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Se você é gestor, deveria ler a biografia de Jobs

Como não poderia deixar de ser, a biografia do Steve Jobs é a história de Apple. E se você não se atentou ainda, é simplesmente a empresa de maior sucesso da última década (talvez do século). Nenhuma empresa cresceu tanto e nenhuma teve seu crescimento tão ligado ao fruto de seu próprio trabalho (e não do monopólio, da reserva de mercado ou outras barreiras de entrada).

Fora isso, é talvez a empresa com altos e baixos mais bruscos na história recente. Em 1997, valia 2 bilhões e estava literalmente quebrando. Seu caixa não sustentaria a empresa por meros 3 meses. Chegou em 2011 como a empresa mais valiosa do mundo, valendo 341.5 bilhões de dólares e com um caixa de 75 bilhões, montante maior que o da reserva do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.

Tudo isso torna a história ao mesmo tempo interessante e rica para tirarmos lições.

Se você é gestor, deveria ler este livro.

E ainda leva de brinde uma parte da história da Pixar, que é igualmente interessante e rica em aprendizados.

Eu já li outros livros que contam a história da Apple e da Pixar. Alguns são inclusive mais completos em algumas passagens ou histórias. A diferença é que este tem as opiniões e sentimentos do cara que comandou tudo isso.

Opiniões e sentimentos que foram filtrados pelo autor através de dezenas de entrevistas com afetos e desafetos de Jobs. Parceiros e concorrentes. Gente que o amava, gente que o odiava e gente que tinha os dois sentimentos ao mesmo tempo. Com todos os riscos da visão filtrada pela ótica de uma única pessoa, é certamente o livro que contará a história com maior precisão e mais próxima da realidade.

Mas voltando ao ponto principal, não quer dizer que você deva ser igual ao Steve Jobs, mas que você deveria refletir e tentar tirar lições de seu legado e da história da Apple.

Não é uma tarefa fácil. Por não ser um livro de vendas, de gestão ou de marketing — que seria escrito por algum guru — ele não está mastigado para gestores. O livro não tem lição de moral, bullet points com aprendizados e muito menos os 10 passos sobre o que fazer e o que não fazer.

Mas não se engane, essa biografia é exatamente isso. Um livro de marketing, um livro de vendas, um livro de inovação, um livro de gestão.

Eu tirei minhas conclusões, ou diria até — como sempre acompanhei a Apple e Jobs e já tenho mais de 20 anos de carreira em corporações — apenas reconfirmei as minhas.

E recomendo fortemente a leitura para que você tire as suas ou que apenas as reconfirme.

Entrevista HSM

Dei uma entrevista para a Patricia Buneker da HSM sobre a pesquisa #mobilize. Adorei o bate papo, abaixo tem o resumo do que conversamos, espero que vocês gostem também.

Quem é o consumidor móvel 2011

Dei uma entrevista para o blog do Silvio Meira sobre o estudo Mobilize Consumidor móvel. Vale a visita.

Estudo Consumidor Móvel 2011

Estudo realizado pela WMcCann e Grupo.Mobi com pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos MediaCT.

View more presentations from WMcCannBR.

Estudo Consumidor Móvel 2011

Saiu matéria na Revista Proxxima sobre o Estudo Consumidor Movel 2011, da WMcCann e Pontomobi com pesquisa do Instituto Ipsos.

Você pode ver na edição impressa ou aqui, na versão digital (a partir da página 29)

10º Mobile Marketing Breakfast São Paulo.

Convidado pelo Leo Xavier da Pontomobi, estarei no 10º Mobile Marketing Breakfast São Paulo apresentando o estudo sobre o consumidor móvel, realizado pela WMcCann e Pontomobi, com pesquisa do Instituto Ipsos.

Não fiquem bravos, mas atropelado pela correria, esqueci de avisar vocês e o encontro será amanhã cedo.

Ainda assim, vale o post para dizer que o Twitter da WMcCann divulgará alguns dados em primeira mão fazendo a cobertura do evento.

