Tag archives: concorrência

Elefante, se eu fosse como tu.

clique para ampliarHoje assisti Dumbo com minha filha, fiquei curioso para saber se elefantes tem mesmo medo de ratos.

Já escutei diversas teorias sobre o assunto. A melhor delas, é a que faz referência ao instinto herdado por seus antepassados. Diz a teoria que os grandes dinossauros eram dotados de sistema nervoso incompleto e, por esta imperfeição, não sentiam quanto pequenos roedores comiam suas patas. O estrago só era percebido quando o pé estava perdido, fazendo o grande paquiderme cair e agonizar até a morte.

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Steve Jobs continua incomodando

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A quantidade de empresas que fez burrada no mundo dos jogos é enorme. Apesar da arrogância de subestimar a complexidade desta indústria ser um denominador comum, até as gigantes Sony, Nintendo e Microsoft (as 3 grandes) já deram bola fora.

A Apple, uma das empresas que faz parte desta lista, parece pisar novamente neste mercado com o iPhone. A diferença é que agora, ela entra usando outro modelo de negócio.

O modelo em voga na indústria de jogos é matriarcal, castrador, ditatorial e rodeado por um histórico de ódios e conflitos. Normal em um mercado comandado por poucas empresas. O relacionamento entre fabricante de console e produtoras prioriza poucos e grandes. Não é à toa que este mercado dependeu da esperteza de advogados para se tornar o que é hoje.

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Na língua do P, o Brasil só sabe contar até 1

Preço é relevante? Sim, muito. Principalmente em um país pobre como o nosso. Mas ignorar o resto é, além de ignorância, burrice.

Ao ler um texto do Marinho que me enviaram hoje, soube que:

A pesquisa da Pay-TV Survey (PTS) mostrou que apenas 30% dos domicílios de brasileiros das classes A e B têm TV por assinatura. E o principal motivo para esse índice ser baixo é justamente o desinteresse dessa gente pela programação da maioria dos canais.

Novidade? Não, olha o que eu escrevi ano passado:

Eu costumo bradar que não existe um único serviço que preste no Brasil. E acredito que o principal gargalo para o aumento de vendas destes serviços não é preço, nem praça e – muito menos – promoção. É produto.

Não é novidade hoje, mas era na época? Claro que não.

A discussão é interessante e pertinente até mesmo para o post sobre pirataria. Será que o preço do CD e das músicas é tão relevante?

Acredito que boa parte dos assinantes daquelas serviços com assinatura flat (pague x por mês e escute o que quiser, quanto quiser) não estão comprando música, mas sim a facilidade de não precisar procurar, baixar, catalogar e fazer backup da pirataria.

Mistura sua laia

Prática comum do mercado, agências tradicionais sempre pediram apoio para agências online em concorrências. Para a campanha não ficar perneta, a online colaborava resolvendo parte do briefing e dando um certo brilho na apresentação.

A novidade do momento é ver o movimento inverso. Já tem agência tradicional ajudando agência online a ganhar concorrência.

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Concorrência

David Jaffe, designer de God of War (um dos melhores jogos de 2007) e Twisted Metal defendeu a existência de uma única plataforma para jogos, o que gerou certo buchicho no mercado. Dei minha opinião para a Magnet, site de notícias tecnológicas do Yahoo! Brasil. Segue abaixo meus comentários publicados:

O assunto, no entanto, gera controvérsias. Ricardo Cavallini, editor-chefe do blog Wishlist não vê coerência em comparar videogame com VHS. Segundo ele, a visão expressa por Jaffe e Dyack é parcial e traduz o ponto de vista do desenvolvedor que, diante do panorama atual, precisa produzir versões de um mesmo game para três aparelhos, o que é oneroso. Ou seja, a existência de um único console favoreceria principalmente aos desenvolvedores, ao passo que tal fato não necessariamente representaria uma expressiva redução no custo final do produto.

Ele complementa, afirmando que os últimos aumentos no custo de produção se devem ao advento da nova geração de videogames, que trouxeram à cena muito mais espaço de armazenamento, muito mais poder processamento, maior resolução gráfica e mais capacidade de renderizar polígonos. Além disso, a nova geração ensejou a elaboração de roteiros mais complexos e, em contrapartida, fez eclodir com redobrado vigor a pirataria.

Em suma, programação seria apenas uma parcela do custo total do desenvolvimento de um título, e apenas uma parte deste trabalho é adaptá-lo para outros consoles. Assim sendo, nem o custo dos jogos nem sua qualidade sofreriam impacto positivo caso fossem produzidos apenas para um único console, já que há outros componentes caros na matriz de desenvolvimento, tais como pesquisa, Marketing e distribuição.

Cavallini finaliza suas considerações exaltando a importância da concorrência e evocando o exemplo do Wii, que representou uma iniciativa tremendamente arriscada de mercado, mas que marcou seu lugar na indústria como uma notável inovação.

Concorrências

O processo de concorrência é o combustível do mercado de comunicação. Movimenta contas e oxigena agências, acelerando processos de contratações, demissões e novas campanhas. Novas campanhas repassam esta energia para produtoras e veículos.

Nos últimos meses, trabalhei para agências e para anunciantes em algumas concorrências e isso me ajudou a entender um pouco melhor como os dois lados da moeda enxergam o processo. A vida de consultor acabou, e por coincidência, o último trabalho foi em uma concorrência. E ela foi séria e respeitosa com as empresas envolvidas, o que mostra que nem tudo está perdido :-D

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