Monthly archives: June 2010

A luz do sol me incomoda então deixa a cortina fechada.

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Sabe aquela história de indagar se as tais redes sociais emburrecem as pessoas?

Pois bem, sendo curto e grosso, as pessoas não ficaram mais idiotas com o Orkut, Twitter, Facebook e afins. As pessoas são idiotas.

As redes apenas afloram isso, tornam evidente.

Aquele seu amigo que já era chato agora pode te encher o saco todo dia pelo MSN. Aquele idiota que fazia um comentário idiota na roda dos amigos dele, agora entra no Twitter e faz a mesma coisa. Finalmente você descobre que aquele seu colega não entendeu o que você escreveu porque que nunca tirou nota maior que 3 na prova de português. E aquele moleque que não leu o que você escreveu mas saiu criticando, é apenas um adolescente que só sabe olhar para o próprio umbigo e tem uma enorme necessidade de dar opinião em tudo.

Achar que, em poucos anos, as redes sociais se tornaram uma influência mais forte que hormônios, ausência de educação em casa, alimentação de baixa qualidade na infância ou uma genética pouco generosa é inocente demais, para dizer o mínimo.

Então somos tão imbecis assim? Sim e não.

Não porque a falsa sensação de anonimato, a enorme fragmentação e ausência do “face to face” enchem as pessoas de coragem para falar verdades ou inverdades.

A facilidade para escrever e passar uma mensagem pra frente faz com que nem sempre pensemos antes de dizer uma bobagem.

Nem todo mundo consegue verbalizar por escrito exatamente o que pensa; além disso, a linguagem escrita nunca vai superar a corporal, facilitando o erro no tom ou na força do que postamos virtualmente.

E, por fim, mas não menos importante, as redes servem para socializar. E nem toda socialização precisa ser útil ou inteligente.

Isso amplifica o ruído, as agressões, as imbecilidades e tudo mais.

Não faz das redes algo menos importante. Não faz das redes algo inútil. Não faz das redes algo necessariamente ruim.

A rede permite que a inteligência e a cultura, que também ficavam distantes, proliferem. Traz poder para o indivíduo e um monte de outras coisas boas.

E serve de lupa, para enxergarmos o óbvio. Para percebermos que ainda precisamos evoluir muito. Como sociedade e como seres humanos.

conectividade nos eventos

Estrutura é parte importante de um evento. Isso todo mundo sabe, ou deveria saber. Faltar água, banheiro ou ar condicionado transforma qualquer evento de sucesso em fracasso.

Dito isso, que tal falarmos sobre conectividade? Será que um dia os eventos irão se preocupar com isso?

Não vou nem entrar na questão da telefonia celular, que depende da boa vontade das operadoras. Se elas mal entregam infra para o uso diário dos brasileiros, o que diria das grandes concentrações que ocorrem nos eventos?

Prefiro ficar no problema mais aparente, das redes sem fio. Está muito claro que os eventos fazem uma implementação amadora do Wi-Fi, que não é planejado para atender a demanda atual.
Não é um investimento baixo, assim como não é barato investir em telões, projetores de qualidade, ar condicionado, sistema de som ou iluminação. Tudo é uma questão de foco e de prioridade. De entender a importância que a conectividade tem para alguns públicos.

Para determinados profissionais, ficar sem conexão em um evento que dura dois dias não é apenas incômodo, mas inviável. Principalmente se levarmos em conta muitos já se acostumaram a consumir eventos de forma interativa.