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Errou feio quem criticou a ação da revista Esquire, por ter lançado em sua edição comemorativa com e-paper na capa.

Teve de tudo, principalmente publicitários fazendo piadinha comparando a ação com um gif animado. Acho importante lembrar que nem todas as ações do mundo têm como objetivo ganhar leão em Cannes. Antes disso, nem tudo é restrito ao nosso mundo, ao nosso umbigo.

A ação traz a discussão sobre o e-paper para um outro patamar. Tratando-se de uma edição comemorativa ou não, foram 100 mil exemplares que chegaram às bancas.

E em uma edição que fala sobre o futuro — sendo boa ou não — nada mais próprio do que uma revista escolhendo o e-paper como símbolo. E nada mais legal (ou usando um termo técnico do nosso mercado: nada mais do caralho) e mais relevante do que propiciar uma degustação na capa. Para, insisto, 100 mil pessoas.

Criticar isso é o mesmo que reclamar de um Photoshop malfeito na capa da revista. Seria até correto criticar, mas pequeno frente ao assunto principal, o que ele representa.

Antes do lançamento, seus editores citaram que gostariam de ver o que as pessoas iriam fazer com o material. Eles esperavam inclusive que as pessoas tentassem hackear o e-paper, alterando seu conteúdo.

Quem traduz isso como gif animado é porque só pensa na forma, na firula, no vapor. E porque não pensou que esta iniciativa pode tirar do anonimato um novo Johnny Chung Lee, aquele maluco que mostrou ao mundo — entre outras coisas — como usar um brinquedo de US$ 20 para levar as salas de aula uma tecnologia que antes custava milhares de dólares.

Também não tentou ter outra leitura, como mostrar que a revista não teme o e-paper. Parece pouco, mas é tão significante quanto um manifesto. Depois de anos com todo mundo decretando a morte do CD, ainda gera notícia música sendo vendida em cartões de memória. Se a discussão sobre a morte do papel começa agora, como não entender a atitude da revista como ousada e corajosa?

David Granger, editor chefe da revista, disse em entrevista antes do lançamento: “revistas têm basicamente a mesma cara há 150 anos. Eu me sinto frustrado com a falta de movimento da nossa indústria.” E completou “esta é provavelmente só uma visão limitada de seu uso”.

Frustrado fico eu, David. Mal sabe você que 150 anos e visão limitada temos nós, ousados e modernos publicitários digitais.


36 comentários

  1. 1 Ricardo Amaral (reply)

    Pelo menos falaram gif animado, não gift animado.

  2. 2 Ken (reply)

    Mó gif animado xexelento, Cava. Próximo.

  3. 3 Luiz Yassuda (reply)

    Não dá uma sensação de que provavelmente toda e qualquer solução para os problemas já passou a um palmo de distância dos narizes das pessoas e elas simplesmente ignoraram porque a atividade delas naquele instante parecia (e só parecia) mais interessante?

  4. 4 Cristiane Lisbôa (reply)

    Cava, caralho, digo e repito que em dias frios e horas mau humoradas teu texto ganha aquele tipo de ironia que passa desapercebida aos idiotas. Amém.
    E viva aos corajosos e o e-paper. Seja lá o que isto for.
    Agora, vê se aceita uma coluna aqui na Simples? e para de te fazer de salame.

  5. 5 Ricardo Cavallini (reply)

    Cris, eu te amo, mas agora eu só escrevo em tinta eletronica, haha :-D

  6. 6 Ballona (reply)

    Cava,

    tem gente que acha o Kindle ruim, tem gente que não viu o E-ink ser incorporado pela Phillips e tem gente que viu a revista mas não entende o que está por trás disso.
    A revolução do e-ink vai trazer ao jornal de uma simples página a milhares de cadernos, links que podem ser clicados e etc. Esse é o tipping point, nada além da mudança que alguém teve peito de bancar, achei corajoso e inteligente e mostra que a revista está no cutting edge para a grande maioria das pessoas, nós que somos os dinossauros do bit lascado só achamos bacana o Adobe CS4 que vai sair mês que vem enquanto tem gente usando ainda o Coreldraw e é feliz, mais de 90% dos usuários do pacote Office não conhece mais que 5% das funções e talvez nem venha a conhecê-las nos próximos anos. Precisamos ser mais críticos com a nossa visão focada só no amanhã, pois a maioria das pessoas que viu essa capa está até agora fascinado com a novidade, mas nós que não estamos contentes nem com o Iphone 3G , talvez nunca estejamos satisfeitos com nada. Quem já navegou a 14.400 em um modem zoltrix deveria se lembrar do que se passou nos últimos anos e achar excelente estarmos no patamar que estamos.
    Por favor parem com a ejaculação pré pré precoce. Em tempos de campanha é lembrar do relaxa e goza, e se achou ruim faça algo melhor na sua empresa ou agência.

