clique para ampliar“Não baixo filmes da internet”. “Meu PlayStation é travado e logo só compro jogos originais que custam 20x o preço de um pirata”.

Olhares mistos de curiosidade e desprezo cruzavam os meus. De fato isso pode soar até pretensioso, arrogante ou mesmo falso em um mundo cada vez mais “free” em que vivemos.

Afinal ta lá, após algumas horas da exibição nos EUA do último capítulo de Lost com legendas e, se você realmente não agüentar para ver, pode ter os “reviews” e “comments” dos que já viram enquanto espera o download…

Os olhares ficam mais confusos e difusos quando digo que músicas, por outro lado, eu baixo sim na internet.

Não tenho a pretensão aqui de esquadrinhar todo o sistema de direito autoral (nem tenho conhecimento para isso). Prefiro olhar mais de perto duas dessas linhas que é aonde pauto meus hábitos aparentemente paradoxais.

Primeiramente eu diferencio totalmente quem consome conteúdo baixando da internet daquele que compra de camelôs. Condeno veemente este último que ai sim está estimulando uma economia paralela e criminosa (sim eu acredito no comercial que o dinheiro da pirataria é o mesmo dinheiro da droga!)

Correndo o risco de parecer um falso moralista, meus hábitos estão sim pautados numa questão ética. Ética de se pagar por algo que consumi. Então como se explica minha cara de pau de não baixar filmes mas sim músicas?

Acredito que ao contrário de filmes e séries, a música não é o conteúdo em si. Ele é o veículo no qual o artista/compositor se manifesta. Fazendo uma analogia pobre, a música é o comercial da marca artista/compositor.

Temos um exemplo “chique” e outro “popular” que funcionam.

O exemplo “chique” é o Radiohead que disponibilizou na internet todas as faixas do seu novo disco In Rainbows. Mais do que dar de graça ele convidava o usuário a decidir que valor daria pelo trabalho (que se não quisesse pagar nada, também poderia levar de graça). Ai estava uma maneira de discutir a própria noção de valor das coisas.
Eles sabiam que a receita não viria da venda de discos, mas de toda a gama de produtos agregados (shows, contratos publicitários, trilhas sonoras etc., etc.)

O outro exemplo e da banda favorita do Fernand, Calypso.
A Calypso distribui em todos os seus shows, seu CD. De graça, sem pagar nada. Isso “obriga” que seus consumidores paguem para irem ai seus shows, conheçam melhor suas músicas, divulguem para seus amigos que por sua vez irão ao próximo show. Tudo isso num processo contínuo…

Veja bem, isso não é exatamente o que queremos que os consumidores façam com os produtos de nossos clientes?

Assista o comercial, experimente o produto, conte aos amigos? É a curva clássica de qualquer produto ou serviço…

Filmes por outro lado é um fim em si mesmo. Poderíamos argumentar que os atores tem um ganho substancial semelhante à dinâmica da música que descrevi acima. Matthew Fox de Lost estrela campanhas publicitárias milionárias ou Hugh Laurie de House terá seu cachê mais que dobrado para estrelar um próximo blockbuster. Porém dentro desse processo tem os estúdios e ao contrário das gravadoras, eles têm um investimento astronômico em produção das séries e filmes que assistimos.

No setor musical temos sim um novo modelo de negócio que na verdade ainda não foi encampado pelas gravadoras que estão acostumadas com o business de gravação e distribuição com remuneração em cima da venda do produto música (alguma semelhança com nosso negócio?). Um novo caminho está ai. Muito mais difícil de gerenciar e mensurar resultados mas existe e pode ser adotado por qualquer um.

Com os filmes o modelo de negócio que funcione para essa nova realidade ainda não existe. Ainda são os intervalos comerciais e vendas de DVD que garantem capitais (e lucro) para novas séries e filmes.

Falam em product placement (o famoso merchan) que poderia ser uma alternativa, mas os modelos estão sendo estudados e convenhamos não creio que terá espaço suficiente num filme e série que comporte todos os anunciantes que hoje financiam essa indústria. Não sem virar uma feira…

Então, enquanto isso não se resolva eu ainda continuarei a comprar DVDs originais e assistir Lost no AXN.

Thiago Bersou é planejamento da F/Nazca Saatchi & Saatchi.


75 comentários

  1. 1 Thiago Bersou (reply)

    Vou roubar aqui o comentário do Zé Porto sobre esse post que escrei originalmente no blog da F/Nazca e ajuda na melhor compreeensão do meu ponto de vista:

    “O David Byrne escreveu um artigo interessante e lucido na Wired de dezembro dando sua visão de sobre as mudanças numa industria em que ele teve papel determinante.
    Ai vai um quote que acho que ajuda na discussão:
    “What is called the music business today, however, is not the business of producing music. At some point it became the business of selling CDs in plastic cases, and that business will soon be over. But that’s not bad news for music, and it’s certainly not bad news for musicians. Indeed, with all the ways to reach an audience, there have never been more opportunities for artists.”
    Sacou? É tipo assim: foda-se que todo mundo baixa mp3 na internet.

    Pra quem quiser ler a matéria assinada por ele na integra.

  2. 2 Ricardo Cavallini (reply)

    Obrigado pelo texto Thiago. E de uma um croque no ze porto por ele nao comentar por aqui tb. :-D

  3. 3 Thiago Bersou (reply)

    Tá dado! ;-)

  4. 4 Ricardo Amaral (reply)

    Mas como fazer para um cara que viva de composição, tipo um Sullivan & Massadas? Estes caras não podem ganhar dinheiro com show ao vivo, não como é feito hoje em dia. E se falar que é função do ECAD, eu rirei na sua cara.
    Qual a solução, então?

  5. 5 Thiago Bersou (reply)

    Por que eles não podem ganhar dinheiro com show?

    De qualquer modo, não é só show que serve, qualquer outro tipo de “brand extension” pode servir como monetização. Desde show à merchandising, contratos publicitários etc. Vai de acordo com o que cada um acredita estar mais alinhado com a “personalidade da marca”.

    o meu ponto é que esses caras não vão poder mais viver de direito autoral e não adinta ir contra a isso. O que eles tem que se enxergar como marca, por mais que isso doa para eles, e como marca tem que ter um brand plan, se não morre, assim como qualquer marca…

  6. 6 Thiago Bersou (reply)

    Ah, com relação ao exemplo so Sullivan& Massadas, a remuneração ppoderia ser em cima dos ganhos do intépretes que usam suas músicas. Esse pagariam um “fee” pelo uso da música por X tempo….

  7. 7 Braga (reply)

    Quem é que tem uma Branca de Neve pirata mesmo?

  8. 8 Ricardo Cavallini (reply)

    Nao era o autor do texto, era outro cara.

  9. 9 Michel (reply)

    Mas qualquer mortal hoje em dia prefere comprar CD pirata pois é muito mais barato que o original, fazendo uma pesquisa rapidinha fiquei abismado que o último CD da Ivete Sangalo (artista aleatório que veio na cabeça) custa R$ 36,90.

    Pra uma pessoa que vive de salário mínimo fica difícil comprar, fica muito mais fácil gastar 5 reau no camelô e boa.

    Mas aprendi com o Cava que vale a pena comprar jogo original :)

  10. 10 Ricardo Amaral (reply)

    Thiago – você se contradiz: numa, o artista não pode mais viver de direitos autorais, mas no outro post, o compositor vai ter que se virar para cobrar diretos autorais – os mesmos que não podem ser cobrados.

