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Antigamente o normal era alguém esperar ansioso para a Globo reprisar o filme preferido. Hoje, ninguém estranha quando jovens reclamam que a edição do 24Horas da Globo está ruim, por ter cortado pedaços importantes da versão original.

Com mais opção, ficamos mais exigentes. Com tantos meios, veículos, canais, tecnologias, produtos e serviços, o jovem tem acesso a informação e todo tipo de ferramenta. Ele descobriu que pode produzir, qualificar, organizar e distribuir conteúdo.

Ele fala mais e é mais ouvido. E assim ele ganhou força. Nas comunidades online esta força fica evidente. Quando lançou seu software Coleta RS, o próprio Ibope resumiu este poder em uma única frase:

Caso os membros das comunidades relacionadas às marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de veículos, atingiriam 1 bilhão de pessoas duplicadas.

O número é tão absurdo que sua precisão deixa de ser importante, afinal, não faria a menor diferença se fossem 800 milhões ou 2 bilhões. No final das contas, apontar este número é o mesmo que dizer “cuidado, você pode ser picado por 486 mil abelhas”. Caceta, se depois de 500 picadas um ser humano normal morre, qualquer número muito acima disso perde o sentido.

O que vale não está na informação do Ibope, mas subentendido nela. Usando a metáfora da abelhas, compreender que uma única abelha poderia provocar a picada de muitas outras, causando um grande prejuízo a marca. Este é o poder do consumidor hoje, realidade sentida principalmente pelos mais jovens, que vivenciam isso diariamente.

É muito legal saber que hoje todo mundo pode ter voz ativa. Como subproduto, ganhamos acesso a um monte de gente interessante e também um bando de cara chato e sem conteúdo. Talvez os chatos representem uma minoria, mas chamam muita atenção por estarem o tempo todo criticando tudo e todos.

Ninguém escapa. Agências, meios, veículos e campanhas como se tudo tivesse virado um lixo de uma hora para outra. Basta ver em alguns blogs como ótimas campanhas são criticadas sem dó nem piedade por jovens sem nenhuma experiência em comunicação. A realidade mudou, verdade. Mas é um erro achar que agora é só isso que importa.

Não é por ser hardcore gamer que uma pessoa vira especialista em games. Não é por ser ótimo dentro do campo que um jogador pode ser chamado de técnico de futebol.

Tirando alguns poucos picaretas que criticam o mercado por não conseguirem mais emprego no mesmo, acredito que a maioria não faz por mal. Eles realmente acreditam que são especialistas em tudo.

Oscar Wilde disse certa vez que não era jovem o suficiente para saber de tudo. Se é uma característica da juventude se achar mais forte, esperto, inteligente ou sábio do que a realidade, é natural que este sentimento aumente com a força das redes sociais.

a quantidade de informação e coisas interessantes aumentaram demais depois que comecei a usar o Twitter

Talvez o autor da frase acima tenha apenas se expressado mal, mas ela é ótima para mostrar como é comum encontrar jovens que acreditam ser o centro do universo.

Eu sei, não podemos cobrar maturidade (justamente por eles serem jovens) e precisamos compreender (porque já fomos jovens) este comportamento. Mesmo assim, não deixa de ser bonitinho ver alguns se portando como a tampa da maionese recheada.

Uma mostra deste comportamento é visível nas micro-mini-celebridades. Se julgam especiais por terem um, dois ou outros tantos mil seguidores no Twitter. Nunca pararam para pensar que este número deve ser menor que o fã clube do Tiririca.

Ou também que alguém parar para escutar as idiotices que escrevemos não os transforma em nossos seguidores, mesmo que seja esta a expressão usada pelo Twitter. Quem tem seguidor é o Inri Cristo. Estas pessoas talvez apenas olhem os outros como os transeuntes da Praça da Sé param para ver algum louco recitando.