E quem perder, poderá ver o estudo publicado na edição de Julho da Revista PROXXIMA

Aliás, aproveito para parabenizar o Pyr Marcondes pelo excelente trabalho que tem feito na revista.

Precisamos parar de pensar em telas

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Nossa visão sempre foi centralizada no aparelho. Para produzir, para medir, para tudo.

Tinha lógica, quando existiam poucos meios e a forma de consumo de cada um deles raramente mudava.

Lendo na calçada, no escritório ou na mesa do café da manhã, ninguém precisava reaprender a usar o jornal, a ver TV, a ler a revista. Agora, com interatividade, sempre que entramos pela primeira vez em um hotsite, em um aplicativo de celular, em qualquer coisa interativa, precisamos reaprender tudo de novo.

Tinha lógica quando a fragmentação não era gigante e quando as pessoas não consumiam vários meios ao mesmo tempo.

Com o apogeu da interatividade e proliferação de telas em tudo que é canto, precisamos parar de pensar nelas e nos focar no consumidor.

O Tablet não é apenas um papel eletrônico, não é um celular com tela grande e muito menos um computador mais leve. A TV no celular não é apenas uma TV pequena.

O momento de consumo é diferente.

O que consumimos é diferente.

É outra situação, outra expectativa e — principalmente — outra experiência.

Por isso faz mais sentido pensar em contexto do que em telas.

Vale lembrar a frase do Steve Jobs que todo mundo usa em palestra de usabilidade: “design não é somente como as coisas se parecem. Design é como as coisas funcionam”.

É ir além da arquitetura de informação ou do look and feel que estamos acostumados, passando até pela própria definição de conteúdo.

Um site produzido para ser acessado via celular tem (ou pelo menos deveria ter) conteúdos e destaques diferentes de um site tradicional.

Se já é óbvio nos sites móveis, deveria ser óbvio para toda e qualquer tela.

Empresas que não respeitam o consumidor e as redes sociais

clique para ampliarEste mês, depois de ficar na mão com uma TV LCD da LG, refleti um pouco sobre a participação de algumas empresas nas redes sociais.

O produto que pifou estava fora da garantia e, procurando na web, descobri muita gente com o mesmo problema. A quantidade de pessoas cujo aparelho apresentava exatamente o mesmo defeito era enorme. Não podia ser coincidência.

Tanto não podia que o caso acabou na justiça e a mesma obrigou a LG a realizar um recall desta sua linha de aparelhos.

O recall acabou e a LG continuou vendendo aparelhos novos com o mesmo problema, mesmo sabendo do defeito de fabricação e mesmo tendo sido obrigada pela justiça a fazer um recall no passado.

Para piorar, a empresa ainda cobrava (e ainda cobra) de seus consumidores (no caso, suas vítimas) algumas centenas de reais para realizar o conserto.

Na época do recall, foram 66 mil consumidores que compraram um produto que poderia apresentar defeito. Ao continuar vendendo, acredito que este número deva ter passado dos 100 mil.

Mesmo modelo de aparelho, mesmo problema e mesma postura da empresa. A única diferença é os aparelhos novos não estão na lista do recall obrigado pela justiça.

E nesta parte que eu entro com a discussão das redes sociais. No caso da LG, eu só consegui atenção depois de reclamar no Twitter.

Meu ponto é que no Brasil, grande parte das empresas não respeitam os consumidores. E vemos uma avalanche destas mesmas empresas investindo em redes sociais antes mesmo de arrumar a própria cozinha.

Não me levem a mal, trabalho em uma agência que também vende este serviço e sempre fui a favor deste tipo de investimento. E obviamente que acho que as redes sociais podem servir para muitas outras coisas. Mas se o principal é ouvir e conversar, este investimento não perde o sentido para este tipo de empresa?

Vendem produtos ou serviços de baixa qualidade, tratam mal os consumidores em seus call centers, mas como redes sociais está na moda, investem em uma equipe 100% destinada para isso.