    Michel – É verdade, CD da Ivete Sangalo deveria ser pago… por ela. Mas a questão é que eu pagaria 36 contos se o bagulho tivesse um booklet bacana, acesso à conteúdo extra, pôster etc… Ou seja, o preço tem que refletir melhor o que vale 36 reais. As gravadoras brasileiras ainda não perceberam nada disso.

  11. 11 Ricardo Cavallini (reply)

    e o preço do CD é relevante?
    em um pais como o brasil, ainda é, mas eu acho que sera cada vez menos.

    pq a questao de comprar nao é apenas uma comparacao de preco

    vai comprar pra que? pra ter um objeto ridiculo pegando poeira?

    eu nao parei de comprar pelo preço nao
    nao sou parametro, mas talvez seja em breve

  12. 12 Ricardo Amaral (reply)

    Poderia-se dizer que toy art é a mesma coisa (um objeto ridículo pegando poeira). Mas a verdade é que tem gente para comprar e tem valor. Eu coleciono música, como sabe bem, mas é duro pagar uma grana pesada por um CD mal-feito, com capa tosca e sem nada além disso, quando você pode pegar por 90 dólares um livro gigantesco com 6 CDs de quase 80 minutos com um ano inteiro de singles da Motown. É disso que falo.

  13. 13 Ricardo Cavallini (reply)

    nao amaral, vc nao pode comparar o toy art com uma caixinha de CD, desculpa

    as pessoas colecionavam caixinhas, e a maioira das pessoas que fazia isso era pra mostrar pros outros, prova disso sao aqueles moveis com porta cd/dvd que vendiam antigamente (e devem vender ate hoje nas Casas Bahia.

    vc colecionava caixinha, agora coleciona musica
    muito em breve, nem a necessidade de posse vc vai ter
    se vc tiver um servico que toque o que vc quer a hora que quer, nao precisa mais ser dono do arquivo nem ter ele em seus backups

  14. 14 Ricardo Amaral (reply)

    Você está falando besteira, desculpe. MP3 tem som de merda: quem ouve música e não “escuta” pode até achar que substitui. Mas não substitui. Outro fato que prova que existe um culto ao OBJETO musical é o crescimento da venda de disco de vinil no mercado.
    Isso não exclui o novo modelo de download de arquivo e que ele tende a ser maior do que o próprio mercado de CDs – mas o fato é que as gravadoras tem o potencial de atingir tanto o babaca que compra um daqueles lixos estilo “Perfil Djavan” quanto o otário que paga 99 dólares por um livro + CDs de alta qualidade remasterizados em mono da Motown.

  15. 15 Maestro Billy (reply)

    Seguinte.
    O mercado fonográfico acabou. Ponto.
    Isso é básico.
    O lance de pirataria é justamente em cima do que conhecemos como mercado.
    Só quem detém os fonogramas é pirateado.
    Quando isso passar para a mão dos compositores/autores/artistas, tudo mudará.
    Depeche Mode vende CDs do show que vc foi ver. Direto deles procê.
    Aquele show.
    Aquelas musicas.
    Calypso, Radiohead, etc, etc, etc.
    Aos poucos vão parar de vender aquela bolacinha brilhante.
    Quem quiser a nova musica 1 semana antes, pagará prá baixar.
    Quem quiser mais que as musicas, pagará para o acesso.
    Quem não quiser nada disso, só ouvir o novo “sucesso” de Zezé di Camargo e Luciano, vqi baixar de graça no site da gravadora, e ainda vai ser impactado por alguma propaganda (caso da Trama com a Volks no download do novo CSS).
    É isto.
    Na minha humilde opinião…
    Abraços Cava.
    Sou seu fã… hehehe
    Billy.

  16. 16 Maestro Billy (reply)

    Aliás, eu compro CDs que eu gosto.
    O pack completo do Joy Division, numa caixa sensacional, com material inédito, papelada chique, etc.
    O box do Sam Cooke tbem.
    E assim vamos.
    Musica nova eu não compro. So se gostar MUITO. Mas Muito MESMO !

  17. 17 Ricardo Cavallini (reply)

    Amaral, pra comecar, quem esta falando de MP3? Estamos falando sobre modelo de negocio baseado na venda da bolacha prateada comandado por poucas empresas.

    e depois, ainda que a discussao seja sobre o MP3, som de merda pra vc que tem ouvido absoluto e brioco umidecido pelo orvalho matinal das propagandas de margarina

    enquanto vc se vestir de preconceitos chamando de babaca quem gosta de djavan, como acha que alguem pode levar a serio sua opiniao sobre isso?

    Maesto Billy, isso ai, matou a pau. Acabou aquele mercado. Ainda vai ter nego ganhando dinheiro grana com isso por muito tempo, assim como ainda tem alfaiate, professor de piano, ascensorista de elevador, etc. Nao da pra usar Ivete Sangalo como exemplo de nada. Nao importa se voce gosta ou nao, a Ivete ganha mais com propaganda do que com musica, mas é a musica que sustema a marca Ivete.

    Gravadora servia pra achar talentos, lapidá-los, para investir em producao, divulgacao e distribuicao do produto final. Antes a caixinha era sinonimo de musica. Sem a bolacha prateada, sem musica, sem diversao. Acabou essa correlacao. A bolacha virou meio de transporte e incomodo.

    Hoje eles nao sao mais necessarios para nada disso. Um cantor nao precisa da gravadora para nada.

    Gravadora vira estudio de cinema, vai escolher em quem apostar e depois tentar ganhar dinheiro com isso, mas eles nao serao os unicos players e vao precisar achar modelos melhores que o disco com 15 musicas.

  18. 18 Ken (reply)

    Só o doente do Ricardo Amaral pra encontrar diferença entre os sons de um MP3 e um CD. Aliás, eu truco. Vamos marcar um blind test, ops, um deaf test…

  19. 19 Michel (reply)

    No período de 1 ano comprei só uma “caixinha de CD” pois gostei muito, mas muito mesmo do álbum. Achei que valeria a pena guardar. Esse mercado de quem compra por paixão nunca vai deixar de existir, se o cara gosta ele vai pagar o que for pra ter.

    Mas prefiro ter o iPod recheado de música (a maioria comprada via iTunes) do que minha esposa brigando por eu ter lotado uma estante de caixinhas a mais pra juntar poeira..

    Está na hora da indústria da música pensar em uma maneira diferente de sobreviver pois a pirataria veio pra ficar e engolir quem não se mexer, serviços como o Last.FM vieram para ficar e se adaptam muito mais ao gosto do usuário.

  20. 20 Ricardo Cavallini (reply)

    haha, vou levar um aparelho de choque. Toda vez que errar sera chokito no mamote. Vai pra casa cos bico preto.

  21. 21 Thaigo (reply)

    Amaral, não estou me contradizendo. O dinheiro que o intérprete X ganha com shows ou qualquer outro tipo de remunieração serve para pagar os direitos dos compositores que o permitiram se destacar e se vender.

    Mas o que acho engraçado é que ninguém questionou que eu não tenho problema em baixar música mas não baixo filme. Achei que isso seria mais polêmico já que é uma aparente hicrisia.

  22. 22 André (reply)

    Pois é, eu tbm compro os Cds de artistas que eu gosto e baixo aqueles dos artistas que ainda estou experimentando o som. Mas isso porque eu quero dar “uma moral” pros caras cujo som eu realmente gosto e não porque me sinto mal em baixar o material de trabalho deles sem pagar nehum tostão por isso. Ao contrário, me sinto mt bem – faço questão de falar isso despudoradamente.

    Mas a questão é: Porque eu deveria pagar por algo que posso obter gratuitamente e por meios lícitos e legais? Isso contraria totalmente a racionalidade do invíduo tão apregoada pela teoria econômica capitalista.