Claro que tem sempre muita gente interessante por aí. Não importa se falamos de celebridades, micro-celebridades, famosinhos ou até meros desconhecidos. Só precisa tomar cuidado pra não posar de rainha. Voa, voa abelhinha, mas não viaja na maionese.

E como pipocou evento de todo tipo, não é incomum ver estes especialistas dando palestra por aí. Patético ver que alguns destes jovens ficam cagando regras depois de ter lido meia dúzia de livros e decorado algumas apresentações na web. Esta semana vi uma destas apresentação no slideshare e logo em seguida – nos links relacionados – a fonte de onde o cara chupinhou o conteúdo. Mais tosco que isso só loja que vende duende de durepox.

A web está cheia de gurus e especialistas em comunicação, daqueles que nunca viram um plano de mídia, nunca fizeram uma campanha e nunca estiveram com um grande anunciante na vida. Diretores com três anos de carreira, presidentes de empresas com quatro funcionários e empreendedores de sucesso cuja empresa não tem grana o suficiente para pagar um programador que livre o CEO da tarefa de arrumar o site.

Caramba, não é menosprezar o trabalho dessa gente, muitos têm mérito de chegar onde chegaram, mas ao invés de dar palestra cagando regra sobre o que não conhece, seria mais interessante falar sobre o que conhecem. Tenho certeza que eles têm para agregar, mesmo com poucos anos de experiência. A experiência digital dessa galera é parte responsável por esta mudança. Ajudar agências e anunciantes – que pararam no tempo – a entender isso, seria muito mais útil que ficar posando de guru da comunicação, cuspindo as mesmas buzzwords de qualquer guru.


23 comentários

  1. 1 gica trierweiler (reply)

    gênio.

  2. 2 vader (reply)

    Apesar de ter um mundo de conteúdo nas mãos, a maioria insiste em cupsir “as mesmas buzzwords de qualquer guru”. E ainda se diz especialista… triste.

  3. 3 Bruno Gonçalves (reply)

    Concordo com o seu ponto-de-vista ao relacionar o poder que as pessoas conquistaram com o crescimento de opções de novas mídias e o acesso às redes sociais proporcionados pela Internet. Também achei interessante sua descrição sobre essa nova atitude de muitos indivíduos que agem como se a rede mundial fosse projetá-los para o sucesso profissional e individual.

    Podemos constatar que essa situação acaba sendo uma postura de auto-afirmação narcisista, uma tentativa de lapidar o superego para alcançar a satisfação pessoal. E essa característica, se observarmos bem, tem aos montes na Internet e na blogsfera.

  4. 4 Cristiano Dias (reply)

    Em 2007 a micro-discussão do ano foi “blogueiros versus jornalistas” com o pessoal da imprensa revoltado por perder espaço e blogueiros achando que, sim, eles podem substituir jornais e revistas. Ninguém aqui precisa dizer o quanto a discussão é boba mas parece que o tema do final de 2008 é “blogueiros versus publicitários”, mais uma vez iniciado do lado não-blogueiro do front.

    O melhor resumo de blogueiros-jornalistas, pra mim, é dado pelo Tiago Dória, blogueiro-and-jornalista-de-profissão. “Se um blogueiro vai em um show de rock e bloga sobre isso ele não tem a pretensão de ser jornalista. Pode parecer que o que ele está fazendo é um trabalho jornalístico, mas o que ele está tentando fazer é contar sua experiência sobre o caso.” Com a vantagem de que como existem mais blogueiros do que jornalistas você vai poder ler em algum blog (e nunca na Veja) sobre o show que a Gica fez para 10 pessoas no apartamento dela. O cara não é jornalista mas, como todo ser humano, ele tem uma opinião sobre o assunto. Então blogueiros (que já não eram publicitários antes de ter um blog, claro) não querem ser publicitários, só querem dar sua opinião, como quem diz que o Dunga devia ter convocado esse ou aquele centro-avante. O Dunga não fica preocupado com os blogueiros-técnicos-de-futebol (nem com os jornalistas-técnicos, se bem que estes derrubam técnico de vez em quando), porque senão ele não trabalhava mais. E esse comentário aqui mesmo, obóviamente, sou só eu dando minha opinião, que provavelmente é diferente de todas outras 6 bilhões de abelhas do planeta.

