Alguém já notou que é super raro ver no Brasil as pessoas com laptops no colo em palestras e congressos? A sensação que eu tenho é que isso ainda é entendido como falta de educação. Lá fora, é comum ver eventos cheio de laptops e smartphones sendo usados durante o speech. Não é falta de educação porque entende-se que alguns estão anotando o que estão escutando (mais fácil que caderno) enquanto outros estão blogando sobre o evento em tempo real.

Não acredito que a ausência aqui seja pela baixa penetração de laptops. Pelo menos nos eventos que eu freqüento eu sei que a maioria do público tem laptop. Será que é medo de ser roubado no caminho? Preguiça? Falta de hábito? Cultural? Um pouco de tudo?

laps

Se for vergonha, lembra um pouco os primeiros anos de celular, quando era esnobe usar em público. “Olha que metido, o cara quer mostrar que tem um celular”. Depois passou a ser chique para em seguida ser natural. Claro, tirando os locais e horas onde isso será sempre mal educado.

Voltando aos eventos, eu não abro o meu porque acho que metade vai me achar esnobe e a outra metade vai achar que é um desrespeito. Sei lá, essa coisa de costume precisa tomar um certo cuidado. Outro dia já dei um puta fora. Ganhei um CD de aniversário de um grande amigo e falei que ia ripar as músicas no mesmo dia pra escutar. Perguntei se ele queria de volta o CD depois disso. Só me toquei do fora quando o cara reclamou. Pra ele era estranho devolver o presente, mas pra mim não era isso. O presente pra mim era o conteúdo (as músicas), o CD era apenas um trambolho que servia para transportá-las.

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13 comentários

  1. 1 cava

    A foto é mostra uma aula do The Missouri School of Journalism, a primeira escola de jornalismo do mundo.

  2. 2 Brown

    Existem dois tópicos bem distintos neste post; o primeiro referente aos laptops é bem claro em eventos. Recentemente fui num evento da Microsoft sobre novas tecnologias de desenvolvimento. O foco da palestra era muito técnico e, com certeza, se eu tivesse um laptop, teria o levado para facilitar as anotações. De fato, achei estranho, que grande parte do público, não levou nada de digital para fazer anotações. Muitos programadores e técnicos com blocos de nota e lapiseiras… muito estranho. É claro, alguns levaram os celulares para ficar batendo papo no meio da palestra. Acho que ainda existem aqueles que fazem “tipo” durante eventos para parecerem importantes e indispensáveis.
    É uma questão de tempo antes que as pessoas comecem a utilizar laptops para aquilo que realmente foram criados, facilitar a vida.

    Agora com relação ao assunto do rip do CD… isso exigiria várias laudas de diarréia mental e eu não tô tão inspirado assim.

    []´s

  3. 3 Jonas Felipe

    Nossa cara, o lance do CD, que maluco! hahaha

    Mas agora falando sério, tem o lado humano da coisa também, nem tudo é praticidade, o ato de dar e ganhar um CD é bem mais do que transferência de conteúdo, não é apenas um “download”.

    Se depender do cava no meu próximo amigo secreto eu ganho um e-mail escrito: Baixe a música x, y e z no emule. O cara nem se da o trabalho de comprar o CD! É só a música que importa mesmo não é? =P

    Grande abraço!

  4. 4 cava

    No emule não, mas e se fosse um vale da ITMS? Qual a diferença entre isso e um vale CD da loja mais proxima? Nenhuma. Ou voce vai me dizer que nao vai ripar e jogar o CD na gaveta?

  5. 5 Ricardo Amaral

    Cava, MP3 tem som de merda e CD tem som sem perda. Se você me mandasse de volta o CD, daria ele de volta na sua cabecinha tecnológica.
    E concordo com o Jonas: dar um presente não é emprestar um CD para ripar. Deu, leva.

  6. 6 cava

    Amaral, pra quem tem ouvido absoluto ou é fresco como voce, basta usar um codec sem perda. O ponto é que muita gente nao usa mais o CD, seja no carro, em casa, trabalho, na rua ou na fazenda. E ficar na gaveta juntando poeira é algo que muitos já aboliram.

  7. 7 Dgrull

    Sempre fui de anotar pensamentos para desenvolver raciocínios. Desde palestras, conversas em botecos a devaneios no metro. Andava pra cima e pra baixo com um caderninho do Southpark. Muitas dessas idéais foram continuadas, encaminhadas ou “passadas a limpo” mas outras muitas se perderam no cemitério orgânico da celulose.

