Quando a cadeia de valor muda, não adianta mudar apenas o discurso, é preciso mudar também a prática.
Quer dizer que não adianta mudar marketing e não mudar o call center. Que não adianta mudar o discurso do CEO e não mudar a prática do Mesa de Compras.
E não me refiro apenas a relação com consumidores, mas também a relação entre empresas. No nosso mercado, seria o caso de apontar a relação de anunciantes e agências com produtoras e fornecedores.
A relação de poder era tamanha, que é muito comum ver até hoje agências sem contrato com fornecedores. A relação de dependência (eles dizem confiança) era tanta que a formalidade era menos válida que o poder da contratante.
Mas isso fez surgir um tipo de malandro que quer levar vantagem em cima de todo mundo, até dos chamados “parceiros”.
Mas a parceria “você entra com a bunda e eu com o pau” deixa de funcionar quando o dono da bunda não depende mais (ou nunca dependeu, no caso de novos formatos) do dono do pau para sobreviver.
Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional,
malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato,
com gravata e capital,
que nunca se dá mal.


RSS