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O Nosso Caos Particular

clique para ampliarSomos uma geração de Profissionais de Comunicação privilegiada. Praticamente inventamos o que se convencionou chamar de colaboratividade. Entregamos “empowerment” ao consumidor. Transformamos o que era uma alameda de mão única, numa ampla estrada de duas mãos, com muitas faixas e bla, bla, bla, bla, bla.

Só não aprendemos…hmmm… a ganhar dinheiro com isso. Isso já é pedir demais.

E apesar deste texto estar em um blog, não estou falando apenas da mídia online, não.

Somos os netos da geração que inventou o Negócio da Comunicação e – como no ditado que diz que os netos levam o negócio dos avós à falência – estamos a ponto de quebrar tudo, instaurando o caos.

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O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

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O último bastião pode cair

É muito difícil fazer previsões, principalmente sobre o futuro. Esta frase é de Niels Bohr, Nobel de física. Futurologia é algo ingrato, mas esta dificuldade não nos impede de fazer algumas projeções.

E imaginar o impacto da TV digital no Brasil é bem interessante, mesmo se levarmos em conta algumas de suas influências indiretas.

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Gravadores de vídeo digital no Brasil

O possível impulso da TV digital na venda (e uso) de DVR (gravadores de vídeo digitais como o TiVo) no Brasil costuma atrair dois tipos de comentários:

set top box

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[des]convergência

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Está tudo à sua volta. Essas coisinhas tecnológicas. Seu celular é smart. Envia e recebe e-mails e sms e tem calculadora e tem browser e é máquina fotográfica e é câmera de vídeo. Com ele, você manda uma foto para o seu Tumblr que vira um post instantâneo, para o mundo todo ver. O computador é o centro do seu mundo digital, exatamente como Steve Jobs prometeu. Tem seus filmes, músicas e vídeos. Na TV o DVD ficou obsoleto. A Sky é +. Grava tudo digital, para você rever quando quiser. E ainda tem o py-per-view. E ainda tem rádios do mundo inteiro. Com AppleTV, você libera as fotos, músicas e vídeos que estavam aprisionadas no seu computador. O PSP tem browser. O Wii também tem. Acabaram de lançar. E também manda e-mails. É tudo Wi-Fi. É tudo bluetooth. Você conecta o mundo num device. Num Wii. Ou PSP. Ou telefone.

Fade out.

Fade in.

Ontem jogamos Wii até tarde. Minhas três filhas e eu.

Hoje chego em casa e a Olivia, 6 anos, está sentada diante da TV, na tela do Mii do Wii. É a tela onde se criam personagens para jogar. As “personas-wii”. Os Awiitares. Ontem haviam apenas 4: a OliWiia, o da Manuela, o da Catarina, e o meu. Quatro bonequinhos que jogam boliche, tênis e golfe. E que mandam e-mails entre si. Mas hoje, quando olhei a tela, haviam uns 30 bonequinhos.

Ao invés de jogar, ou enviar e-mails, Olivia preferiu ficar criando aMiiguinhos para a OliWiia. Estavam lá todos os seus colegas de classe: o Bernardo, o Lucas, a Gabi e mais um monte de outros. Com o mundo aos seus e-pés, 100% conectável, Olivia não navegou pela Wiinternet, nem ao menos jogou boliche virtual, ou ouviu músicas, ou assistiu filmes.

Quando ficou a sós com a tecnologia, Olivia preferiu cercar a OliWiia de amigos.

Convergência, para ela, é isso.