É uma distorção: consumidores que são ignorados no call center mas recebem atenção quando reclamam no Twitter.

clique para ampliarEntendo que no Twitter falamos para muitos, mas é uma tática perigosa. O que estas empresas estão dizendo aos seus consumidores é “nós estamos cagando pra você até que você bote a boca no trambone”.

Nesta tentativa desesperada de tapar o Sol com a peneira, a marca expõe ainda mais seus problemas e pode gerar um vício desastroso no longo prazo, pois está ensinando seus consumidores a reclamar pro mundo ao invés de falar diretamente com a marca.

E nesta levada, o Reclame Aqui já é mais acessado que o Procon.

Tudo isso sem contar que, muitas vezes quando o consumidor chega na rede social, já é tarde demais e o estrago já foi feito, vide o caso da Brastemp.

Enfim, antes de pedir a opinião de vocês (nos comentários), resolvi começar a discussão com profissionais que trabalham com isso.

A pergunta é: se os atos da empresa demonstram que ela não se preocupa e não respeita o consumidor, adianta investir em redes sociais?

Em ordem alfabética dos nomes, respostas abaixo:

Bruno Mendonça, Diretor de Convergência da Fischer+Fala! (ver resposta)

A resposta politicamente correta deveria ser “sim, pois isso contribui para melhoria no atendimento a médio prazo”; ou ainda um sono “não, pois a empresa deve focar em desenvolver seu atendimento de forma integrada, para só depois focar em redes sociais”. E qual é a grande verdade? É que as empresas funcionam como as agências de propaganda, e na maior parte dos casos vai preferir focar em visibilidade e não em solução concreta. Para empresas no Brasil – e muitas também lá fora, sejamos sinceros -, investir em redes sociais ainda significa blindar suas marcas de comentários negativos que possam atrapalhar sua imagem ou vendas. Ou seja: depois que começam a trabalhar com redes sociais, viram refém das próprias. Boa parte da culpa por esse problema está nas agências, que instruem mal seus clientes e não conseguem mostrar para os gerentes e diretores de marketing que falar mal faz parte do negócio – isso sempre aconteceu, a diferença é que agora o conteúdo é publicável e compartilhável com milhões de outros consumidores. Torna-se mais importante resolver o problema de alguém que reclama no Twitter do que alguém que liga no SAC.
E sinceramente, enquanto as mídias sociais forem vistas como conteúdo para inglês ver (ou espaço para pescar elogios sobre a marca), nada disso vai mudar. Se quiser encarar as redes sociais como plataformas de SAC, tudo bem, mas faça isso de forma integrada com seus outros canais e respeite prioridades / urgências de atendimento. Minha sugestão? Encarem mídias sociais como um espaço de conversa, de feedback, de pesquisa quali/quanti não estimulada – e não apenas como um incêndio a ser apagado.

Bruno Tozzini, Head de social media da DM9DDB (ver resposta)

Se uma marca nao se preocupa e não respeita o consumidor, ela nao deveria nem existir.
caso contrário, adianta e deve sim investir e aprender .
nem que seja apenas para descobrir suas falhas e corrigir . e nos melhores casos, aprimorar com criatividade, criar novos serviços e novos canais de atendimento.

Coca, Diretor de Planejamento da AgênciaClick Isobar (ver resposta)

Não vou ficar em cima do muro. Eu também acho uma hipocrisia as empresas investirem em presença nas redes sociais e não focar na resolução de problemas de atendimento, na qualidade de serviços e produtos. Eu acho que existem muitos casos de desrespeito ao consumidor como foi o teu caso. Apesar disso, eu também tenho pensado ultimamente na capacidade e na facilidade que as pessoas tem para reclamar nas redes sociais, principalmente de marcas. Aliás, muito difícil ganhar um elogio, muito mais fácil ser fuzilado num post, exterminado num tweet fulminante. Na verdade, sempre foi assim, é muito difícil construir uma boa fama, um erro significa dez reclamações, um acerto eventualmente um elogio. Mas a diferença das redes sociais com uma mesa de bar é que as pessoas se transformaram em veículos de mídia, elas não tem mais amigos, tem uma audiência. Abraço, Coca

