Monthly archives: September 2008

O Marketing depois de amanhã, agora free.

Acabo de publicar a segunda edição do livro O Marketing Depois de Amanhã. Escrevi este livro porque gostei do resultado de uma aula que ministrei sobre o tema. No Curso de Especialização da Associação Brasileira de Marketing Direto, a pedido do Fábio Adiron, amigo, coordenador do curso, usuário fiel de coxinhas de padaria e do blog coxa creme.

O tempo passou e – usando um velho clichê – eu não poderia estar mais feliz com o resultado. Feliz pelas vendas, pelas críticas que recebi de profissionais que admiro e por ter cumprido uma promessa feita à editora.

Escrever sobre o futuro é uma tarefa repleta de riscos. Risco para o leitor, de acreditar em um exercício de futurologia. Risco para o autor, de virar piada quando o futuro chegar, e risco comercial para a editora, por imprimir milhares de exemplares sobre algo tão volátil.

A editora não faz mais parte do projeto, mas a promessa foi cumprida. Três anos depois de escrito o livro continua atual. E foi revisado. Atualizei cases e números que, em última análise, foram inseridos apenas para ilustrar meus pontos. Revisar o livro também tem caráter simbólico, pois demonstra que os conceitos sobreviveram ao tempo.

Torná-lo disponível para download não é, como alguns podem pensar, menosprezar o carinho que tenho por ele. Ao contrário. Apesar do ótimo resultado, ganhar dinheiro vendendo papel nunca foi meu objetivo. Entre vantagens de desvantagens do formato digital, oferecer este livro na web era não apenas óbvio, mas uma obrigação.

Estão todos convidados para fazer o download e ler o livro.

Para Terminar, deixo aqui uma das capa sugeridas para o lançamento da primeira edição. Tenho certeza que ela seria a primeira opção de muitos de vocês.

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Esquire. Parabéns.

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Errou feio quem criticou a ação da revista Esquire, por ter lançado em sua edição comemorativa com e-paper na capa.

Teve de tudo, principalmente publicitários fazendo piadinha comparando a ação com um gif animado. Acho importante lembrar que nem todas as ações do mundo têm como objetivo ganhar leão em Cannes. Antes disso, nem tudo é restrito ao nosso mundo, ao nosso umbigo.

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Saiba cobrar a mídia

clique para ampliarGrande parte do sucesso de uma campanha deve ser creditado ao anunciante. Óbvio. Ele pede, aprova e depois cobra resultados. Natural que executar corretamente estas tarefas se torna mandatório para obter bons resultados.

Quando faz o pedido, o anunciante direciona a agência com premissas. A veracidade e qualidade das mesmas terá impacto direto no resultado do trabalho. Quando aprova, merece mérito por investir sua verba no caminho apresentado pela agência. Quando cobra resultados, obriga a agência a evoluir para os próximos trabalhos.

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The cutting edge of technology

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Eu defendo o uso da tecnologia em ações de propaganda e marketing. Mesmo quando firula, a tecnologia pode quebrar a resistência e chamar atenção frente ao enorme ruído de informações e propaganda que somos expostos.

Mas os exageros sempre existiram, no começo da década de 90, eram os anúncios que usavam filtros do Photoshop. Uma década mais tarde, os banners com as features do Flash.

Me vigio sempre para não cometer estes excessos. Para isso, me ajuda lembrar de um causo que passei há 10 anos.

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Atendimento por que estás tão triste?

clique para ampliarSe todo mundo precisa ser criativo, o que faz a criação? Se todo mundo precisa atender o cliente, o que faz o atendimento? Se tudo é mídia, então não deveria ser um assunto restrito a um único departamento.

O que parece piada apenas demonstra que nesta eterna transição, as nomenclaturas perdem o sentido e tudo acaba sendo questionado. Disciplinas, meios e áreas tentam entender seu papel e garantir seu espaço.

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Mede teu mídia

Já percebeu que, quando um mídia é contratado, não se pede para ver sua pasta? Não para mostrar peças, mas mostrar planos, seus cases. Seu portfólio. O que ele fez, por que, qual resultado, etc.

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Mas pasta para que, se perguntas operacionais e técnicas são mais práticas e lógicas? Descobrir se o profissional consegue calcular o GRP, se já trabalhou com algum ad server, se lida bem com o A&F, Marplan, Tom Micro, etc.

Imagine que toda uma geração de criativos tenha sido contratada priorizando seus conhecimentos em Photoshop, Trapping e QuarkXpres. Historicamente, foi assim que o perfil de mídia desejado, procurado e contratado pelo nosso mercado, foi de “piloto” da tradicional fórmula de mídia.

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Fórum ESPM de Gestão de Contatos com a Marca

Estarei na ESPM nesta quinta, dia 11 de setembro, a partir das 13h30 para participar do Fórum ESPM de Gestão de Contatos com a Marca. Participarei ao lado de Ulisses Zamboni (Santa Clara Nitro) e Marco Bibiano (Google). Sera no campus da Álvaro Alvim, auditório Renato Castelo Branco. Inscrições aqui.

Twitter de umbu

No norte e nordeste existem muitas frutas que a gente nunca ouviu falar. Depois de experimentar alguma, é muito comum fazer associações usando referências conhecidas. Algo como “sapoti é uma mistura de maçã com banana”, “umbu é uma mistura de abacaxi com melancia” ou “cupuaçu tem gosto de limão com maçã”.

Eu não conheço, mas a foto é da Capitu, que tem Flickr com gosto de Twitter.

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Mas um “nativo” dificilmente diria isso. Para ele, a resposta lógica seria “sapoti tem gosto de sapoti”, “umbu tem gosto de umbu” e “cupuaçu tem gosto de cupuaçu”.

O papinho acima (que até parece texto da Você S.A.) era apenas uma introdução para dizer que o Twitter (e seus similares) só é chamado de micro-blog por falta de um nome melhor. Ele não é mensageiro instantâneo sem privacidade nem um blog que aceita textos pequenos.

Os próprios usuários ainda estão tentando entender as possibilidades. Demora. Existem várias teorias sobre amadurecimento de novas tecnologias. Há quem defenda que demora uma geração para entendermos o uso real. Muitas das novidades que aparecem na web (e fora dela) só serão entendidas e corretamente exploradas daqui um tempo.

Eu apenas acho que não tem regras. Leva um tempinho. Podemos descobrir no Twitter a solução para o trânsito de SP como podemos abandoná-lo na mesma casa de repouso que se encontra o Second Life.

Steve Jobs continua incomodando

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A quantidade de empresas que fez burrada no mundo dos jogos é enorme. Apesar da arrogância de subestimar a complexidade desta indústria ser um denominador comum, até as gigantes Sony, Nintendo e Microsoft (as 3 grandes) já deram bola fora.

A Apple, uma das empresas que faz parte desta lista, parece pisar novamente neste mercado com o iPhone. A diferença é que agora, ela entra usando outro modelo de negócio.

O modelo em voga na indústria de jogos é matriarcal, castrador, ditatorial e rodeado por um histórico de ódios e conflitos. Normal em um mercado comandado por poucas empresas. O relacionamento entre fabricante de console e produtoras prioriza poucos e grandes. Não é à toa que este mercado dependeu da esperteza de advogados para se tornar o que é hoje.

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