    Recentemente adquiri um Iphone e um laptop pequeno (não é ultra mobile mas suficientemente pequeno para transporta-lo sem cultivar uma érnia de disco). O que eu percebi é que quase 100% das anotações viram um email, um post, uma música, uma apresentação, etc. Posso estar chovendo no molhado um pouco, mas acho que o grande benefício do registro digital é portabilidade da informação.

    O mesmo se aplica a música em MP3, o peso da portabilidade da música é muito maior do que a perda de qualidade devido a compressão no som.

  8. 8 Brown

    Pelo visto, a história do CD é a que pegou mesmo. Presumi, por isso que eu não quis comentar.
    Argumentar que MP3 é um som de CD sem qualidade é até válido (se falamos de rips de baixa qualidade) Hoje a grande maioria dos MP3s já toca a 320kbps. Quase trez vezes a qualidade dos MP3 bons (128). Vou deixar alguém discutir coisas como frequencia audível, metodos de compressão e o que seja. Só vou registrar que esse mesmo argumento foi usado com relação aos LPs(antigos bolachões). A qualidade de som deles é infinitamente superior a de um CD. Algumas pessoas ainda tem suas vitrolinhas, compram as raras cópias em LP. Minha sugestão? Se você quiser qualidade de som, não gaste dinheiro com CD, compre um toca discos decente, e invista em LPs.
    O que eu acho que está sendo misturado na discussão não é com referência ao som e sim, com relação a atitude de devolver o presente depois dele ter sido utilizado. Embora eu até compreenda a intenção de difundir o conteúdo recebido, teria sido, provável e politicamente mais correto , ripar o CD e dar uma cópia das musicas ripadas para a pessoa que o presenteou.
    Bom… mas aí, isso já é minha opinião…

  9. 9 cava

    Aí é que está Brown, na minha cabeça de pudim, eu nao estava devolvendo presente. Estava apenas devolvendo a caixa. Que iria pro lixo anyway.

  10. 10 Rodrigo Cunha

    Voltando ao tópico do laptop. Tb acho que a maioria das pessoas ve quem usa laptop em algum evento ou ate mesmo na universidade, como um metido, alguem que quer mostrar que tem.

    Na realidade isso reflete um choque de costumes e até de gerações. Há pessoas que já se adequaram à nova realidade, enquanto que outras ainda não, mas irão, mais cedo ou mais tarde.

    Sobre o CD, o que é isso? :]

  11. 11 TheSoulSurfer

    Quanto ao assunto laptop, acredito que no Brasil as pessoas nao usam muito em palestras e eventos por medo de serem roubados… eh como ouvir musicas em seu iPod num busao… quem arrisca? Essa mentalidade do medo nos priva de muita coisa…

    Aqueles que me conhecem, sabem que moro na terra onde Papai Noel perdeu as botas, aqui o comportamento eh de total expontaniedade ao utilizar um hardware. eu estava no onibus e pensava: nossa, todo mundo com um ipod, jogando psp, nintendo DS, iphone… nas palestras todos com laptops como citado na materia e nas ruas eh muito comum voce passar por uma cafeteria e ver alguem sentado do lado de fora na calcada tomando um cafe e usando seu laptop, conectdado na rede wireless oferecida pela cafeteria… todos muito tranquilos desfrutando do seu hardware.

    no fim, meu sentimento foi de tristeza pois no Brasil nunca poderiamos fazer tais coisas com nosso equipamento…
    sabe como eh… nobody moves, nobody gets hurt.

  12. 12 Fabricio C Zuardi

    Estou com o cava quanto ao cd, os meus eu ripo em 320 e jogo os lixos de plastico numa caixa junto com trambolhos de multiplas mudancas (nao tenho as manhas de jogar fora ainda).

    Quanto ao laptop em palestra, debate, reuniao ou aula… minha opiniao varia, dependendo da situacao.

    Via de regra, manter a tela aberta o tempo todo é escroto, passa um certo desrespeito pois vc esta dividindo sua atencao (sem falar que come a bateria), é claro que existem excessoes, por exemplo, se vc é um touch-typist e consegue digitar com a tela abaixada, ou se vc é um jornalista transcrevendo ou retransmitindo as notas. Como nao sou nenhum dos dois, eu ou deixo gravando o audio, ou deixo o laptop fechado no colo ou mochila e abro p/ algumas anotacoes rapidas quando necessario.

    Mas mantenho um bloco de notas de papel tambem, a portabilidade e confiabilidade desses ainda é imbativel.

  13. 13 daniel

    Sempre levo meu lap em palestras, aulas ou onde eu achar que ele seja útil. Sou usuário de transporte público (ônibus, metrô), sei que tem o lance da violência, mas fiz um seguro (superbarato) a 3 anos e nada aconteceu. E outra coisa, foda-se o que pensam de mim quando abro meu lap na aula.

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