Cristiano Dias, Creative Technologist da JWT (ver resposta)

Adianta, mas a coisa não é tão simples assim. Acho que boa parte do problema passa pelo fato de que as áreas de “conseguir novos clientes” e “manter os atuais clientes felizes” são separadas demais nas empresas. No Brasil a impressão que dá é que todo o foco é no primeiro grupo. Depois que você vira cliente tudo parece ser um grande favor que a empresa está fazendo. Estão aí as empresas de telefonia, líderes de reclamação no Procon, que não me deixam mentir.

Daí que a área que monitora o que está sendo dito sobre a empresa é do time “novos clientes” e sabe que isso que você escreveu no texto é real: que alguém que já é cliente falando mal da empresa é péssimo para os novos negócios.

O crítico é que o pessoal que cuida dos clientes existentes não é medido pela satisfação dos clientes. Na verdade eles são medidos (e portanto recomendados) por coisas que muitas vezes parecem ser o contrário disso: tempo de resposta, custos de reparo, upgrades vendidos… Em várias empresas o SAC é terceirizado, criando um abismo entre os interesses da empresa e os interesses dos terceirizados. É completamente inimaginável terceirizar o departamento de marketing da empresa, mas com o SAC terceirizado (ou simplesmente visto como um mal necessário) é isso que acaba acontecendo na prática.

Todo mundo adora citar Apple, Starbucks… como exemplos de marketing de sucesso mas esquece que boa parte do esforço destas empresas é em manter os atuais clientes felizes.

Daniel Sollero, Coordenador Criativo de Redes Sociais da WMcCann (ver resposta)

Depende de como a empresa está encarando esse esforço em redes sociais. Se é algo que realmente se propõe a ser o início de um relacionamento, acho válido. Mas se for simplesmente um esforço de marketing para falar para o público que está nas redes sociais também, acho que não. A tendência é fazer nas redes sociais o que acabou sendo feito no telemarketing e isso nunca é bom. Se a empresa entende e respeita seus fãs e consumidores nas redes sociais, há uma possibilidade que notem que esse tipo de postura é melhor e que revejam os outros processos. Caso o contrário, não acho que vá funcionar.
Eu li o seu post e lembrei na hora da época que o Collor abriu as importações e comparou os nossos carros a carroças. Essa mesma mentalidade continua em diversos segmentos/produtos até hoje. Só comparar o caso de produtos descontinuados no mundo e que no Brasil continuam firme e forte. “>
empresas que usam o “mercado do futuro” (Brasil e outros países) como ralo para escoar produtos descontinuados não mostram nenhum respeito desde antes. E quando o vento vira e o mercado vira potência, eles falam que estavam investindo no país desde sei lá quando.

Temos um histórico de ser ralo desse tipo de produto desde sempre e acho que isso faz com que sejamos mais tolerantes com esse tipo de comportamento por parte das marcas.

Mas vale lembrar que a Apple também tem esse tipo de postura com vários produtos (time capsule, macbook branco. etc.) mas pelo menos eles não tem nenhuma presença em redes sociais.

Tem empresa que só faz recall de produto depois que umas pessoas se machucam, outras nem assim. Até marca de carrinho de bebê fez recall depois de machucar pessoas.

O comportamento talvez seja de empresas com mentalidade de revolução industrial e não com a premissa de respeito aos outros.

Gabriel Jacob, Planejamento da F.biz (ver resposta)

As redes sociais são as meninas dos olhos da grande maioria das empresas, atualmente, principalmente aquelas que trabalham com foco no consumidor final. Mas não é só porque o consumidor está lá, conectado. É que concorrência também está, e ignorar este ponto de contato, então, seria frustrante. Porém, ao mesmo tempo que muitas dessas empresas sabem que precisam estar nessas redes, também não compreendem muito bem porque e nem como estar nelas.

