Monthly archives: July 2008

blogueiros ou putinhas?

Dando seqüência no post anterior, só para ficar claro que eu não desdenho a tal “força da blogosfera”. Eu acredito na força da comunicação que é potencializada nas comunidades, comunicadores instantâneos, ferramentas como blogs e várias outras que estão surgindo, como o Twitter.

Mas a força da blogosfera está no seu volume. Volume composto por um grupo tão disforme de pessoas que seria inocente acreditar que é controlado por poucos.

O problema está em categorizar a blogosfera sempre naquela mesma thurminha. Alguns chamam de panelinha, eu prefiro chamar de gangue. Gangue é um grupinho que fica criando escândalo mas ainda não tomou Nescau o suficiente pra ser chamado de máfia.

clique para ampliarSe o assunto for realmente quente, ele irá bem além dos limites da thurminha. Além disso, não será necessário a thurminha para disseminá-lo.

A idéia de olhar a blogosfera como um organismo único e centralizado interessa a poucos.

Interessa para alguns blogueiros carentes, que podem se sentir parte de uma gangue.

Interessa para alguns jornalistas da imprensa tradicional, que têm assunto ou motivo para levantar polêmicas ou alguém para botar a culpa de sua decadência.

Interessa para alguns anunciantes, que realizam medíocres ações de post pago como falsa mostra de mídia social, quando na verdade não passam da forma mais ordinária de propaganda.

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O cliente do futuro

Existem dois possíveis planos de análise para entender o que seria o “cliente do futuro”.

A primeira é “relacional”, papai com mamãe:

Não se fala do anunciante do futuro como se fala sobre a agência do futuro porque as agências são agências e os clientes são clientes. Isso significa, queiramos ou não, quem se adapta somos nós. O cliente tem sempre razão. Ele não precisa mudar para se adaptar a nós, seus fornecedores.

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Blogueiros

clique para ampliarEu insisto. Blogueiro não é raça, nem credo, nem espécime. Blog é ferramenta. Até brinquei citando perfis bem diferentes. Disse que tem o blog do presidente da GM americana e o blog do adolescente do interior de SP. Tem o blog do Paulo Coelho que faz chover e da Bruna surfistinha que faz gemer.

Dada esta introdução, quero defender que parte da polêmica gerada em casos envolvendo “blogueiros” vem da dificuldade para aceitar a mudança cultural que esta e outras ferramentas estão provocando.

Já vimos isso antes, várias vezes, inclusive fora da web. A tecnologia muda o comportamento, desde o tempo da descoberta do fogo.

As câmeras fotográficas digitais são um bom exemplo. Há uma década atrás, quem andasse com uma no bolso seria jornalista, fotógrafo amador ou turista.

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Minhas duas turmas

Uma das boas crônicas do Luís Fernando Veríssimo é uma em que conta sobre um personagem, já não muito novo, que tem duas turmas. A turma “em pé” e a turma “sentada”. A primeira é a dos colegas da mesma idade que, nos últimos tempos só se encontram em velórios e enterros (em pé). A outra é a de jovens com quem ele vai a bares, beber e papear (sentado).

Cada dia que passa tenho ficado mais impressionado com o distanciamento dos profissionais de marketing dos meios digitais. Sei que essa afirmação pode lhe soar estranha uma vez que esses mesmos profissionais geralmente são extremamente antenados com as novidades do mundo.

Não é verdade. Com exceção dos meus colegas que foram gerados profissionalmente dentro de computadores, quase todos os demais parecem estar cada vez mais longe do mundo dos bits e dos bytes, ainda que seus discursos sejam “muderninhos” e seus smartphones tenham tecnologia 3G.

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Google não recomenda visitar o IAB ou o Grupo de Mídia de SP.

clique para ampliarGoogle não recomendava visitar o IAB ou o Grupo de Mídia de SP.

Até semana passada o Google dizia que os sites estavam infectados. Teorias da conspiração podem apontar que o fato do Google não aceitar pagar comissionamento nunca foi bem visto pelas agências. A pressão teria causado tal movimento.

Besteira, duvido que não passe de uma grande e infeliz coincidência.

Mas não deixa de ser curioso, já imaginou o peso que teria uma censura vinda do Google? Poderiam usar a desculpa de malware, Black Hat SEO e até mesmo mudar sua fórmula para alterar o resultado orgânico de concorrentes.

Vixe, sem querer acabei lançando mais uma teoria da conspiração :-(

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Este lavabo será melhor visto em 800×600.

Vai contratar arquiteto de informação ou profissional de usabilidade? Peça para o candidato enviar uma foto de seu lavabo antes.

Alguém já conheceu lavabo com um mínimo de praticidade? Eu não.

Nada funciona no lavabo. Não se pode ficar a vontade porque é grudado na sala. O sabonete nunca limpa nada. Se limpa, depois não sai da mão. Ainda mais naquela piazinha com jatinho d’água que mais parece velho com próstata inchada. E o gran finale é aquela ridícula toalha, menor que guardanapo de pano. E geralmente a toalha nunca foi usada e por isso ainda é dura e quase não absorve nada.

Resumindo, tudo é feito para ser visto e cheirado, não pra ser usado.

Pior que isso, só site inteiro em flash, pop-ups, landing page, carta do presidente e menus com nomes que não querem dizer nada. Coisa de redator poeta ou maconheiro.

Por que eles estão saindo?

clique para ampliarAno passado, fazendo consultoria em uma agência de porte médio, escutei a seguinte frase:

Aqui na agência temos profissionais altamente gabaritados, que ganharam prêmios, foram reconhecidos e tinham ótimos salários mas largaram tudo porque ficaram de saco cheio desse mundinho de grandes agências. Resolveram trabalhar em um lugar onde pudessem fazer algo mais próximo do que acreditavam.

Quantas vezes vimos isso acontecer. O cara enche lo briocolé de grana e, ao invés de se aposentar, monta uma consultoria, uma agência pequena ou vai trabalhar em algum lugar onde ele, por seu gabarito e nome no mercado, tem poder de escolha e de sossego. Mas isso tem exatamente este cheiro, de uma aposentadoria disfarçada. Tipo “agora que não preciso mais de grana, vou trampar em um lugar onde não pego mais job de sabonete nem pasta de dente”.

Mas o que dizer quando o movimento vem de profissionais mais novos que não estão nem perto da aposentadoria? Só no mês de junho, soube de quatro brasileiros fazendo isso. Dois aqui no Brasil e dois lá fora. Também tenho conversado com outros que estão pensando seriamente em fazer o mesmo.

Se não for um fenômeno isolado, o que poderia explicar isso? O que faria um profissional largar um ótimo emprego e o conforto do ótimo salário? Certamente não se trata de conta bancária gorda nem falta de pique para trabalhar com comunicação.

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virtual ou real?

Direto da BBC Brasil:

Uma empresa holandesa está desenvolvendo uma tecnologia de videogame que permite aos jogadores competirem com pilotos de Fórmula 1 em tempo real, durante uma corrida de verdade que está passando ao vivo na televisão. O jogo pode chegar no mercado ainda em setembro deste ano.

Alguns de vocês já leram isso bem antes:

…será viável ter espectadores competindo contra esportistas de verdade. Considere poder correr contra o Schumacher em tempo real durante a corrida de Mônaco. Agora imagine também se o Ayrton Senna estiver participando virtualmente. É uma previsão bastante interessante e já temos tecnologia para isso.

Faltou eles pensarem em usar pistas, pilotos e carros que não estão mais na F1 (como o Senna), mas isso deve chegar na próxima versão :-D

ps. descobri a notícia via blog do Jungermann