  7. 7 Cesar Senatore (reply)

    Cava, ao ler este texto lembrei na hora de uma fala de um dono de um grande jornal brasileiro ao ser questionado a respeito do fim do jornal em papel: “Seria uma maravilha cortar 40% do custo numa tacada só.”
    E quem se interessa pode perder 5 minutos com os desdobramentos disso pensando onde seria investido esse dinheiro.

  8. 8 Alon (reply)

    No final de 2006, eu comprei o KIT E-paper da empresa Neoluxel chamado Ink-In-Motion lá na China(euacho).
    Em janeiro de 2007 chegou e tive uma grande decepção.
    Sim, parecia um simples gif animado para jurássico como eu na excelente ilustraçao do Braga acima.
    E-paper nasceu para um outro propósito. Não sei se para uma capa de revista.
    De qualquer maneira foi um ato de coragem e ousadia fazer uma capa com e-paper.
    Eu nao faria, porque e-paper do ink-in-motion é chato.
    Eu quero ver E-paper no ponto de venda, nas lojas, na Oscar Freire, na Feira.

    Enfim…

  9. 9 Neto (reply)

    Cava

    O ponto não é discutir se o e-paper veio pra ficar ou não.
    Já te falei, mas você é cabeça dura como eu:
    A forma, para uma edição comemorativa, era fundamental.
    Tão fundamental quanto fazer o manifesto tecnológico.

    A idéia de colocar a e-paper na capa é genial.
    Mas o resultado final foi tacanho.
    Ficou uma merda.
    Não é um gif animado.
    Mas parece.
    Pequenininho. Tímido.
    Só pra criar espuma entre os geeks como nós.

    Pro leitor mesmo, é como o Ken disse: xexelento.
    A capa da Roling Stone de 40 anos é muito mais legal.

    Foram 100.000 numa tiragem de 700.000.
    Quer fazer, quer dar um recado, quer levantar a discussão?
    Faz só 10.000, mas faz o recurso brilhar.
    Não foi o que fizeram.
    Colocaram o e-paper numa janelinha, brigando com o resto da capa, com o splash de fundo, com o selo de 75 anos.
    Olha a ilustração do post, Cava.
    O 75 tá lá. O e-paper não.

    Nah.
    Usaram. Foram os primeiros. Bacana.
    Mas não compare isso com o que faz Johnny Lee.
    Johnny Lee releu uma invenção, e a colocou em outro contexto.
    Por isso Johnny Lee é genial.
    E essa capa não é.

  10. 10 Ricardo Cavallini (reply)

    Alon, definitivamente capa de revista nao sera o uso do e-paper. E se for, nao sera importante.

    Neto, voce mesmo disse, a idéia foi geinal. Podia estar escrito BETA. Podia estar escrito GIF animado.

    Ou melhor, deveria estar escrito GIFT animado. Pq é isso, um gift.

    Eu nao comparei a capa com o Johnny Lee, leia novamente o texto.

    Sobre a ilustra, está lá sim, mas eu salvei errado, ai perdeu a animacao.

  11. 11 Alon (reply)

    Cava, só pra deixar claro: EU NAO GOSTEI da CAPA feita com E-PAPER.

  12. 12 Ricardo Cavallini (reply)

    Alon, acho que tem um video seu por ai que ja deixou isso bem claro.

  13. 13 Neto (reply)

    Ler de novo um texto seu?
    Deus me livre.

  14. 14 Alon (reply)
  15. 15 Ricardo Cavallini (reply)

    Pronto, botei um gif animado em cima da ilustracao.
    Do jeito que o Neto gosta. Ideia boa, execucao tosca.

  16. 16 Caio Lazzuri (reply)

    Legal, achei foda, comprei uma pra mim e uma pra você. Logo mais vai pelo correio.