O mundo ideal, na minha opinião e na da grande maioria, é de empresas que transferem sua postura, positiva de preferência, para todos os seus pontos de contato de forma coesa, sendo que é desse jeito que se constrói boas percepções de marca. Sou sempre favorável a soluções que ajudam a “catequizar” as empresas sobre a importância das redes sociais, quando necessário. Mas acho que este pode ser um trabalho jogado no lixo se nem a própria casa onde está o relacionamento nativo (call center, SAC e outros pontos de contato com o consumidor), estiver organizada. Isso soa “fake” e, mais do que isso, faz perder o ativo mais importante presente no DNA de uma empresa, que é a autenticidade.

Enquanto agência e parceiro de negócio dos meus clientes, entendo que pode haver urgência na necessidade de estar presente em redes sociais e outras “plataformas da moda”, mas busco sempre defender o ponto chave: relacionamento e fidelização não se constroem do dia pra noite, muito menos sem uma marca sólida. E uma marca só pode ser considerada sólida se houver com ela uma postura e dedicação real pronta para estabelecer envolvimento com os consumidores, independente do ponto de contato.

Guilherme Jotapê Rodrigues, Buzz Manager da Leo Burnett Tailor Made (ver resposta)

O assunto sempre é delicado e entra naquele papo de boteco de publicitário onde “pô, meu… O cliente tem um produto de merda e quer que eu resolva com comunicação…”

Aí vem as tais das hipervalorizadas redes sociais e seus formadores de opinião cuja somatória de “amigos” e “seguidores” ultrapassam o número de vendas do último álbum do Roberto Leal e, obviamente, vão expor seu desgosto à marca ou produto.

O cliente berra e pede aos responsáveis pela sua comunicação “fazerem alguma coisa nas redes”.

Aí virou Brasil! Monta perfil no twitter, fan peije, comuna no orcuti… E todos os profissionais envolvidos esquecem o primordial de uma relação: troca. Eles aprenderam isso na faculdade, mas (como há contas pra pagar) acabam esquecendo da aula.

Acredito que o “investir em redes sociais” hoje pode ser feito de várias maneiras. O movimento e tendências captados nos diálogos podem servir de insights para novas ações de comunicação e até mesmo direcionar a marca em sua relação com o consumidor. Não necessariamente “estar lá”.

Tá melhorando, Cava… Devagar, mas melhorando.

E da próxima vez compra Samsung que é meu cliente.

Gustavo Giglio, Sócio / Diretor de Marketing do Update or Die (ver resposta)

Acredito que ao mesmo tempo em que exista sim a preocupação em investir e estar presente nas redes sociais, as grandes empresas não dão a devida atenção para essa nova dinâmica e troca. Deixam sempre na mão de qualquer um por achar que precisam fazer e ponto final. Como o investimento tende a ser mais baixo que em outras áreas, provavelmente o cuidado não deve ser tão grande, o que já é um pensamento equivocado. Mas, aos poucos essas áreas ganham mais espaço.

Fica claro que profissionais, talvez não bem preparados para o ofício, ou sobrecarregados com outras tarefas do dia-a-dia, não tem a capacidade, autonomia e informações o suficiente para lidar com determinadas situações (algumas situações que nem devem receber a atenção necessária).

Esses investimentos e esforços devem ser feitos de uma maneira que fique claro que a equipe é também um dos braços responsáveis pela reputação da marca. Existe a necessidade de voltarem a falar internamente sobre a premissa básica que é a importância da satisfação e o cuidado com seus principais propagadores, os clientes. Entregar o produto ou o serviço prometido virou um diferencial de poucos.

A marca, o produto, os consumidores, suas campanhas, lançamentos, acertos, erros e a maneira de falar com o público estão nas redes sociais. A marca posicionando-se oficialmente ou não. Logo, em um país que culturalmente a preocupação com o próximo e respeito mútuo não são lá grandes princípios básicos da educação de uma parcela da população, casos como esse são reflexo da falta de respeito com os consumidores e junioridade no cuidado com o legado de uma marca. O que muitas vezes leva-se anos para alcançar, em alguns minutos pode ser destruído.

