Com a novela do Obama brigando para usar seu BlackBerry chegando ao fim, muito se falou sobre a ótima propaganda que está sendo para a RIM, fabricante do aparelho.
Mesmo sendo algo impossível de ser comprado (por se tratar do presidente americano) e não ter preço (por ser espontâneo, tem muito mais impacto), especialistas acreditam que o suporte valeria em torno de 45 ou 50 milhões de dólares.
Acho duas coisas. Primeiro que seria mais interessante citar quanto custa um patrocínio parecido com alguma grande celebridade. Assim, cada mortal poderia dar seu chute de quanto o Obama valeria. Melhor do que alguém chutar um valor estúpido qualquer. Eu acho que o Obama valeria 35 Madonnas ou 85 Britney Spears.
A segunda coisa é que acharia muito mais interessante analisar a história por outro ângulo. Entender por qual motivo este maroto recusou-se a se encaixar nas normas presidenciais. Eles não usam email, celular, ou qualquer outro tipo de dispositivo de rede. Se até hoje a famosa mesa de trabalho da sala oval não tem computador, qual o motivo da insistência?
Para isso existem assessores, especialistas, secretários e tudo mais. Não precisa fazer download de relatório, alguém traz impresso. Não precisa ligar para a esposa e dizer que horas vai chegar, existem dezenas de pessoas cuidando disso. O problema é que celulares e computadores deixaram de ser devices de rede, feitos para enviar ou receber arquivos e mensagens, para se tornarem devices de comunicação.
Parece uma tentativa de criar uma frase de efeito, mas muitos de vocês (que visitam este blog) entendem bem o conceito. Privar o acesso de certas tecnologias pode não nos afastar do mundo, mas deixa muita gente se sentindo à margem da sociedade.
Você será o homem mais poderoso do mundo, mas terá que viver em uma caverna com as aranhas e os morcegos.
Com o perdão do trocadilho, Obama representa bem as novas gerações, que não vivem sem Internet, mensageiros instantâneos, comunidades e celulares.
O Serviço Secreto Americano se comportou como advogado de pobre e profissional de CPD. Ao invés de explicar como deveria ser feito, disseram que presidentes americanos não podem usar essas coisas.
Esqueceram que o slogan do homem era justamente o contrário. Yes we can.
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8 comentários
[...] Vi no CoxaCreme [...]
“No hay poder sin conocimiento.”
E deve ser isso que a ANS quer evitar.
abs
Raul T.
Penso que o caminho não poderia ser diferente. Até porque com uma campanha eleitoral voltado para internet, chegando à presidência ele não poderia deixar as ferramentas que o elegeu.
A frase diz tudo….
Exatamente Cava. Outra coisa importante, é que o novo presidente dos EUA praticamente não fala, ele é famos apenas por sua imagem, então provavelmente ele só precise de uma câmera digital.
Sei nao Danilo, acho que ate agora ele já falou bastante. E falou bonito.
Complementou bem meu post “Blackberry: Yes, he can!”:
http://www.poucas-e-boas.com/2009/01/blackberry-yes-he-can.html
Mais uma vez Obama mostra suas diferenças… Nova geração… Nova gestão… And yes, he can!!! Inclusive, ele pode e deve usar seu Blackberry, seu IPod, ou qualquer tecnologia que apareça por aí… pois até os supostos “salvadores da pátria” podem estar conectados, não acha???
Bjôooooo
Espero que não pareça racista, mas Obama com um Blackberry é meio subliminar né?