Apesar do Orkut reinar absoluto, o crescimento de 524% do Facebook em 12 meses apresentado pela ComScore trouxe a comunidade pra moda.
E a leitura que muitos fazem hoje é: Facebook é “dazelite” e o Orkut “coisadipobre”.
Independente da expressão, classificar as comunidades desta forma pode até não ser preconceito, mas é, no mínimo, uma análise superficial das coisas.
Primeiro porque várias outras pesquisas demonstram que não existem diferenças significativas entre as classes quando se trata do consumo de conteúdo, entretenimento e redes sociais. Então, esta diferença pode ser apenas passageira. Segundo, é preciso colocar as comunidades em um contexto histórico.
O sucesso do orkut
Quando lembramos da invasão brazuca ao Orkut, parece que somos como nuvens de gafanhotos. Entramos, dominamos tudo e irritamos os antigos moradores.
Seria possível criar várias teorias sobre os porquês de tamanha sede do brasileiro com as redes sociais, mas isso deixo para os publicitários metidos a sociólogos. O ponto é que a entrada da Classe C na internet e, posteriormente, no Orkut causou surpresa para muitos. Achavam que o acesso ao computador e a ausência do inglês seriam barreiras intransponíveis. O preconceito não está em entender estes pontos como barreiras (porque são), mas achar que são intrasponíveis.
Em outras palavras, o brasileiro era entendido como burro e pobre, o que era incompatível com a internet na visão de muitos. Ironicamente, foi justamente o brasileiro, burro e pobre, o primeiro povo a acolher as redes sociais com tamanha força.
Socializar na web virou realidade para o brasileiro, e o Orkut foi apenas a primeira comunidade a “ser invadida”.
Por quê o Facebook só começou a crescer agora?
Como muita gente enxerga o Facebook como uma ferramenta mais completa que o Orkut, cansei de escutar que o povo era burro e não percebia esta vantagem, que tinha preguiça de mudar ou qualquer outra explicação cheia de pré-conceitos ou preconceitos.
O ponto é que não adianta ser melhor. Achar que ser melhor é suficiente para causar uma migração imediata é tão estúpido quanto estimar o sucesso de um panetone olhando apenas suas informações sobre quantidade de carboidrato, proteína e gordura saturada.
Quem pensa assim, está centralizando seu raciocínio na ferramenta, e não no consumidor.
O custo de uma nova curva de aprendizado existe, mas não é o maior impeditivo para a mudança. Por qual motivo alguém iria mudar do Orkut para o Facebook quando todos os seus contatos já estão ligados, suas fotos devidamente uploadadas e organizadas e suas discussões e comunidades formadas?
Parafraseando Bob Metcalfe, inventor da Ethernet:
o valor sistêmico da comunicação é proporcional ao quadrado do número de membros conectados
O que ele quer dizer com isso? Simples: mesmo que o Facebook seja mais legal, mais completo, mais isso ou mais aquilo, o valor do Orkut (por enquanto) é muito maior, graças a quantidade de brasileiros que fazem parte e interagem dentro dele.
Orkut é coisa de pobre e Facebook de rico?
Tenho alguns números do TGI, infelizmente não tenho autorização do Ibope para mostrá-los, então darei apenas valores aproximados para explicar meus pontos.
O facebook é formado principalmente por pessoas das classe AB (mais de 70%), enquanto a maior parte do Orkut é formada por pessoas das classes C/D/E.
Tendo o preconceito como filtro, é óbvio que o Orkut é coisa pobre e Facebook de rico.
Mas este é apenas um lado da moeda. Apesar da maior parte do Orkut ser formada pelas classes mais baixas, quase metade dele são de pessoas das classes AB (mais de 45%). Além disso, enquanto apenas uma pequena minoria das Classes AB está no Facebook (menos de 2%), metade está presente no Orkut. Olhando desta forma, seria possível defender que os ricos ainda preferem o Orkut.
Olhando todos os fatos, a conclusão mais lógica é que esta diferença acontece principalmente pela lerdeza da adoção do Facebook no Brasil, que pegou ritmo apenas nos últimos meses.
O que parece acontecer é que a migracao começa com as pessoas da classe AB.
Teria lógica se pensarmos que as pessoas mais abastadas tem mais tempo livre para experimentar, tem maior facilidade pelo domínio do inglês e, até mesmo por preconceito, buscar uma certa exclusividade em uma comunidade nova.
Preconceito é a melhor maneira para não ver a verdade. Pesquisas são a melhor forma para comprar ideias, tortas ou não. Junte as duas coisas e estará feita a merda.

