Tag archives: impacto

Não perca seu tempo, ou melhor, não perca o meu.

Acabo de receber um email pedindo ajuda para recolocação profissional. O autor é taxativo:

…fui contratado na época por causa do meu grande know-how…
…você não conhece ninguém no meu nível (Aposto !)

clique para ampliarEu conheço muito pouco a pessoa em questão para opinar. Conheço tão pouco que nem soube dizer ser ele estava sendo irônico. Enfim, apesar de grande cético em relação a competência das pessoas, não estou aqui fazer uma aposta pública da qualidade profissional do mesmo.

O que me incomoda no email nem é seu tom, mas a falta de capacidade em trazer resultados.

Se a pessoa que recebeu o email concorda com seu autor, a afirmação é desnecessária. Se conhece e não concorda, duvido (ou melhor, eu aposto), que o email não o faria mudar de opinião. E, em último caso, se quem recebeu não conhece o autor, dizer isso não seria suficiente para convencer ninguém. Tudo isso sem contar o risco de parecer arrogante.

Podemos criticar o autor do email, mas este tipo de postura é padrão em muitas empresas, afinal, em quantos comerciais você não escuta afirmações deste tipo?

Este email também me fez lembrar de uma situação muito comum em alguns eventos.

Aquela que alguém se aproveita do microfone em mãos para fazer um jabá de sua empresa.

Estou aqui para introduzir o palestrante a seguir, mas antes gostaria de dizer que minha empresa esta crescendo e que nosso produto é um sucesso.

Descabido, fora de hora e, pior de tudo, inútil como o email que abriu este texto.

Nosso primeiro milhão

clique para ampliar

Sabe aquela história da Internet dar voz ao consumidor? Então, apesar de ser uma velha ladainha, é disso que se trata o Twitter.

E apenas isso, apesar de não ser pouco. Quer dizer, apesar de importante para caramba, é apenas a evolução do que começou com as Home Pages do Geocities em 95. E que hoje conta com a ajuda não somente da internet, mas toda a evolução tecnológica a nossa volta. De câmeras fotográficas digitais, MP3 players e telefones celulares.

Se não fosse o Twitter, seria outra ferramenta qualquer. E em breve será, aparecendo alguma nova para potencializar o que já vivemos hoje.

E por isso que não vejo a menor graça nas celebridades com centenas de milhares de seguidores no Twitter.

Claro que o número impressiona. O global Luciano Huck tem mais seguidores que os três jornais de maior veiculação do Brasil juntos.

Olhando mais de perto, percebemos que uma boa parte destes seguidores são de mentira. No caso de Luciano Huck, 46%. No caso de Mano Menezes, incríveis 61%.

Mas tudo bem, apesar do corte, os números ainda não são desprezíveis. Huck ou Menezes continuariam tendo mais audiência que o jornal de maior veiculação do Brasil.

Não digo que dou pouca importância para menosprezar o poder destas pessoas, pelo contrário, trata-se de mostrar que o espaço conquistado por eles está apenas se refletindo em outro meio. É mais do mesmo.

E são personalidades que têm acesso a um número muito maior de pessoas em seus programas de TV. Dos gigantes do Twitter, os que não trabalham na TV, sempre que estão trabalhando, aparecem na telinha. É o caso do técnico Mano Menezes e de Rubens Barrichello.

Huck disse que entende o Twitter como “forma autêntica de confirmar ou desmentir um fato”. É um dos exemplos da validade desta ferramenta.

A importância está em dar voz para qualquer um, já que não temos controle sobre a comunicação dos veículos tradicionais que decidem onde, como e o quanto de informação passa por seus filtros. Vale para famosos e não famosos, pois permite uma abertura que não seria viável antigamente.

E por isso que eu digo que é apenas uma evolução, não revolução como bradam alguns. Esta comunicação já era viável em seus sites, blogs e comunidades. Estes sim, junto com o Twitter podem significar uma revolução.

