Estrutura é parte importante de um evento. Isso todo mundo sabe, ou deveria saber. Faltar água, banheiro ou ar condicionado transforma qualquer evento de sucesso em fracasso.
Dito isso, que tal falarmos sobre conectividade? Será que um dia os eventos irão se preocupar com isso?
Não vou nem entrar na questão da telefonia celular, que depende da boa vontade das operadoras. Se elas mal entregam infra para o uso diário dos brasileiros, o que diria das grandes concentrações que ocorrem nos eventos?
Prefiro ficar no problema mais aparente, das redes sem fio. Está muito claro que os eventos fazem uma implementação amadora do Wi-Fi, que não é planejado para atender a demanda atual.
Não é um investimento baixo, assim como não é barato investir em telões, projetores de qualidade, ar condicionado, sistema de som ou iluminação. Tudo é uma questão de foco e de prioridade. De entender a importância que a conectividade tem para alguns públicos.
Para determinados profissionais, ficar sem conexão em um evento que dura dois dias não é apenas incômodo, mas inviável. Principalmente se levarmos em conta muitos já se acostumaram a consumir eventos de forma interativa.
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7 comentários
E no recente Key Note do tio Steve? La em SF os caras tem toda a infra necessaria e mesmo assim la estava ele Steve Jobs pedindo p/ todo mundo desconectar da rede se nao a apresentacao nao daria p/ continuar…
Eventos sao complicados…
Tecnologia eh bom quando funciona.
Ai voce me diz, e quando nao tem nem tecnologia alguma disponivel…? bom, ai eh melhor fechar tudo e ficar de pijama em casa, chorando em posicao fetal debaixo da mesa.
Abracos!!!!
M.
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Nao tinham nao, o erro foi muito parecido, apesar da infra la ser muito maior. Eles sabem que o evento acaba sendo retransmitido por todo mundo que vai no evento. E como eles nao fazem streaming em tempo real, isso sobrecarregaria qualquer boa rede.
O que aconteceu la foi diferente, todo mundo acabou criando sub redes com os memory cards eye-fi, laptops, ipads, iphones, etc. Mas se os caras transmitissem o evento ao vivo, nao teria essa necessidade.
Realmente, a Primeira coisa que veio na minha cabeça ao ler o Post, foi o problema no Key Note do Steve.
O problema pode não ter tido uma mesma causa, mas não deixa de ser um problema de conectividade.
O pior lugar pra evento é o WTC. Alem da regiao da Berrini ter o pior transito do mundo, tem uma concentração alta de aparelhos celulares.
Adiciona-se a isso o fato de ser um bunker e o 3G raramente pega bem. E claro, dos ultimos 4 eventos que fui la, o Wi-Fi nao deu conta.
Seria cômico se não fosse lamentável.
Deve ser difícil imaginar que alguém numa platéia não quer sair do auditório (e perder uma palestra/apresentação de produto) para ter que tuitar, não é mesmo?
Acho que algumas pessoas ainda pensam que para seu público deve ser "Uma coisa de cada vez".
Luciano,
esta é a visao de quem organiza os eventos. Se o palestrante esta falando, o resto que nem respire.
Esta é a mesma visao de toda uma geracao que acostumou com empurrar a mensagem, e nao em atrair a atencao.
Nao é mandar um twitter, é estar conectado. Nao no sentido tecnico, mas no sentido conceitual.
É compartilhar o momento com alguem (e sim, isso passa por enviar um twitter), é entender o que os outros ao seu redor estao achando da mesma palestra. É poder buscar alguma informacao sobre o que foi falado pelo cara e nao precisar buscar só depois que tudo acabou.
É, inclusive, poder pegar email enquanto a palestra ficou chata ou quando vc fica em um evento o dia todo e precisa aproveitar os breaks para comer algo e ir no banheiro.
Eu acho que ilhar uma pessoas nos dias de hoje é loucura.