    Se não pensaram no copyright quando resolveram populzarizar a Internet não é problema meu! NÃO MESMO!

    Se querem me cobrar por algum tipo de conteúdo, ele tem q ser de altíssima qualidade ou então muito diferenciado e difícl de ser obtido gratuitamente. Não tenho porque me sentir culpado em execer um direito pleno.

    Dessa maneira temos q a tecnologia funciona como o pior inimigo da produção de conteúdo, mas o melhor amigo de sua distribuição?! Afinal de contas, o cara pode lançar um disco, ter 8 zilhões de downloads no site dele e mesmo assim não ver a cor de um centavinho sequer. Isso é uma REALIDADE!

    Pra concluir, em relação a questão dos filmes: Vi o Batman novo no cinema. Baixei o filme em casa. E vou comprar o box qnd sair o DVD. Pq?! Pq o filme é foda, merece a minha “moral”.

    Simples assim!

    Cavallini, vc é um polemista! Muito honesto e sensato, no entanto. Te admiro muito por isso, cara.

    Abraços a todos.

  23. 23 Ricardo Cavallini (reply)

    André, nao acho irracional nao. A minha nota de corte é igual a sua. Eu compro jogo original como incentivo as software houses que fizeram um bom jogo. Os jogos que eu gosto nao sao do estilo que a maioria gosta, assim minha contribuicao é muito importante. O mesmo acontece com a musica, aposto que seu gosto nao se assemelha a maioria dos brasileiros (axe, pagode, sertaneja, etc).

    E, no meu caso, acho os jogos baratos, pois um jogo que custe 150 reais e me divirta por 100 horas sao apenas 1,5 a hora. Um cinema me custa muito mais e ainda tenho que ver gente (haha)

    Eu tb acho que a tecnologia ajudou tb na producao do conteudo. Hoje é possivel montar um estudio e gravar seu som com pouca grana. A web tambem ajuda com informacoes de todo tipo: como montar seu estudio, aprender sobre musica, ter referencias novas, etc.

    Eu nao sou polemista nao, o irresponsavel ;-) pelo texto é o Thiago Bersou.

  24. 24 André Chapetta (reply)

    Cava, vamos supor que existam ainda muito poucos jogos de pescaria para Playstation 3, ok? É muito racional que o cara que curte esse tipo de jogo pague as 150 pratas pra fomentar a produção desse tipo de produto, certo?

    Mas é justamente esse o meu ponto, é aí que ocorre o problema. Esse raciocínio é sempre usado CONTRA o consumidor. Tudo bem que por atender a um nicho de mercado mais seletivo esse produto seja produzido em menor quantidade, e isso tende a elevar seu custo unitário de produção. Mas mesmo assim, os grandes players colocam uma margem estratosférica em cima do preço de seus produtos.

    Vou usar como exemplo o seu jogo de DVD de 150 reais. Esse valor é ABUSIVO pq o custo marginal do teu jogo – aquele que a fábrica tem para produzir uma unidade adicional daquele produto – eu duvido que passe de 5 pilas. Mesmo depois de cobertas todas as despesas de produção e distribuição desse jogo, o preço dele continua altíssimo. Isso é uma arbitrariedade!

    Quando vc vai no cinema e paga salgadíssimos 16 contos pra ver um filme é pq teoricamente pelos menos vc usufrui de toda uma infra-estrutura de qualidade e coisa e tal – ou pelo menos deveria. Vc não teria nenhuma outra alternativa para ver o seu filme numa tela de mais de 50 polegas com som Dolby Digital em outro lugar. O preço é caro pq existem poucas salas na mão de 2 ou 3 grupos apenas. Logo, se estabelece um monopólio. Se vc não concorda com isso tudo bem, só te resta a opção de baixar seu filminho e assistir na poltrona mais confortável da sua sala de estar!

    Dessa maneira a questão do preço se torna muito importante, porque as pessoas de bem querem acreditar que estão pagando apenas um valor justo pelos bens q consomem. Nada mais e nada menos…

  25. 25 Ricardo Cavallini (reply)

    Vc nao entendeu. Minha nota de corte nao é porque eu acreditei no argumento dos grandes players. Ela é egoista mesmo. Eu ajudo quem eu traz coisa boa pra mim, precisa de ajuda e cujo preco vale a pena.

    Eu pago por alguns softwares shareware, nao pago por alguns comerciais (e vice-versa).

  26. 26 Maestro Billy (reply)

    Outra coisa – parte 2:
    Desde Gutenberg que a coisa é meio assim.
    Um cara manda na produção e vende pelo preço que ele acha ser válido.
    Ainda bem que este modelo de negocios de direitos de produção (não os autorais, os, no caso do CD, fonomecanicos, que são aqueles que a gravadora tem sobre o produto. A gravadora paga pro artista gravar, ela prensa e distribui o CD, e tem que ter retorno sobre isto) está acabando.
    Ou melhor, acabou.
    Ainda tem um ou outro se arrastando pelo chão com tiro nas costas, prestes a morrer.
    Quem não tomou tiro foi aquele que pensou antes e começou a adaptar a realidade do mercado para este novo modelo.
    Todo mundo achava que o povo da Trama era louco, quando lançaram o Trama Virtual, mas hoje em dia quem está lá (artista, patrocinador, gravadora) está extremamente feliz.
    Quando alguem baixa alguma musica de algum artista, o sponsor paga uma graninha, pela exposição da marca na pagina do artista. Tem gente ganhando um dinheirinho bom.
    É um novo modelo de negocios.
    Quem ainda pensa naquele formato antigo foi pro saco…
    E a regulamentação e criação de modelos só surge na necessidade. Nunca em época alguma houve uma regulamentação antes de existir a tecnologia para que esta funcione.
    Então, ainda estamos em adaptação, mas o modelo antigo morreu.
    Graças a Deus. A era gutenberguiana passou.

  27. 27 André Chapetta (reply)

    Uhauhuahuah!

    Eu entendi, Cava. Vc paga qnd acha que a relação custo-benefício é justa. O que eu quis dizer é que mesmo qnd vc acha que ela é assim na verdade ela não é.

    Ou seja, mesmo trazendo coisas boas pra vc cobram por isso muito mais do que deveriam!

    ;)

  28. 28 Ricardo Cavallini (reply)

    André, eu nao ligo. Eu quero mais é que a Nintendo encha o cu de dinheiro ate fazer bico. Ate ela ter monopolio de novo, ai eu comeco a dar grana só pra Sony :-D

    Maestro, é isso aí. Esta tudo diferente, como sempre!

  29. 29 Michel (reply)

    André, o custo de produção de um DVD é muito baixo. A indústria de software (falando do geral, programa pra computador e jogo) investe muita massa cinzenta em pesquisa e implementação. Mesmo não sendo mensurável fisicamente houve todo um intelecto aplicado nisso.

    Então nesse caso justifica sim um DVD ser vendido à R$ 150,00, só acho que não é justo vender o Microsoft Office a R$ 900,00.

  30. 30 André Chapetta (reply)

    Mudando um pouco de assunto…

    O marketing deixa o ser humano meio alienado, altista mesmo.

    Comentei com os amigos na faculdade que dei “follow” no Maestro Billy no Twitter e nego me perguntou se era o Maestro Billy do Caldeirão do Hulk. Na minha ignorância televisa respondi: “Não sei. Pra mim ele só era o dono do Estúdio Mellancia…” Ao que eles responderam: “Estúdio, o quê?!”

    Não sei quem é pior!

