Tag archives: criação

O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

clique para ampliar

The cutting edge of technology

clique para ampliar

Eu defendo o uso da tecnologia em ações de propaganda e marketing. Mesmo quando firula, a tecnologia pode quebrar a resistência e chamar atenção frente ao enorme ruído de informações e propaganda que somos expostos.

Mas os exageros sempre existiram, no começo da década de 90, eram os anúncios que usavam filtros do Photoshop. Uma década mais tarde, os banners com as features do Flash.

Me vigio sempre para não cometer estes excessos. Para isso, me ajuda lembrar de um causo que passei há 10 anos.

Continuar lendo

Faltou humildade no IV Congresso?

clique para ampliarCom toda a falta de humildade do mundo que um blog me permite, recomendei que a discussão do IV Congresso Brasileiro sobre Publicidade focasse em buscar maneiras práticas para integrar as equipes de criação e mídia.

O conselho também podia ser resumido em não perder tempo oficializando o passado, aproveitando a oportunidade única do evento para olhar para frente. Já sabemos que birôs não são legais, repetir isso à exaustão não ajuda. Conseguir resultados será sempre a melhor forma de garantir o que queremos.

Mas foi aprovada no congresso a tese que “a maior eficácia do Planejamento e das Negociações e Compras de Mídia ocorre exatamente no atual modelo brasileiro de Agências de Publicidade, com Mídia e Criação trabalhando integradas”.

Por isso sempre uso a expressão “na minha não humilde opinião”. Se estou falando dos líderes do nosso mercado, aqueles que são reconhecidos pelo histórico, carreira, experiência, maturidade e respeito (mais do que eu, sem ironia), não posso dizer que minha opinião é humilde.

Agora, se eles têm tanta experiência e maturidade (e têm, e continuo não sendo irônico), como defender a humildade deles? Faltou humildade para perceber que não basta sugerir medidas como mudanças nas faculdades ou programas de intercâmbio para andar pra frente.

Novamente, na minha não humilde opinião, perdemos uma oportunidade rara e importante. Como dizem, reconhecer o problema é apenas o primeiro passo.

Que bicho você é?

Recebi agora por email, acho de mau gosto, mas pior que dei risada. Então resolvi postar.

Só reescrevi as palavras porque chegou muito mal escrito. Senti falta do planejamento (quem escreveu pisou na bola). update: já que email corrente não tem dono, adicionei o planejamento conforme sugestões nos comments.

Fiquei imaginando uma versão com agências online também (com programador, gerente de projetos, etc.), mas não tenho tanta criatividade. :-(

Continuar lendo

Detalhe, volume e os birôs de mídia.

Esqueça o discurso. Afinal, todo mundo diz entregar alguma coisa atraente como idéias, criatividade, resultados, interatividade, relacionamento, experiência, etc.

A pergunta é um exercício conceitual.
O que sua agência entrega? Detalhe ou Volume?

Continuar lendo

Braincast episódio 12

Com um time de peso, literalmente, o Braincast 12 está no ar. Eu, Carlos Merigo, Cristiano Dias, Fábio Seixas e Mentor Muniz Neto falamos de blogs a grife infantil, de marketing invisível a iPod no palito, de cerveja Polar a birras publicitárias.

Comentamos algumas questões repercutidas depois do Braincast 11, e falamos mais de blogs e como adentrar na panelinha da “umbigosfera”. Discutimos também sobre o “Safári Urbano”, ação da LG com diversos blogueiros e twitteiros em São Paulo. E para finalizar, a velha rixa entre planejamento, criação e atendimento em uma agência de publicidade.

Escute aqui.

Agente mobilizador da mudança

Tive um bom almoço com o Juliano Spyer e ele acabou comentando parte do papo em um de seus textos:

….Cavallini explicou que a agência de publicidade é a parte conservadora do negócio e tende a manter o processo da maneira como ele sempre foi feito.

A mudança, ele disse, vem do cliente, que acompanha as tendências do mercado e também os resultados de suas promoções, e então pressiona a agência para que ela busque soluções novas e alternativas. E o que ele chamou a atenção em relação a esse processo é que nos últimos anos, os clientes têm sido mais insistentes nas cobranças por campanhas diferenciadas.

E aí? Os anunciantes nunca aprovam nada que não seja papai-mamãe ou seriam eles os agentes mobilizadores da mudança?

Continuar lendo

Stand up comedy

Stand Up Comedy está na moda. E para quem pensou que o Brasil não poderia ter uma boa safra de comediantes novos, uma surpresa. Um monte deles aparecendo do nada, quase que saindo dos bueiros. Não que sejam novos no riscado, nem que isso tenha acontecido do dia pra noite, mas em um curto espaço de tempo, o cenário mudou. E acho que podemos dizer que esses caras só conseguiram visibilidade (e com isso viabilizar seu trabalho) quando o mercado deu oportunidade pra isso.

Fico pensando naquela baboseira máxima de que o brasileiro é criativo. Pode ser verdade.

Talvez – se o mercado de comunicação nacional der espaço – apareça muita gente nova de talento com trabalhos realmente interessantes e inovadores.

Côte d’Azur, a região mal-assombrada

Chegou aquela época do ano. Onde veremos as coisas mais legais que nunca irão para a rua.

E deixo a pergunta: se o mais difícil já foi feito (ter idéias e investir para produzir), porque não virou uma ação de verdade?

Será que é realmente culpa do anunciante que não aprova nada diferente? Ou seria culpa da agência que só apresenta essas coisas para inscrever em Cannes?

Vai ver estas coisas não prestam para nada além de ganhar prêmios.

Colaboration Tabajara

Está tão na moda pedir a opinião ou colaboração dos consumidores em tudo que já não dá para saber se é uma questão de modismo, ou de falta dele. Se é uma questão de tendência ou de falta de novidade. Se é uma preocupação com a opinião dos consumidores ou simplesmente um álibi para justificar um achismo.

Continuar lendo