Monthly archives: November 2008

Muito malandro para pouco otário

Quando a cadeia de valor muda, não adianta mudar apenas o discurso, é preciso mudar também a prática.

Quer dizer que não adianta mudar marketing e não mudar o call center. Que não adianta mudar o discurso do CEO e não mudar a prática do Mesa de Compras.

E não me refiro apenas a relação com consumidores, mas também a relação entre empresas. No nosso mercado, seria o caso de apontar a relação de anunciantes e agências com produtoras e fornecedores.

A relação de poder era tamanha, que é muito comum ver até hoje agências sem contrato com fornecedores. A relação de dependência (eles dizem confiança) era tanta que a formalidade era menos válida que o poder da contratante.

Mas isso fez surgir um tipo de malandro que quer levar vantagem em cima de todo mundo, até dos chamados “parceiros”.

Mas a parceria “você entra com a bunda e eu com o pau” deixa de funcionar quando o dono da bunda não depende mais (ou nunca dependeu, no caso de novos formatos) do dono do pau para sobreviver.

Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional,
malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato,
com gravata e capital,
que nunca se dá mal.

Voa, voa abelhinha, mas não viaja

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Antigamente o normal era alguém esperar ansioso para a Globo reprisar o filme preferido. Hoje, ninguém estranha quando jovens reclamam que a edição do 24Horas da Globo está ruim, por ter cortado pedaços importantes da versão original.

Com mais opção, ficamos mais exigentes. Com tantos meios, veículos, canais, tecnologias, produtos e serviços, o jovem tem acesso a informação e todo tipo de ferramenta. Ele descobriu que pode produzir, qualificar, organizar e distribuir conteúdo.

Ele fala mais e é mais ouvido. E assim ele ganhou força. Nas comunidades online esta força fica evidente. Quando lançou seu software Coleta RS, o próprio Ibope resumiu este poder em uma única frase:

Caso os membros das comunidades relacionadas às marcas de veículos decidissem fazer uma campanha a favor ou contra o consumo de veículos, atingiriam 1 bilhão de pessoas duplicadas.

O número é tão absurdo que sua precisão deixa de ser importante, afinal, não faria a menor diferença se fossem 800 milhões ou 2 bilhões. No final das contas, apontar este número é o mesmo que dizer “cuidado, você pode ser picado por 486 mil abelhas”. Caceta, se depois de 500 picadas um ser humano normal morre, qualquer número muito acima disso perde o sentido.

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Conferência de planejamento

Update: mudou de lugar, agora será no WTC e como o lugar é bem maior, reabriram as inscrições.

Dia 01 de dezembro vai rolar a Conferência de Planejamento do Grupo de Planejamento. Se você é planner, eu recomendo. Se você não é planner, recomendo ainda mais.

Alguns amigos estarão lá palestrando, mas não falo por isso, mas pelo fato de ser um grupo de profissionais que realmente tem o que falar e o que mostrar.

Ah, e se você trabalha com online ou digital, vale a pena participar para conhecer mais sobre planejamento, uma disciplina que infelizmente nunca foi muito valorizada nas agências tradicionais, sendo freqüêntemente confundida com criação, arquitetura de informação e projetos.

E estudantes, aproveitem. É nego de peso por preço de banana, muito melhor que evento de guru fazendo jabá por milhares de reais.

No site do GP, tem informações sobre o evento e palestrantes e ficha de inscrição.


WTC SP. Foto: Vic Lic.


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Arthur interactive nana nenê

O segundo vídeo de Arthur para o Fat5 com várias palavras e expressões muito usadas no nosso mercado :-D