Pirataria é crime! Ou não?


clique para ampliar“Não baixo filmes da internet”. “Meu PlayStation é travado e logo só compro jogos originais que custam 20x o preço de um pirata”.

Olhares mistos de curiosidade e desprezo cruzavam os meus. De fato isso pode soar até pretensioso, arrogante ou mesmo falso em um mundo cada vez mais “free” em que vivemos.

Afinal ta lá, após algumas horas da exibição nos EUA do último capítulo de Lost com legendas e, se você realmente não agüentar para ver, pode ter os “reviews” e “comments” dos que já viram enquanto espera o download…

Os olhares ficam mais confusos e difusos quando digo que músicas, por outro lado, eu baixo sim na internet.

Não tenho a pretensão aqui de esquadrinhar todo o sistema de direito autoral (nem tenho conhecimento para isso). Prefiro olhar mais de perto duas dessas linhas que é aonde pauto meus hábitos aparentemente paradoxais.

Primeiramente eu diferencio totalmente quem consome conteúdo baixando da internet daquele que compra de camelôs. Condeno veemente este último que ai sim está estimulando uma economia paralela e criminosa (sim eu acredito no comercial que o dinheiro da pirataria é o mesmo dinheiro da droga!)

Correndo o risco de parecer um falso moralista, meus hábitos estão sim pautados numa questão ética. Ética de se pagar por algo que consumi. Então como se explica minha cara de pau de não baixar filmes mas sim músicas?

Acredito que ao contrário de filmes e séries, a música não é o conteúdo em si. Ele é o veículo no qual o artista/compositor se manifesta. Fazendo uma analogia pobre, a música é o comercial da marca artista/compositor.

Temos um exemplo “chique” e outro “popular” que funcionam.

O exemplo “chique” é o Radiohead que disponibilizou na internet todas as faixas do seu novo disco In Rainbows. Mais do que dar de graça ele convidava o usuário a decidir que valor daria pelo trabalho (que se não quisesse pagar nada, também poderia levar de graça). Ai estava uma maneira de discutir a própria noção de valor das coisas.
Eles sabiam que a receita não viria da venda de discos, mas de toda a gama de produtos agregados (shows, contratos publicitários, trilhas sonoras etc., etc.)

O outro exemplo e da banda favorita do Fernand, Calypso.
A Calypso distribui em todos os seus shows, seu CD. De graça, sem pagar nada. Isso “obriga” que seus consumidores paguem para irem ai seus shows, conheçam melhor suas músicas, divulguem para seus amigos que por sua vez irão ao próximo show. Tudo isso num processo contínuo…

Veja bem, isso não é exatamente o que queremos que os consumidores façam com os produtos de nossos clientes?

Assista o comercial, experimente o produto, conte aos amigos? É a curva clássica de qualquer produto ou serviço…

Filmes por outro lado é um fim em si mesmo. Poderíamos argumentar que os atores tem um ganho substancial semelhante à dinâmica da música que descrevi acima. Matthew Fox de Lost estrela campanhas publicitárias milionárias ou Hugh Laurie de House terá seu cachê mais que dobrado para estrelar um próximo blockbuster. Porém dentro desse processo tem os estúdios e ao contrário das gravadoras, eles têm um investimento astronômico em produção das séries e filmes que assistimos.

No setor musical temos sim um novo modelo de negócio que na verdade ainda não foi encampado pelas gravadoras que estão acostumadas com o business de gravação e distribuição com remuneração em cima da venda do produto música (alguma semelhança com nosso negócio?). Um novo caminho está ai. Muito mais difícil de gerenciar e mensurar resultados mas existe e pode ser adotado por qualquer um.

Com os filmes o modelo de negócio que funcione para essa nova realidade ainda não existe. Ainda são os intervalos comerciais e vendas de DVD que garantem capitais (e lucro) para novas séries e filmes.

Falam em product placement (o famoso merchan) que poderia ser uma alternativa, mas os modelos estão sendo estudados e convenhamos não creio que terá espaço suficiente num filme e série que comporte todos os anunciantes que hoje financiam essa indústria. Não sem virar uma feira…

Então, enquanto isso não se resolva eu ainda continuarei a comprar DVDs originais e assistir Lost no AXN.

Thiago Bersou é planejamento da F/Nazca Saatchi & Saatchi.

75 comentários

  1. Pedro Henrique, no seu trabalho academico com cinemas, voce conseguiu numeros do Brasil? Porque os numeros que eu tenho da gringolandia indicam uma mudanca da grana das salas de cinema para as casas. Nem pela pirataria, mas por diversos outros motivos.