    Que gafe! Perdoa, Maestro, perdoa.

  31. 31 Ricardo Cavallini (reply)

    Andre, tem que ser justa pra mim. Eu sou egoista como todo mundo. As empresas tambem sao egoistas. O objetivo final delas é sempre o lucro.

  32. 32 lunetta (reply)

    O modelo de negocios da tv, cinema e musica precisa claramente de novas ideias; eles se apegam na ideia de que podem “mudar as pessoas”, forca-las a nao baixar musica, nao baixar filmes… acho dificil agir dessa maneira. Nos anos 80 eu gravava filmes da TV no vhs e assistia passando as propagandas no fast forward. Hoje, eu baixo Lost pelo torrent. Alguma diferenca? Em ambos estou vendo sem os anunciantes que financiam a exibicao. Eu tambem pegava discos emprestados e gravava fitas… Logo isso nao e’ algo novo, so’ ficou mais facil. Claro que alguns discos eu comprava, alguns programas eu assistia ao vivo na TV – acho que isso e’ normal para todos, existe um equilibrio entre o afanar e o adquirir quando se trata de direitos intelectuais.

    O Lost e’ um bom exemplo.
    As series de tv de sucessor tem um poder de fogo imenso na estreia de novos episodios; quando estava morando nos EUA, assistia Lost pela TV – na estreia – nada de baixar. Nem o pessoal que tinha TIVO esperava para assistir sem os comerciais – assistia esperando as propagandas. Se muda de canal, o classico zapping, mas no final do intervalo se deixa no canal certo mesmo para nao perder a sequencia.
    Vejam o mercado que a emissora esta perdendo: pessoas do mundo inteiro gostariam de estar assistindo o programa naquela estreia tambem. Por que nao extender o broadcast pela web, mostrando propagandas locais que ainda por cima podem ser relevantes ao usuario (assim como o AdSense faz)?
    Ainda existem complicacoes legais, mas me parece que as coisas irao caminhar nessa direcao.

  33. 33 André Chapetta (reply)

    Michel, em nenhum momento desconsiderei o valor da mão de obra intelectual empregada para o desenvolvimento de certos produtos. O fato é que esse valor é muito mais rapidamente recuperado do que vc pode imaginar, na maioria dos casos.

    Vai no site da Abragames e dá uma olhada nessa pesquisa aqui: http://www.abragames.org/docs/Abragames-Pesquisa2008.pdf

    Depois vc me diz se acha que o pessoal de marketing e os programadores das empresas associadas são realmente tão bem pagos assim… Experimente ainda comparar esses valores em relação aos grandes estúdios estrangeiros. Vc vai entender exatamente o que estou falando quando for lançado nas prateleiras tupiniquins o primeiro jogo totalmente produzido pela Ubisoft Brasil. Aposto uma paçoca contigo que ele não vai te custar um tostão a menos do que os títulos totalmente produzidos lá fora. Se o título for bom mesmo vc vai pagar pelo selo do estúdio.

    A maior parte das novas tecnologias surgem para minimizar os custos de produção e não incrementá-los. Só se gasta uma vultosa quantia em P&D se houver a certeza absoluta de que esse investimento será rapidamente recuperado, sacou?

    ;)

    A comparação entre o Office e um DVD de Play 2 não cabe, porque o primeiro se trata de uma ferramenta de TRABALHO “funcional” e “atualizada” até o dia em que lançarem uma nova versão, enquanto que o segundo é de LAZER e perde todo o seu valor agregado quando vc consegue zerar o jogo com 100% de achievement.

    Cava, mas o que é justo pra vc pode não ser tão justo assim pra maioria esmagadora dos hardcore gamers que são obrigados a recorrer ao download ou a 23 de Março pra colocar seus dedinhos nervosos no título mais desejado do momento.

    Dessa maneira, vc consente – involuntariamente ou não – a precificação desse modelo de negócio beneficiando as indústrias e prejudicando seus pares consumidores. A Microsoft ganha rios de dinheiro vendendo cópias originais do Windows e nem por isso pensa em baixar sua margem de contribuição para que os que recorrem a pirataria possam adquirir um licença original tbm.

    Não que vc deva se sentir culpado por isso, é claro. Se vc pode pagar, vc pode pagar e pronto. Realmente, quem nã pode é que se vire! Vida que segue.

    ;)

    É uma espécie de Dilema do Prisioneiro, basicamente…

    P.S.1: a verdade é que a gente não tem a capacidade de abrir mão daquilo que a gente gosta mas não é essencial, mesmo que o preço a pagar seja sacrificante (para nós ou para terceiros). Por isso que no início da história toda, no meu primeiro comentário, eu questionei a racionalidade individual do consumidor. Porque ela é, na verdade, mal direcionada e acaba quase sempre prejudicando o coletivo.

    P.S.2: Não, eu não sou Marxista!

    Chega de antropolgia do consumo por um dia. Uhauauhauauh!

  34. 34 Maestro Billy (reply)

    André (off-topic)
    Procê ver o que esta vida multimídia faz com a gente. Muita informação e pouco resultado. hehehehe.
    Sou eu mesmo. Pessoa física e jurídica.
    Mas, voltando ao assunto, li em um PDF que baixei que fala justamente como a “juventude” está recriando o capitalismo.
    Bem interessante.
    Vale a pena (na minha humilde opinião).

  35. 35 Cesar Senatore (reply)

    A discussão está muito boa e penso que o modelão mais ou menos definido pra cima está pronto para ser adotado.
    Você toca e tem o direito [poder] de divulgar da maneira que bem entender. De graça, cobrando, show.
    Quem compôs [e tem a competência] se alia com quem canta. Ou vc me paga um pouco ou não componho mais para vc. E vai ganhar tbm quando uma grande corporação quiser usar esse direito [ninguém processa mané e pobre].
    E quem durante toda a sua existência só se preocupou em dinheiro hoje paga a conta.
    E antes de trabalhar em empresa de banco eu era um maloqueiro que comprava cd e joguinho pirata. Depois de treinamentos de compliance, prevenção a fraude e outras coisas APRENDI que isso não é legal [em mais de um sentido] e simplesmente abracei Jesus e abandonei esse hábito nefasto. Hj eu estou tão carola que nem música eu baixo mais, escuto na Last e se bater eu vou e compro o cd mesmo.
    Outra coisa que ninguém fala, pq não vão cobrar grana da GE [que faz a massa matéria prima dos cd´s], posto que na melhor das hipóteses eles possibilita toda essa purataria?

  36. 36 Ricardo Cavallini (reply)

    Andre, pesquisa nacional sobre games não pode ser levada a sério para o assunto que estamos discutindo. É um mercado minusculo e imaturo no Brasil. Ninguem aqui compra jogo de produtora nacional.

    De qualquer forma, salario médio de 2500 para programador nao é baixo.
    Lembra que o salario minimo no Brasil é muito abaixo disso e que a maioria desse mercado é de jogos para web. Se tambem levar em conta a proporcao de faturamento dos estudios estrangeiros aos brazucas verá que o valor é até alto.

    Acho que a analise sobre novas tecnologias e investimento em R&D muito mais complexa e extensa pra comecar aqui nos comments.

    Sobre a questao de justica, eu estava apenas explicando qual era a minha nota de corte. Eu nao disse que os outros pensavam assim ou que deveriam pensar.

