A quantidade de empresas que fez burrada no mundo dos jogos é enorme. Apesar da arrogância de subestimar a complexidade desta indústria ser um denominador comum, até as gigantes Sony, Nintendo e Microsoft (as 3 grandes) já deram bola fora.
A Apple, uma das empresas que faz parte desta lista, parece pisar novamente neste mercado com o iPhone. A diferença é que agora, ela entra usando outro modelo de negócio.
O modelo em voga na indústria de jogos é matriarcal, castrador, ditatorial e rodeado por um histórico de ódios e conflitos. Normal em um mercado comandado por poucas empresas. O relacionamento entre fabricante de console e produtoras prioriza poucos e grandes. Não é à toa que este mercado dependeu da esperteza de advogados para se tornar o que é hoje.
Mesmo com suas políticas, restrições e burocracias, o modelo Apple (iTunes e iPhone) caminha no formato oposto. Não quer dizer que a Apple não tenha sua veia de ditadora, mas o controle de qualidade, quantidade e preços se aproxima mais do programa de afiliados da Amazon do que da política para desenvolvedores da Nintendo.
As 3 grandes produzem console e ganham dinheiro com a venda de jogos de terceiros. A Apple também. Mas dizer que são iguais seria o mesmo que comparar o Google e a Rede Globo.
Embora ambos ganhem com publicidade, veículos tradicionais como a Rede Globo dependem dos milhões de reais de poucos anunciantes. Neste caso, quanto maior o anunciante, melhor. No modelo longtail do Google – como todo mundo já sabe – não importa muito o tamanho do anunciante. O acúmulo dos centavos trazidos por internautas pode ser muito mais interessante.
Como ficou bem claro na apresentação do Jobs, o modelo da Apple é baseado na distribuição de aplicativos. O mercado de jogos entra nesta história por tabela. Claro, as 3 grandes também estão provendo em suas redes a possibilidade da compra de pequenos jogos, mas este é um mercado pouco lucrativo para eles.
A Nintendo depende do Mario e do Zelda assim como a Microsoft depende do Office e do Windows. As 3 grandes ganham com a distribuição de jogos casuais assim como as agências tradicionais ganham com web. Dizer que eles têm capacidade para se adaptar rápido pode até ser fácil defender, mas sabemos que na prática as coisas não são bem assim.
Os jogos já são digitais mas seu modelo de negócio é analógico. A indústria de jogos terá os mesmos desafios e dúvidas que surgiram em outras indústrias. Se hoje não dependemos de estúdios para ter boa música ou editoras para ter um bom livro, também não iremos depender das produtoras para ter bons jogos.
Se está mais fácil distribuir e produzir jogos, vendê-los como é feito hoje poderá ter — em pouco tempo — a mesma falta de lógica que pagar dezenas de reais por um pacote de músicas grudado em uma bolacha de plástico.
Isso não quer dizer que estúdios e produtoras de jogos de grande porte não terão seu papel e importância. A Amazon ganha dinheiro com o longtail, e não matou as editoras (e talvez nunca mate). Mas todas as indústrias de conteúdo e entretenimento irão passar por esta transição. Ladainhas e oportunidades perdidas é o que geralmente escutamos quando isso acontece.
Enquanto isso, quem diria, a Apple nada de braçadas. Aprendeu a ganhar dinheiro e se tornou as Casas Bahia do entretenimento.

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37 comentários
Cava,
E lá vamos nós novamente…
Outro dia estava conversando com um cara de “uma grande distribuidora de DVDs americana”.
Aquela idéia simples e factível do livro do Chris Anderson de produzir on-demand parece que ainda não entrou na cabeça das grandes empresas…
Alias, vamos primeiro por este lado e depois tentar adaptar para o mundo maravilhoso dos games (o qual parei no Donkey Kong laranjinha de dobrar que levava no colégio e no Atari 2600).
Porque uma “grande distribuidora de DVDs americana” não disponibiliza TODOS seus títulos online e só faz o maldito DVD quando for pedido ? Não seria uma forma mais simples de economizar e ao mesmo tempo ganhar na tão falada “Cauda Longa”?
Sim, seria… mas vai explicar direitinho prá eles, né ????
O mesmo com CD.
Mas tudo bem. Vamos voltar ao mundo dos games.