    “Celebridades” são parte de ser humano. Olhamos pra alguém e admiramos uma pessoa. Seja um astro de telenovela, cantora de axé, um professor legal ou colega de trabalho. Então a contra-partida também é inevitavelmente verdadeira: todo mundo almeja ser celebridade de alguma coisa. O segredo (nos dois sentidos da coisa de celebridade) é saber fazer a coisa de maneira saudável. É não achar que alguém é alguém por ser ex-BBB ou achar que é alguém porque tem mais seguidores que o Inri Cristo ou porque já trabalho seiláeuonde e mandar o famoso “você sabe com quem está falando?” Todo mundo gosta de ter o trabalho admirado, gosta quando alguém que considera importante vira e pede sua opinião, mesmo que “pedir” seja simplesmente assinar o feed do blog. É não se levar a sério e, de vez em quando, aproveitar para fazer piada com isso. (mesmo que nem todo mundo entenda a piada)

    Para isso é importante o papel dos gurus. Até quem é considerado celebridade tem guru. O Oscar Wilde devia ter vários gurus, vivos e mortos, caras de quem ele gostava de não só ouvir a opinião mas como trocar uma idéia. De vez em quando o guru devia dar uma chamada no Oscarzinho e algumas ele aceitava, outras não. Mas ele tinha lá as opiniões dele e não ficava se limitando a repetir o que os gurus falavam, dizendo como eles são inteligentes e geniais. Eu acho que todo mundo deve agir assim, até quem não é fodaço que nem o Oscar Wilde e tem menos seguidores que o Tiririca.

    Gurus são importantes. A garotada (mesmo a que já passou dos 30 como eu) precisa de gurus que escrevem coisas geniais como as que você escreve aqui. O Malcolm Gladwell, um dos gurus-de-livro do momento por sinal, defende a teoria de que no mundo existem 3 tipos especiais de pessoas: os vendedores, os conectados e os cabeçudos, gurus, mavens. Quando 2 ou 3 conseguem se juntar é que a mágica acontece. Quando um cara que sabe muito se junta com um cara com muita lábia ou com um cara que simplesmente conhece um monte de gente alguma diferença é feita no jeitinho como as coisas são feitas, nem que seja só uma marolinha divertida. E é por isso que eu gosto de dizer que eu não sei nada sobre nada, eu só tenho um monte de amigo que sabe. E você, Cava, está nessa lista.

  5. 5 felipe gagliardi (reply)

    clap, clap, clap!

  6. 6 Duda Pan (reply)

    Ótimo post Cava.
    Conseguiu retratar de forma clara um problema que muita gente ainda não conseguiu ver.

  7. 7 Luciano Laranjeira (reply)

    Mais uma confirmação de que não sou mais jovem…

    Ah, é impressão minha ou você realmente sente-se ameaçado?

    Talvez neste caso, qualquer semelhança seja mera coincidência, mas você pareceu um colega meu que ao passar em frente a um colégio estadual teceu o seguinte comentário:

    “Essa molecada está perdida! Onde esse mundo vai parar? No meu tempo…”

    Gozado mesmo foi ouvi-lo admitir horas depois que ouviu um comentário muito semelhante do avô dele, décadas atrás.

  8. 8 Ariel Gajardo (reply)

    Abrindo o coração.

    Esse fenômeno tem atingido profundamente o meu modo de escrever, ora influenciado pelos comentários que recebo, ora motivado pela suposta função que o blog para qual escrevo teoricamente apresenta. Tanto nas interações – principalmente aquelas que se dedicam a esculachar uma campanha – como nos posts opinativos fico me perguntando qual a barreira que divide a presunção imatura de um recém chegado ao mercado (e às vezes nem isso!) da opinião de colaborador de blog/comentarista.

