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Videogames?

O Neil Young quer lançar um projeto interativo de sua obra com atualização via web. Ele recomenda usar o PlayStation 3 pra interagir com o projeto. Ainda não é exatamente o que eu gostaria de ver (trecho do meu livro abaixo), mas já é um começo para brincadeira ficar divertida. Não que precise virar regra, mas deixar de olhar para os meios de maneira engessada é uma oportunidade. Oportunidade para todo mundo, inclusive profissionais de comunicação.

Utilizando consoles ligados à Web, empresas poderão fazer muito mais do que comerciais inseridos em jogos. Algumas ações que utilizam a Internet podem migrar para os consoles, mesmo sem estarem inseridas em um jogo. A Internet tem algumas limitações que impedem fazer ferramentas mais ricas, apesar de o Flash (software usado para fazer animações na Web) ter evoluído bastante, está longe do que pode ser oferecido pelas ferramentas que criam jogos de console. O poder de processamento e padronização dos videogames é um diferencial importante em comparação com a Web.

Concorrência

David Jaffe, designer de God of War (um dos melhores jogos de 2007) e Twisted Metal defendeu a existência de uma única plataforma para jogos, o que gerou certo buchicho no mercado. Dei minha opinião para a Magnet, site de notícias tecnológicas do Yahoo! Brasil. Segue abaixo meus comentários publicados:

O assunto, no entanto, gera controvérsias. Ricardo Cavallini, editor-chefe do blog Wishlist não vê coerência em comparar videogame com VHS. Segundo ele, a visão expressa por Jaffe e Dyack é parcial e traduz o ponto de vista do desenvolvedor que, diante do panorama atual, precisa produzir versões de um mesmo game para três aparelhos, o que é oneroso. Ou seja, a existência de um único console favoreceria principalmente aos desenvolvedores, ao passo que tal fato não necessariamente representaria uma expressiva redução no custo final do produto.

Ele complementa, afirmando que os últimos aumentos no custo de produção se devem ao advento da nova geração de videogames, que trouxeram à cena muito mais espaço de armazenamento, muito mais poder processamento, maior resolução gráfica e mais capacidade de renderizar polígonos. Além disso, a nova geração ensejou a elaboração de roteiros mais complexos e, em contrapartida, fez eclodir com redobrado vigor a pirataria.

Em suma, programação seria apenas uma parcela do custo total do desenvolvimento de um título, e apenas uma parte deste trabalho é adaptá-lo para outros consoles. Assim sendo, nem o custo dos jogos nem sua qualidade sofreriam impacto positivo caso fossem produzidos apenas para um único console, já que há outros componentes caros na matriz de desenvolvimento, tais como pesquisa, Marketing e distribuição.

Cavallini finaliza suas considerações exaltando a importância da concorrência e evocando o exemplo do Wii, que representou uma iniciativa tremendamente arriscada de mercado, mas que marcou seu lugar na indústria como uma notável inovação.

Comprando consumidores

Talvez tenha virado moda ganhar dinheiro com publicidade. Primeiro foi a Microsoft, agora são as operadoras de celular.

A Blyk – um modelo de operadora de celular baseado em publicidade – oferece 217 SMS e 43 minutos de ligação de voz de graça para quem aceitar receber propaganda em seus aparelhos.

GizmondoNão é exatamente novo, a Virgin já fez algo parecido e em outros segmentos já tivemos exemplos assim. A Gizmondo, um game portátil lançado em 2005 (que já faliu por outros motivos) fazia a mesma coisa. Se o jogador aceitasse receber 3 comerciais de 30 segundos por dia pagaria mais barato na hora de comprar o brinquedo.

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[des]convergência

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Está tudo à sua volta. Essas coisinhas tecnológicas. Seu celular é smart. Envia e recebe e-mails e sms e tem calculadora e tem browser e é máquina fotográfica e é câmera de vídeo. Com ele, você manda uma foto para o seu Tumblr que vira um post instantâneo, para o mundo todo ver. O computador é o centro do seu mundo digital, exatamente como Steve Jobs prometeu. Tem seus filmes, músicas e vídeos. Na TV o DVD ficou obsoleto. A Sky é +. Grava tudo digital, para você rever quando quiser. E ainda tem o py-per-view. E ainda tem rádios do mundo inteiro. Com AppleTV, você libera as fotos, músicas e vídeos que estavam aprisionadas no seu computador. O PSP tem browser. O Wii também tem. Acabaram de lançar. E também manda e-mails. É tudo Wi-Fi. É tudo bluetooth. Você conecta o mundo num device. Num Wii. Ou PSP. Ou telefone.

Fade out.

Fade in.

Ontem jogamos Wii até tarde. Minhas três filhas e eu.

Hoje chego em casa e a Olivia, 6 anos, está sentada diante da TV, na tela do Mii do Wii. É a tela onde se criam personagens para jogar. As “personas-wii”. Os Awiitares. Ontem haviam apenas 4: a OliWiia, o da Manuela, o da Catarina, e o meu. Quatro bonequinhos que jogam boliche, tênis e golfe. E que mandam e-mails entre si. Mas hoje, quando olhei a tela, haviam uns 30 bonequinhos.

Ao invés de jogar, ou enviar e-mails, Olivia preferiu ficar criando aMiiguinhos para a OliWiia. Estavam lá todos os seus colegas de classe: o Bernardo, o Lucas, a Gabi e mais um monte de outros. Com o mundo aos seus e-pés, 100% conectável, Olivia não navegou pela Wiinternet, nem ao menos jogou boliche virtual, ou ouviu músicas, ou assistiu filmes.

Quando ficou a sós com a tecnologia, Olivia preferiu cercar a OliWiia de amigos.

Convergência, para ela, é isso.

advergaming

Falar sobre propaganda em jogos pode parecer uma moda passageira, até porque já existem exemplos oriundos da década de 80. Mas a verdade é que existem três bons motivos para falar do assunto.

pepsi invaderstooth protectors

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twilight princess

Ainda é difícil achar o wii para comprar, mesmo assim, a Nintendo já tem um jogo que vendeu mais de um milhão de unidades (somente nos EUA). Zelda, criado pelo Pelé dos videogames, era uma franquia que eu nunca gostei mas virei fã depois de sua versão para GameCube.

Eu gostei muito do jogo, uma pena que já terminei de jogar. Mas foi bem aproveitado, foram mais de 90 horas de jogo, o que o torna mais barato que o ingresso de cinema.

O jogo foi comprado lá fora, mas mesmo se tivesse comprado em algum shopping de SP (pagando 300 reais) teria custado apenas 3,33 reais por hora de jogo. Portanto, metade do valor (por hora) do ingresso de cinema mais barato aqui na minha região. Isso sem contar que meu sobrinho vai jogar esse mesmo jogo por mais 90 e tantas horas.

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