O trecho abaixo é do M&M desta semana. Daqueles textos que você tem vontade de mandar para todo mundo por email. Como isso não é possível, destaco aqui a moral da história:

Elas (as pessoas) de fato precisam disto, de uma afirmação externa do óbvio. Elas precisam que um instituto de pesquisa diga a elas que o povo (incluindo as classes C e D, que algumas agências e anunciantes continuam tratando como trogloditas) não acredita mais que o Antônio Fagundes realmente consome todos aqueles 137 produtos que ele anunciou nos últimos 3 ou 4 anos.
O texto cita o estudo realizado pela Datamonitor, que constatou que a superexposição de celebridades em campanhas está causando fadiga no consumidor. Mas o que me chamou atenção foi essa história de “necessidade de afirmação externa do óbvio”.
Sempre que posso, publico algo que saiu na mídia, que foi comprovado por um instituto de pesquisa ou dito por algum grande nome do nosso mercado, mas que postei antes aqui, algumas vezes um ano antes.
Exemplos não faltam, destaquei alguns aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
Não se trata de auto-afirmação, mas mostrar que, às vezes, o que eu escrevo aqui pode ser a constatação do óbvio. Nestes casos, se eu tenho algum mérito, seria – no máximo – ter conseguido enxergar antes o que ninguém viu ou ter coragem de ser o primeiro a falar do assunto. O ponto é que seria burro só prestar atenção quando esta mesma opinião sai na boca deste ou daquele veículo ou instituto.
Então, assim como peço para vocês criticarem minhas idéias, também peço cabeça aberta na hora de pensar a respeito sobre o que está sendo discutido aqui.
Para não perder o costume, fecho este post com mais um exemplo, vejam só, do mesmo texto. Texto este que foi escrito por Fernando Campos, Sócio-Diretor de Criação da SantaClaraNitro:
…a porcentagem da verba de mídia que deve ser aplicada em produção (normalmente uns 10%, no máximo 15%). Elas descobriram – vejam só que perspicácia! – que ao mundo de hoje, em que o consumidor vai até a sua mensagem se ela for relevante par ele, a tal regra simplesmente não se aplica.
Então, para quem não leu com cabeça aberta o que eu falei um ano atrás, vale rever aqui, aqui, aqui e aqui