Se os games existissem na época de Gutemberg, eu até falaria ok para o esquema de venda deles.
Mas, como não foi o caso, vamos chutar o balde. Não tem que vender desta forma, tem que ser via download por um preço justo, tem que dar o game prá molecada e cobrar uma mensalidade, tem que fazer qualquer outro modelo de negócios diferente do que este que vemos hoje em dia.
Minha opinião, que parei na época do Atari 2600 (que já tinha seus piratinhas com capas toscas, mas com o mesmo conteúdo, nos idos de 1527 A.C.) é essa.
Tem um game online que é assim né ? Não lembro qual, mas a molecada entra e paga uma mensalidade prá jogar.
Acho que o caminho é este.
Seria um “Casas Bahia style”. De “12 vezes de R$15″ em “12 vezes de R$15″ a galinha enche o papo….
Só não dá mais prá manter este formato atual. Parece que eles não percebem isso…
Aí ficam reclamando de pirataria…
Gente louca.
Abraços,
Billy.
Billy, tem sim. Do meu livro:
E o povo ainda acha que vender em lojinha o CD ou DVD numa caixinha cheia de desenhos é que é o sucesso….
Cava, uma pergunta estúpida, a Nintendo teria como barrar esses desenvolvedores de colocar seus jogos para baixar ali direto no Wii posto que eles são os “donos” da plataforma de distribuição [no caso]?
Sei que vc fala de celular, mas esses por exemplo eu pegava pro meu treo num site israelense todos de graça…….e aí não caímos de novo nos entraves da distribuição e do controle por parte dos ditos “grandes”?……. enquanto somos eu, vc e mais meia dúzia de manés ok, mas na hora que alguém grande colocar a mão nessa cumbuca a gente processa?
Barram sim, tem sempre uma maneira de burlar. Na pratica, se olharmos outras industrias vemos que os grandes dificultam mas nao impedem. E pior, quem dificulta acaba terminando em uma situacao mais delicada no fina (por nao ter evoluido).
Cava, o Umair Haque escreveu um texto interessante q tem um pouco a ver com seu post…
” Today, platform wars ain’t what they used to be. On the one hand, there’s Facebook – playing a textbook game of platform strategy, but slowly suffocating the utility of its own network. On the other, there’s Apple – ignoring many of the rules of platform strategy, but radically redesigning the long-suffering mobile value chain with the iPhone App Store.
How do we make sense of this? Why do Facebook’s elaborate games of platform strategy seem to be destroying value, while Apple’s platform anti-strategy promises to explode the boundaries of value creation in an industry where those boundaries have long been held to be fixed and immutable?”
segue o link http://discussionleader.hbsp.com/haque/2008/08/what_apple_knows_that_facebook.html
ah, o coxa creme ‘e foda
abs
A plataforma do N-Gage novo também segue este modelo de venda da Apple. Não sei se pega, mas ela veio antes.
Valeu Daltro, vou ler o texto.
Amaral, primeiro por primeiro nao vale nada. E se o n-gage funciona assim, esqueceram de avisar o mundo. Alem de listar 11 developers, olha o que dizem sobre empresas pequenas abaixo (imagine no caso de desenvolvedores solitarios)
Excelente post!
E primeiro por primeiro não vale nada mesmo! Quantas pessoas hoje casam com quem tirou sua virgindade?
A Apple tem sido consistentemente “atrasada” ao introduzir algumas das suas tecnologias de sucesso. Mas quando o faz, é a sério. Não fez o primeiro sistema operacional combinando GUI com UNIX, não fez o primeiro tocador portátil de MP4, não fez o primeiro tocador de áudio com vídeo, não fez a primeira caixa para gravar digitalmente programas de TV, não fez o primeiro eletrônico de consumo com touchscreen… mas hoje é líder em inovação em todos esses setores. Não ponho a mão no fogo quanto aos games, mas também não digo que não pega nada.
Esse exemplo da Apple ilustra bem o conceito de brand-equity, e o quanto ele deveria ser levado mais à serio pelos grandes players de tecnologia.
Não é só ficar falando isso, ou aquilo, mirabolando o gadget que vai mudar o mundo. É proceder com coerência na “hora do vamo ver”: pensar nas pesssoas, no consumidor, ao invés de só pensar em engordar a própria conta bancária.
Parecem que ainda não aprenderam que isso é muito mais lucrativo. Ou pior, não querem aprender.