    Eu “desmontei” a minha pra ver do que se tratava e fiquei pensando no potencial desastre ambiental que esse troço representa.
    O lance foi feito na china, importado para o meio-oeste americano onde cada uma das 100 mil edições foi montada a mão e a distribuição foi feita em caminhões refrigerados por que ao que parece o lance é super sensível a temperatura.

    Pensem na quantidade de recursos não renováveis gastos num lance desse. Na quantidade de poluentes emitidos na atmosfera. Será que da pra reciclar esse lance?
    Bem pouco provável.

    A “pegada de carbono” é enorme e na minha opinião, o impacto ainda não é o suficiente pra justificar a sujeira. Dito isso, bem legal. Foram só 100 mil.

    Vai ser legal quando for reutilizavel, mais maleavel, reciclável e o conteúdo estiver na “núvem” e não “embedado” na parada.

    (cava, vou no correio assim q eu conseguir respirar aqui! abração)

  17. 17 Ricardo Cavallini (reply)

    Caio, a ideia nao é fazer e-paper descartavel. Se estamos falando sobre desastre ambiental, como podemos criticar algo que pode substituir o papel?

  18. 18 Caio Lazzuri (reply)

    Condordo plenamente, o ponto não é criticar o e-paper e sim refletir sobre o impacto que ele tem sobre o meio-ambiente nesse exato momento e não no que pode vir a ser.

    Papel também prejudica o ambiente, mas pode ser reciclado e não precisa ser transportado especificamente da china, transportado em caminhões refrigerados até chegar ao consumidor.

    Cobustível fóssil não é recurso renovável! A porra é feita de PLÁSTICO!

  19. 19 Ricardo Cavallini (reply)

    Caio, absolutamente tudo o que voce consome ai nos EUA vem da China. Tudo. Até o ar que voce respira deve vir de lá, embalado em containers congelados.

    Se acha isso ruim, mora no país errado. Ou melhor, mora no mundo errado. Se nao quer usar produtos que cheguem de navio da China, a unica solucao sera mudar para a China.

    Criticar a Esquire por botar material nao reclicavel na rua é justo, mas meio descabido.

    Descabido porque criticar isso é o mesmo que criticar milhares de outras revistas que vem com CD encartado na capa. Mesmo que criticar o uso de celulares. De brindes de plastico. De DVDs, de balinhas Tic Tac. Enfim, de quase tudo, ou tudo.

    Do ponto de vista ambiental, o que a Esquire fez é pior? A curto prazo, sim, com certeza. A médio prazo? Acho que nunca saberemos se a atitude da Esquire ajudou, atrapalhou ou nao fez diferenca no futuro.

    Sua preocupacao com o ambiente é correta, digna e eu ate diria que foi apropriado lembrar disso aqui.

    Mas nao concordo que caiba como argumento para a discussao do post.

  20. 20 Ballona (reply)

    Se entrarmos na discussão do ecologicamente correto nossos Macs ou Pcs sao feitos TB na poluída China por pessoas abaixo da linha da pobreza. Ou podemos simplesmente lembrar que os cavaleiros do Zodíaco Larry Page e Sergei Brin ja vieram algumas vezes ao Brasil discutir o biodiesel, carbon free em seu Boeing particular carregando apenas 6 pessoas e poluindo a cada hora de vôo a mesma quantidade que 44 mil carros por hora em horário de rush.
    Enfim, se ficarmos olhando uma TV de 52″com um microscópio vamos achar algum ponto queimado, mas perderemos o filme que passou nos outros bilhoes de pixels, e ai me pergunto, assisto o filme ou fico na eterna busca do pixel queimado?

    Eu vou ver o filme, o pixel queimado a gente só vê quando o filme é ruim, a companhia é ruim ou a vida ta ruim.

  21. 21 Ricardo Cavallini (reply)

    E tem mais, vieram discutir biodiesel por interesses comerciais, pq energia é a unica coisa que nao esta caindo o preço para os yahoos e googles da vida.

  22. 22 Bruno Gonçalves (reply)

    Antes de falar o que penso, li essa frase dias atrás e acredito que vale para o contexto da discussão.

