Acabo de receber um email pedindo ajuda para recolocação profissional. O autor é taxativo:
…fui contratado na época por causa do meu grande know-how…
…você não conhece ninguém no meu nível (Aposto !)
Eu conheço muito pouco a pessoa em questão para opinar. Conheço tão pouco que nem soube dizer ser ele estava sendo irônico. Enfim, apesar de grande cético em relação a competência das pessoas, não estou aqui fazer uma aposta pública da qualidade profissional do mesmo.
O que me incomoda no email nem é seu tom, mas a falta de capacidade em trazer resultados.
Se a pessoa que recebeu o email concorda com seu autor, a afirmação é desnecessária. Se conhece e não concorda, duvido (ou melhor, eu aposto), que o email não o faria mudar de opinião. E, em último caso, se quem recebeu não conhece o autor, dizer isso não seria suficiente para convencer ninguém. Tudo isso sem contar o risco de parecer arrogante.
Podemos criticar o autor do email, mas este tipo de postura é padrão em muitas empresas, afinal, em quantos comerciais você não escuta afirmações deste tipo?
Este email também me fez lembrar de uma situação muito comum em alguns eventos.
Aquela que alguém se aproveita do microfone em mãos para fazer um jabá de sua empresa.
Estou aqui para introduzir o palestrante a seguir, mas antes gostaria de dizer que minha empresa esta crescendo e que nosso produto é um sucesso.
Descabido, fora de hora e, pior de tudo, inútil como o email que abriu este texto.
RSS
Nossa, que susto. No fim do texto achei que bocê ia falar do twitter do Nizan. Na lata. Ufa.
pô, twitter segue quem quer, é diferente da palestra que voce pagou e fica escutando jabá do patrocinador.
Tem razão. Desculpe.
Vou contar uma das minhas manias: Sempre leio aqueles livrinhos chinfrins de networking em livrarias. Pra mim, funciona como um livro de piadas. Se você me ver rindo do nada, no meio de uma livraria, é certo: Estou lendo um deles.
E uma das piadas clássicas – equivalente à piada do português – é essa coisa do “fale sobre você ‘muito bem’ sempre, a qualquer custo, para qualquer pessoa”. Para amigos então, nem se fala.
Ou seja, essa arrogância do “meu grande know how” é vendida por aí, certamente encorajando uma legião de babacas a encher nossas caixas de email (eu recebo esse tipo de coisa até pelo Orkut) com seus egos inflamados.
Como se isso fosse networking.
Um abraço.
*este comment foi editado pelo admin para cortar o nome do fulano
Trabalhei com esse cabra tempos atrás… comédia total… o cara mais arrogante que conheci.
Pena dele!
E detalhe no e-mail ele cita: “Não estou parado.” akakakka
Não entendo o que se passa na cabeça de um ser desses… Acha que está abafando?
E detesto esse tipo de expresão: “know-how”! Porque não diz que tem conhecimento? Experiência? Que “sabe fazer”, pelamordedeus?
E “know-how” é uma coisa que muda sempre; se você parar de estudar, terá menos “know-how” a cada dia que passa…
Exemplo: por que eu faria uma cirurgia cardíaca com um médico desatualizado, que abriria o meu peito e serraria as minhas costelas, se hoje poderia fazer a mesma cirurgia com um trocater e uma câmera através de um furinho?
Às vezes, você pode cair em um xaveco desses e contratar o cara confiando em seu “know-how”, e quando menos esperar ele vai e serra seu peito.