Por isso, os 172 mil “seguidores reais” de Rubens Barrichello me parecem mais interessantes que os 547 mil de Luciano Huck. Acho mais interessante um não famoso que alcance 10 mil seguidores do que um famoso que alcance 100 mil.

Interessantes, não necessariamente mais importantes ou mais relevantes. Para tentar dizer qual o número mais expressivo, precisaríamos entender que o número de seguidores diretos é apenas parte da fórmula, levando em conta também a extensão da conversa e a reverberação de suas mensagens. Olhar seguidores verdadeiros, replys, retuitadas, cliques e tudo mais.

Não basta ter meia dúzia de seguidores, como não basta ser seguido por um bando de antas cegas, mudas ou pouco relevantes.

A importância viria da equalização das duas coisas: audiência e impacto. Por isso o Twitter de Huck pode ser pouco relevante, ou talvez, muito mais importante do que imaginamos a princípio.

Então, como a extração de métricas indiretas é complicada e sempre adoramos os números do Ibope, três vivas para Luciano Huck, nosso primeiro milhão.

O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

clique para ampliar

Saiba cobrar a mídia

clique para ampliarGrande parte do sucesso de uma campanha deve ser creditado ao anunciante. Óbvio. Ele pede, aprova e depois cobra resultados. Natural que executar corretamente estas tarefas se torna mandatório para obter bons resultados.

Quando faz o pedido, o anunciante direciona a agência com premissas. A veracidade e qualidade das mesmas terá impacto direto no resultado do trabalho. Quando aprova, merece mérito por investir sua verba no caminho apresentado pela agência. Quando cobra resultados, obriga a agência a evoluir para os próximos trabalhos.

Continuar lendo

Presença é fácil, impacto é difícil

A frase é de Steven J. Heyer, hoje com 55 anos de idade é consultor, mas já foi COO de uma empresa que vende água preta com açúcar e fatura U$ 24 bilhões por ano.

Because in today’s marketing and media environment only
the naive and foolish confuse presence with impact. Presence is easy — impact is hard.

Porque no atual ambiente de marketing e mídia, só os ingênuos e os tolos confundem presença com impacto. Presença é fácil, impacto é difícil.

Esta frase é ótima pra ilustrar o post sobre impacto, o karma da mídia.

Comprando consumidores

Talvez tenha virado moda ganhar dinheiro com publicidade. Primeiro foi a Microsoft, agora são as operadoras de celular.

A Blyk – um modelo de operadora de celular baseado em publicidade – oferece 217 SMS e 43 minutos de ligação de voz de graça para quem aceitar receber propaganda em seus aparelhos.

GizmondoNão é exatamente novo, a Virgin já fez algo parecido e em outros segmentos já tivemos exemplos assim. A Gizmondo, um game portátil lançado em 2005 (que já faliu por outros motivos) fazia a mesma coisa. Se o jogador aceitasse receber 3 comerciais de 30 segundos por dia pagaria mais barato na hora de comprar o brinquedo.

Continuar lendo

Impacto, o mantra e o karma do mídia.

Este post é um update do post anterior. Resolvi explicar melhor esta bagunça sobre a palavra impacto. Mas confesso que o texto abaixo é uma punhetação chata que talvez seja um porre para a maioria.

O mantra da mídia é descrito como “cobertura, impacto e freqüência”

Se formos olhar em um dicionário, acharemos vários entendimentos sobre cada palavra, mas os que eu considero os mais comuns são:

Continuar lendo

Querem fugir da mídia de massa, mas ainda não entenderam por quê.

predicta
fato 1: a TV continua sendo uma mídia das mais baratas por ter bastante impacto.
fato 2: a TV está cada vez mais cara por ter menos impacto.

As duas afirmações parecem contraditórias mas não são. A pegadinha está no uso de da palavra “impacto”.

Continuar lendo