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42 comentários
Parabéns pelo post. Compartilho da opinião.
Uma teoria interessante sobre o Facebook ter começado nas classes AB é aquela que diz que essa "classe social" teve contato com a ferramenta em suas viagens ao exterior. Para manter contato com amigos, companheiros de viagens, etc, o Orkut não mais serviria porque, lá fora, o Facebook já era difundido. E, claro, com o tempo, com a propagação da informação, com a "modinha" o Facebook vai ganhando mais adeptos. Mas, como eu disse, é apenas uma teoria.
Gostaria de levantar uma questão. Esses dados apresentados são de perfis inscritos no Orkut e Facebook. Mas há dados que comprovem se esses perfis estão ativos, firmes e fortes? Porque um usuário, classe AB por exemplo, poderia ter começado no Orkut e migrou para o Facebook sem encerrar a sua conta original do Orkut. Nesse caso, ele manteria toda a sua atividade social ativa no Facebook e esquecida no Orkut. Claro que essa vida ativa no Facebook ocorreria se todos os seus contatos do Orkut (ou pelo menos os mais queridos/importantes) migrassem também para o Facebook.
É bem por aí mesmo!
O que acelera qualquer curva de aprendizado, que faz eu e vc pagarmos o pedágio da mudança é o senso de oportunidade, a ansiedade em pertencer. Acho que estas ferramentas, na perspectiva do tempo, são transitórias e efemeras por natureza (tirando o alicate e o martelo lá de casa que quebram um galhão há muito tempo). Migrar ou não migrar me faz lembrar o terror e a preguiça humana por mudança. Nesse sentido não acho que o paradoxo esteja entre ricos ou pobres, cultos ou burros. Mas em "ver ou não vantagi"
Orkut é pra falar com o vizinho, Facebook com o mundo.
Outro dado que não foi levado em conta, a faixa etárea, no Orkut esta cada vez mais pre-adolescente.
O volume de recados fofos, dá no saco! O spam já invadiu e tbm dá no saco!
A Zynga também mantem o interesse no acesso ao Facebook, nada mau jogar uma partida de poker com amigos do colégio.
começou no grupo jovem/A/estudante exatamente como nos USA e agora já tá com massa critica para virar crescimento exponencial.
isto vai ser highlander, só pode haver um: facebook
Vou voltar pro Orkut so por causa da ilustracao do Braga!
Discutir preconceito não vai levar a nada. Essas redes estão aí até que surjam outras – e elas vão surgir – com uma pegada distinta. Quem se aventura nessa jornada abaixo do Equador? Não seria o caso de uma rede tupiniquim, sem preconceito, ok?
Olha, se Orkut é coisa de pobre, não sei. Mas que rede social é coisa de gente solitária, superficial ou mal resolvida, tenho quase certeza.
Eu nao acho, acho que as redes sociais sao interação social no ambiente digital. nao tem nada de diferente. acho que as pessoas se comportam de maneira diferente mas assim como o fazem no trabalho ou em casa. cada ambiente tem suas peculiaridades.
redes sociais existem no mundo real desde sempre. agora tem ferramentas no ambiente digital. não há de diferente. concordo com o cava.
Guime, as pessoas entram em redes sociais pq elas gostam de fazer o que vc acabou de fazer com esse comentário: expressar opinião, se comunicar.
"rede social é coisa de gente solitária"
A própria frase é contraditória, quer convencer quem?
Se meu interesse fosse status e exclusividade, eu viveria no asmallworld em vez do Facebook.
Tudo bem vc nao concordar que muitos foram para o facebook em busca de certa exclusividade, ou em outras palavras, para "fugir da maldita inclusao social", mas olhar vc mesmo com parametro é outro erro na leitura de pesquisas. E quando eu falo vc, nao é exclusivo a sua pessoa (assim como o post nao era), mas a qualquer um, eu inclusive.
Ótimo artigo, este preconceito é ridículo. A verdadeira vantagem do Facebook é que ele é muito mais fácil de trabalhar pras marcas: estabelecer relações regulares, com emissão de msg de um ponto central, é uma tarefa inglória no Orkut. Senti isso fazendo a campanha da Marina Silva: só mesmo convencendo as pessoas a instalar uma app vc consegue algum canal regular ali, no mais a comunicação é apenas interpessoal.
O Google chegou a cogitar liberar para os presidenciáveis o envio de msgs para os membros de suas comunidades, o que resolveria este problema, mas na prática nada aconteceu: passou de mil usuários vc não consegue se comunicar nem com quem está dentro de sua própria comunidade. Espero escrever em breve sobre esta situação e as soluções que usamos no Orkut.