    Marcelo, o processo da gravadora é muito mais barato que o processo do camelô, pois eles tem volume para isso. O que fica caro para a gravadora (marketing, distribuicao, impostos, etc.) nao adiantaria fazer acordo com o camelô.

  2. Ricardo, é, a informação que eu tenho é que desde o advento da transferência de vídeos (filmes) pela Internet, que coincide com o boom dos DVDs (tanto originais quanto piratas), no Brasil, os indíces de bilheteria só cresceram. Em relação aos próprios filmes brasileiros então é vertiginoso.

    A relação é bem clara quando tu pega filmes nacionais que nem o Tropa de Elite. Vendeu absurdamente nos camelôs mas teve iguais níveis enormes de bilheteria (em Porto Alegre, no Unibanco Arteplex, foi simplesmente impossível assistir o filme em qualquer horário por quase duas semanas).

    Eu, pelo menos, na minha interpretação de pesquisas que já li (algumas inclusive etnográficas sobre hábitos de lazer, incluindo “ir ao cinema” e “assistir coisas baixadas da Internet”) penso que são coisas em registros diferentes. Ir ao cinema é necessariamente uma experiência mais inclusiva, que engloba outras atitudes (uma delas a socialização direta) que baixar as coisas e assistir no PC ou mesmo na TV não contemplam.

    E meio que me metendo na tua pergunta pro Marcelo: há algum tempo atrás, conversando com um colega que estava pesquisando música me interessei seriamente pelo assunto da economia da música e descobri uma coisa totalmente alarmante que denota o porque do sucesso quase tão absoluto do “baixar mp3 da internet”: os artistas, mesmo os mais famosos, ganham realmente muito, mas muito pouco mesmo com a vendagem de discos em comparação com quanto dinheiro eles ganham com cachês em programas de TV, shows, etc. Por isso que bandas falidas e esquecidas não simplesmente retornam com um disco ou coletâneas. Bandas como o Pearl Jam por exemplo maximizaram seus ganhos com shows criando sua própria empresa de ingressos. Há uns dez anos atrás o artista que mais ganhava com vendagem de discos no mundo era o Roberto Carlos (não sei quem é hoje em dia) e ele ganhava pouco menos de um dólar por disco vendido. Em contrapartida, ganhava até 1.5 milhão de dólares por aquele especial na Globo. Tem é que liberar tudo, pelo menos na minha opinião. Já se gasta uma fortuna em shows (os internacionais e até alguns nacionais passam de 300 reais o ingresso, o Police no Rio tinha ingressos de 500 reais), cobrar 0.89 cents por uma música baixada na internet, que no outro dia pode cair um raio no meu pc e eu perder, pra mim, é a maior piada e falta de coerência com a tecnologia e possibilidades vigentes.

  3. Pedro, tanto a informacao que o CD é o menor custo do processo quanto o fato dos artistas ganharem muito pouco com a venda de musica é informacao que todo mundo conhece e nao esconde.

    Sobre os numeros de cinema, nao podemos usar de exemplo titulos especificos (em nenhuma industria).

    O numero que eu gostaria de ter é numero total, isso precisaria envolver vendas de pay per view, locadora, etc. Ou seja, saber quanto esta indo de grana para o estudio em cada step do caminho que o filme faz da sala de cinema ate chegar a TV aberta e venda de DVDs.

    Aumento de grana na bilheteria nao quer dizer aumento da fatia no market share.

  4. Cara, posso te antecipar que é muito menos do que tu espera. Muita pouca grana vai dessa forma pros estúdios. As bilheterias internacionais, no exemplo dos filmes de hollywood, vai ficando em distribuidoras que detém os direitos… o que acontece, pelo menos eu penso, sendo até um pouco paranóico e ‘comunistinha de gaveta’, é que é uma indústria. E como toda boa indústria ela funciona em diversos registros, um deles, o dos meios de comunicação na divulgação dessas informações.

    Mas te coloco, que nos EUA, na semana de estréia, segundo o site imdb.com e outros, Batman: o cavaleiro das trevas, fez 158,411,483 de dólares. Em dois dias. Daí tu pensa que a produção do filme custou 320 milhões de dólares… até dez de agosto o filme já tinha lucrado, em bilheterias, mais de 410 milhões. Daí tu pensa que na verdade, o DVD, o pay-per-view, a venda de direitos pra canais de TV aberta ou a cabo, no que se refere a indústria dos blockbusters – aqui simplesmente exemplificada pelo Batman – geralmente lucra (e muito) em cima de seus filmes, mesmo com orçamentos milionários, absurdamente só com as bilheterias nacionais dos EUA. O resto? DVDs, bilheterias estrangeiras, são, tipo, um bônus… baixar da internet não parece estar prejudicando os negócios em nada…

  5. Pedro, entendo que se voce esta fazendo um trabalho academico como citou, voce tenha numeros confiaveis para afirmar que a grana destinada para as salas de cinema cresceu.