    “A máxima ‘Nada além da perfeição’ pode ser soletrada ‘Paralisia’.”
    Winston Churchill

    Achei a ação interessante e relevante. E podemos notar isso pelo volume de discussão que está gerando. Não vou entrar na questão das propriedades do e-paper, da criatividade do layout da capa ou da forma como o recurso foi utilizado. Cada um deve tirar suas conclusões conforme seu ponto-de-vista e seu repertório.

    Vou apenas salientar que o importante é lembrar que muitos de nós – e principalmente nós – lemos muito mais em meios digitais do que em papel. Eu trabalho com produção editorial – revistas e jornais – há muito tempo e falo, sem receio, que já faz tempo que a minha principal fonte de leitura de conteúdo é a internet. É raro eu pegar jornais e revistas impressas para ler. E acredito que muitos de vocês também façam isso.

    Portanto, essa discussão sobre o emprego do e-paper vai ser muito longa e não vai chegar à outra conclusão a não ser de que esse é mesmo um caminho sem volta. Os meios digitais para publicação de conteúdo vão crescer cada vez mais e ganhar força com o apoio de uma série de variáveis, como a queda constante nos preços de computadores, o acesso mais fácil a banda larga, 3G, e-paper, blogs, [...] e outras tecnologias que ainda estão por vir.

    Fica aqui a minha sugestão. Imaginem como será o mundo daqui a 10 anos. E podem delirar com pensamentos quase insanos. Feito isso, considerem a discussão sobre os meios digitais e como devem ser empregados. Eu acredito que o uso papel não vai acabar – pelo menos não até eu morrer. Porém, algumas formas de como tem sido utilizado hoje, tendem a desaparecer.

    É isso.

  23. 23 Marcelo Wolfgang (reply)

    Porra eu achei do caralho!!

    O que vocês esperavam?? Uma TV de plasma na capa da revista ??

    O importante aqui é o pioneirismo, ter a coragem de lançar 100,000 exemplares de uma tecnologia que podia ser o maior vexame do mundo.
    A primeira transmissão pela internet a 200 bauds deve ter sido horrível também, imagina, não dava nem para passar um gif animado, para mandar um simples :) demorava 2s. Imagina então a primeira transmissão por TV, deve ter sido só chiado, ou quando Graham Bell chamou seu assistente na primeira ligação telêfonica da história… Aposto que o cara só foi lá para perguntar o que o Bell tinha dito, porque ele não ouviu nada.

    Enfim, Não dá para colocar um robô em Marte, sem antes matar alguns astronautas, podem ter certeza que a próxima e-ink que sair em algum lugar vai ser mais legal, melhor, e quem sabe passe um png animado …

  24. 24 Marcelo Pereira da Silva (reply)

    Que bom ver que eu não fui o único a enxergar méritos na capa da Esquire.

    Me parece que o povo “antenado” quer tudo pra ontem – e no sentido ruim, não no “as coisas mudam a todo instante”. Foi como quando a Microsoft lançou o primeiro vídeo com o Seinfeld e um monte de gente apareceu logo em seguida perguntando “já virou cool, já mudou a imagem da empresa toda?”.

    Algumas coisas levam tempo. Quando eu vi o e-paper, nem me passou pela cabeça se aquilo era tosco ou não. A única coisa que eu pensei foi “puta que pariu, deram o primeiro passo pra fazer aquele papel do Minority Report”. Porque é isso que a capa da Esquire traz: o início de uma tecnologia que ainda vai se desenvolver muito e promete revolucionar as revistas como conhecemos. Da mesma forma que eram os celulares “tijorolla” de antigamente e os calhembeques que andavam a 10km/h.

    Quem quiser pode criticar à vontade, mas o fato é que lá em 2040, quando estiverem vendo a manchete de um jornal se atualizar em tempo real, vocês vão pensar “quem diria que tudo isso começou com aquela capa tosca da Esquire…”.

  25. 25 vader (reply)

    Eu achei do grande caralho. Concordo com o Marcelo Pereira e o Marcelo Wolfgang: é uma tecnologia que promete muito mais, depende mesmo de quem teve culhão pra dar o primeiro passo.

    Primeiro passo esse que eu achei muito bem dado.

    Miopia é foda, a galera não consegue pensar a longo prazo e não aprendeu até hoje que tudo tem que começar de protótipos e gente picuda que acredita nas idéias.