Ricardo! Adorei o post. Lembra da nossa entrevista? vou começar a trabalhar nela. Acabei de ler todo o seu livro também. Muito interessante os pontos que vc fala das empresas que se julgam inovadoras, mas que no fundo ainda não conseguiram realmente provocar alguma mudança entre os seus departamentos. Falta conexão!!! Muito obrigada!
valeu. depois, se quiser postar algum trecho da entrevista em audio é só me mandar que eu publico no blog. abs
Sim! mas a gente não poderia usar a imagem porque eu não enquadrei a câmera, lembra? Pode ser um podcast?
sim, claro
orkut também começou no brasil com gente de classe A/B.
ótimo post e bom depoimento do Felipe Vaz, que resume um pouco a situação. Comparo Orkut e Facebook ao Palm e o Iphone. O primeiro foi extremamente popular, mas parou no tempo, perdeu força e ficou restrito a um grupo, no caso, os usuários brasileiros. O mundo todo pensa soluções para o Facebook. No Orkut não, que precisa redirecionar seus esforços para conquistar usuários pelo mundo para recuperar o prestígio.
Ué, vc censurou meu comentário? Fiz logo que vc publicou o post. Abs, Marcelo
nao. censurei dois comentarios que nao diziam nada alem de "orkut de ** é ****", mas nao censurei nenhum seu
um deles era meu. =^P
isso. seu fanfarrão
Legal o txt. Deu a maior polemica no Twitter, pelo menos na minha timeline… hehe!
Pretendo escrever algo sobre redes sociais assim que tiver um tempinho.
Abraços!
@bertrandsousa
Adorei o post! Esse preconceito é um porre, mesmo.
Trabalhei como analista pra uma montadora de carros, e uma das minhas maiores surpresas foi ver que proprietários dos carros importados da marca utilizavam (e muito!!) o Orkut para falar sobre o desempenho desses carros. Enfim, é o preconceito por osmose, baseado em visões limitadas sobre os dados das pesquisas – o "guru" diz e a gente acredita!
No mais, excelente também o comentário do Felipe Vaz.
Abraços,
eu mora no exterior.. so mantenho o orkut por causa da pessoas que ainda nao fora pro facebook… mas o facebook eh muito melhor! Nao tem mais graca entrar no orkut!
Até 2009 consegui trabalhar marcas no Orkut. A partir deste ano, a interação caiu bastante. Não sei se exatamente pela migração para o FB, mas possivelmente pelo abandono dos perfis.
Mas ainda acho o Orkut uma excelente ferramenta de monitoramento de opiniões.
Bravo, Braga!!!
Estou no orkut desde 2004. O site resolveu muitos problemas que tinha no começo, relativas à qualidade do serviço e controles de privacidade (muitos argumentam que legal mesmo era quando o troço era uma terra sem lei onde todo mundo via as informações de todo mundo, mas aquilo era pedir para virar um antro de criminosos). Mantenho o perfil no orkut para evitar a criação de um fake meu. Mas não acesso maisno dia-a-dia. O Facebook, por sua vez, tem muito a melhorar na interface. Botões em locais inesperados, cliques a mais para fazer as coisas e ausência notável (e creio que deliberada da parte dos desenvolvedores) de um controle sobre a notificação de "Atividade Recente".
No meu Orkut eu sempre tive o costume de somente adicionar pessoas que eu conheci face-to-face, e dentre os poucos mais de 300 contatos que eu tenho, eu sei qual é a condição social de cada um. Um pouco mais da metade são classe AB. Desses, praticamente todos eles já migraram pro FB, mas muito poucos cancelaram a conta no Orkut. As contas estão lá, mas sem nenhuma atividade.
Os outros, digamos os economicamente menos favorecidos, continuam no Orkut, e é pra me comunicar com eles que mantenho minha conta.
Essa amostragem pessoal pode não ser nada comparada com o universo das redes sociais, mas é um indicativo que vai diretamente de encontro à sua tese de essa galera AB ainda está lá.
Pra essa galera que tem $ pra adquirir um smartphone e contratar um plano de dados, Orkut está morto e enterrado. Não só o Facebook está anos-luz na frente no quesito integração mobile, como a interface dele e o fluxo de dados fazem muito mais sentido do que o orkut.
o orkut foi bom pra epoca dele , tem muito spam atualmente e o sistema dele nao é divertido , o fato é q no facebook vc tem atualizacoes diarias de amigos e pensamentos deles mesmo , é como descer na rua e ver os amigos de todo lado do mundo, o orkut tem um aspecto mais fofoca e bisbilhotisse de vizinhança… qto as classes sociais? só digo que a inclusao digital é algo a se discutir muito…
http://www.youtube.com/watch?v=hpHX-Uu_hgA
ai vai a salvaçao !