    Agora, voce traz novamente uma informacao que todo mundo conhece de velho. Que a grana do ingresso de cinema nao vai toda para o estudio todo mundo sabe. Nao saber isso seria tao inocente quanto pensar que a grana de producao é o unico custo de um filme (ou jogo, ou musica), como voce parece acreditar.

    Usou um filme como referencia para provar a boa situacao da industria. É uma falsa premissa que vai te levar a uma enorme falacia. Sugiro que voce nao leve seu trabalho academico desta maneira, senao vai tomar pau.

    Voce tambem esta intercalando dois assuntos, uma hora fala da industria cinematografia e outra das salas de cinema. Sao relacionados mas diferentes. A sala de cinema ir mal é diferente da industria do cinema ir mal.

    E pra fechar, é inegavel que todo mundo ainda tem lucro (nao importa se estamos falando de cinema ou musica ou jogos), senao ja teriam quebrado, a discussao é outra.

  6. Tava só dando exemplos, meu trabalho, na verdade nem é sobre isso. Esta seria uma das partes. E os exemplos, bom, não concordo que te levem a uma premissa falsa necessariamente… afinal, penso que a cultura é feita de fenômenos específicos que podem levar a conclusões bem fundamentadas sobre o corpo de um assunto.

    Mas isso é outra discussão…
    e peço desculpas por ter me desviado um pouco do assunto ou dito obviedades, mas como tu mesmo no post já tinha exemplificado com uma obviedade, o Radiohead, pensei ser de bom tom.

  7. tem que pedir desculpa nao, aqui todo mundo muda do assunto principal (ate eu), parece ate um karma dos blogs. acho que somos tao egocentricos que apenas queremos dar nossa opiniao, nao importa o assunto que esta sendo discutido

    ah, e o post é do Thiago, nao meu.
    thiago, reclama nao, seu texto é só muleta pra gente ficar cuspindo um no outro aqui nos comments.

    mas voltando ao nosso assunto (que nao é o assunto do texto, haha), mostrar o sucesso do batman prova que uma super producao ainda pode ser muito lucrativa, mas nao prova a situacao dos estudios ou da industria esta melhor ou pior.

    seria o mesmo que usarmos o exemplo do Arctic Monkeys para dizer que todo musico se daria bem lancando suas musicas de graça no MySpace.

    Ou dizer que o cinema faliu pq ate um joguinho vendeu mais em seu primeiro dia (GTA faturou 310 milhoes).

  8. Claro, Ricardo,

    era exatamente o que eu quis dizer e acho que me expressei mal.

    Da mesma forma, seguindo teu exemplo, que não pra usar o Arctic Monkeys pra dizer que todo mundo vai se dar bem se lançar as músicas no MySpace, DÁ pra usar o Arctic Monkeys como exemplo de que é possível se dar bem lançando as músicas no MySpace… e foi por isso mesmo que lancei mão daqueles exemplos; não pra colocar de forma absoluta que isso prova que os estúdios tão bem, mas de certa forma pra mostrar que existem outros pontos importantes que tem a ver com o que discutiamos.

    Obviamente (hihihih) Batman não prova a situação total dos estúdios, mas em termos, como fenômeno, prova que a indústria ainda mantém seu poder de penetração (principalmente cultural, gerando mais do que dinheiro, mas um burburinho em jornais, revistas, blogs, no boca a boca…). E é mais ou menos isso que eu queria dizer.

    De forma alguma estava discordando de ti. Então, de certo, estava mesmo sendo meio egocêntrico mas sem (hihihiih) diminuir teu ego; quis mudar o assunto para uma outra reverberação oriunda dele que acho de extrema importância e sintoma exato do nosso assunto.

    E pra terminar, eu concordo, não diria que o cinema faliu pq GTA faturou mais… entretanto afirmaria com convicção que, o que de fato aconteceu, é que a indústria dos videogames mudou muito nos últimos anos, e isso sim, com dados confiáveis e esses sim da minha pesquisa, se tornando a maior indústria de entretenimento do mundo… apesar de ninguém acreditar quando eu digo. Então, o que aconteceu não é que o cinema faliu, mas foi, em termos, superado.

