The cutting edge of technology


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Eu defendo o uso da tecnologia em ações de propaganda e marketing. Mesmo quando firula, a tecnologia pode quebrar a resistência e chamar atenção frente ao enorme ruído de informações e propaganda que somos expostos.

Mas os exageros sempre existiram, no começo da década de 90, eram os anúncios que usavam filtros do Photoshop. Uma década mais tarde, os banners com as features do Flash.

Me vigio sempre para não cometer estes excessos. Para isso, me ajuda lembrar de um causo que passei há 10 anos.

Época onde banda larga e Internet rápida no Brasil era sonho de nerds. Um boato que uma empresa estaria passando fibra ótica em São Paulo deixou tarados como eu atentos a qualquer movimentação nesta direção.

Quando a Avenida Faria Lima apareceu rasgada de ponta a ponta, não resisti. Assim que passei na avenida, abaixei o vidro do carro e perguntei para o trabalhador que estava fechando o buraco:

Ô amigo, o que é que vocês estão passando ai?

Ele larga a pá, dá aquela limpada básica no suor usando as costas da mão. Me olha com olhar de sabedoria e satisfação — talvez por alguém nunca ter se interessado por seu trabalho — e me responde:

pó de cimento.

Fibra ótica podia ser relevante pra mim. Para ele, o que importava era o trabalho pesado debaixo de Sol e muito calor.

Pó de cimento? Ok. Obrigado e bom trabalho.

2 comentários

  1. E se não fosse o bom pó de cimento, o que estava por baixo, por mais avançado tecnologicamente, não resistiria muito.

    Devia mandar o causo para o Perrone da Abemd

  2. Bugz says:

    Da perspectiva de um tecnólogo.
    Hoje a tecnologia e modismo caminham de mãos dadas… Para os mais antenados no mundo tecnológico, fica fácil identificar quando a aplicação de uma tencologia passa do revolucionário para o ridículo, porém, nem sempre os mandantes vêem assim.
    Acho que o mais real exemplo do abuso desnecessário é a produção de sites em flash.
    São centenas de exemplos onde o uso da tecnologia não traz benefícios para o produto.
    Quando será que o mercado verá o profissional de tecnologia mais como um consultor do que um programador.

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