Jean Boechat, Diretor de Criação Executivo da AGE Isobar (ver resposta)

Só vejo uma resposta para essa pergunta: um sonoro e convicto “não!”. Qualquer movimento nesse sentido pra mim soa como ‘maquiagem do cocô”.

Lalai Luna, Planejamento da Remix Social Ideas (ver resposta)

Não, pois nesse caso elas vão estar nas redes sociais com qual objetivo? E quando não respeita o consumidor e ainda assim ela decide que o objetivo é ter sua presença lá, ela precisa entrar preparada para enfrentar a bomba que não vai demorar pra estourar. Não acho que as redes sociais tem que virar um SAC, a não ser que se crie uma estratégia para esse fim. Porém atualmente recorrer às redes sociais para reclamar sobre serviços, produtos, etc., é mais eficaz (tanto no retorno quanto no tempo que se gasta para fazer uma reclamação) do que encarar um call center. Eu sempre recorro às redes sociais quando tenho problemas como consumidora. O retorno geralmente é imediato, mas nem sempre a solução vem junta. E vem mais rápido, porque ao contrário de um call center, o analista (mais esperto) já sinaliza que se não houver resposta, a marca vai ter muita dor de cabeça porque ela estará se expondo. Muitas marcas ainda praticam o monólogo nas redes sociais, a tal da “conversa” fica pra outra hora.

Michel Lent, Vice-Presidente de Estratégia da .mobi (ver resposta)

Não há boa conversa que conserte um produto ou serviço ruim. investir em rede social para mediar problemas de nada adianta se temos um produto ruim. o caminho é: arrumar o produto. isso significa que se deve ignorar as redes até termos um produto bom? não. use as redes pra ouvir e entender o que os seus consumidores estão apontando com problemas do seu produto / serviço. está tudo lá, de graça pra quem quiser ouvir.

Neto, VP Criação da Bullet Promo (ver resposta)

Você tem razão quando diz que as redes sociais estão ocupando espaço de outros meios de atendimento ao consumidor.

Mas acho que isso se deve menos à vocação de reverberação das redes e mais à uma antiga incompetência das marcas em prover atendimento ao consumidor de qualidade.

E este, acho, é o erro fundamental: na maioria dos casos, a marca torna-se refém voluntária de uma relação com o consumidor via redes sociais, apenas porque foi incompetente nos canais onde deveria ter evitado que o problema escalasse.

Tive várias vezes experiências parecidas com a que você relatou.

Todas as vezes, me senti extorquindo as marcas.

Era evidente que só estavam me respondendo porque não queriam que eu continuasse a falar mal delas publicamente.

Por isso, acho que a conta que deve ser feita é:

Redes sociais são potentes e têm efeito rápido e devastador. Investir em redes sociais deve ser uma atitude apenas de empresas cujos canais de comunicação tradicionais com o consumidor estejam bem implementados.

Rafael Ziggy, Digital Planning Supervisor da Africa Propaganda (ver resposta)

As empresas que não se preocupam e não respeitam o consumidor são as que mais estão propícias a casos de insatisfação dentro e fora das redes sociais. Está claro que nesse caso o foco não é o meio, mas o descaso com o consumidor. É uma bola de neve: quanto maior o descaso, maior o número de pessoas descontentes e maior a quantidade de reclamações.

O ideal seria resolver antes essa indiferença com o consumidor. Caso contrário a empresa corre o risco de ficar investindo esporadicamente no controle dessas crises. Preocupação e respeito com o consumidor é pré-requisito para qualquer empresa, seja dentro ou fora das redes sociais.

