Green Google


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Vira e mexe, o Google aparece na mídia graças as suas iniciativas verdes no uso de energia. Já até apareceu pressionando o governo americano para diminuir o uso de carvão e de petróleo.

Esta semana, saiu no TechCrunch que eles haviam comprado uma empresa que desenvolve novos métodos de enriquecimento de urânio. Claro, também pode servir para desenvolver armas e bombas nucleares, mas o que todos acreditam é que a iniciativa serviria para ajudar a reduzir a pegada de carbono da empresa. A informação foi negada mais tarde Google.

Mas será que o Google está tão preocupado assim com o planeta? Será que se estivessem realmente preocupados, teriam mesmo vindo para o Brasil discutir sobre biodiesel em seu avião particular, um Boeing 767 remodelado que gasta 1.550 galões de combustível por hora?

Este luxo é comum em empresas deste porte? Claro que é, mas este é justamente o meu ponto. Neste aspecto, o Google é uma empresa como outra qualquer.

E talvez por isso, pode existir uma outra possível explicação para este engajamento verde. Menos romântica, mas muito mais simples.

Se olharmos hoje para o Google, de onde vem a maior parte do custo hoje?
A resposta seria em duas frentes: inteligência e data centers.

Se explodirmos as duas frentes, chegaremos em uma lista mais ou menos assim: mão de obra, computação (processamento, armazenamento e memória), tráfego (links), aluguel e energia elétrica (incluindo o necessário para resfriar o local).

Com o avanço da tecnologia, está tudo ficando mais barato. Mesmo o custo do aluguel, que não é ligado diretamente a tecnologia, também tende a diminuir, pois com o auxílio da internet, é possível fazer uso de mão de obra a distância e buscar lugares mais baratos para escritórios e data centers.

Mão de obra eu também defenderia que tende a ficar mais barato, mas não importa. Mesmo que não fique, o importante é que, de todos acima, o único componente que não deve cair o preço e que o Google pode fazer alguma coisa para reverter é energia elétrica.

Segundo o Gartner, o custo de energia está crescendo muito e já ocupa o segundo lugar na lista de principais custos operacionais na maioria dos data centers.

Sendo assim, o que o Google busca pode não ser uma energia verde, mas sim energia alternativa. Uma que deixe seus custos mais baixos no futuro. No final, ganhamos todos. A lógica da sustentabilidade é justamente essa. Mas daí a pintar alguém de bonzinho, tem um longo caminho.

9 comentários

  1. jean boechat says:

    E o Braga mandando bem, mais uma vez.

  2. Pedro Son says:

    muito bom post. aliás, aquela história do google sair da china por causa de censura, ao que parece, era puro lero lero.

    é triste, mas hj em dia a única coisa que parace importar é: show me the money!!!

  3. Newton Nagumo says:

    Eu não acredito em desenvolvimento sustentável. Assim como tem gente que não acredita que o homem chegou à Lua, cada um, cada um.
    Por isso, até que me convençam do contrário, qualquer discurso verde vindo de uma empresa, pra mim, é apenas um discurso, vazio e demagógico na maioria das vezes, pretensionamente bem intencionada em outras e raramente fruto de um ideário consequente.
    Tendo isso como premissa é claro que concordo com vc Cava. Não tem espaço para bonzinhos na vida real das empresas, aliás, este papel as empresas desempenham na sua comunicação e nos relatórios aos acionistas.

  4. Dine says:

    Parece que foi primeiro de abril adiantado.

    Tá atualizado no link do seu post também.

  5. Valeu Dine, ja atualizei com comentario no texto.

  6. crepe says:

    Sabe que você levantou uma questão e tanto, parabéns pelo post!

  7. Newton Nagumo says:

    Cambada de puxa saco do cacete (me included)!

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