    É um papo que resumido fica: “Quem sou eu para falar mal/bem de algo?”

    Confesso que só me toquei disso nos últimos meses, quando passei justamente a trabalhar (mesmo que como uma minúscula peça de toda uma engrenagem) para clientes grandes. Apesar de vender opinião e análise, fico martelando na minha cabeça se é isso mesmo o que devemos fazer.

    Já tentaram me convencer que esse é o poder da internet e que se não for opinativo e analítico não tem valor. Mas que valor tem a minha crítica e o meu elogio de fato?

    Sei lá, questionamentos de um adolescente, tentando tirar o chapéu que poderia muito bem me servir.

  9. 9 Ricardo Cavallini (reply)

    Luciano, nos ultimos 2 anos me peguei pensando naquelas frases do vovô. Coincidencia ou nao, a data bate com o nacimento da minha filha. Dificil dizer se eu amadureci ou se envelheci. Talvez as duas coisas. Mais chato te garanto que eu nao tinha como ficar.

    Ameaçado? Não. Não vejo onde isso afetaria meu ganha pao. Talvez ameça por ver minhas acoes criticadas, mas seria infantil achar que escrever um texto no meu blog mudaria isso. Pelo contrario, viro vidraça para quem nao gosto do texto dizer “claro que ele critica nosso comportamenteo, olha a bosta que ele fez”.

  10. 10 Ricardo Cavallini (reply)

    Ariel, é dificil chegar ao meio termo.

    Olhando do lado de quem posta o trabalho. É sabido que os profissionais que passaram a usar blog como ferramenta, mudaram sua maneira de trabalhar.

    Isso vale para jornalistas, publicitarios ou outras profissoes. E nao é ruim, pq na pratica, o que mudou foi eles terem acesso a um feedback instantaneo e descompromissado que antes nao era possivel.

    Por outro lado, a maioria deles precisou aprender a lidar com esse acesso total e irrestrito, vendo que era inviavel abrir 100% as portas. Um unico babaca que peide no elevador, estraga a viagem de todo mundo. E moderacao dos comentarios nao soluciona todos os problemas.

    Do outro lado, de quem comenta, acho que deve existir uma ponderacao tb. Nao acho que só algumas pessoas deveriam ter o direito de criticar. A graca é justamente essa, todo mundo ter voz ativa, nao importanto idade, opcao sexual, classe social, etc.

    Mas precisa ter cuidado para nao ser mais um que joga pedra na prostituta apenas pq passou na rua e viu outras pessoas fazendo isso.

  11. 11 Luciano Laranjeira (reply)

    Não subestime suas palavras. Como outras pessoas, leio seu blog com certa freqüência e isso inevitavelmente influencia parte de minhas idéias – Afinal de contas me vejo obrigado a refletir sobre o que eu li – e talvez você seja um formador de opinião, talvez não, enfim, não sou eu quem classifica isso, mas devo admitir que levo comigo parte do que você escreveu, da mesma forma como levamos, em memória, parte de um diálogo ou de um livro. Por quanto tempo? Não sei a resposta.

    Talvez, de fato, você não encare esse lixo todo que vemos por aí como uma ameaça real e direta a sua integridade.

    Particularmente acho que o tal lixo contribui com outros fatores que são sim verdadeiras ameaças.

    Sua “indiferença”, digo, postura do ”Tô cagando e andando pra essa merda, embora uns tapas nas orelhas desses porras não seria algo ruim” faz todo sentido, afinal, nem toda ameaça é um risco de verdade. Devo concordar com você. Aliás, as tais ameaças são até favoráveis.

    Novos tempos, novas roupagens… Mas sempre os velhos hábitos e posturas. Mais do mesmo… E talvez só seja possível se dar conta disso quando já não se é mais jovem.