    Eu apoio qualquer modelo de negocio que me traga beneficio e esteja dentro dos meus valores eticos e morais. Eu gosto tanto de alguns jogos da Nintendo que eu aceitaria pagar 500 reais por eles. Nao faz diferenca pra mim se o jogo vai descer pelo cabo, satelite ou motoboy. Eu sou egoista. Faco o que me importa. Mas isso nao deixa de fora questoes de eticas e morais. Eu acho correto pagar pelo trabalho deles. Acho que o valor é justo. Acho que compensa. Eu pago. Se pudesse ainda mandava um beijo na ponta do nariz do Miyamoto.

    Voce nao vai me convencer que eu te prejudico comprando jogo original. Se voce nao tem dinheiro, compra um PS2, ta cheio de joguinho, nao vai ficar sem diversao. Ou compra um Vison Dynacom, tem joystick sem fio e custa 279 reais. Muito melhor que o telejogo que eu jogava quando era moleque.

    A maioria dos caras que nao paga por musica, nao vai pagar de jeito nenhum. Estes modelos de pague x por mes e escute o que quiser nao estao vendendo musica, estao vendendo a facilidade do cara nao precisar ficar procurando e baixando pirataria.

    Quem nao pode se sacode. Calypso explorou um filao que nao interessava para as gravadoras (ou faltou visao a elas, nao importa). O itunes explorou outro filao, hoje tem maioria do mercado. Funciona assim, minha compra é meu voto. A sua não compra é o seu. A pirataria é um tapa na cara desses caras e um aviso que o modelo precisa mudar.

    Dilema do prisioneiro foi o que tentaram imitar mal e porcamente no filme do batman. Sua visao de colocar quem nao faz pirataria como um fura greve é uma inversao de valores. Pirataria é crime, é errado, é imoral e dá sífilis.

    Mas todo mundo faz, é risco para algumas empresas e oportunidade para outras, Isso nao é novo, muito menos exclusivo da industria do entretenimento (jogos, musica, cinema, etc.)

  37. 37 André Chapetta (reply)

    Calma, Cava, em nenhum momento quis dizer que “quem nao faz pirataria age como um fura greve”. Não sou tão maniqueísta e nem pilantra assim. Não se trata de prejudicar a quem faz pirataria, e sim a si mesmo. Porque comprando a esse preço a tendência é que esse preço se mantanha apesar de não ser unânime para o mercado consumidor. O mesmo raciocínio vale tbm pro cara que compra o produto pirata e prejudica mt quem tem a boa vontade e boa fé de comprar o produto original. E isso é cíclico, vai se perpetuar até não sei quando. Só isso…

    Num mundo ideal, utópico talvez, haveria uma consciência coletiva a respeito do valor de cada produto, e toda vez que as indústrias tentassem excedê-lo, nós, consumidores cosncientes e mobilizados iríamos rechaçar essa atitude. Mas achoq não dá pra ser assim, há muita disparidade sócio-economica, falta de diálogo e blablabla…

    Em todo o resto fecho contigo. Continuas sendo o meu “ídalo” ;)

    Abraços

    Off Topic: Valeu pelo PDF, Maestro. Coincidência ou não, no site dos caras tem um post enorme falando sobre Dilema do Prisioneiro. Impressionante como Hollywood ressucita as coisas…

  38. 38 Ricardo Cavallini (reply)

    to sempre calmo :-D quem fica nervoso é o Senatore

    alias, pq ele ta reclamando da GE? O CD é o componente mais barato dessa formula.

    andre, se vc ta interessado no dilema do prisioneiro e falou tb de novas tecnologias, da uma lida tb sobre entrenched player dilemma e depois disruptive technologies

    ah, idalo é o braga, que é artista, desenha e faz ate comercial

  39. 39 André Chapetta (reply)

    Rapaz, me passando tanto material bacana desse jeito realmente vão conseguir comprar o meu silêncio! ;)

    Pô, o Braga então é mais q um “ídalo” é um “símbalo”!

  40. 40 Ricardo Cavallini (reply)

    sim, simbalo e tambem o Rob Schneider brasileiro. Alem de parecidos, veja esta performance que brilhante.

  41. 41 André Chapetta (reply)

    El Bragon, quem diria…

  42. 42 Fábio Adiron (reply)

    O quadrado aqui acha que é tudo ou nada. Não dá para brincar de ético quando convém e tentar justificar prática de pirataria com argumentos filosóficos.

    Se for assim podemos acabar com todo tipo de desenvolvimento intelectual (inclusive o nosso de planejar, criar, produzir), afinal tudo isso não é conteúdo autoral, não é mesmo ?

    Também atribuir o direito de piratear ao fato de que todo mundo faz isso é uma falácia. Pierre Weill tem um nome para essa doença, chama Normose (depois você procura no Google, ok ?)

    Eu continuo comprando o que eu quero consumir, e eu consumo muita música, nenhum dos meus mais de 3 mil CDs é pirata.

    Ah…um comentário adicional a um dos colegas que escreveu acima : autismo é coisa séria e usar a palavra com um tom pejorativo é bastante ofensivo a todos aqueles que se relacionam com pessoas autistas.

  43. 43 André Chapetta (reply)

    Pior que é mesmo. Mea culpa.

    Uma amigona minha cuja vó era diretora de uma escola para autistas me ajudou a não usar mais esse termo de forma gratuita e pejorativa durante mt tempo. Tive uma péssima recaída. Muito bem colocado, Adiron. Peço desculpas se meu comentário leviano possa lhe ter ofendido ou a alguém mais.

  44. 44 Adams (reply)

    A pergunta que não pode calar é: qual o endereço do blog top-secret de planejamento da F Nazca?

  45. 45 Thiago Bersou (reply)

    Infelizmente o blog ainda é só para funcionários da F/Nazca e mesmo que te passe o endereço ele é bloqueado…

  46. 46 Marcelo Gomes (reply)

    Só uma info que vale a pena sobre primeiros comentários. O compositor (Sullivan&Massadas da vida) ganha sim dinheiro com execução de sua obra em shows, espaços públicos (shoppings, cafes, etc), rádios, etc. No final das contas, hoje em dia, a menor fonte de receita do compositor é a venda do CD físico.

    Outro ponto: acredito totalmente no modelo de venda de música digital. No Brasil não pegou ainda por uma questão simples: a maioria das lojas vende música no formato WMA. Quem tem iPod, tem que queimar um CD e ripar de volta no iTunes. Aí fica complicado, né? Deixa o iTunes baixar por aqui e o cenário mudará.

    O consumidor entenderá que vale a pena pagar R$ 1,99 por uma música de boa qualidade, sem risco de vírus, bem catalogada, capa, etc.

    Também penso que um dos grandes impactos da quebradeira da indústria fonográfica é a mudança de forma que o artista passa a disponibilizar sua obra. Será feito de maneira cada vez mais dinâmica. Nada de se trancar num estúdio por 1 ano, gravar 20 musicas, selecionar 12 e prensar num pedaço de plastico. Vai compondo, vai lançando, vai vendendo.

  47. 47 Ricardo Cavallini (reply)

    Marcelo, voce tocou em um ponto importante pra caramba. Deixei de usar musica digital em diversas acoes para anunciantes pq é inviavel usar o maldito DRM da MS. Imagine dar musica de graça para as pessoas e ter que ensinar gravar um CD para depois ripar só para poder jogar no iPod.

    Eu concordo com voce, como eu disse acima, existe uma parcela das pessoas que nunca ira pagar por musica. Nao importa se custa 1 real. No maximo, essas pessoas pagariam pelo conforto de nao precisar ficar procurando, baixando e guardando musicas.

    E existe uma parcela (o Fabio Adiron é um exemplo) que sempre ira pagar. O que estes caras estao perdendo é uma grande parcela que hoje esta deixando de pagar porque nao tem uma opcao boa. É o meu caso.