A Microsoft coptou o Seinfeld pra conquistar uma simpatia que depois vai retribuir com patadas, de tão ruim e tão caro q é o Vista… Burrice! Nem juntando o Seinfeld com o Barack Obama e Jesus Cristo daria certo…
Abração, Cava.
O André tocou num ponto bacana.
“A Microsoft coptou o Seinfeld pra conquistar uma simpatia que depois vai retribuir com patadas, de tão ruim e tão caro q é o Vista… Burrice! Nem juntando o Seinfeld com o Barack Obama e Jesus Cristo daria certo…”
Agora vem a pergunta:
Quando foi o último episódio do Seinfeld no ar nos EUA ?
Já tem uns 10 anos isso, né ?
Agora, se a Microsoft quer pegar a molecada com esta “sacada” do Seinfeld, será que dará certo ?
Óbvio que tem toda uma pesquisa e trilhões de dinheiros envolvidos, mas não sei se o Seinfeld seria o cara mais apto a falar de inovação. Ou qualquer que seja o assunto que eles queiram relevar sobre o Vista.
Óbvio que já deu certo, o buzz rolou, o Seinfeld está um pouco mais milionário, e a Microsoft tá aí prá vender pros trouxas o Vista.
Opinião de um cara que não acha o Seinfeld o cara mais engraçado do mundo.
Tudo bem, podem me xingar até a morte.
Abraços,
Billy.
Sinceramente, Maestro, eu acho q a resposta pra sua pergunta é não.
Por um motivo simples: Quem não tem idade suficiente pra reconhecer a persona do Jerry Seinfeld tem mt pouca influência na decisão de compra de uma licença original do sistema operacional do seu computador residencial.
Um cara de 15 a 20 e poucos anos pode até achar o Seinfeld um cara super engraçado e tal, mas duvido que vá ficar, por causa dele, doido pra comprar o Vista ORIGINAL do mesmo jeito que ficaria para comprar a edição de aniversário da Playboy com a Carol Castro.
Ele tem uma referência diferente da galera mais adulta, com certeza.
Sistema operacional tem q ser absorvido pelo mercado profissional. Se invadir as workstations do “escrotórios” então seu sucesso é garantido.
E convenhamos que essa tática da Microsoft é para tentar parecer cool, irreverênte e auto-irônica. Tanto é que o próprio Seinfeld é um Apple guy declarado!
300 milhões de dolares pode mudar muita coisa nesse mundo menos a maneira de pensar desse povo da Microsoft.
O Gustavo Fortes falou td no último BraincasTV: é uma apelação!
Abração!
André.
Bacana. Explicadissimo.
Não tinha pensado por este lado realmente, o da molecada que não tem um tostão.
Vamos aguardar o que Seinfeld e a Microsoft tem a nos dizer então.
Abraços.
Tamo junto, Billy.
Alguém tem q mandar aquele PDF que vc recomendou (The Pirate´s Dilemma) pro Bill Gates urgentemente!
Eu só acho que tem um grayscale que voces nao estao vendo
A campanha nao é somente para quem compra office e windows. Talvez seja o contrario.
Esperar que a campanha mude um historico de milhoes de anos da marca é injusto com todo mundo. Agencia, seinfeld, diretor, etc.
Achar que se nao resolver o problema por completo estarao jogando dinheiro fora é nao acreditar em comunicacao. Neste caso, o assunto e a discussao mudam completamente.
Achar que 300 milhoes é muito é ignorancia (desconhecimento mesmo). Este é o valor de uma campanha de lancamento de produto. Imaginem que eles estao relancando o Vista, mas no caso, estao relancando a Microsoft.
Mas o Billy tem razao, 10 milhoes deixarao o Seinfeld apenas um pouco mais milionario. Ele vendeu os direitos do programa no ultimo ano por 250 milhoes e ainda hoje bota 60 milhoes por ano no bolso.
Ofereceram 5 milhoes por programa para ele continuar, ele declinou.
Talvez o Seinfeld tenha aceito fazer a campanha pela ideia, nao pela grana.
André,
Espero que algum “assessor” do BGates tenha comentado algo sobre o pdf prá ele….
Cava,
Tenho certeza que a Microsoft não vai dar tiro no pé gastando esta grana, óbvio.