    Acho que um bom exemplo das antigas é da Nintendo, que fabricava baralhos de plástico e resolveu apostar em games eletrônicos. O negócio continuou o mesmo: entretenimento; mas a coisa evoluiu até hoje com um Wii no mercado.

  26. 26 Ken (reply)

    Parece que o bom humor não teve espaço nos comentários deste post… Uma pena. Mas não desistiremos jamais! :-)

    De qualquer forma, fica aqui um esclarecimento: não questionei o valor do pioneirismo e também acredito quase sempre que fazer é melhor que a inércia.

    Apenas achei que a idéia execucional da capa da Esquire foi pobre (um trequinho num pedaço da capa em parte da tiragem) frente a uma idéia estratégica bacana (fazer uma aplicação inédita de uma tecnologia na edição comemorativa) — por isso fui sarcástico com o Cava, sugerindo que o assunto não era merecedor de discussão.

    Eu trabalho com planejamento criativo e estratégico — e, portanto, sou o primeiro a defender o valor de uma idéia estratégica.

    Mas sei também que é uma execução bem feita que vai fazer a diferença entre o “protótipo”, o “pioneiro” e o “tipping point”.

    Bacio,
    Ken

  27. 27 Duda Pan (reply)

    Também acho que a tecnologia poderia ser melhor utilizada, principalmente por se tratar de uma edição comemorativa.

  28. 28 Michel (reply)

    Tenho 100% de certeza que as pessoas que meteram o pau na campanha não tem a menor idéia do funcionamento da tecnologia, e por consequência das limitações que ela apresenta hoje.

    Com os chips ficando menores e com maior capacidade veremos daqui a 5 anos a capa da mesma revista, comemorando 80 anos, com atualizações em tempo real quando você passar na frente da banca em que você a comprou.

    Para os imediatistas de plantão, toda tecnologia tem que ser implementada pela primeira vez. Então nunca esperem que tudo vai funcionar bonitinho e ter os mesmos efeitos que o Flash na tela do seu PC de última geração, que foi lançado em 1981 e tem 27 anos de amadurecimento para chegar no que usamos hoje.

  29. 29 Michel (reply)

    Aberta a temporada de hacking no e-paper que foi utilizado na revista:

    http://hackaday.com/2008/10/14/how-to-make-an-e-paper-clock-and-hack-esquire-magazine/

  30. 30 henrique (reply)

    po, a capa vai apagar em 90 dias (talvez menos, talvez mais). mas seu conteúdo é DO CARALHO (fora o fato de precisar chegar até a página 60 e poucos pra chegar a alguma coisa editorial…)
    A minha tá lá, piscando. Estou esperando ela morrer.

  31. 31 Ricardo Cavallini (reply)

    henrique, quando morrer, se vc nao se incomodar em estragar a revista, é só abrir e trocar as baterias, sao 5 ou 6 baterias de relogio que encontra facil por ai.

  32. 32 Paulo Cholla (reply)

    defendo quem disse que o resultado não foi legal e que é um absurdo o impacto ambiental que isso gerou. é um absurdo mesmo. colocas aquelas baterias na capa pra ficar piscando?

    é uma concepção totalmente diferente de você ter um leitor de e-paper e que você baixe o conteúdo da internet. nesse caso você tem um só aparelho para ler. não 100 mil revistas com as 5 baterias. 500 mil baterias para piscar? multiplique isso pelas edições que poderiam vir sempre com esta capa.

    é absurdo, é burro, é gastar dinheiro a toa.

    vale pela edição comemorativa? talvez. poderia ser melhor utilizado? talvez também.

    reusmindo, não é bom.

  33. 33 Felipe Spina (reply)

    Acabei de ver o video: http://www.esquire.com/the-side/video/e-ink-cover-video?click=main_sr
    E-paper ou GIF animado, ficou bacana e diferente das outras estáticas

  34. 34 cury (reply)

    “…nem tudo é restrito ao nosso mundo, ao nosso umbigo.”
    Não precisava dizer mais nada.
    Cava, Parabéns pra vc e pra Squire!

  35. 35 Ricardo Cavallini (reply)

Comentários em blogs:

  1. 1 Diburros — Primitivo

    [...] uma ilustra pro Coxa Creme, dessa vez falando sobre a revista Esquire, que fez sua capa comemorativa de 75 anos com [...]

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