Monthly archives: December 2008

Oportunismo e oportunidade

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Só andando pela cidade de São Paulo — e depois fora dela — para entender o tamanho da diferença que a ausência dos outdoors nos trouxe. Não é segredo nem estranho que o projeto Cidade Limpa tenha tirado o Prefeito Gilberto Kassab do aparente anonimato.

Por ser partidário da auto-regulamentação, sou contra a maioria das leis voltadas para o nosso mercado. Mas não somente aprovei esta lei, como também apoio a nova lei do telemarketing, que nasceu para acabar com vários tipos de abuso e ignorância.

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Top Five

O Tiago Dória indicou o Coxa Creme como um dos cinco melhores blogs de 2008. Ter ficado na memória do jornalista é uma pusta responsa monstro e uma indicação que considero mais do que qualquer ranking.
Obrigado Tiago.

Seriam nossos marketeiros intelectuais?

clique para ampliarPasseando no Shopping Iguatemi descobri um bonito espaço chamado Lounge American Express. Logo na porta, um cartaz ostentava o benefício de pagar por quatro horas o estacionamento para quem gastasse mais de R$ 70 em compras com o cartão.

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Procuro beta testers para meu novo livro

update: o período de beta terminou, breve soltarei um post comentando

update: obrigado pela ajuda de todos os que se ofereceram e estão lendo a versão beta. O livro já foi enviado para ser testado. E na data combinada :-D

Procuro beta testers para meu novo livro

Estou terminando meu próximo livro e estou procurando beta testers. A idéia é que os escolhidos leiam o livro durante o recesso de final de ano.

Sobre o livro
Por que as agências estão sempre mudando seus slogans? O que é comunicação integrada? Por que esta expressão se tornou tão relevante para o mercado de comunicação? Qual a diferença entre comunicação integrada e transmedia? O que é engajamento?

Não é novidade que as coisas mudaram e que o cenário atual é bem diferente de décadas atrás, mas onde estas e outras expressões que invadiram o mercado de comunicação se interligam e fazem sentido? São apenas palavras da moda ou refletem uma necessidade real de acompanhar as mudanças?

A proposta deste livro não é trazer verdades absolutas, fórmulas mágicas ou respostas definitivas, mas tentar explicar de maneira fácil e lógica todos estes conceitos.

Olhando passado e presente para analisar o que passou a ser relevante e o que deixou de ser. E mais, entender o que causou estas mudanças nos aponta um norte do que está por vir e o que será importante no futuro, um cenário em constante e rápida evolução.

O objetivo é produzir um livro fácil e rápido de ler. Sendo assim, além da linguagem didática, vou tentar deixá-lo bem enxuto, com 50 ou 60 páginas no máximo.

Ainda estou negociando com uma editora, mas como já defini que é mandatório existir uma versão digital gratuita, tem grandes chances de não rolar uma versão impressa, assim como aconteceu com a segunda edição do O Marketing Depois de Amanhã.

Sobre os beta testers
Quem me der esta honra só precisa comentar comigo no começo do ano suas impressões.

A idéia seria fechar uma versão draft para enviar aos beta testers no dia 20/12, assim daria tempo mesmo para quem vai viajar e ficar sem Internet.

Ah, claro, não passar o mesmo para frente, já que será uma versão draft e depois a versão final será disponibilizada de graça na web.

A idéia é conseguir ajuda de um pequeno grupo pessoas com perfil variado, sendo assim, não precisa ser famoso, nem ter 200 anos de carreira, muito menos ser meu amigo. Claro que seria muito legal também poder contar com a ajuda de gente experiente, mas procuro quem possa agregar em uma primeira leitura dando opiniões sobre o que gostou, o que não gostou, o que achou confuso, o que sentiu falta, etc. Quem ajudar tem espaço garantido nos créditos do livro. Os interessados, por favor entrem em contato falando um pouco sobre o seu perfil.

http://www.coxacreme.com.br/fale-comigo/

Não tenho idéia ainda da tabela porque não sei quantas pessoas (nem seus perfis) irão se oferecer para a tarefa. Primeiro que não sou um escritor famoso. Segundo que não sei qual será a aceitação sobre o assunto. Terceiro que eu nunca vi nego pedir beta tester de livro, então corro o risco de ninguém se oferecer para a tarefa.

De qualquer forma, todos que pedirem serão os primeiros a receber uma cópia da versão final.

Seria viável uma anomaly no Brasil?

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Nos anos que antecederam a bolha de Internet, começou a virar coisa de gente grande brincar de Internet. Era difícil manter a equipe, tudo estava super inflacionado e apesar de todo mundo estar envolvido com alguma operação na web, poucos profissionais tinham conhecimento e experiência na área, e mesmo assim, experiência de pouco tempo.

Já próximo da explosão da bolha, estar na web passou a ser questão de vida ou morte e – pelas dificuldades citadas acima — muitas empresas acabaram se associando com produtoras ou agências para montar suas divisões digitais.

Como a web não é apenas mais uma loja, significa que muita empresa pequena virou sócia de empresa grande por muito pouco dinheiro. Apenas produzindo um site com e-commerce era possível ganhar comissão de todas as vendas geradas na web no futuro. Se a bolha não tivesse explodido levando esses contratos e parcerias água a baixo, hoje teria muito CEO sendo motivo de piada ou sendo apedrejado pelo board.

Mas o interessante desta história é que talvez o modelo da Anomaly não seja tão impossível assim na terra Brasilis.

A agência tem um modelo de negócio baseado em variações de sociedade ou divisão de lucros. Criando soluções e produtos, eles dividem o resultado com o anunciante. Se este tipo de acordo ocorreu em diversas escalas na época da bolha, talvez o modelo não seja tão inviável como alguns pensam.

Engraçado é que, quando parei para pensar em quem estaria mais preparado para este modelo de negócio por aqui, não consegui pensar em agências de propaganda ou marketing, mas sim em agências de design como a ?EC, a Rex e a Tátil. Empresas que agregam inteligências de comunicação, são muito próximas da criação de produtos e serviços e ainda teriam liberdade para investir neste modelo, aos poucos, sem risco ou conflito com o modelo atual.