  9. concordou com tudo?

    vc perdeu a graça

    e sobre a industria dos videogames…. todo mundo sabe disso tb

  10. “todo mundo sabe disso tb”

    e sou eu que generalizo e dou falsas premissas…

  11. Ai caceta. Perder tempo com isso.

    Acorda Cinderella. Foi noticiado por todo mundo, Rede Globo, CNN, etc. Em uma rapida busca na web é possivel comprovar que foi noticia batida. Saiu no Estado, Globo.com, UOL, Revista Epoca, Revista Veja aqui e aqui, Revista IstoÉ Dinheiro, Revista Info, Revista Exame e Tech Guru, E saiu em tudo que é blog tambem. Nao tenho culpa se voce só le a Revista Contigo.

    Até em descricao de produto do Mercado Livre esta informacao saiu.

    Alem disso, esta historia nao é nova. O recorde ja foi batido por Halo 2 em 2004 (ha quatro anos atras) com 125 milhoes de dolares. Depois disso (e antes de GTA IV), o recorde foi quebrado outras vezes por filmes e por outros games. (Halo 3, Piratas do Caribe, Harry Potter, etc.)

    Se ninguem acredita em voce, o problema é no interlocutor, não na informacao sobre a industria de games.

  12. Só para dar uma apimentada na história

    “Em algumas sociedades, as pessoas consideram que a arte pertence à pessoa que a criou. Esse é o conceito de propriedade, de arte como valor de mercado, de copyright .Geralmente pensam que o artista usou o seu talento intrínseco na sua criação. Essa visão (geralmente da maior parte da cultura ocidental) reza que um trabalho artístico é propriedade do artista. É o conceito da exclusão do acesso a esse capital privado.

    Outra maneira de se pensar sobre talento é como se fosse um dom individual do artista. Os povos judeus, cristãos e muçulmanos pensam dessa maneira sobre a arte. É um conceito individual na criação mas não obrigatoriamente no acesso à coisa criada.

    Outras sociedades pensam que o trabalho artístico pertence à comunidade. O pensamento é levado de acordo com a convicção de que a comunidade deu ao artista o capital social para o seu trabalho. Nessa visão, a sociedade é um coletivo que produz a arte através do artista, que apesar de não possuir a propriedade da arte, é visto com importância para sua concepção.”

    Esse texto é meu, publicado em http://www.bengalalegal.com/desafio.php

    Fica minha pergunta : se a visão dos colegas é capitalista, pirataria é crime, ponto final, se for teocentrista o socialista, não…

  13. acho que no seu primeiro paragrafo voce descreveu a lei autoral brazuca, nao a lei americana (copyright)

    nao sei nao, nao consigo ver a coisa assim

    entre capitalista, teocentrista e socialista, seria impossivel me encaixar nos dois ultimos

    enfim, sou capitalista, acho pirataria errado, mas faço e nao ligo a minima

    por outro lado, para algumas coisas nao somente nao pirateio mas evangelizo meus amigos para nao fazer tambem

    sou hipocrita, sem vergonha e contraditorio? tudo bem, mas e dai?

    sei nao, mas acho que a discussao não é por ai

    talvez tenha mais a ver com nao aceitar o modelo e trabalhar contra ele algumas vezes, isso tambem faz parte do capitalismo, não?

  14. Cava

    Essa é a lógica da sociologia, o que não significa que as pessoas não sejam contraditórias (nem sempre contradição é sinônimo de hipocrisia). A lógica de um sistema pressupõe que se você trabalha contra, é porque defende outro modelo – os empresários brasileiros, por exemplo, são mestres em querer inventar o capitalismo sem risco.

    A lógica da psicologia do indivíduo leva para outro caminho, que é a do interesse egocêntrico, ou seja, quando o direito é meu ele precisa ser cumprido, quando é de outrem (viu como eu falo difícil?), eles que se lixem.

    Me lembrou de um cartoon da Mafalda em que ela, o Miguelito e a Susanita estão brincando com um jogo de armar no meio da sala e a Mafalda pergunta : “vocês são contra ou a favor da propriedade privada ?” No quadrinho seguinte aparece a Susanita no canto da sala segurando todas as peças do jogo e respondendo : “depende da propriedade privada de quem…”

  15. Entao Adiron, o que eu estou dizendo é que esse modo classico de ver a coisa é binario demais.

    Achar que as pessoas estao pirateando simplesmente pq sao egoistas é simplorio demais. Nego tem vergonha de dizer que tira catota do nariz, que comete pequenos furtos mas nao tem a menor vergonha de dizer que faz pirataria.

