A Apple divulgou que não vai participar da NAB este ano. Parece ser uma notícia banal, mas pode demonstrar que a indústria de eventos começa a mostrar sinais de que não está em um bom caminho. Não porque a Apple seja importante demais (apesar de ser), mas porque não é a única nesta tendência.
Está ficando caro demais para algumas empresas participarem de eventos sem o retorno desejado em negócios. No final, acaba valendo quase como uma ação exclusiva de marca ou RP, que não se sustenta visto a quantidade de notícias lançadas ao mesmo tempo durante eventos deste porte.
Sem contar a participação em massa de consumidores nestes eventos que teoricamente deveriam ser profissionais (como a E3 ou a NAB), atraindo muito mais curiosos do que profissionais e executivos da área.
Aliás, a E3 é um ótimo exemplo. Virou fumaça depois que gigantes como a Sony e Nintendo desistiram do evento. Para estas empresas vale muito mais a pena fazer seus particulares.
Para a Apple, compensa muito mais fazer seu evento sozinha em SF. Sai muito mais barato, chama muito mais atenção do que um estande na NAB em Vegas e ainda pode ser preparado quando for conveniente, vinculando seus lançamentos ao timing da empresa, não ao timing da feira.
Fui assistir Al Ries no evento “O Poder da Segmentação – Atingindo Quem Importa” hoje cedo.
Dentro daqueles milhares de conceitos que aprendemos sobre marketing, um deles diz que o processo de compra é um funil. Baseada no princípio da subtração, essa idéia nos diz que a adoção por uma marca passa primeiro pelo conhecimento, depois consideração, preferência, ação e, enfim, a tão sonhada lealdade. Assim como num funil de verdade, de milhões de pessoas que forem atingidas pela sua comunicação, restarão algumas poucas verdadeiramente aliadas a sua marca.

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