E com certeza também eles não só estão relançando o Vista como a Microsoft no bolo todo desta nova comunicação.
Eu, como não sou mais publico-alvo do Vista e afins (do Office ainda), não tô nem aí se é o Seinfeld, aquele outro cara com o cabelo estranho, o careca, sei lá… qualquer um é qualquer um…
Só sei que a ilustra matou a pau. Fóderes!
Então, Cava, é aí que vc entra no cerne da questão: De que adianta mudar o tom da sua comunicação se a Microsoft não vai mudar sua cultura corporativa?
A questão do valor (os tais 300 milhões) só se torna relevante por causa disso. Talvez, com menos dinheiro, uma nova atitude e melhores idéias fosse muito mais fácil reposicionar a marca.
Se a idéia é relançar a Microsoft, tudo bem, aplaudo de pé – mas com a sombrancelha meio enviezada porque acho que já estão começando do jeito errado: escolhendo o garoto propaganda da sua maior concorrente.
O Seinfeld só aceitou pq é uma grande oportunidade pra ele de voltar a ter seu nome repercutido na mídia da maneira grandiosa que já foi um dia.
Fortuna ele vai acumulando eternamente, já a fama, mt pelo contrário.
Enfim, estou realmente muito curioso pra ver como vai ser essa parada. O pessoal da CP+B não costuma pisar na bola, mas pra tudo tem uma primeira vez.
André,
eu também defendo que comunicação vazia nao vale nada. Também defendo a necessidade de melhor o produto, o serviço. Tem um monte de textos no blog falando diretamente sobre isso. Um deles esta na home de hoje.
Mas precisamos ter cuidado quando botamos desta forma. “O que adianta mudar a comunicacao” é muito proximo de “o que adianta fazer comunicacao” que tambem é muito proximo de “o que adianta atender bem no call center” e assim por diante.
Isso sem contar, que a nosso visao (boa ou ruim) sobre a cultura corporativa da microsoft é resultado de um monte de coisas, entre elas, a comunicacao da empresa.
Entendo o seu ponto, vc quer dizer que mudar a cultura seria a origem de tudo (o resto seria consequencia), mas na pratica, é dificl dizer o que vem primeiro, se é o ovo ou a galinha. Mudar a comunicacao é uma das formas de mudar a cultura da empresa.
Nao sei se a ideia é relançar a MS, o briefing nunca foi divulgado (eu pelo menos nao li) mas parece se tratar da campanha institucional para consumidores. O “auê” em torno da CP+B indicaria uma mudança de rumo, por isso joguei no ar essa historia de relancar a MS.
Eu nao tenho a menor ideia dos motivos do Seinfeld, eu apenas banquei o sabe tudo com uma pesquisa que eu fiz no Google. Quer saber, pode até ser dinheiro. Quanto mais se tem, mais se quer, nao é?
E vou parecer blase e arrogante pra caramba, mas eu nao to nem um pouco curioso pra ver o que vai sair. Preferia saber detalhes dos bastidores daquela campanha da EA lancada sem alarde, sem aviso, sem qualidade (resolucao) do que isso.
Sim, com td certeza. Estou sendo realmente muito crítico porque acho que todo esse buzz pode estar sendo gerado em volta de um verdadeiro bullshit – mas como eu falei, vou ter q pagar pra ver.
Pessoalmente acho q se eu tivesse um MAC esta seria uma questão menos relevante, admito…
Qual campanha da EA? A do Tiger Woods? Se for é “felomenal”.
isso, essa mesmo
“A Amazon ganha dinheiro com o longtail, e não matou as editoras (e talvez nunca mate). Mas todas as indústrias de conteúdo e entretenimento irão passar por esta transição.”
Amazon nao matou as editoras, mas a Apple vai matar nos proximos meses quando lançar um mactablet de 12″ com tela de OLED ou epaper colorido ou the next big surface, capaz de ler livros e revistas comprados na iTunes Book Store, alem de PDF, txt, RTF e outros formatos sem DRM e outras idiotices daquele kindle cro-magnon.
