Mês passado, uma publicação tradicional pediu um texto do coxa para publicar em sua versão papel.
Nem precisariam ter pedido(meus textos são CC), fizeram por educação. E por educação respondi que seria um prazer. E seria mesmo.
O texto entraria em uma certa coluna, e para isso, deveria ter um número específico de toques.
Quem escreve pra revista conhece bem isso, normal. Normal? Pode ser, mas não deveria ser.
Me foi pedido para aumentar a quantidade de toques. Traduzindo para o velho e bom português, me pediram para encher linguiça. Ou novo portugues, á que agora “linguiça” não tem trema.
Depois tem nego que reclama que essa tal de Internet está matando todo mundo.
O tamanho do texto deveria respeitar apenas uma regra, o leitor.
Se está incompleto, devia desenvolver mais o texto. Se está longo, chato ou se repetindo, devia resumir.
O intuito deveria ser tranformar o conteúdo em algo melhor para quem lê a revista, não buscar uma vida mais fácil para editores, diagramadores e outros profissionais envolvidos na produção.
É complicado pra caramba? Claro que é, mas editor que quiser vida fácil que abra um blog no wordpress. Ademais, quando a revista enche de anúncios, o esforço sempre compensa, certo?