Monthly archives: April 2008

Seu telhado é de vidro?

Que eu não sou normal os mais próximos já sabem, mas trago aqui uma pequena prova (clique para ampliar). Quando bebê, só tinha cabelo em cima, quase nada dos lados. Um moicano alguns anos antes do movimento punk copiar o corte secular. Em duas décadas e alguns carnavais depois a coisa se inverteu. Bastante dos lados, sertão em cima. O punk virou bozo.

Fazendo um paralelo a esta inversão, há 3 anos escrevi O Marketing Depois de Amanhã, falando sobre tecnologias que iriam influenciar a propaganda e o marketing. Apesar de muito bem aceito, era comum ter pessoas me indagando se as tecnologias citadas realmente teriam relação com o nosso mercado algum dia.

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sex conferences

Bem observado pelo Baroni no Ice Cream, a Wired fez um post sobre o que podemos aprender com a indústria pornô. Mas você leu antes aqui :-D

Saudades do Stand Center

Meu último post foi pro blog Espicaçando o Marketing, do meu mentor de marketing direto Fábio Adiron. Veja aqui.

update: só para manter histórico aqui no coxacreme, fiz um copy/paste do post. Abaixo:

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Braincast episódio 12

Com um time de peso, literalmente, o Braincast 12 está no ar. Eu, Carlos Merigo, Cristiano Dias, Fábio Seixas e Mentor Muniz Neto falamos de blogs a grife infantil, de marketing invisível a iPod no palito, de cerveja Polar a birras publicitárias.

Comentamos algumas questões repercutidas depois do Braincast 11, e falamos mais de blogs e como adentrar na panelinha da “umbigosfera”. Discutimos também sobre o “Safári Urbano”, ação da LG com diversos blogueiros e twitteiros em São Paulo. E para finalizar, a velha rixa entre planejamento, criação e atendimento em uma agência de publicidade.

Escute aqui.

Marcello Serpa

Vale a pena ler sobre a participação do Marcelo Serpa na Semana da Criação, falando de temas importantes e que já foram tratados aqui no coxa como o risco das leis para o nosso mercado, a importância dos contadores de história, o vídeo “amador” que virou sinônimo de viral e solução simples e barata, o marketing invisível e a questão da ética, a falta de visão dos jovens na escolha das oportunidades.

Faltou eu falar sobre os bureaus de mídia. Já escrevi e joguei fora duas vezes. Quem sabe na terceira eu publique algo.

Onde está o prazer?

clique para ampliarLove’s Resistance (1885) –
William-Adolphe Bouguereau (1825-1905)

Eu adoro posts porque não são artigos ou colunas. São manifestações.

Então, gostaria de saber onde está o erotismo da comunicação?

Esta pergunta não é uma crítica. Como eu disse, é uma simples manifestação da busca pelo prazer. Esqueçam as malditas concorrências, o novo lançamento da apple, os grupos de estudo e a mudança tributária.

Onde está o prazer?

Na grana, no poder, em Cannes, num filme ou na negada te seguindo no twitter?

Pronto falei.

TV digital ainda devagar

Eu defendo que essa história de TV digital pegar muito melhor que a analógica era uma mentira. O argumento técnico ignora a prática. O que é verdade no laboratório não necessariamente se reflete na vida real.

Além dos pontos que eu já havia apresentado, agora a Philips levanta outro problema, a qualidade do sinal.

O último estudo divulgado pela empresa mostra que nos locais onde a TV analógica pega mal, a chance do sinal da TV digital pegar bem é mínimo. Nos testes, o sinal apresentou falhas em 33% dos mais de 100 pontos medidos pela empresa.

Veja o resultado do teste clicando no mapa de área de cobertura no site da Philips.

Agente mobilizador da mudança

Tive um bom almoço com o Juliano Spyer e ele acabou comentando parte do papo em um de seus textos:

….Cavallini explicou que a agência de publicidade é a parte conservadora do negócio e tende a manter o processo da maneira como ele sempre foi feito.

A mudança, ele disse, vem do cliente, que acompanha as tendências do mercado e também os resultados de suas promoções, e então pressiona a agência para que ela busque soluções novas e alternativas. E o que ele chamou a atenção em relação a esse processo é que nos últimos anos, os clientes têm sido mais insistentes nas cobranças por campanhas diferenciadas.

E aí? Os anunciantes nunca aprovam nada que não seja papai-mamãe ou seriam eles os agentes mobilizadores da mudança?

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Jornalistas não usam TIM?

Cheguei a uma conclusão interessante no último mês. Jornalistas não usam TIM nem tem amigos que usam. Pelo menos seria uma explicação lógica para o fato para ninguém comentar nada sobre o que anda acontecendo.

A notícia corre solta em blogs, listas de discussão e correntes de email reclamando da situação, falta de informação ou promessa de mudança.

A segunda maior operadora celular de um mercado importante como o Brasil fica indo e voltando num entra e sai dos diabos que deixa todo mundo quase louco. Não preciso lembrar que celular é hoje mais importante que o cartão de crédito ou o RG. Tem hora que dados não funciona, hora que nem a voz. Um dos dias chegou a ficar quase uma manhã inteira completamente fora do ar.

Será que não deveria ser notícia inclusive no principais jornais do mundo? Afinal, uma empresa que deixa 32 milhões de clientes sem serviço seria o mesmo que bloquear os celulares do Canadá todinho.

Você viu algo sobre o assunto em algum meio tradicional? Bota a referência nos comments pra mostrar que eu estou errado.

Meritocracia

Depois de conversar com um amigo sobre o post de digitalização das agências, percebi que não falei sobre um caminho possível. Disse que algumas agências gostam de usar a política do medo e algumas a política do agrado. Além de não comentar que algumas não usam política nenhuma :-D , faltou dizer que seria possível ter uma mistura das duas políticas.

Na prática, é bonificar quem traz resultado e punir quem não traz. Quando é levada ao pé da letra, pode instalar um clima muito parecido com a do medo, mas é bem diferente. Encarada como um eficaz método de gestão, ela é seguida por muitas empresas brasileiras.

Ela tem um apelido, um nome e um pai. O apelido é Cultura Banco Garantia. O nome, meritocracia. E seu pai é Jorge Paulo Lemann. Quem quiser saber mais a respeito sugiro ler a gigantesca matéria que saiu na Época Negócios de abril (fechado para assinantes).