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2008, o ano da Internet – de novo.

Gostaria muito de dizer que a estrela de 2008 será o mobile marketing, mas não será este ano que ele irá decolar. Tudo bem, serão dados passos importantes para que isso aconteça em 2009. Sistemas de pagamento por celular, a terceira geração trazendo banda larga, serviços baseados em localização do usuário (LBS) e operadoras trabalhando o opt-in em suas bases são bons exemplos disso.

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Apagão?

Tivemos um pequeno apagão de telefonia celular no final de ano ou foi apenas comigo e com meus amigos mais próximos?

Apagão é modo de falar, mas eu demorei muito pra conseguir falar com alguém na virada de ano. Não estou falando dos últimos minutos não, estou falando do dia 31 e dia 01. Os dois dias foi muito difícil usar o telefone.

SMS então, foi ridículo o atraso de alguns. Fico imaginando se alguém ainda acredita em Mobile Payment via SMS.

O que muda com o celular na Internet

codigoGraças a periodicidade de troca de aparelhos e a rápida evolução destes bichinhos, podemos estimar que em cinco ou seis anos, teremos perto de cem milhões de celulares aptos a navegar na Internet. Contando que o custo do pacote básico de dados deve cair, uma boa parte da população poderá acessar a web via celular.

Porém, muito mais importante do que colocar mais alguns milhões de consumidores na Internet, será colocar a Internet na mão do consumidor.

Parece jogo de palavras mas é importante. Já existem hoje algumas tecnologias capazes de usar a câmera do celular para ler códigos de barras de produtos. Na prática, esta funcionalidade permite que consumidores usando um celular com Internet, possa descobrir quanto um livro custa na loja online de sua preferência.

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A TV móvel deve mudar a audiência

No evento Digital Day da Microsoft que aconteceu nesta última sexta, Jeff Cole – diretor do Center for the Digital Future e PHD pela Universidade da Califórnia – discursou sobre a influência do “digital” sobre meios como TV ou jornal.

Entre outras coisas, Cole falou sobre a tendência da “television moves to down time”, assim como aconteceu com a voz (telefone). Com o modelo de negócio migrando do “desconto em certas horas/dias” para “pacotes de minutos” e com a facilidade de ter o telefone disponível em qualquer lugar, as pessoas passaram a usar o telefone no momento que era conveniente, quando não se tinha nada de melhor pra se fazer. Como no exemplo do palestrante, ligando pra mamãe que mora em outra cidade enquanto está no trânsito ou quando estiver esperando seu vôo no aeroporto e não mais no domingo de manhã quando era mais barato.

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Comprando consumidores

Talvez tenha virado moda ganhar dinheiro com publicidade. Primeiro foi a Microsoft, agora são as operadoras de celular.

A Blyk – um modelo de operadora de celular baseado em publicidade – oferece 217 SMS e 43 minutos de ligação de voz de graça para quem aceitar receber propaganda em seus aparelhos.

GizmondoNão é exatamente novo, a Virgin já fez algo parecido e em outros segmentos já tivemos exemplos assim. A Gizmondo, um game portátil lançado em 2005 (que já faliu por outros motivos) fazia a mesma coisa. Se o jogador aceitasse receber 3 comerciais de 30 segundos por dia pagaria mais barato na hora de comprar o brinquedo.

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iPhone com windows

Em tempos onde todo mundo tem um celular com câmera e uma boa foto roda a web em poucas horas, todo cuidado é pouco. O preciosismo (palavra técnica para descrever frescura) de usar um Mac para fazer os totens do iPhone é um bom exemplo disso.

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Quando isso vai pegar?

Invariavelmente em minhas palestas, sempre tem alguém fazendo a mesma pergunta. Quando eu acho que essa ou aquela tecnologia vai pegar. Pode ser TV digital, RFID, mobile marketing, computação ubíqua ou qualquer outra.

Não dá para ignorar o fato que é muito complicado fazer previsões, pois novas tecnologias têm muitos obstáculos técnicos, legais, culturais e mercadológicos. Gurus prevêem com facilidade essas coisas porque vivem do glamour de previsões catastróficas que nunca são confrontadas no futuro.

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