  16. Isso aí é usualmente denominado como evolução, para o bem e para o mal; dos indivíduos e da sociedade como um todo. Antes a pirataria era manual e de pequena escala, os casais dificilmente se separavam, as mulheres não trabalhavam e também não expunham o buzanfão no domingo a tarde na TV.
    E quanto ao egocentrismo é muito ocidental por conta dos americanos e do seu modelo estou aqui para vencer e fodam-se os prejudicados.

  17. Wallace says:

    Maestro Billy já falou tudo!
    Concordo com ele!

  18. Bruno Real says:

    … escutem a revolução ainda um pouco silenciosa das netlabels. é gente lançando design, com música, com conteúdo, de graça e em creative commons. se é ou não futuro, tá ajudando muita gente a ficar conhecida, especialmente no meio musical eletrônico.

  19. ué, se nego fica conhecido depois ganha grana com shows. E se de quebra for baiano, tambem ganha grana com propaganda na TV.

    Tem alguma coisa que vc indica la pra conhecer bruno?

  20. Bruno Real says:

    eu edito, de maneira ainda amadora e superficial, um apanhado de bons sons eletronicos encontrados de graça em netlabels espalhadas pelo mundo. é só entrar no meu site, clicando no meu nick. também possuo uma netlabel brasileira, que em todo lançamento integra arte + música, voltada também à música eletrônica: http://www.solidalab.com

    pra quem deseja fugir do mundo eletrônico, tem indicações diárias e muitas vezes fantásticas, na revista virtual http://netlabels.org/ , com reviews e mil estilos.

    como geralmente o conteúdo é criado e lançado pelos próprios artistas visando seu próprio crescimento e divulgação, a experimentação é grande e a qualidade sonora ótima, geralmente em 320 ou até mesmo em wave.

    apostem nestas idéias! e já já terei um blog numa rádio curitibana, com um podcast resumindo minhas pesquisas dentro deste universo.. posto aqui depois!

    e parabéns pelo blog, adoro de verdade.

  21. Adriano says:

    Sim, sua hipocrisia me assusta, vc acha q o dinheiro do camelô é informal e so pq vc baixou do seu PC comprado na loja não é errado?

  22. Andre P says:

    Honestamente para mim não faz sentido baixar ilegalmente ou comprar algo pirata nos dias de hoje, músicas não são essenciais para minha sobrevivência, mas são para a pessoa que as toca e todos os envolvidos no negócio, jogos eu conheci ótimos gratuitos como true combat elite e battle of wesnoth, quando tenho vontade de jogar algo comercial pago, 1 ou 2 jogos por ano são suficientes, para que ter todos os lançamentos, para que ter milahres de mp3 ? Quanto ao sistema operacional hoje sistemas como Linux Mint ou o Ubuntu são excelentes, sou advogado e o sistema Linux é perfeito para mim, quem precisar de Windows economize e pague, hoje com menos de 300 reais se compra windows, vamos para de ser hipócritas, quando era mais novo e comecei a usar a internet também me empolguei com a possiblidade e facilidade de se baixar produtos gratuitamente, mas honestamente não me sinto bem com isso, as pessoas ainda querem justificar “seu direito” à baixar músicas e programas de maneira ilegal dizendo que os titulares das obras devem se adaptar ao mundo atual e descobrirem novas formas de ganhar dinheiro, um outro rapaz diss :

    “Se não pensaram no copyright quando resolveram populzarizar a Internet não é problema meu! NÃO MESMO!

    Se querem me cobrar por algum tipo de conteúdo, ele tem q ser de altíssima qualidade ou então muito diferenciado e difícl de ser obtido gratuitamente. Não tenho porque me sentir culpado em execer um direito pleno.”

    Seria o mesmo que dizer que se o dono da banca de jornal virou as costa eu tenho direito de roubá-lo, volto a dizer, se as pessoas toman atitudes assim com bens supérfulos destinados ao entretenimento imagine em assuntos mais sérios …

  23. Sem querer ser chato – e nem fazer jabá…

    http://www.chmkt.com.br/2009/05/mais-um-e-book-imperdivel.html

    “Interessante como funciona a dinâmica do free. Eu baixei o livro, dei uma olhada em alguns trechos, VI QUE É INTERESSANTE E VOU COMPRAR A VERSÃO IMPRESSA – mais agradável de ler. Se não fosse essa amostra grátis, talvez nem tomaria conhecimento da publicação. Sinais de que FORNECER CONTEÚDO GRATUITO NA INTERNET PODE, SIM, GERAR VENDAS.”

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