21Dec11
Tenho orgulho de ter participado e colaborado com algumas edições da pesquisa F/Radar, realizada semestralmente pela F/Nazca em parceria com o Datafolha.
Sempre acreditei que a pesquisa tem 2 méritos enormes.
O primeiro e mais óbvio, é mostrar com clareza o cenário do consumidor digital.
O segundo, foi ter ajudado a derrubar alguns preconceitos, infelizmente algo muito comum no mercado publicitário. Mostrou que internet não era coisa de rico, que o Calypso era mais escutado que a Ivete Sangalo e o Roberto Carlos, que jogos não são coisa de criança, etc. Por este motivo, sempre achei que o valor educativo da pesquisa extrapola o ambiente digital.
Mas percebo que a 10ª edição tem um benefício adicional, apontar a revolução que iremos presenciar nos próximos 5 anos.
Olhar para o passado para tentar ver o futuro não é novidade. Entender de onde viemos é uma das maneiras mais seguras para prever para onde estamos indo.
Mesmo que a frase já esteja virando clichê, ainda julgo importante falar sobre isso: o acesso móvel é o futuro da internet.
Aproveito para apontar cinco conclusões que a pesquisa ajudou a fortalecer.
Quem quiser saber, é só baixar o resumo da pesquisa no site da F/Nazca.

07Dec11
É uma informação extremamente relevante para o mercado brasileiro, acho até que merecia destaque no título.
Saiu pesquisa do Grupo Consultores com 100 profissionais dos maiores anunciantes mostrando que a fatia digital nas verbas de comunicação bateu 13,4%.
Não é correto misturar pesquisas e metodologias diferentes, principalmente porque a do Grupo Consultores parece ter focado apenas no digital. Então não é possível comparar com precisão o investimento de um meio com outro, mas tanto grupo quanto pesquisa são sérios e o valor merece atenção.
Aproveito e faço nova provocação, similar a que fiz em 2009: este ano o investimento em digital já ultrapassou o investimento em jornais.
De qualquer forma, mais importante do que discutir vírgulas, centavos ou posição no ranking é perceber duas coisas.
Primeiro o que eu já critico há anos, que o investimento não pode mais ser medido pela veiculação (ainda mais usando poucos veículos como parâmetro)
Segundo que a verba continua migrando rapidamente para o digital. De acordo com o Grupo Consultores, quase dobrou nos últimos 2 anos.
Agora que internet já passou a ser o segundo meio, vale apontar que a importância não deve mais ser medida pela porcentagem da verba, e sim por diversos outros fatores. Quem quiser entender os porquês na minha opinião, pode assistir meu recado para os alunos de propaganda e marketing.