Convidado pelo Ricardo Longo e pela Nexial, vou participar do debate “Mobilidade e Poder: Criando Estratégias Vencedoras para Aplicativos, Sites Móveis e Games” na HSM ExpoManagement. Trata-se de um dos auditórios paralelos que fazem parte do programa oficial do evento. O debate será dia 09 novembro das 14:50 às 16:00. Se você estiver por lá, compareça.
Tag archives: jogos
Desenvolvedor virou gente
01Jul11Depois de décadas sendo tratado como cachorro, finalmente parece que chegou a vez do desenvolvedor.
Antes, com poucas opções, e todas controladas com uma mentalidade de mercado baseado em blockbusters, a relação entre donos de plataformas e desenvolvedores sempre foi difícil.
No mundo dos jogos, gigantes como a Sony, Nintendo e Microsoft tratavam (e ainda tratam) com mão de ferro um grupo restrito de empresas, cujos jogos precisavam vender milhões de unidades para obter algum lucro. Como eu disse uma vez, “os jogos são digitais mas seu modelo de negócio é analógico“.
Operadoras de celular também nunca valorizaram este mercado. Publicar em suas plataformas era um exercício de paciência e aceitação de um modelo pouco transparente.
É difícil de programar? Muitas regras e tudo mais? Problema seu, se quiser vender tem poucas opções de plataforma onde é possível obter algum lucro.
Na verdade tinha, o cenário mudou bastante.
Graças a Apple que abriu as porteiras, hoje todo fabricante de celular tem uma plataforma de aplicativos e uma loja para vendê-los. Tablets? Só na última CES vi quase 100 marcas diferentes. Mesmo que só uma parte seja lançada, já é muita coisa.
Media centers então, tem um monte e todo fabricante de TV vai precisar de desenvolvedores para produzir aplicativos para suas TVs conectadas. Já precisam. Sony, LG, Samsung e outros já estão nesta corrida, inclusive no Brasil.
Do outro lado, o desenvolvedor não tem tempo para investir no conhecimento de uma nova plataforma quando apenas uma ou duas delas já consomem sua capacidade de produção.
Principalmente se levarmos em conta que a grande maioria destes desenvolvedores são semi profissionais ou pequenas empresas (eu diria minúsculas).
Para piorar o cenário (para quem precisa deles), agora os desenvolvedores não precisam de ninguém. Com regras iguais para todos e um modelo onde se pode ganhar no long tail, ganharam poder para escolher e lançar o que quiser, quando quiser e onde quiser.
Ainda existem regras? Claro que sim, mas desenvolvedores que reclamam da Apple não têm ideia de como era se relacionar com Nintendo ou Sony.
Agora é assim, todo mundo perguntando para desenvolvedor o que faria ele desenvolver para sua plataforma. Tem treinamento de graça, developer kit de graça, festas e outros mimos para convencer alguém a olhar pra sua plataforma.
E alguma dúvida que teremos cada vez mais lugares para aplicações? Rádios, GPS’s, sistemas para a indústria automotiva e toda miríade de aparelhos que irão continuar surgindo nos próximos anos.
Como diria Silvio Meira, “tudo é software”. E nesse mundo novo, ser desenvolvedor tem sua graça.
A internet já invadiu a TV no Brasil
08Feb11
Normalmente, quando este assunto entra em cena, a discussão sobre a Internet invadindo a TV sempre acaba caindo em Google TV, Apple TV, Widgets embarcados nos aparelhos e outras novidades maravilhosas.
E quando isso acontece, é muito difícil convencer as pessoas que isso irá ocorrer em grande escala no Brasil ou que terá algum impacto nos próximos anos.
No meu ponto de vista, a internet já invadiu a TV no Brasil.
Vamos ao que já sabemos:
1. Sabemos que a audiência do aparelho de TV sendo usado para videogames, DVDs e outros aparelhos já é gigante. Maior que a audiência da maioria dos canais abertos ou fechados do brasil.
Segundo o Ibope, em 2010, outros aparelhos ligados a TV chegaram a 3,2 pontos de audiência média. O dobro de 5 anos atrás. Para ter uma ideia do impacto, esta audiência é maior que a da Band (2.5) e menor apenas das 3 maiores emissoras (Globo, Record e SBT).
2. Sabemos que a maioria dos jogos e DVDs consumidos são piratas.
Acho que não seria necessário pesquisa para dizer isso, mas é importante ter os números. Segundo pesquisa feita pela F/Nazca e realizada pelo Datafolha, 81% das pessoas que consomem games não pagam pelos jogos.
3. Sabemos que uma parte considerável dessa pirataria já vem diretamente da internet e não de bancas ou camelôs.
A mesma pesquisa mostra que o número de pessoas que baixa jogos na internet é 3 vezes maior que o número de pessoas que compra em camelôs.
Meu ponto é simples, a internet já está na TV do brasileiro e isso já altera o cenário de consumo de mídia e comportamento.