Wagner Martins, Diretor de Planejamento da Espalhe (ver resposta)

Sou contra privilegiar as reclamações em redes sociais e a síndrome de pequeno poder que o “xingar muito no twitter” representa. Mostrar que o canal para a resolução de problemas é “lavar roupa suja em público” só vai criar um ciclo vicioso que vai minar completamente a credibilidade do uso dos canais de SAC apropriados. Também acho que a reclamação nas redes sociais são superestimadas. Isoladas, elas pouco influenciam na imagem da marca. Pra causar algum efeito, tem que ser algo que faça sentido para todos, não um episódio individual de mal atendimento. Uma TV sua que não funcionou… Ok, vc é um cara que considero e é ruim saber que você não endossa a LG. Mas o resto do mundo se preocupar com isso a ponto e fazer diferença na percepção de uma marca, o problema tem que ser “coletivo” (Usar pele de golfinho em um sapato, por exemplo. Ou ter comprado um cadeado que se dizia seguro e qualquer caneta BIC abre).
Por fim, SAC em redes sociais pode ser algo fabuloso. Mas não é uma competência da maioria das agências que cuidam da comunicação de marcas nas redes sociais. O uso destas ferramentas tem que partir de dentro da empresa, a partir de operadores que de fato possam se iterar do que está acontecendo e responder prontamente.

Abs e da próxima vez compra uma Panasonic.

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Curadoria

Há algum tempo atrás, escutei uma teoria daquelas boas para se espalhar e contar em mesa de bar. A teoria é a seguinte:

Antigamente, quando existiam poucas opções, éramos obrigados a consumir o que nos era imposto. Portanto, acabávamos ouvindo outras opiniões e experimentando novos gostos.

Por exemplo, com apenas uma TV em casa e como único centro de entretenimento, a família toda era obrigada a ver uma única programação, que nem sempre era do gosto de todos. Se você não gostava de novela mas sua mãe sim, voilà, você seria “obrigado” a ver novela.

Hoje, com tantas opções, consumimos apenas aquilo que gostamos e que nosso pequeno círculo de amigos nos indica, sendo assim, dificilmente somos expostos a novas opiniões e novas experiências.

É um paradoxo. Temos opções mas ficamos sempre presos no nosso mundinho. A teoria tem impacto e, talvez por isso, já foi golfada por alguns “pensadores” brasileiros do mercado de comunicação.

Eu acho um absurdo tremendo. É falaciosa e enganosa. Para alguém escroto e direto como eu, é muito difícil ficar nos eufemismos e não chamar esta teoria de estupidez tremenda.

Engraçado que as pessoas que escutei falando da tal teoria são justamente as mesmas que gostam de citar a teoria do Long Tail em palestras.

O pior que eu vejo nisso tudo, é que a teoria coloca a transição que vivemos (de ter mais opções) como algo ruim.

Então, só como exercício lúdico, vamos imaginar que a teoria esteja correta. Qual seria a consequência?

Existiria o risco de virarmos pouco aberto as opiniões dos outros?

Então é muito melhor do jeito que estava né? Quando só a opinião do big brother importava e não tinha risco disso acontecer.

Pufffz. Quanta bobagem. Por isso que eu sempre digo: guru é pra jacu.

sentimento de posse

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Saiu mais uma pesquisa que indica a adoção das rádios online, mostrando que os jovens estão preferindo escutar via streaming ao invés de baixar os mp3.

Eu já havia comentado que estes jovens não estão comprando música, mas facilidade.

Mas tem outro comentário que não lembro de ter feito aqui, mas que já discuti várias vezes com amigos. Eu acho que a primeira mudança cultural que o MP3 ajudou a trazer foi parar com a necessidade de posse de algo físico, ou seja, parar de colecionar plástico com capas bregas para ter uma coletânea de arquivos no computador.

Até aí, nada de novo. Meu ponto é que a segunda mudança seria acabar inclusive com a necessidade de posse. Pra que ter se está disponível a todos e de maneira que eu possa organizar meu consumo?

Claro que o assunto é relacionado à música, mas pode ser expandido para qualquer outro segmento onde a proporção custo benefício mude brutalmente com a chegada de novas tecnologias.

A maioria dos meus amigos nunca concordou comigo neste assunto, e você?