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3G e 3.0: novos horizontes

O lançamento oficial do novo sistema para o iPhone (a versão 3.0) acontecerá agora no mês de junho.

A versão Beta tem sido utilizada por programadores para desenvolverem aplicativos, já que a Itunes Store não aceitará programas que não sejam compatíveis com esta nova versão.

Em muitos blogs fala-se em funcionalidades muito aguardadas, quando na verdade a Apple irá corrigir alguns erros de concepção. Mas veja bem, eu acho que o iPhone revolucionou o mercado. Não pelo design, pelo efeito de moda, e sim pelo novo approach em relação a toda indústria mobile. Separaram claramente o hardware do software, e ainda tiveram a brilhante idéia de criar uma comunidade aberta e global de desenvolvedores para submeterem aplicativos na iTunes Store.

A correção de erros de concepção mais aguardados (hehehe) é a possibilidade de efetuar copy and paste assim como poder escrever emails em modo paisagem. Além dessas correções, tem mais algumas inovações muito legais, mas não quero entrar nestes geeks-detalhes.

As melhorias ofuscam uma mudança que deve chacoalhar o mercado de aplicativos: a possibilidade de realizar micro-pagamentos dentro do próprio aplicativo.

Isso vai abrir um leque gigantesco de possibilidades, upgrades, opções, gifts… O faturamento total dessa indústria deve aumentar drasticamente. Exemplificando, você cria um jogo no qual é possível comprar roupas para o seu personagem, a idéia pode parecer ridícula, mas tratando-se de valores em centavos de dolares e considerando a economia de escala, acaba sendo muito interessante.

Tudo bem que nós brasileiros, pelo menos na maioria das situações, queremos nos dar bem. Baixar músicas de graça, filmes, instalar aplicativos gratuitos. Mas ainda assim, talvez isso seja um comportamento equivocado de early adopters, o comportamento da população em geral é diferente, e essa população está ingressando cada vez mais neste universo mobile.

Jobs é insubstituível?

clique para ampliarA falta de transparência sobre o real estado de saúde de Steve Jobs fica feio para a Apple e faz ações caírem.

Ter um CEO com tamanha forca dentro da empresa, tornou a Apple bem parecida com as tradicionais empresas familiares. Do tipo que até o board se cala, mesmo que não concordando com a direção da mesma.

Mas criticar isso seria esquecer que foi justamente por esta característica que a Apple nasceu, cresceu e renasceu. Ser capaz de, por exemplo, lançar produtos que ninguém acreditaria, como o iPod.

Quem conhece as burocracias e políticas de grandes multinacionais, entende que não foi apenas por suas outras qualidades, mas principalmente por sua capacidade de líder inquestionável.

Por isso, caso ele não volte ao comando da empresa, restaria a dúvida. Com um time competente, mesmo sentindo sua falta, a empresa poderia continuar seu rumo de inovação?

Caso Jobs não volte para o comando da Apple:

  • Conseguirá inovar, mas terá uma decadência lenta e gradual, que levará anos para ser percebida (57%, 91 Votes)
  • Se ele não voltar, não vai fazer diferença (18%, 29 Votes)
  • Tem time competente, mas não conseguirá inovar (12%, 19 Votes)
  • Vai ficar melhor sem ele (6%, 10 Votes)
  • Conseguirá inovar, mas não terá sucesso nos negócios, quebrando rápido (4%, 7 Votes)
  • A Apple não tem um time competente, o único motivo do sucesso é o Jobs (3%, 4 Votes)

Total de votos: 160 – Start Date: February 5, 2009

Igual, mas diferente.

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Já escutei alguns profissionais falando que precisamos é de uma volta ao passado. Por mais retrógrado que possa parecer, a afirmação tem certa lógica.

Voltar ao passado seria uma maneira de fugir do uso abusivo de fórmulas prontas e verdades absolutas que assola o mercado hoje. Um abuso que fez muito anunciante achar — erroneamente — que boa parte do que fazemos é commodity.

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Steve Jobs continua incomodando

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A quantidade de empresas que fez burrada no mundo dos jogos é enorme. Apesar da arrogância de subestimar a complexidade desta indústria ser um denominador comum, até as gigantes Sony, Nintendo e Microsoft (as 3 grandes) já deram bola fora.

