Nossa visão sempre foi centralizada no aparelho. Para produzir, para medir, para tudo.
Tinha lógica, quando existiam poucos meios e a forma de consumo de cada um deles raramente mudava.
Lendo na calçada, no escritório ou na mesa do café da manhã, ninguém precisava reaprender a usar o jornal, a ver TV, a ler a revista. Agora, com interatividade, sempre que entramos pela primeira vez em um hotsite, em um aplicativo de celular, em qualquer coisa interativa, precisamos reaprender tudo de novo.
Tinha lógica quando a fragmentação não era gigante e quando as pessoas não consumiam vários meios ao mesmo tempo.
Com o apogeu da interatividade e proliferação de telas em tudo que é canto, precisamos parar de pensar nelas e nos focar no consumidor.
O Tablet não é apenas um papel eletrônico, não é um celular com tela grande e muito menos um computador mais leve. A TV no celular não é apenas uma TV pequena.
O momento de consumo é diferente.
O que consumimos é diferente.
É outra situação, outra expectativa e — principalmente — outra experiência.
Por isso faz mais sentido pensar em contexto do que em telas.
Vale lembrar a frase do Steve Jobs que todo mundo usa em palestra de usabilidade: “design não é somente como as coisas se parecem. Design é como as coisas funcionam”.
É ir além da arquitetura de informação ou do look and feel que estamos acostumados, passando até pela própria definição de conteúdo.
Um site produzido para ser acessado via celular tem (ou pelo menos deveria ter) conteúdos e destaques diferentes de um site tradicional.
Se já é óbvio nos sites móveis, deveria ser óbvio para toda e qualquer tela.



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