Grande Cavallini, lúcido e foda como sempre. Abração.
O mapa-múndi, segundo o Facebook: http://bit.ly/dEqi7F
A lerdeza para se aderir ao facebook da-se ao fato de que no Brasil não usamos o facebook em todo seu potencial, tanto publicitário, quanto em termos de ferramenta. As campanhas daqui raramente utilizam facebook de uma forma eficaz e contagiante, levando as pessoas a realmente terem interesse pelo sistema. Não temos porque trocar de interface sendo que os maiores benefícios visíveis são alguns aplicativos inúteis, algumas integrações e um layout diferente (o qual o orkut está copiando em alguns aspectos, como por exemplo, a questão de news e wall). Algumas pessoas podem até utilizar o facebook "em toda sua grandeza", mas vai exigir mais um cadastro, uploads, blá blá blá.
Também não gosto do termo "orkut é o favelão" da internet, pois cada ferramenta supre uma determinada necessidade. E se o orkut ainda tem muitos usuários, alguma necessidade ele deve estar suprindo. É importante lembrar, também, que novos sistemas sofrem um pouco no começo, pois existe a resistência do usuário para trocar de um para outro, como foi com o hotmail para o gmail, durante algum tempo.
Quando você fala "seria possível criar várias teorias sobre os porquês de tamanha sede do brasileiro com as redes sociais, mas isso deixo para os publicitários metidos a sociólogos", eu acho que é, com todo respeito, um erro da sua parte, pois é aí que reside a resposta, ou parte dela, para determinar o porque o orkut tem mais usuários do que o facebook.
Em um todo, eu achei o artigo meio prepotente. Acho que você poderia ter analisado algumas questões melhor, como:
- a questão da migração e motivo da resistência;
- "Quem pensa assim, está centralizando seu raciocínio na ferramenta, e não no consumidor" –> pense que no Brasil, o facebook ainda não é tão desenvolvido, por isso, é uma coisa bem pessoal: as pessoas que preferem o facebook vão considerar como ferramenta, sim. O usuário não vai ser tão considerado no momento;
- "Como muita gente enxerga o Facebook como uma ferramenta mais completa que o Orkut…" –> O facebook, querendo ou não, é mais completo que o orkut. A questão é outra. E é a questão que eu acho que faltou você pesquisar no artigo, explicando mais afundo essa resistência ao Facebook.
- A questão da influência do exterior no Brasil –> Nós tendemos a copiar muitas coisas do exterior, especialmente no meio digital. A forma como usamos twitter, emoticons, tipos de softwares que utilizamos e várias outras coisas. Não tenho certeza disso, pois não pesquisei nem estudei sobre essa questão, mas acredito que, pelo fato da elite ter mais acesso ao exterior (línguas estrangeiras), aderem mais rápido às "novidades", como o Facebook (como você colocou no seu artigo, o publico AB aderindo primeiro). Se "googlearmos" um pouco na questão do Facebook x Orkut, podemos ver que o mundo inteiro usa o facebook majoritariamente, com exceção do Brasil, Portugal e Índia. Como explicitei antes, acredito que a razão para sermos as exceções é uma questão bem interessante a ser tratada e lhe auxiliará melhor na compreesão desta resistência ao Orkut.
O artigo, apesar destas críticas, colocou muito bem o erro que muitos fazem de chamar o orkut de "rede social de pobre". Todos usam o orkut, ele não é um sistema de pobre ou rico: é de todos.
caro exidium, mesmo q as promocoes/progranda/marketing/etc. sejam um impulso no uso de qq ferramenta, o mercado de comunicacao nao pode ser considerado como responsavel pelo retardo da explosao do facebook no brasil. o orkut bombou muito antes do mercado publicitario olhar pra ele.
tb discordo de vc em outros pontos, o fato do brasileiro gostar de redes sociais é MAIOR e ANTERIOR ao orkut. O fato do brasileiro gostar de redes sociais explicaria o sucesso do orkut, mas nao a demora do sucesso do facebook
eu botei no texto o q na minha opiniao é a maior motivo (ate comentei a lei do metcalfe)
e mais, mesmo sem querer entrar nas teorias, acredito q é um erro separar o "digital do analogico" ou seja, o certo seria analisar pq o brasileiro é um ser tão social (dentro ou fora da internet), pois acredito q as redes sociais sao apenas reflexo desse comportamento
eu nao analisei o motivo da resistencia pq eu nao acho q existe resistencia. acho q a demora é compreensivel pelos motivos que apontei no texto
nao entendo quando vc diz q o facebook nao é tão desenvolvido no brasil e acho q vc nao entendeu o texto.