  48. 48 Leandro (reply)

    Bom.. eu não pirateio mais nada desde quando vi o jogo que eu fiz com tanto esforco drante meses pirateado no mesmo dia que foi lançado. Música eu baixo do itunes store.. e pago por isso.
    Normalmente bem menos que o cd da loja, que nem faço questão porque eu tb não gosto de nada juntando poeira em casa. Além da loja do itunes que exige cartão internacional tem outras por aí que também vendem a precos justos. É um opção tb.
    :)

  49. 49 Marcelo Pereira da Silva (reply)

    Não sei como são feitos os CDs nem quanto esse processo custa, mas seria muita viagem uma gravadora entrar em acordo com os camelôs?

    Poderiam produzir CDs em versões simplificadas, sem encarte e com capinha mais vagabunda (está claro que quem compra em camelô não dá a mínima pra esses detalhes), e negociar com os caras pra que eles fossem vendidos nos camelódromos, por um preço igual ou talvez um pouco superior ao do piratão.

    Assim, o dinheiro que antes financiaria o crime voltaria ao bolso das gravadores. Tchans.

  50. 50 Pedro Henrique (reply)

    Concordo muito com a diferenciação que tu faz, apesar de baixar filmes e jogos de ps2 da internet.

    A questão que coloco, principalmente em relação aos jogos de ps2, é o valor do produto. Vamos combinar que, por exemplo, o jogo do Homem-de-Ferro para esse console não vale nem o trabalho de baixar e muito menos a mídia na qual foi gravado.

    E quando pensamos em música, eu fico pensando: tu vai na loja e paga até 40 reais por um CD-R gravado num gravador industrial. Ou seja, tu tá pagando a mídia, em termos, e não a música mesmo.

    Vejo que essa era do “free” acompanha uma era da qualidade e do imediatismo. Eu quero ver LOST agora, não quero esperar sair na locadora, passar no AXN ou o escambau. Além do fato de ser TV, tecnicamente, é de graça. Não é uma série da HBO – canal pago até nos EUA – é uma série como House ou Simpsons, que passa na TV aberta. A grana é nas propagandas, e já começam a aparecer diversos arquivos .avi de séries e afins que vem junto com as propagandas (além é claro do clássico product placement, como os aparelhos médicos da série House que, ora são todos da Philips, ora são da GE).

    Penso que o cinema não é prejudicado (e nisso tenho alguma autoridade pra falar pois é meu objeto de estudo acadêmico, entre outras facetas da cultura da mídia como as próprias séries) por baixar da internet pq isso não é cinema. Cinema é sala escura, projeção em tela gigante, e isso não dá pra baixar por torrent ou e-mule.

    Então na verdade quem está sendo prejudicado, traído ou o escambau que quiserem chamar é a, novamente como na música, a indústria da mídia DVD-R, CD-R. A experiência cinematográfica só existe dentro da SALA DE CINEMA, fora dela se trata de uma outra experiência (tratada por diversos autores especializados) e que já é feita, de graça (da mesma maneira se eu baixasse o filme) por diversos canais abertos de televisão, como a Globo com sua Tela Quente e o SBT com sua Sessão das Dez. O espectador, no fim, não paga nada pra ver o filme. E alguns canais de TV à cabo ainda disponibilizam sem intervalos comerciais (como o People+Arts) e tu paga o serviço, como eu pago meu provedor…

    Então, acho que essa história tem um fundo a mais.

  51. 51 Ricardo Cavallini (reply)

    Pedro Henrique, no seu trabalho academico com cinemas, voce conseguiu numeros do Brasil? Porque os numeros que eu tenho da gringolandia indicam uma mudanca da grana das salas de cinema para as casas. Nem pela pirataria, mas por diversos outros motivos.

    Marcelo, o processo da gravadora é muito mais barato que o processo do camelô, pois eles tem volume para isso. O que fica caro para a gravadora (marketing, distribuicao, impostos, etc.) nao adiantaria fazer acordo com o camelô.

  52. 52 Pedro Henrique (reply)

    Ricardo, é, a informação que eu tenho é que desde o advento da transferência de vídeos (filmes) pela Internet, que coincide com o boom dos DVDs (tanto originais quanto piratas), no Brasil, os indíces de bilheteria só cresceram. Em relação aos próprios filmes brasileiros então é vertiginoso.

    A relação é bem clara quando tu pega filmes nacionais que nem o Tropa de Elite. Vendeu absurdamente nos camelôs mas teve iguais níveis enormes de bilheteria (em Porto Alegre, no Unibanco Arteplex, foi simplesmente impossível assistir o filme em qualquer horário por quase duas semanas).

    Eu, pelo menos, na minha interpretação de pesquisas que já li (algumas inclusive etnográficas sobre hábitos de lazer, incluindo “ir ao cinema” e “assistir coisas baixadas da Internet”) penso que são coisas em registros diferentes. Ir ao cinema é necessariamente uma experiência mais inclusiva, que engloba outras atitudes (uma delas a socialização direta) que baixar as coisas e assistir no PC ou mesmo na TV não contemplam.

    E meio que me metendo na tua pergunta pro Marcelo: há algum tempo atrás, conversando com um colega que estava pesquisando música me interessei seriamente pelo assunto da economia da música e descobri uma coisa totalmente alarmante que denota o porque do sucesso quase tão absoluto do “baixar mp3 da internet”: os artistas, mesmo os mais famosos, ganham realmente muito, mas muito pouco mesmo com a vendagem de discos em comparação com quanto dinheiro eles ganham com cachês em programas de TV, shows, etc. Por isso que bandas falidas e esquecidas não simplesmente retornam com um disco ou coletâneas. Bandas como o Pearl Jam por exemplo maximizaram seus ganhos com shows criando sua própria empresa de ingressos. Há uns dez anos atrás o artista que mais ganhava com vendagem de discos no mundo era o Roberto Carlos (não sei quem é hoje em dia) e ele ganhava pouco menos de um dólar por disco vendido. Em contrapartida, ganhava até 1.5 milhão de dólares por aquele especial na Globo. Tem é que liberar tudo, pelo menos na minha opinião. Já se gasta uma fortuna em shows (os internacionais e até alguns nacionais passam de 300 reais o ingresso, o Police no Rio tinha ingressos de 500 reais), cobrar 0.89 cents por uma música baixada na internet, que no outro dia pode cair um raio no meu pc e eu perder, pra mim, é a maior piada e falta de coerência com a tecnologia e possibilidades vigentes.

  53. 53 Ricardo Cavallini (reply)

    Pedro, tanto a informacao que o CD é o menor custo do processo quanto o fato dos artistas ganharem muito pouco com a venda de musica é informacao que todo mundo conhece e nao esconde.

    Sobre os numeros de cinema, nao podemos usar de exemplo titulos especificos (em nenhuma industria).

    O numero que eu gostaria de ter é numero total, isso precisaria envolver vendas de pay per view, locadora, etc. Ou seja, saber quanto esta indo de grana para o estudio em cada step do caminho que o filme faz da sala de cinema ate chegar a TV aberta e venda de DVDs.

    Aumento de grana na bilheteria nao quer dizer aumento da fatia no market share.

  54. 54 Pedro Henrique (reply)

    Cara, posso te antecipar que é muito menos do que tu espera. Muita pouca grana vai dessa forma pros estúdios. As bilheterias internacionais, no exemplo dos filmes de hollywood, vai ficando em distribuidoras que detém os direitos… o que acontece, pelo menos eu penso, sendo até um pouco paranóico e ‘comunistinha de gaveta’, é que é uma indústria. E como toda boa indústria ela funciona em diversos registros, um deles, o dos meios de comunicação na divulgação dessas informações.

