Monthly archives: April 2009

Retenção do Twitter

No blog do Nielsen uma discussão agitou o Twitter esta semana. Se você é um dos nossos leitores anti-Twitter, não desista ainda porque a discussão vai além da ferramenta e na verdade é relevante para todos que se interessam por social network.

O texto é assinado por David Martin, Vice Presidente do Nielsen Online.

No texto, Martin afirma que 60% dos usuários que entram no Twitter (EUA) não voltam no mês seguinte, ou seja, uma taxa de retenção mensal de 40%.

O ponto de Martin é importante e fica claro no gráfico que ilustra este post: existe uma relação clara entre cobertura e retenção. Com uma taxa de retenção de 40%, o Twitter vai ter sempre uma cobertura muito baixa, cerca de 10% da audiência da internet. Retenção, como afirma Martin, não é garantia de audiência massiva, mas é pré-requisito.

A situação fica mais grave ainda quando comparamos os números Twitter com Facebook e MySpace na época em que esses estavam começando (figura 2). As outras duas redes possuíam uma retenção que é quase o dobro do Twitter e hoje estão em 70% de cobertura (EUA, vale lembrar).

Martin termina sua análise com o veredicto de que se o Twitter não alcançar maior lealdade de seus usuários, não vai se sustentar por muito tempo.

Pois bem. Esse é o texto do especialista do Nielsen e quem sou eu para discordar? Meu ponto é apenas que essa discussão de “se o Twitter vai sobreviver ou não” é relevante apenas para o Sr. Twitter e seus acionistas.

Cobertura é mesmo tão fundamental hoje, como era no passado?

Ou as redes sociais se tornaram ferramentas de word-of-mouth e por isso, qualificação é mais importante que abrangência? Afinal, social networks vem e vão o tempo todo. Quem é que não entendeu isso ainda? Second Life, Orkut, Last.FM, Blip, Facebook, MySpace, Twitter, pouco importa o nome. Twitter só serve para indicar como tudo isso é volátil.

Para nós, que trabalhamos com Comunicação, o importante é saber qual é o fenômeno da semana e como melhor utilizá-lo. Onde é que as marcas que atendemos devem estar para despertar [e reverberar] a atenção hoje. Amanhã só deus sabe.

Via Blog do Nielsen

show & tell tecnologia

Para quem não pode ir, a conversa realizada no Show & Tell promovido pelo Update or Die na Livraria Cultura do Shopp. Villa Lobos no dia 25/04/2009.

O mesmo Kutcher de sempre

clique para ampliarAssim como nove entre dez palestras falaram sobre o ARG do Batman, para em seguida fazer o mesmo com o case do Obama, acho previsível dizer que o assunto dos próximos meses será a disputa do Ashton Kutcher com a CNN para ver quem tem mais seguidores no Twitter.

Acontece que isso não tem nada a ver com o Twitter, nem mesmo com novas mídias.

Quando a brincadeira começou, Ashton passou a ganhar seguidores artificialmente, ajudado pela graça da disputa. Não poderemos usar seu número como case, pois agora ele deve estar cheio de seguidores que nem mesmo continuarão usando o Twitter.

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sentimento de posse

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Saiu mais uma pesquisa que indica a adoção das rádios online, mostrando que os jovens estão preferindo escutar via streaming ao invés de baixar os mp3.

Eu já havia comentado que estes jovens não estão comprando música, mas facilidade.

Mas tem outro comentário que não lembro de ter feito aqui, mas que já discuti várias vezes com amigos. Eu acho que a primeira mudança cultural que o MP3 ajudou a trazer foi parar com a necessidade de posse de algo físico, ou seja, parar de colecionar plástico com capas bregas para ter uma coletânea de arquivos no computador.

Até aí, nada de novo. Meu ponto é que a segunda mudança seria acabar inclusive com a necessidade de posse. Pra que ter se está disponível a todos e de maneira que eu possa organizar meu consumo?

Claro que o assunto é relacionado à música, mas pode ser expandido para qualquer outro segmento onde a proporção custo benefício mude brutalmente com a chegada de novas tecnologias.

A maioria dos meus amigos nunca concordou comigo neste assunto, e você?

Show & Tell

Neste sábado (dia 25/04), as 10 da manhã, na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos.

Estarei com o Neto da Bullet no Show & Tell, evento promovido pelo Update or Die para promover conversas interessantes entre amigos.

O Neto vai ensinar o pessoal ficar rico fazendo aplicações para iPhone :-D

Eu vou falar sobre tecnologia, mas com um olhar mais amplo e mais conceitual do que falo por aqui. Uma visão que nunca compartilhei com ninguém e que talvez seja motivo de piadas depois.

10:15hs/11:00hs: MENTOR MUNIZ NETO (iPhone App Hands on)
11:00hs/11:30hs: coffee break
11:30hs/12:15hs: RICARDO CAVALLINI (Uma visão conceitual sobre tecnologia)

O Neto fala antes, foi minha condição. Assim como Seu Benedito, eu preciso de alguém interessante com um assunto interessante para chamar público :-D

O evento é aberto, não precisa confirmar, por isso é bom chegar cedo para garantir lugar.

A Internet é um convento cheio de putas

No início, ninguém dava muita bola para o que saia na Internet, para o que se falava nos seus inescrutáveis meandros. Era uma molecada que brincava de ser jornalista, publicitário, comediante, cineasta.

A confusão está apenas começando.

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A audiência garantida como muleta

Parece que o Benedito Ruy Barbosa andou reclamando que um dos culpados pela baixa audiência de sua novela (Paraíso), é o programa anterior. Como todo mundo sabe, a audiência do programa anterior garante pontos para o programa seguinte.

Engraçado como a muleta que funciona para publicitários, também funciona para os produtores de conteúdo.

A garantia de audiência entregue por alguém faz alguns se importarem menos com a qualidade de seu material. O couch potato do lado de quem fica sentado no sofá, gera o mesmo efeito do lado de quem por trás das câmeras.

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O Nosso Caos Particular

clique para ampliarSomos uma geração de Profissionais de Comunicação privilegiada. Praticamente inventamos o que se convencionou chamar de colaboratividade. Entregamos “empowerment” ao consumidor. Transformamos o que era uma alameda de mão única, numa ampla estrada de duas mãos, com muitas faixas e bla, bla, bla, bla, bla.

Só não aprendemos…hmmm… a ganhar dinheiro com isso. Isso já é pedir demais.

E apesar deste texto estar em um blog, não estou falando apenas da mídia online, não.

Somos os netos da geração que inventou o Negócio da Comunicação e – como no ditado que diz que os netos levam o negócio dos avós à falência – estamos a ponto de quebrar tudo, instaurando o caos.

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