quando eu digo q a analise nao pode olhar para as comunidades apenas por suas features (ferramenta) e sim pelo valor das pessoas q usam a mesma (se sao redes sociais, as pessoas dentro delas tem mais valor do q as features da ferramenta)
vc afirma q o facebook é mais completo, eu nao dei minha opiniao sobre isso pq acho q nao é relevante. Novamente, o valor da comunidade vai bem alem disso.
concordo q as ligacoes do publico AB com amigos no exterior é uma ajuda, tenho duvidas em relacao ao ingles, pois o mesmo nao foi problema no orkut (q explodiu na classe c antes de ter versao em portugues) e nem outras redes sociais
sobre copiar os gringos, eu nao concordo com essa informacao, acho q apenas mais uma daquelas "verdades absolutas" q muitos acreditam mas que, no final, felizmente, não sao verdades
Minha visão como usuária:
- Orkut ficou meio abandonado um tempo (lembra do bad bad server?).
- Facebook foi quem inspirou as últimas mudanças no Orkut, parte de privacidade, feed e até mesmo jogos: Colheita Feliz veio depois do FarmVille.
- Como me cadastro em muito site, e a maioria permite q vc faça login via Facebook já vale a pena cadastrar meu perfil lá nem que fosse só pra isso! =)
Minha visão como publicitária:
- Orkut tem a pior documentação pra desenvolvimento de apps. Não tem um "Orkut Connect" decente, o "share on Orkut" veio depois do share e like do Facebook, etc e tal.
- Pra fazer certas coisas no Orkut vc tem que pagar pro Google, por exemplo customizar uma comunidade de uma marca ou criar um novo tema. No Facebook qualquer um pode fazer uma page da sua marca "di grátis", criar sua aba FBML com interações, etc…
Eu li rapidamente o texto, mas o Orkut, sabemos, teve grande aderência no Brasil, Portugal e na Índia, já o FB está dissinado há tempos em vários paises, agora que os brasileiros estão se adaptando.
Eu comecei a alimentar um perfil desde 2008, por intermédio de estrangeiros que moravam no Brasil, antes da primeira vez que morei no exterior. Agora não estou na Europa, e sim, na África, e, se os brasileiros gostam de redes sociais o que dizer do povo daqui, que passa com blackberry 24h checando e atualizando o FB?
Cada um joga com o que tem e pode para se defender somos, de certa forma marionetes do sistema e etc, etc… ! Se nos adaptamos primeiro ao orkut foi porque todos falavam disso, e, por curiosidade e convites fomos experimentar.
Não vamos discrimar os brasileiros (que nunca se ajudam, só se autocriticam). O orkut não tem tantos recursos como tem o FB, então, são 2 propostas diferentes, nenhum é pior ou melhor. Eu posso ter o jeans básico e o vestido (terno) exclusivo. O celular fuleira pra ir pra balada e um com wi-fi pra fazer negócios.
No final, o mais importante é manter os contatos e um bom relacionamento, que não se torne tão frio como às vezes parece ser o mundo virtual (sim, nada como um bom abraço, hehe).
E já aproveito para fazer convidá-los a ler minha reportagem sobre as relações entre Brasil e Gana, publicada em dezembro na Revista do Brasil.
Apesar da escravidão, os afro-brasileiros que vivem em Accra se denominam 'brasileiros' e sonham em conhecer a própria terra onde seus antepassados sofreram tanto. Para que 'rede social' mais forte que essa?
Obrigada e parabéns pelo artigo.
A discussão é boa. Encontrei o link no Twitter de um amiga.
Cava,
Creio que há um ponto pra lá de óbvio que não foi mencionado. O Orkut, aderiu a ser publicado em muitas línguas, inclusive o português em função da adesão em massa do número de usuários na ferramenta do Google. O impulsionador do facebook nos últimos 12 meses, veio exatamente após a ferramenta ter sido traduzida para a nossa língua. Acho que a barreira da língua inglesa, explica um pouco o timing de uso por parte da audiência.
Abs,
IGOR
orkut já teve seus dias de glória , mais já era a moda agora é facebbok ou twitter!!!