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Entrevista Jovem Pan

Tive o prazer de ser entrevistado hoje por Décio Clemente na Jovem Pan, os vídeos estão abaixo.

Integração vem de cima

clique para ampliarQuando a gente levantava as pedras do jardim, tinha umas cobras, feias, branquelas, mas inofensivas, que espalhávamos nos bolsos, debaixo dos travesseiros, nos sapatos. Até o dia da bronca e da mesada suspensa.

Integração é uma palavra mais chata que sinergia, mas quer dizer a mesma coisa, e também trezentos e sessenta graus é mais monótono do que transmídia, mas é la même chose e tuti quanti, etc. e tal.

Da série “questões que não gostamos de levantar”, por que mesmo esse papo é irritante?

Falar em integração para terceiros é como escorregar uma serpente no cangote: quer dizer que não temos ou que está mal resolvido. Não é discurso que se venda, porque ninguém precisa saber a receita pra gostar de um prato. Integração deveria ser uma palavra para se xingar só na intimidade e geralmente usada na negativa: desintegração.

Integração da mídia com a criação com o planejamento e com o atendimento não se promove em reunião. Como é cultural, é também na hora do café e do mictório coletivo. É afinação de visões mesmo que as opiniões sejam diversas. É todo mundo empurrando o fardo na mesma direção, mas concentrado na sua tarefa.

Integração é uma função direta dos perfis de profissionais e principalmente da liderança, cuja única atribuição deveria ser essa: dizer para onde vamos. E como é a liderança que escolhe os perfis, integração, contrariamente ao que se pensa, vem de cima, e não o contrário.

A gente pode até promover encontros alegres, abraços coletivos, cursos de autoajuda e outras manifestações folclóricas que tais, mas, se os caciques não sabem ou não dizem para onde temos que remar, a integração não passará nunca daqueles morvets horríveis com os quais aprontávamos quando criança.

Daí, vem a outra integração que está mais na moda. Essa vadia dessa Internet causando, como sempre.

Tenta-se de tudo: apartar os nerds dos maconheiros, misturar os virtuais com os reais, grudar os mídia-mortas com um escravo mídia-viva ou o contrário. E tem até quem pense que tem que ter uma constelação de empresas coligadas trabalhando “em nível de integração”.

Funciona por soluços: muda a estrutura e dá um salto. Daí, engasga e tem que mudar de novo pra avançar mais um pouco. É um método. Cansativo.

O outro é decidir, tiranicamente, top-down, e punir severamente quem ousar pronunciar a palavra on-line e off-line, demitir sumariamente quem perguntar “E pra Internet, o que vai ser?”. É outro método. Doloroso.

Melhor tirar esparadrapo de uma vez ou aos pouquinhos?

Atendimento por que estás tão triste?

clique para ampliarSe todo mundo precisa ser criativo, o que faz a criação? Se todo mundo precisa atender o cliente, o que faz o atendimento? Se tudo é mídia, então não deveria ser um assunto restrito a um único departamento.

O que parece piada apenas demonstra que nesta eterna transição, as nomenclaturas perdem o sentido e tudo acaba sendo questionado. Disciplinas, meios e áreas tentam entender seu papel e garantir seu espaço.

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Que bicho você é?

Recebi agora por email, acho de mau gosto, mas pior que dei risada. Então resolvi postar.

Só reescrevi as palavras porque chegou muito mal escrito. Senti falta do planejamento (quem escreveu pisou na bola). update: já que email corrente não tem dono, adicionei o planejamento conforme sugestões nos comments.

Fiquei imaginando uma versão com agências online também (com programador, gerente de projetos, etc.), mas não tenho tanta criatividade. :-(

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Braincast episódio 12

Com um time de peso, literalmente, o Braincast 12 está no ar. Eu, Carlos Merigo, Cristiano Dias, Fábio Seixas e Mentor Muniz Neto falamos de blogs a grife infantil, de marketing invisível a iPod no palito, de cerveja Polar a birras publicitárias.

Comentamos algumas questões repercutidas depois do Braincast 11, e falamos mais de blogs e como adentrar na panelinha da “umbigosfera”. Discutimos também sobre o “Safári Urbano”, ação da LG com diversos blogueiros e twitteiros em São Paulo. E para finalizar, a velha rixa entre planejamento, criação e atendimento em uma agência de publicidade.

Escute aqui.

Terminator

A piada talvez vocês já conheçam, mas diz que o plano secreto do Kassab é ferrar os publicitários.

Ele acabou com a mídia exterior pra ferrar a mídia.
Acabou com os puteiros pra ferrar com o atendimento.
Acabou com o Stand Center pra ferrar com os programadores.

Segundo a mesma piada, esse esquema de capacete de motoboy é só o começo do próximo passo: proibir a entrega de pizzas a noite pra ferrar a criação.

É o inimigo público número um dos publicitários :-D

Atendimento

Acho engraçado quando escuto que o atendimento está chegando ao fim, ou que qualquer outra disciplina dentro de uma agência de propaganda esteja com seus dias contados.

Com as constantes e rápidas mudanças que o nosso mercado de propaganda vem sofrendo no mundo, qualquer disciplina, profissão, ou melhor, profissionais que não acompanharem as tendências terão sim seu fim decretado.

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A guerra dos mundos

war worldsDepois do primeiro post do blog, recebi alguns emails e mensagens perguntando quais seriam as qualidades de cada um dos mundos. Alguns dos emails vieram como críticas ferrenhas dizendo que tal mundo não teria nada a acrescentar.

ATL, BTL e Digital. Eu acho odiosa essa guerra de mundos. Isso já deveria ter perdido o sentido no Brasil, mas como a pergunta ficou no ar e como ainda não existem muitas agências realmente multidisciplinares, vou tentar descrever o que acredito que cada mundo tenha de bom:

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Como explicar o que vivemos hoje no mercado de comunicação.

Joseph Schumpeter não era publicitário, era economista. Morreu em janeiro de 1950 e foi considerado um dos mais brilhantes do século. Algumas décadas se passaram, mas em uma de suas teorias (Business Cycles, de 1939), ele falou sobre algo que poderia descrever o cenário atual da propaganda e marketing. Segundo Schumpeter, a inovação e as mudanças tecnológicas rompem o equilíbrio entre mercados e obriga a evolução do desenvolvimento econômico.

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Advertising is dead? No, advertising is daddy!

O ser humano adora criar manchetes proclamando a morte de alguém. É nota fácil e banal. Se a TV não é mais a cereja do bolo, se os comerciais de 30 segundos não dão mais o mesmo retorno, a publicidade está fadada à morte. E todos nós, publicitários teremos que procurar emprego, como uma ex-paquita que cresceu ou talvez fazer um filme pornô, como a Rita Cadilac ou a Gretchen.
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