clique para ampliarMês passado, uma publicação tradicional pediu um texto do coxa para publicar em sua versão papel.

Nem precisariam ter pedido(meus textos são CC), fizeram por educação. E por educação respondi que seria um prazer. E seria mesmo.

O texto entraria em uma certa coluna, e para isso, deveria ter um número específico de toques.

Quem escreve pra revista conhece bem isso, normal. Normal? Pode ser, mas não deveria ser.

Me foi pedido para aumentar a quantidade de toques. Traduzindo para o velho e bom português, me pediram para encher linguiça. Ou novo portugues, á que agora “linguiça” não tem trema.

Depois tem nego que reclama que essa tal de Internet está matando todo mundo.

O tamanho do texto deveria respeitar apenas uma regra, o leitor.

Se está incompleto, devia desenvolver mais o texto. Se está longo, chato ou se repetindo, devia resumir.

O intuito deveria ser tranformar o conteúdo em algo melhor para quem lê a revista, não buscar uma vida mais fácil para editores, diagramadores e outros profissionais envolvidos na produção.

É complicado pra caramba? Claro que é, mas editor que quiser vida fácil que abra um blog no wordpress. Ademais, quando a revista enche de anúncios, o esforço sempre compensa, certo?


3 comentários

  1. 1 jean boechat (reply)

    que preguiça dos editores. mete uma ilustra e tá tudo bem.

  2. 2 Fábio Adiron (reply)

    Quantos toque tem esse post ?

Comentários em blogs:

  1. 1 Bruno Gonçalves » O futuro dos veículos impressos

    [...] A discussão sobre o futuro dos veículos de comunicação impressos – jornais e revistas – está se intensificando a cada dia na blogsfera. Já escrevi sobre esse tema aqui no blog – “Velha mídia, velha” – e, nas últimas semanas, alguns autores de blogs que costumo ler também se manifestaram, como o Carlos Cardoso, do Contraditorium – “Donos de jornais, alegrem-se, a Crise Acabou!” –, e o Ricardo Cavallini, do Coxa Creme – “Conversa fiada” e “Com quantos toques se faz uma revista”. [...]

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