  12. 12 Carla Matias (reply)

    Post perfeito!!! Por que as pessoas insistem em se auto-intitularem “especialista disso” ou “especialista daquilo”? Especialista por que? Por ter meia dúzia de “seguidores”??? Você pode sim, e deve, passar sua idéia adiante, mas desde que ela seja baseada em algo, como em um estudo de caso, por exemplo. De nada adianta, “copiarmos e colarmos” frases feitas como se tivéssemos descoberto a roda…
    Bjôooo

  13. 13 Neto (reply)

    Lindo Cava.

    Puta texto.

    Durante a eleição do Obama, uma ferramenta me chamou a atenção. Era aquele feed que o twitter criou, com os twits que falavam de cada candidato.

    Gostei do treco. Você entrava na página e via o que estava sendo dito, on line, sobre cada candidato.

    O problema é que o “refresh” era tão rápido, que dezenas de frases passavam, sem que você pudesse sequer saber se os comentários eram positivos ou negativos. Aí enchia o saco rapidamente.

    No final, apesar de se mostrar potencialmente interessante, a ferramenta não serve pra nada. Falta qualificar. E texto sem qualificação, é irrelevante. Se você não sabe quem está falando e (muitas vezes) nem o que está sendo dito, qualquer texto vira nonono.

    Acho que em diferentes escalas, a gente tá sofrendo pra resolver um problema que ficou claro com aquela ferramenta. Em todo canto on-line. Blogs, twitter, comments, são feeds como aquele.

    É muita gente falando. Muita gente dando opinião, o que é bom e democrático.

    Mas o que é democrático, é também mediano. Medíocre. Não tem brilho. É a unanimidade burra do Nelson Rodrigues, em sua versão online.

    E opinião relevante misturada com tanta bobagem, dá trabalho demais para separar.

    Aí tenho visto um monte de gente legal, desistindo de blogar e de twitar, ou de seguir muita gente.

    Pode ser um sintoma, pode ser preconceito, pode ser só uma reciclagem natural.

    Ou pode ser que as abelhas ganharam.

  14. 14 Ricardo Cavallini (reply)

    Neto, acho que vc conseguiu resumir melhor o assunto.

  15. 15 Secco (reply)

    Falar é fácil, foda é fazer.
    Sempre teremos meia dúzia de técnicos e milhões de torcedores.
    O que muda é que a web está aí. Todo mundo pode arriscar a sua idéia.

    Eu leio o teu post, Cava, como um desabafo. Alguém que encheu o saco dessas coisas que andam falando por aí.

    O duro é saber que não tem volta. A ditadura da mídia já foi. Qualquer um pode botar a boca no trombone e dizer: “Ah, não gostei.”

  16. 16 Billy (reply)

    Cava.
    Muito bacana.
    Além do quê, alguns “gurus” são atualmente meros replicadores de informação.
    Criar, discutir e ter opinião é coisa rara hoje em dia.
    Abraços.

  17. 17 Ale Bessa (reply)

    Cava,

    Ultimamente eu fiquei meio enfastiado do monte de informações que temos por aí. Estou quase fazendo uma camiseta assim: eu não acredito em second life, pmi para agencias de publicidade, mobile marketing salvando o mundo e papai noel. Quanto mais cases eu vejo, mais eu volto para o comecinho da propaganda nos EUA.

    Eu vi um documentário bem bacana chamado “The Century of the Self”, da BBC. Dá para assistir online no Google Video ou ver uma parte na BBC mesmo http://www.bbc.co.uk/bbcfour/documentaries/features/century_of_the_self.shtml

    Logo no início já dá para ver que marketing de guerrilha foi inventado em 1923 para divulgar cigarros para mulheres. Eu vejo vários nomes diferentes para resolver o mesmo problema de comunicação. Realmente, quando mais leio sobre novidades, eu. volto para os antigos que fundaram essa coisa toda chamada propaganda.

    Mas adorei seu texto.

    Abraços queridón!

