Um amigo perguntou se existia diferença entre um vídeo no Youtube com 5 milhões de visualizações e um na TV com a mesma audiência.
Para responder, contei uma pequena historinha.
Imagine que você more em uma cidade.
Nesta cidade, tem uma estátua sua bem no meio da praça principal, onde todo mundo poderá vê-la antes de ir trabalhar.
Agora imagine dois cenários:
No primeiro, você pagou pra construir sua estátua e todo mundo sabe disso. Este é o cenário da veiculação paga, quando você compra a audiência.
No segundo cenário, sua estátua foi erguida pelas pessoas que moram nesta cidade.
Enfim, alguém que só olhe para os números, diria que os dois cenários são iguais, afinal, são as mesmas pessoas e a mesma quantidade de eyeballs.
Mas se a metáfora da estátua for boa, não preciso explicar a enorme diferença que existe entre os dois cenários.
Dito isso, vale lembrar que muitos vídeos no Youtube também tem sua audiência comprada, com banners e call to action em mídia de massa tradicional. Neste caso, a comparação que eu faço não tem relação com o veículo ou com o meio, mas sim entre push e pull.
Em outras palavras, a mensagem que você empurra pro consumidor, suportado pela muleta de uma audiência já existente, e a outra maneira, cuja audiência é formada pelo mérito e qualidade do conteúdo.
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4 comentários
cada audiência tem uma "qualidade" diferente, é isso?
eu nao diria isso desta forma. como audiencia é sinonimo de pessoas, dito assim, pode passar a impressao que estamos qualificando as pessoas.
fazer broadcast da sua mensagem nao garante a atençao nem prova interesse das pessoas no conteudo
no Brasil, se esquece que quando compramos veiculacao, estamos comprando apenas OTS (Opportunities to See), eu falo disso na pagina 82 do livro Onipresente.
simples e perfeito.
Talvez cada veiculação tenha a audiência que merece