O que acontece hoje é que isso é feito de forma indireta. Pessoas baixando vídeos e jogos piratas, queimando DVDs e trocando com amigos.
O próximo passo será fazer a ligação direta. Com mais computadores e mais acesso a internet, programas gratuitos de media center como o plex, boxee, xbmc vão invadir a TV.
A venda de computadores já ultrapassou a de televisores e está indo para as residências da Classe C.
Segundo pesquisa da IT Data, a Classe C foi a maior responsável pelo consumo de PCs no ano passado.
Tudo isso sem contar que na Santa Ifigênia já é possível comprar media centers por menos de R$250 e, obviamente, o preço vai cair muito nos próximos anos.
Enfim, é difícil acreditar que teremos dezenas de milhões de Apple TVs usando cartão de crédito para comprar filmes em inglês e sem legenda, mas se aceitarmos que o comportamento e o hábito do consumidor já mudou, entender que ele vai usar a tecnologia apenas para facilitar o que já faz hoje é bem fácil de acreditar.
A consequência é aumentar os efeitos do que já estamos vendo: fragmentação, internet crescendo como forma mais importante de entretenimento e informação e — o mais importante efeito de todos — aumento do poder do consumidor.
Igual, mas diferente.
07Oct08Já escutei alguns profissionais falando que precisamos é de uma volta ao passado. Por mais retrógrado que possa parecer, a afirmação tem certa lógica.
Voltar ao passado seria uma maneira de fugir do uso abusivo de fórmulas prontas e verdades absolutas que assola o mercado hoje. Um abuso que fez muito anunciante achar — erroneamente — que boa parte do que fazemos é commodity.
O Marketing depois de amanhã, agora free.
29Sep08Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.
O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.
Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.
A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.
Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.
Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.
Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.
Steve Jobs continua incomodando
01Sep08A quantidade de empresas que fez burrada no mundo dos jogos é enorme. Apesar da arrogância de subestimar a complexidade desta indústria ser um denominador comum, até as gigantes Sony, Nintendo e Microsoft (as 3 grandes) já deram bola fora.
A Apple, uma das empresas que faz parte desta lista, parece pisar novamente neste mercado com o iPhone. A diferença é que agora, ela entra usando outro modelo de negócio.
O modelo em voga na indústria de jogos é matriarcal, castrador, ditatorial e rodeado por um histórico de ódios e conflitos. Normal em um mercado comandado por poucas empresas. O relacionamento entre fabricante de console e produtoras prioriza poucos e grandes. Não é à toa que este mercado dependeu da esperteza de advogados para se tornar o que é hoje.
Pirataria é crime! Ou não?
12Aug08
“Não baixo filmes da internet”. “Meu PlayStation é travado e logo só compro jogos originais que custam 20x o preço de um pirata”.
Olhares mistos de curiosidade e desprezo cruzavam os meus. De fato isso pode soar até pretensioso, arrogante ou mesmo falso em um mundo cada vez mais “free” em que vivemos.
Afinal ta lá, após algumas horas da exibição nos EUA do último capítulo de Lost com legendas e, se você realmente não agüentar para ver, pode ter os “reviews” e “comments” dos que já viram enquanto espera o download…
Os olhares ficam mais confusos e difusos quando digo que músicas, por outro lado, eu baixo sim na internet.
virtual ou real?
02Jul08Direto da BBC Brasil:
Uma empresa holandesa está desenvolvendo uma tecnologia de videogame que permite aos jogadores competirem com pilotos de Fórmula 1 em tempo real, durante uma corrida de verdade que está passando ao vivo na televisão. O jogo pode chegar no mercado ainda em setembro deste ano.
Alguns de vocês já leram isso bem antes:
…será viável ter espectadores competindo contra esportistas de verdade. Considere poder correr contra o Schumacher em tempo real durante a corrida de Mônaco. Agora imagine também se o Ayrton Senna estiver participando virtualmente. É uma previsão bastante interessante e já temos tecnologia para isso.
Faltou eles pensarem em usar pistas, pilotos e carros que não estão mais na F1 (como o Senna), mas isso deve chegar na próxima versão
ps. descobri a notícia via blog do Jungermann
Braincast TV #01 – blocos 3, 4 e 5
20Jun08Agora todos os blocos do primeiro Braincast TV estão disponíveis. Também adicionei link para download do vídeo (MP4) e áudio (MP3).
Produção: colmeia.
Masterização do som: Mellancia.
Downloads com oferecimento do Vilago.
Blocos 3, 4 e 5 abaixo:
Bloco 3
Download do vídeo em MP4 e áudio em MP3.
Braincast TV #01 – bloco 2
19Jun08
Download do vídeo em MP4 e áudio em MP3.
Da esquerda para a direita: Carlos Merigo, eu, Cris Dias e Neto.
Produção: colmeia.
Masterização do som: Mellancia.
E para quem perdeu, bloco 1 e teaser.





RSS