Monthly archives: September 2011

TVs conectadas. Quando vai pegar?

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No Brasil, são vendidos cerca de 13 milhões de aparelhos de televisão por ano. (fonte: Eletros)

Destes, 17% são o que chamamos de smart TV ou TVs conectadas. (fonte: GFK Retail and Technology)

Um número que tende a subir (já subiu 5% em relação ao ano anterior), não apenas pela demanda dos consumidores, mas também porque nos próximos anos deverá se tornar padrão nos aparelhos, até mesmo nos mais baratos.

Parece pouco, mas uma conta rápida de padaria mostra que o número pode se tornar relevante em poucos anos.

Os 17% deste ano com 5% de crescimento anual dariam no final de 2013 — antes da Copa do Mundo — aproximadamente 9 milhões de aparelhos.

Esta é previsão pessimista.

E em uma previsão otimista, considerando um aumento anual de 10% nas venda de aparelhos com 20% deles sendo conectadas, teríamos cerca de 13 milhões deles antes da Copa.

E para uma previsão otimista, considerei um aumento anual de 20% nas venda de aparelhos com 30% deles sendo conectados.

Em resumo, corremos o risco de ter já na época da Copa, cerca de 18 milhões de TVs conectadas.

O número assusta pelo rápido crescimento, principalmente porque pode aumentar o impacto da internet na audiência da TV.

De qualquer forma, será rápido, mas apenas uma amostra do que deve acontecer daqui pra frente com vários outras tecnologias.

Fragmentação é um problema?

É e não é.

É porque atrapalha, tem um custo adicional para conseguir a cobertura necessária.

Não é porque isso sempre foi padrão no universo digital. Sempre existiu uma fragmentação na forma de exposição.

Há 20 anos, dava um trabalho imenso fazer multímidia para várias sistemas operacionais e várias configurações de computador (com ou sem placa de som, por exemplo). Há 10 ou 15 anos, era um saco produzir site para vários tipos e versões de sistemas operacionais e browsers (de certa forma, ainda é). Agora, com mobile, para ter cobertura é preciso fazer aplicativos para várias lojas, sistemas, vários tamanhos de tela, resolução, etc.

Então como costumam dizer: não é bug, é feature :D

Acostume-se e pare de reclamar.

O carro do futuro

Nos meus segundo e terceiro livro, fiz diversas previsões sobre o que deveríamos ver nos próximos anos baseado no que vimos até hoje. Cito abaixo uma delas:

Objetos vão interferir ativamente na manutenção de um ambiente sem formatos. Assim como hoje podemos realizar o download de um podcast para escutar na academia, poderemos aceitar uma nova programação para nossas casas, carros ou objetos a nossa volta. Talvez comprar um produto, não por suas características básicas, mas por sua inteligência.
Por exemplo, uma lâmpada poderia vir com um código para a época de Natal. Como um tema de computador, que em vez de mudar fundo de tela e ícones, interferisse em vários objetos pela casa.

Hoje, vi no blog do Tiago Dória este serviço conceito da Ford. Acho que exemplifica melhor o que eu falei no livro. Talvez no futuro, você escolha seu carro, não pelo modelo em si, mas por todos os serviços computacionais que sua marca oferece.