Monthly archives: July 2009

Decadence avec elegance

clique para ampliarPor que não falamos sobre a crise? Por que nenhum veículo especializado no mercado de comunicação, seja ele online ou offline, falou mais profundamente sobre isso? Pensei muito sobre isso e não consegui chegar a nenhuma conclusão. Não sei se é medo, cultural, fuga ou alguma estratégia para proteger o mercado.

Só no começo do ano, foram centenas de profissionais de comunicação para a rua, isso se contarmos apenas as maiores agências.

Não existe crise? Falar sobre isso aumentaria o problema? E não falar sobre isso, garante que passaremos por ela de forma mais suave? Garante pelo menos manter uma imagem de que está tudo bem na terra do rei?

Há muito tempo que eu já dizia, toda essa chinfra não te garante.

Seria fácil sustentar que os seniores que perderam o emprego refletem apenas uma adaptação do mercado à nova realidade, mas como ignorar todos os fatos, vendo que todos os níveis hierárquicos sofreram cortes duros.

Pelas minhas contas burras e informais, em meio semestre, as maiores agências deixaram sem emprego no mínimo 20% de seus profissionais.

Talvez seja um misto das duas coisas. A tal crise com a adaptação a uma nova realidade, mas por que este assunto não vem a tona. Nem sei se deveríamos discutir isso a exaustão, mas este silêncio me incomoda um pouco.

Costumo dizer que alguns veículos de comunicação não são irrelevantes mas já perderam a relevância. Isso vale para alguns veículos do nosso trade. Um jogo de palavras para mostrar que muitos sobrevivem apenas do passado, suportados pela marca.

E nos dias de hoje, com a concorrência da Internet, perder a relevância é o primeiro passo para perder a importância.

Afinal de contas o fim do mundo não é nenhum fim de mundo.
E se for… Descanse em paz.

Mídias sociais é coisa de gringo?

Por que é tão difícil convencer alguém sobre a mudança?

clique para ampliarPorque estamos passando por um período de transição. E como toda transição, o passado ainda se mostra bem presente.

É como aquela historinha do copo com 50% de água. Seria muito fácil provar que ele está cheio d’água e, ao mesmo tempo, muito fácil provar o contrário, que ele está cheio de ar. Inclusive mostrando números, seja em mililitros ou em porcentagem de espaço ocupado.

Como todo mundo sabe, olhar o copo meio cheio ou meio vazio é apenas uma questão de ponto de vista.

Para fazer uma análise consistente, o correto seria olhar o histórico, que mostraria se a quantidade de água está subindo, descendo ou se mantendo.

Mas olhar o histórico também é complicado, pois só serve para fazer previsões para o futuro. E como estamos todos preocupados com o presente, enquanto tiver água no copo, está tudo bem.

Gestão por decreto

Gestão por decreto = Números torturados = Estímulo ao não ético

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Muito já foi escrito e comentado que a crise financeira pela qual o mundo vem passando é na verdade uma crise de ética. Eu gostaria de ampliar um pouco mais essa questão, indo além do lado financeiro, e refletir se os modelos de gestão e a postura dos administradores não acabam por estimular um comportamento não ético nos colaboradores da empresa.

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TEIA MG entrevista

Para quem não acompanhou a entrevista ao vivo, postei abaixo (após o jump) o vídeo gravado pelo pessoal da TEIA. O som está com um chiado bem chato mas é possível assistir e entender tudo.

Aproveito para agradecer o Guilherme, do Papo de Homem, que fez a entrevista e — ainda bem—, também deu seus pitacos.

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A barriga no balcão virtual

clique para ampliarEu sou do tempo em que o professor de marketing na faculdade, depois de recitar o Kotler de cabo a rabo, dizia para gente que toda aquela teoria era muito boa mas, se não encostássemos a barriga no balcão, nunca conseguiríamos entender a respeito do que o guru dos marketeiros estava falando. Pior, nos tornaríamos apenas um bando de burocratas redigindo briefings imaginários para falar com um mercado que não existia.

Como eu sempre fui um bom aluno, segui as recomendações do professor. Toda vez que preciso entender melhor um produto ou mercado vou atrás de uma experiência pessoal com eles.

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