    Mas te coloco, que nos EUA, na semana de estréia, segundo o site imdb.com e outros, Batman: o cavaleiro das trevas, fez 158,411,483 de dólares. Em dois dias. Daí tu pensa que a produção do filme custou 320 milhões de dólares… até dez de agosto o filme já tinha lucrado, em bilheterias, mais de 410 milhões. Daí tu pensa que na verdade, o DVD, o pay-per-view, a venda de direitos pra canais de TV aberta ou a cabo, no que se refere a indústria dos blockbusters – aqui simplesmente exemplificada pelo Batman – geralmente lucra (e muito) em cima de seus filmes, mesmo com orçamentos milionários, absurdamente só com as bilheterias nacionais dos EUA. O resto? DVDs, bilheterias estrangeiras, são, tipo, um bônus… baixar da internet não parece estar prejudicando os negócios em nada…

  55. 55 Ricardo Cavallini (reply)

    Pedro, entendo que se voce esta fazendo um trabalho academico como citou, voce tenha numeros confiaveis para afirmar que a grana destinada para as salas de cinema cresceu.

    Agora, voce traz novamente uma informacao que todo mundo conhece de velho. Que a grana do ingresso de cinema nao vai toda para o estudio todo mundo sabe. Nao saber isso seria tao inocente quanto pensar que a grana de producao é o unico custo de um filme (ou jogo, ou musica), como voce parece acreditar.

    Usou um filme como referencia para provar a boa situacao da industria. É uma falsa premissa que vai te levar a uma enorme falacia. Sugiro que voce nao leve seu trabalho academico desta maneira, senao vai tomar pau.

    Voce tambem esta intercalando dois assuntos, uma hora fala da industria cinematografia e outra das salas de cinema. Sao relacionados mas diferentes. A sala de cinema ir mal é diferente da industria do cinema ir mal.

    E pra fechar, é inegavel que todo mundo ainda tem lucro (nao importa se estamos falando de cinema ou musica ou jogos), senao ja teriam quebrado, a discussao é outra.

  56. 56 Pedro Henrique (reply)

    Tava só dando exemplos, meu trabalho, na verdade nem é sobre isso. Esta seria uma das partes. E os exemplos, bom, não concordo que te levem a uma premissa falsa necessariamente… afinal, penso que a cultura é feita de fenômenos específicos que podem levar a conclusões bem fundamentadas sobre o corpo de um assunto.

    Mas isso é outra discussão…
    e peço desculpas por ter me desviado um pouco do assunto ou dito obviedades, mas como tu mesmo no post já tinha exemplificado com uma obviedade, o Radiohead, pensei ser de bom tom.

  57. 57 Ricardo Cavallini (reply)

    tem que pedir desculpa nao, aqui todo mundo muda do assunto principal (ate eu), parece ate um karma dos blogs. acho que somos tao egocentricos que apenas queremos dar nossa opiniao, nao importa o assunto que esta sendo discutido

    ah, e o post é do Thiago, nao meu.
    thiago, reclama nao, seu texto é só muleta pra gente ficar cuspindo um no outro aqui nos comments.

    mas voltando ao nosso assunto (que nao é o assunto do texto, haha), mostrar o sucesso do batman prova que uma super producao ainda pode ser muito lucrativa, mas nao prova a situacao dos estudios ou da industria esta melhor ou pior.

    seria o mesmo que usarmos o exemplo do Arctic Monkeys para dizer que todo musico se daria bem lancando suas musicas de graça no MySpace.

    Ou dizer que o cinema faliu pq ate um joguinho vendeu mais em seu primeiro dia (GTA faturou 310 milhoes).

  58. 58 Pedro Henrique (reply)

    Claro, Ricardo,

    era exatamente o que eu quis dizer e acho que me expressei mal.

    Da mesma forma, seguindo teu exemplo, que não pra usar o Arctic Monkeys pra dizer que todo mundo vai se dar bem se lançar as músicas no MySpace, DÁ pra usar o Arctic Monkeys como exemplo de que é possível se dar bem lançando as músicas no MySpace… e foi por isso mesmo que lancei mão daqueles exemplos; não pra colocar de forma absoluta que isso prova que os estúdios tão bem, mas de certa forma pra mostrar que existem outros pontos importantes que tem a ver com o que discutiamos.

    Obviamente (hihihih) Batman não prova a situação total dos estúdios, mas em termos, como fenômeno, prova que a indústria ainda mantém seu poder de penetração (principalmente cultural, gerando mais do que dinheiro, mas um burburinho em jornais, revistas, blogs, no boca a boca…). E é mais ou menos isso que eu queria dizer.

    De forma alguma estava discordando de ti. Então, de certo, estava mesmo sendo meio egocêntrico mas sem (hihihiih) diminuir teu ego; quis mudar o assunto para uma outra reverberação oriunda dele que acho de extrema importância e sintoma exato do nosso assunto.

    E pra terminar, eu concordo, não diria que o cinema faliu pq GTA faturou mais… entretanto afirmaria com convicção que, o que de fato aconteceu, é que a indústria dos videogames mudou muito nos últimos anos, e isso sim, com dados confiáveis e esses sim da minha pesquisa, se tornando a maior indústria de entretenimento do mundo… apesar de ninguém acreditar quando eu digo. Então, o que aconteceu não é que o cinema faliu, mas foi, em termos, superado.

  59. 59 Ricardo Cavallini (reply)

    concordou com tudo?

    vc perdeu a graça

    e sobre a industria dos videogames…. todo mundo sabe disso tb

  60. 60 Pedro Henrique (reply)

    “todo mundo sabe disso tb”

    e sou eu que generalizo e dou falsas premissas…

  61. 61 Ricardo Cavallini (reply)

    Ai caceta. Perder tempo com isso.

    Acorda Cinderella. Foi noticiado por todo mundo, Rede Globo, CNN, etc. Em uma rapida busca na web é possivel comprovar que foi noticia batida. Saiu no Estado, Globo.com, UOL, Revista Epoca, Revista Veja aqui e aqui, Revista IstoÉ Dinheiro, Revista Info, Revista Exame e Tech Guru, E saiu em tudo que é blog tambem. Nao tenho culpa se voce só le a Revista Contigo.

    Até em descricao de produto do Mercado Livre esta informacao saiu.

    Alem disso, esta historia nao é nova. O recorde ja foi batido por Halo 2 em 2004 (ha quatro anos atras) com 125 milhoes de dolares. Depois disso (e antes de GTA IV), o recorde foi quebrado outras vezes por filmes e por outros games. (Halo 3, Piratas do Caribe, Harry Potter, etc.)

    Se ninguem acredita em voce, o problema é no interlocutor, não na informacao sobre a industria de games.

  62. 62 Fábio Adiron (reply)

    Só para dar uma apimentada na história

    “Em algumas sociedades, as pessoas consideram que a arte pertence à pessoa que a criou. Esse é o conceito de propriedade, de arte como valor de mercado, de copyright .Geralmente pensam que o artista usou o seu talento intrínseco na sua criação. Essa visão (geralmente da maior parte da cultura ocidental) reza que um trabalho artístico é propriedade do artista. É o conceito da exclusão do acesso a esse capital privado.

    Outra maneira de se pensar sobre talento é como se fosse um dom individual do artista. Os povos judeus, cristãos e muçulmanos pensam dessa maneira sobre a arte. É um conceito individual na criação mas não obrigatoriamente no acesso à coisa criada.

