, do meu mentor de marketing direto Fábio Adiron. Veja aqui.

update: só para manter histórico aqui no coxacreme, fiz um copy/paste do post. Abaixo:

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Leis

Talvez o fato mais marcante de 2007 para o nosso mercado tenha sido a Lei da Cidade Limpa, que para espanto de alguns e tristeza de outros, pegou. Pegou em um país que não costuma ligar muito para essa coisa de lei. Pegou e – para enfraquecer o discurso de alguns – foi acolhida e aceita pelos cidadãos. Pode até ser que o brasileiro goste de propaganda, mas o problema foi o exagero. É só viajar pra fora de São Paulo agora pra perceber o quanto a coisa estava feia, exagerada.

A lei mostrou para o mercado o quanto uma canetada pode fazer diferença. Em 2008, novamente corremos o risco do fato mais marcante ser uma nova lei.

Só para citar três exemplos, temos a isenção de impostos para produtos ligados a TV digital, a imposição das cotas de conteúdo nacional nas emissoras de canais pagos e a decisão do governo sobre utilização de DRM na TV digital.

Segundo a ABERT, existem mais de 500 propostas no Congresso Nacional tratando de programação, restrições à publicidade e controle da propriedade dos meios, de lei de imprensa e outros assuntos. Boas para uns, ruim para outros, elas mudam o rumo do nosso mercado. A Cidade Limpa, apesar do seu radicalismo, foi benéfica para os cidadãos. Outras como a utilização do DRM podem ser um verdadeiro retrocesso.

É esperar pra ver, sem fazer nada, como todo bom brasileiro.

trouxa somos nós

O senador Arthur Virgílio, um dos mais influentes no Senado, líder de um partido forte e que melhor representa a oposição, foi feito de idiota por uma campanha de marketing viral. Sabe o que pode virar isso? Uma lei absurda castrando e castigando todo o nosso mercado.

Funciona assim, quando um torcedor faz uma cagada no estádio, o time que tem o mando de campo toma na naba porque não teve capacidade de controlar a segurança dos presentes.

Agora nos resta torcer para que governo e oposição continuem fingindo que fazem um bom trabalho e não usem este acontecimento como mais uma distração dos problemas reais do Brasil.