  18. 18 Bruno Moreira (reply)

    É o ciclo natural. Blog, nos dias de hoje, traz fama, é capa de revista, te transforma em VJ da Mtv. Você pode ser chamado para ser entrevistado pelo Jô Soares, ser citado por jornal famoso, ou lançar uma marca de roupa. E como na maioria dos veículos, ibope e conteúdo não combinam.
    Sempre desconfiei dos 10 livros mais lidos, dos 10 filmes mais assitidos e agora dos blogs na lista dos “100 mais”.

    Muito bom o post.

    Abraços!

  19. 19 Marcelo Chabes (reply)

    Discussão de altíssimo nível Ricardo! Show de ball!

    Concordo contigo que muita gente se auto-denomina “guru” disso ou daquilo, mas sinceramente isso não me interessa. O maior valor de um mundo mais conectado, na minha opinião extremamente pessoal, é a capacidade que a opinião de um “zé ninguém”(no PASSADO), tem de chegar ao ‘twitter’ de alguém, por exemplo, e influenciar esta pessoa. E se influencia, é porque tem alguma relevância pra ela. Se for baboseira, onde foram parar as “rainhas abelhas” que são donas do conhecimento e não agregam nada neste diálogo?

    Se na internet aqueles que se auto-denominam gurus são os mais jovens, também não vejo problema algum nisso. Fora algumas molecagens que vemos por aí, idade nunca deve ser critério para relevarmos ou não, a opinião de uma pessoa. O mundo sempre teve meninos prodígios em todas as profissões e isso não é novidade pra ninguém. Se o cara ainda não tem experiencia ou ainda não galgou 359 cargos para chegar aonde um diretor disso ou aquilo chegou, a internet não permite que a opinião deste “moleque” seja excluída. Muito pelo contrário, vemos muita gente que não era nada, mas tem opinião relevante(sabe do que está falando), só não tinha um cargo que fizesse as pessoas respeitarem sua opinião; ao invés disso, seu conteúdo ganhou o respeito da “massa”.

    Ainda sou jovem e admito ter MUIITA COISA PRA APRENDER, mas na minha humilde opinião, enquanto a floresta ainda estar habitada outros animais muito maiores que as abelhas, deixem elas voar uai….Qual é o problema?

    Comecei a seguir o blog…
    *BOA! Abs…

  20. 20 Sobreira (reply)

    Roberto,

    Minha primeira vez por aqui!
    Muito bom esse post.

    Sou uma jovem abelhinha inha inha do tipo operária que um dia pretende ser abelha rainha e voar muito alto! rs

    Enquanto isso não chega, vivo a realidade de uma estudante de sétimo período da puc-rio. Vivendo o ambiente Campus, percebo que a fome de informação é maior do que a barriga. Então a galera acaba buscando um contúdo simples e objetivo, pois prezam mais pela quantidade do que pela qualidade. Parece que se o cara não tiver todo dia uma novidade web-digital-tecnológica pra contar nos corredores ele é um completo alienigena. E com essas pequenas amostras de informação se acham mega sábios e experts. E pessoas acabam caindo naquela velha história do “meu sobrinho, que adora essas tais novas tecnologias fez a comunicação digital da minha empresa”.

    Mas na real acho que grande parte dessa galera até tá bem intecionada. O que falta é um norte, alguem para orientar. E de todos os professores que tive nesses 4 anos de faculdade, somente dois faziam essa orientação. Já passou da hora de termos pelo menos uma cadeira obrigatória de marketing digital na grade curricular.

    Abraços!

  21. 21 Sobreira (reply)

    Ricardo,

    desculpa. Acho que no comentário anterior te chamei de Roberto!

  22. 22 Ricardo Cavallini (reply)

    :-D

Comentários em blogs:

  1. 1 Deixa ela voar… « O Barril do Chabes

    [...] este post não ficar sem sentido algum, antes dá uma olhada no post VOA, VOA ABELHINHA, MAS NÃO VIAJA do Ricardo Cavallini, via Coxa [...]

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