    Outras sociedades pensam que o trabalho artístico pertence à comunidade. O pensamento é levado de acordo com a convicção de que a comunidade deu ao artista o capital social para o seu trabalho. Nessa visão, a sociedade é um coletivo que produz a arte através do artista, que apesar de não possuir a propriedade da arte, é visto com importância para sua concepção.”

    Esse texto é meu, publicado em http://www.bengalalegal.com/desafio.php

    Fica minha pergunta : se a visão dos colegas é capitalista, pirataria é crime, ponto final, se for teocentrista o socialista, não…

  63. 63 Ricardo Cavallini (reply)

    acho que no seu primeiro paragrafo voce descreveu a lei autoral brazuca, nao a lei americana (copyright)

    nao sei nao, nao consigo ver a coisa assim

    entre capitalista, teocentrista e socialista, seria impossivel me encaixar nos dois ultimos

    enfim, sou capitalista, acho pirataria errado, mas faço e nao ligo a minima

    por outro lado, para algumas coisas nao somente nao pirateio mas evangelizo meus amigos para nao fazer tambem

    sou hipocrita, sem vergonha e contraditorio? tudo bem, mas e dai?

    sei nao, mas acho que a discussao não é por ai

    talvez tenha mais a ver com nao aceitar o modelo e trabalhar contra ele algumas vezes, isso tambem faz parte do capitalismo, não?

  64. 64 Fábio Adiron (reply)

    Cava

    Essa é a lógica da sociologia, o que não significa que as pessoas não sejam contraditórias (nem sempre contradição é sinônimo de hipocrisia). A lógica de um sistema pressupõe que se você trabalha contra, é porque defende outro modelo – os empresários brasileiros, por exemplo, são mestres em querer inventar o capitalismo sem risco.

    A lógica da psicologia do indivíduo leva para outro caminho, que é a do interesse egocêntrico, ou seja, quando o direito é meu ele precisa ser cumprido, quando é de outrem (viu como eu falo difícil?), eles que se lixem.

    Me lembrou de um cartoon da Mafalda em que ela, o Miguelito e a Susanita estão brincando com um jogo de armar no meio da sala e a Mafalda pergunta : “vocês são contra ou a favor da propriedade privada ?” No quadrinho seguinte aparece a Susanita no canto da sala segurando todas as peças do jogo e respondendo : “depende da propriedade privada de quem…”

  65. 65 Ricardo Cavallini (reply)

    Entao Adiron, o que eu estou dizendo é que esse modo classico de ver a coisa é binario demais.

    Achar que as pessoas estao pirateando simplesmente pq sao egoistas é simplorio demais. Nego tem vergonha de dizer que tira catota do nariz, que comete pequenos furtos mas nao tem a menor vergonha de dizer que faz pirataria.

  66. 66 Cesar Senatore (reply)

    Isso aí é usualmente denominado como evolução, para o bem e para o mal; dos indivíduos e da sociedade como um todo. Antes a pirataria era manual e de pequena escala, os casais dificilmente se separavam, as mulheres não trabalhavam e também não expunham o buzanfão no domingo a tarde na TV.
    E quanto ao egocentrismo é muito ocidental por conta dos americanos e do seu modelo estou aqui para vencer e fodam-se os prejudicados.

  67. 67 Wallace (reply)

    Maestro Billy já falou tudo!
    Concordo com ele!

  68. 68 Bruno Real (reply)

    … escutem a revolução ainda um pouco silenciosa das netlabels. é gente lançando design, com música, com conteúdo, de graça e em creative commons. se é ou não futuro, tá ajudando muita gente a ficar conhecida, especialmente no meio musical eletrônico.

  69. 69 Ricardo Cavallini (reply)

    ué, se nego fica conhecido depois ganha grana com shows. E se de quebra for baiano, tambem ganha grana com propaganda na TV.

    Tem alguma coisa que vc indica la pra conhecer bruno?

  70. 70 Bruno Real (reply)

    eu edito, de maneira ainda amadora e superficial, um apanhado de bons sons eletronicos encontrados de graça em netlabels espalhadas pelo mundo. é só entrar no meu site, clicando no meu nick. também possuo uma netlabel brasileira, que em todo lançamento integra arte + música, voltada também à música eletrônica: http://www.solidalab.com

    pra quem deseja fugir do mundo eletrônico, tem indicações diárias e muitas vezes fantásticas, na revista virtual http://netlabels.org/ , com reviews e mil estilos.

    como geralmente o conteúdo é criado e lançado pelos próprios artistas visando seu próprio crescimento e divulgação, a experimentação é grande e a qualidade sonora ótima, geralmente em 320 ou até mesmo em wave.

    apostem nestas idéias! e já já terei um blog numa rádio curitibana, com um podcast resumindo minhas pesquisas dentro deste universo.. posto aqui depois!

    e parabéns pelo blog, adoro de verdade.

  71. 71 Adriano (reply)

    Sim, sua hipocrisia me assusta, vc acha q o dinheiro do camelô é informal e so pq vc baixou do seu PC comprado na loja não é errado?

  72. 72 Andre P (reply)

    Honestamente para mim não faz sentido baixar ilegalmente ou comprar algo pirata nos dias de hoje, músicas não são essenciais para minha sobrevivência, mas são para a pessoa que as toca e todos os envolvidos no negócio, jogos eu conheci ótimos gratuitos como true combat elite e battle of wesnoth, quando tenho vontade de jogar algo comercial pago, 1 ou 2 jogos por ano são suficientes, para que ter todos os lançamentos, para que ter milahres de mp3 ? Quanto ao sistema operacional hoje sistemas como Linux Mint ou o Ubuntu são excelentes, sou advogado e o sistema Linux é perfeito para mim, quem precisar de Windows economize e pague, hoje com menos de 300 reais se compra windows, vamos para de ser hipócritas, quando era mais novo e comecei a usar a internet também me empolguei com a possiblidade e facilidade de se baixar produtos gratuitamente, mas honestamente não me sinto bem com isso, as pessoas ainda querem justificar “seu direito” à baixar músicas e programas de maneira ilegal dizendo que os titulares das obras devem se adaptar ao mundo atual e descobrirem novas formas de ganhar dinheiro, um outro rapaz diss :

    “Se não pensaram no copyright quando resolveram populzarizar a Internet não é problema meu! NÃO MESMO!

    Se querem me cobrar por algum tipo de conteúdo, ele tem q ser de altíssima qualidade ou então muito diferenciado e difícl de ser obtido gratuitamente. Não tenho porque me sentir culpado em execer um direito pleno.”

    Seria o mesmo que dizer que se o dono da banca de jornal virou as costa eu tenho direito de roubá-lo, volto a dizer, se as pessoas toman atitudes assim com bens supérfulos destinados ao entretenimento imagine em assuntos mais sérios …

  73. 73 André Chapetta (reply)

    Pra apimentar ainda mais a discussão: Report Challenges Long Tail Theory on P2P Networks

  74. 74 André Chapetta (reply)

    Sem querer ser chato – e nem fazer jabá…

    http://www.chmkt.com.br/2009/05/mais-um-e-book-imperdivel.html

    “Interessante como funciona a dinâmica do free. Eu baixei o livro, dei uma olhada em alguns trechos, VI QUE É INTERESSANTE E VOU COMPRAR A VERSÃO IMPRESSA – mais agradável de ler. Se não fosse essa amostra grátis, talvez nem tomaria conhecimento da publicação. Sinais de que FORNECER CONTEÚDO GRATUITO NA INTERNET PODE, SIM, GERAR VENDAS.”

Comentários em blogs:

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    [...] Coxa Creme [...]

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