Heinar, sei que vc ta naquele esquema brincando/falando serio, mas vamos la. OLED pode ate ser, o unico a venda hoje tem 9 polegadas (acho) e tem gente prometendo maiores para 2009. De qq forma, se for OLED nao substitui o papel.
e-paper teria uma chance enorme de causar impacto no mercado de editoras, mas com a tecnologia atual, a tela seria uma merda pro uso como laptops, entao teria que ser um e-book (mesmo que tivesse funcoes mais avancadas que o kindle)
E me parece que estrategicamente, o jobs prioriza o que “todo mundo faz” (todas as pessoas escutam musica, veem filmes, falam no celular), por isso ele matou o newton. Nao sei se ler livros entra nesta categoria.
Concordo com o Cava.
Eu particularmente não tenho saco de ler e-book.
Acredito que trocaria meu jornal por uma tela destas, mas um livro não…
Billy, voce nao, mas sua sobrinha sim.
Ah, e voce tb. Veja só. Tem um monte de “livros” que nao sao “livros”. Por exemplo, dicionario, livros tecnicos, manuais, etc.
Imagina ler um livro tecnico e encontrar um termo que vc queira saber mais. Poderia (no mesmo aparelho) recorrer ao dicionario ou a wikipedia ou ate cruzar com outros livros que ja tivesse comprado no mesmo aparelho.
E mais, o dia que vc ver um e-paper pessoalmente vai entender que “nao é tela”
Cava,
Lógico que não sou mais publico-alvo destas novidades todas.
Minhas filhas com certeza são.
Agora, não sei se sou muito old school, mas provavelmente ou teoricamente, o tal do e-paper tem que “emanar” luz (desculpe os termos técnicos) correto ?
isso nao acaba cansando o olho ?
Este é meu problema. E acredito que o problema de todos que reclamam.
ai é que está, o e-paper nao emite luz
OLED emite. Na verdade o OLED nao precisa de uma luz por tras, (como o LCD), mas na pratica tem luz e isso irrita os olhos
mas e-paper tem esse nome (paper) nao por uma jogada de marketing nao, olha este post aqui, explica melhor
Sinceramente não sei se essa parada de e-paper vai bombar não. Pelo menos não agora.
Deveria – afinal acho que é mais ecologicamente correto e sustentável – mas acho q as pessoas ainda não estam prontas pra essa mudança. Vai depender mt do grau de resistência/aceitação do mercado editorial em relação a esse recurso. A coisa tem td pra mudar o modelo de negócio de muita gente grande por aí.
Enfim, especulações…
Vale lembrar que a Amazon jah lançou uma coisa do tipo: o Kindle. E se não me engano não vendeu lá todas essas maravilhas não…
se nao é OLED, nem e-paper, vai ser o TNBS.
o MacTablet nao vai servir so pra ler livros e gibis, vai tocar musica, videos e uminha tambem.
O que importa é: ebook so nao pegou porque nao tem o suporte certo pra calar a boca dos velhinhos de bifocal como o Maestro. Mas em tecnologia tudo e´possivel, com a quantidade certa de dinheiro e tempo.
Entendi.
Pode ser então uma boa opção.
Pôxa vida, Maestro, vc jah tá no bifocal?
Heinar, aí sim acho q a coisa pode vingar. Se for uma parada versátil, multiuso…
A molecada quer juntar td numa coisa só. Se não vai ser só mais um gadget escondido lá no fundo da gaveta depois de um tempo.
E digo mais, essa ferramenta tem tanto potencial q eu acho q o e-book vai ser a coisa menos consumida pelos seus usuários.
É por aí mesmo.
Acredito que o formato jornal, naquele papel nojento fedido e sujo, deva ser trocado por algo melhor, até eletronico.
Mas o tal do e-paper, e-book, e-folhadecaderno, deve ser algo menos cansativo “prás vista”.
Senao a criançada vai ficar tudo cega em 10 anos, ou com a pupila dilatada de tanta claridade necessária para enxergar alguma coisa.
Vi um texto de um desenvolvedor de games que abriu um diálogo sobre “por quê pirateiam meus games” e ficou bem surpreso. O link é http://www.positech.co.uk/talkingtopirates.html
abs!
Duas materias interessantes aquiaqui mostram que a necessidade de vender muitas unidades do mesmo título é tão brutal que os caras estimatimam que apenas 3% dos jogos lançados consigam ter lucro.
Como eu falei, o modelo baseado em blockbuster tera serios problemas, assim como aconteceu nas outras industrias.
A nintendo teve a primeira queda de lucro (66%) em quatro anos, e finalmente admitiu o iPhone como competidor.