A Apple, uma das empresas que faz parte desta lista, parece pisar novamente neste mercado com o iPhone. A diferença é que agora, ela entra usando outro modelo de negócio.

O modelo em voga na indústria de jogos é matriarcal, castrador, ditatorial e rodeado por um histórico de ódios e conflitos. Normal em um mercado comandado por poucas empresas. O relacionamento entre fabricante de console e produtoras prioriza poucos e grandes. Não é à toa que este mercado dependeu da esperteza de advogados para se tornar o que é hoje.

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iPhone

Ano passado, antes do lançamento do iPhone (mas já conhecendo suas características), escrevi para a minha coluna da Revista Marketing sobre a sua principal vantagem: a usabilidade.

O resultado vocês já conhecem. Sucesso de vendas abocanhando uma fatia considerável do mercado de smartphones, mesmo em um mercado competitivo como o americano.

Parte do texto publicado abaixo, volto para comentar no final.

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iPhone

Eu já defendia o sucesso do iPhone antes (o que não é mérito nenhum) de seu lançamento. Também acho que, graças a usabilidade, ele ajudará a impulsionar o uso da web via celular. Mas além da Apple, outras empresas estão divulgando números (e tudo que é blog replicando sem questionar) com base em ad servers ou relatórios de acesso, cometendo um grave erro técnico.

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eventos

A Apple divulgou que não vai participar da NAB este ano. Parece ser uma notícia banal, mas pode demonstrar que a indústria de eventos começa a mostrar sinais de que não está em um bom caminho. Não porque a Apple seja importante demais (apesar de ser), mas porque não é a única nesta tendência.

Está ficando caro demais para algumas empresas participarem de eventos sem o retorno desejado em negócios. No final, acaba valendo quase como uma ação exclusiva de marca ou RP, que não se sustenta visto a quantidade de notícias lançadas ao mesmo tempo durante eventos deste porte.

Sem contar a participação em massa de consumidores nestes eventos que teoricamente deveriam ser profissionais (como a E3 ou a NAB), atraindo muito mais curiosos do que profissionais e executivos da área.

Aliás, a E3 é um ótimo exemplo. Virou fumaça depois que gigantes como a Sony e Nintendo desistiram do evento. Para estas empresas vale muito mais a pena fazer seus particulares.

Para a Apple, compensa muito mais fazer seu evento sozinha em SF. Sai muito mais barato, chama muito mais atenção do que um estande na NAB em Vegas e ainda pode ser preparado quando for conveniente, vinculando seus lançamentos ao timing da empresa, não ao timing da feira.

O Poder da Segmentação

Al RiesFui assistir Al Ries no evento “O Poder da Segmentação – Atingindo Quem Importa” hoje cedo.

Ries é um tiozinho simpático, carismático e com voz agradável. Três qualidades que eu não terei nunca. Apesar disso, não consigo simpatizar com ele por um único motivo, ele é um destes gurus que pregam o guruzismo.

Com guruzismo quero dizer lançar livros que pregam a morte de algo ou receitas práticas para ter sucesso como “A Queda da Propaganda” e “As 22 consagradas Leis do Marketing”.

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Engajamento: a nova métrica do marketing

Dentro daqueles milhares de conceitos que aprendemos sobre marketing, um deles diz que o processo de compra é um funil. Baseada no princípio da subtração, essa idéia nos diz que a adoção por uma marca passa primeiro pelo conhecimento, depois consideração, preferência, ação e, enfim, a tão sonhada lealdade. Assim como num funil de verdade, de milhões de pessoas que forem atingidas pela sua comunicação, restarão algumas poucas verdadeiramente aliadas a sua marca.

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Artistas e cientistas

Não pertence a uma indústria que tem relação direta com nosso mercado, mas tem algo na Pixar que eu admiro e que pode servir de exemplo para ilustrar uma tendência. Tendência que se aplica as agências mais modernas, que trabalham a mídia além do tradicional papai e mamãe.

Por sua necessidade de inovar, a Pixar sempre criou filmes que não são viáveis de se produzir com as tecnologias disponíveis. Isso obrigou a empresa a unir o lado direito e esquerdo do cérebro, misturando artistas e cientistas.

Pixar

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